Bom, já tivemos todo o final de semana para assistir, assistir de novo, chorar, chorar de novo e então decidi fazer algumas deliberações que tive com amigas sobre esse maravilhoso revival de Gilmore Girls. Lá vamos nós:
1. Emily
Não sei nem por onde começar. Minha Gilmore mais odiada, desculpem a palavra fortíssima, eu sei, mas não consigo me compadecer diante o desprezo, o descaso, os mal tratos, as humilhações públicas, as chantagens financeiras e emocionais nas últimas 7 temporadas. Digamos que, quem viveu coisas semelhantes, não consegue se compadecer. Mas, sem dúvida alguma, Emily, nesse revival, merece pelo menos um parágrafo inteiro só de elogios, e lá vai:
Que maravilhosa. Chorei em diversas cenas. Sentir um pouco da sua dor de perder um companheiro de longa data, tentar reestruturar a sua vida diante de um grande abismo e… conseguir! A construção do despertar de uma nova vida de Emily é a melhor construção de personagem que há no revival. Ela endurece, se afasta, quebra seus próprios padrões, se abre para uma nova vida e finalmente começa a vivê-la. Dá um alento saber que uma nova vida pode começar a qualquer idade, por mais clichés que tenhamos sobre isso a todo momento.
2. Berta
Finalmente uma pessoa que Emily consegue manter em sua vida. Não só manter mas aglutinar toda família da Berta em sua vida. Estranhamente tive uma simpatia pela Berta e não consegui identificar o porquê, apesar dela falar um espanhol meio aportuguesado, não entender o porquê daquilo tudo quando der….CACETE É A GIPSY!
3. KIRK
Não dá pra se decepcionar com um dos melhores personagens secundários que só Stars Hollow pode nos proporcionar, não é mesmo? Vê-lo grisalho me deu uma pontadinha no coração, mas acabou no primeiro minuto de presença. Eu que já tinha mandado fazer camisetas pra mim e para minhas amigas (vide foto), agora vou fazer uma nova estampa com os dizeres ‘a film by kirk’, sem a menor dúvida. Inclusive, sou realmente fã dos curtas “dele”! <3 ~
4. Parada Gay
Claro que, depois de quase uma década, seria bem mais interessante se algumas coisas estivessem sobre a mesa, como o Michel falando abertamente que é homossexual. Me incomodava o ver não só como o único gay, mas a única pessoa negra na cidade.
Agora temos também o Donald, um novo personagem, abertamente gay que em uma reunião da cidade, discute com Taylor sobre a possibilidade de uma Parada Gay, mas que é deferida pois infelizmente são muito poucos. Nessa mesma discussão, Gipsy acaba tirando Taylor do armário para nós, não que eu goste de forçar pessoas a saírem do armário mas acaba nos dando uma visão mais aberta (ou um pouco menos fechada?) de Stars Hollow.
5. Paris Geller, senhoras e senhores
Quando acaba a Primavera, segundo episódio, você pensa: caralho, que personagem. Paris continua quebrando a porra toda como sempre e agora em níveis ainda mais megalomaníacos e estratosféricos. Não poderia ser diferente, se acha uma decepção como mãe, separada, crises existenciais expurgando pelos seus poros, existencialismos, debates com ela mesma. Surtei com a volta de Rory e Paris à Chilton, e a cena em que Paris fecha a porta com o pé eu aplaudi, juro mesmo.
6. Sookie e Lane (e tema de abertura) (decepção geral)
VOCÊ JURA QUE FOI SÓ ISSO?
LAMENTÁVEL, HEIN?
Sookie aparece rapidamente e nunca mais a vemos, nem no casamento de Lorelai, miagemt. Na próxima vez avisa que a gente faz uma vaquinha pra pagar o cachê, sem problema. Lane é melhor amiga de Rory, ficou super pra escanteio, apareceu mais que Sookie mas teve aparições muito pontuais, não fez juz à maravilhosa personagem! D:
CADÊ TEMA DE ABERTURA QUE SÓ APARECEU NO FINAL, AFFS ~
7. Thirtysomething Gang
Não sei vocês, mas eu estaria super nessa gangue dos trinta e pouco caso viesse de uma cidade pequena, hahaha. Me formei na faculdade, saí de casa, trabalhei pra cacete, tive um bilhão de decepções com mercado de trabalho, fiquei desempregada, sofri de amores e estou nessa bolha de não saber o que fazer muito bem e sigo andando com pessoas que estão na mesma. Também foi uma forma de inserirem mais atores negros na cidade, além do maravilhoso (SIM MARAVILHOSO, MESMO COM MEIA HORA) musical de Stars Hollow.
8. Reprodução de machismo
Como disse, passou uma década e achei que fossem cortar algumas reproduções de machismo recorrentes nas 7 temporadas da série. Infelizmente isso não só não aconteceu, como reforçaram alguns estereótipos que tentamos diariamente desconstruir e opressões que diariamente tentamos eliminar. Como por exemplo, apresentar uma personagem abertamente feminista, Naomi Shropshire, como uma mulher em que todos têm um pitaco a dar sobre sua personalidade, a colocando como uma – eu odeio esse termo com todas as minhas forças – maluca, que fala uma coisa e depois diz outra e que é alcólatra e uma caricatura.
Como por exemplo (2), fazer body shamming (falar mal de corpos de outras pessoas) na piscina, falar sobre os corpos alheios com nojo. Como por exemplo (3), na cena com as freiras, que sucede a maravilhosa piada que envolve Whoopi Goldberg, falar mal da Katy Perry (slut shamming), dizer que ela usa roupas de puta e estereotipá-la. Como por exemplo (4), a cena do DAR (Daughters of the American Revolution) em que fazem a mesma coisa que fizeram com Katy Parry, mostram uma mulher nova que se casou com um homem mais velho, dando a entender que ela é uma ~ gold digger ~, uma pessoa que está atrás de dinheiro. A mulher é completamente humilhada de uma forma que tentamos desconstruir há anos. Entendo que a série é bem condizente com as idades das personagens e os preconceitos enrustidos que carregam e inclusive, pode ser visto como uma crítica a tudo isso, mas quis pontuar ainda assim. :)
Como por exemplo (5), só mais essa, juro, hahaha, Rory continuar não ligando em se relacionar com pessoas comprometidas e dessa vez, Lorelai não fala quase nada, faz uma piadinha horrível, a chamando de vadia ou coisa do tipo. Sendo que, quando aconteceu com o Dean, elas brigaram homericamente, deixaram de se falar por um tempo, etc.
9. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cogumelo do Sol
Ninguém envelhece nessa série? Passou-se quase uma década e muitos dos personagens não mudaram quase nada, vamos passar as dicas aí, galera! E o que acontece com os personagens que envelheceram e mudaram naturalmente nessa década é que ficam drasticamente diferentes do resto do elenco, como Zack marido de Lane e Miss Patty, gente! Ô LOCO MEO!
10. Rory
Nossa mãe, por onde começo? Amo que a vida dela nesse ano começa e termina de pernas para o ar. Em todas as 7 temporadas parece que o destino a aguarda com tudo o que ~ meritocraticamente ela é digna de. A quebra disso traz apenas a realidade para a maioria, a vida é não só dura como imprevisível. Claro que ela tem o privilégio de parar de trabalhar e observar o que ela quer, mas o que eu gosto é que o ano termina e as coisas estão mais em aberto do que nunca, E ESTÁ TUDO BEM. Ela tem uma incrível rede de apoio e com seu livro, dá a entender que está bem encaminhada, afinal, quem não além de nós, para confirmar que o conteúdo desse livro é excelente?
Sobre a vida romântica da Rory, eu não estava esperando menos do que aconteceu, ela não ficar com ninguém. Não fui time de ninguém, apesar de Jess estar um arraso e até o Dean que todos desgostam, também. O Jess volta pontual para dar um apoio à Rory, uma sacudida, como na última vez que nós vemos eles se encontrando e por mais que diga que superou Rory para Luke, algumas olhadas não nos convencem, e tudo bem, baba baby, #SeNãoMeQuisAssimNãoMeProcureAssado. Logan está igualzinho porém fazendo AB Shaper, continue, colega.
11- Lorelai
A única coisa que tenho para comentar é a cena maravilhosa em que Lorelai é negada de fazer a caminhada pois está sem a permissão. O fato de olhar para a natureza e talvez entender sua vulnerabilidade diante de tudo aquilo e perante a situação de perder uma pessoa muito próxima com a qual você não tem muita intimidade, foi suficiente. Não precisou caminhar absolutamente nada, só parou e se viu refletida numa imensidão sem resposta. A ligação em seguida para Emily, O QUE FOI AQUILO MIAGENT? Só a Deusa sabe dos ranho que limpei na blusa porque não peguei um papel higiênico previamente.
12. O Não-Casamento
Alguém esperava menos do que isso? O tom de surrealismo no episódio já tinha sido dado pela ~ life and death brigade ~, que pessoalmente odeio todos os personagens e por isso são bons e (su)reais com seus dinheiros e leviandades e machismos, risos. Mas a cena do casamento é deslumbrante, era tudo o que eu queria ver. Achei que foi a cara do casal porque teve toda a extravagância da Lorelai mas com a discrição do Luke e pudemos aproveitar relaxados como tudo se desenrolou. Claro, ver o casamento seria interessante também, mas abafariam os finalmentes.
13. As últimas 4 palavras
Eu não sabia que rolava essa ~ parada ~ em que a Amy Sherman-Paladino gostaria de terminar a série com quatro palavrinhas secretas e que ninguém sabia quais eram. Gostei? Digamos que não desgostei. Lorelai já havia falado sobre o círculo da vida para Emily e essa é a concretização dele. Rory agora tem 32 anos, idade em que Lorelai tem na primeira temporada de Gilmore Girls.
Em verdade que fica um pouco desconexo para mim o fato de que Rory querer criar seu filho sozinha, sendo que Logan sempre foi #TeamRory em peso e quis casar com ela anos atrás e não por que ela engravidou, como foi o caso de Lorelai e Christofer. Porém, é o círculo da vida, e como Lorelai tomou essa decisão sozinha e desagradou sua mãe, o que eu interpreto, é que Rory fará a mesma coisa.
E sim, é do Logan. Se fosse do Wookie ou do Paul que aparecem apenas no Inverno/Primavera, Rory já estaria com 6 ou 3 meses de gravidez porque a série é dividida em quatro estações do ano! Fiquem só com o áudio pra dar aquele gostinho de quero ver de novo, haha!
14. Cristopher
Deixei pro final para caso você ainda não tenha se ligado, não estragar muito, hahaha. Por um breve momento, ainda que sem muito nexo, Rory faz uma visita ao seu pai com o pretexto de pedir permissão para incluí-lo em seu livro. Porém, a visita fica mais clara depois que a série acaba e claro, depois que você tem que ir assoar o nariz e lavar a cara toda inchada e liga pra amiga. Rory vai questionar seu pai como foi criá-la à distância, sendo menos eufemista, não criá-la e vê-la de vez em quando, quando tinha vontade/tempo. Isso é porque Rory já sabe que está grávida e pretende criar seu filho sozinha, assim como sua mãe fez.
15. Para finalizar
Seria maravilhoso se o livro que Rory escreve fosse realmente publicado. Poderia dar vazão à novas histórias, focar nas histórias que conhecemos superficialmente e sem dúvida seria sucesso de vendas. FIK A DIK AÍ DONA AMY!
Com certeza esqueci de falar sobre alguma coisa. Eu não fui anotando nada enquanto via, apenas sentei e escrevi conforme fui me lembrando dos pontos altos que me marcaram mais e que mais debati com amigas. Se você lembrar de mais alguma coisa muito importante que deixei pra trás, me avisa! No final minha avaliação ficou, Inverno = bom, Primavera = fraco, Verão = risos e Outono = total eclipse of the heart. Acho que vou plagiar Sherman-Paladino e também vou terminar com 4 palavrinhas.
MANDA MAIS QUE TAPOUCO ou também LANÇA O LIVRO FIK DIK ou TÔ CONFUSA QUERO MAIS? ou…
Hahaha, tá bom, chega!
Bom, já tivemos todo o final de semana para assistir, assistir de novo, chorar, chorar de novo e então decidi fazer algumas deliberações que tive com amigas sobre esse maravilhoso revival de Gilmore Girls. Lá vamos nós:
1. Emily
Não sei nem por onde começar. Minha Gilmore mais odiada, desculpem a palavra fortíssima, eu sei, mas não consigo me compadecer diante o desprezo, o descaso, os mal tratos, as humilhações públicas, as chantagens financeiras e emocionais nas últimas 7 temporadas. Digamos que, quem viveu coisas semelhantes, não consegue se compadecer. Mas, sem dúvida alguma, Emily, nesse revival, merece pelo menos um parágrafo inteiro só de elogios, e lá vai:
Que maravilhosa. Chorei em diversas cenas. Sentir um pouco da sua dor de perder um companheiro de longa data, tentar reestruturar a sua vida diante de um grande abismo e… conseguir! A construção do despertar de uma nova vida de Emily é a melhor construção de personagem que há no revival. Ela endurece, se afasta, quebra seus próprios padrões, se abre para uma nova vida e finalmente começa a vivê-la. Dá um alento saber que uma nova vida pode começar a qualquer idade, por mais clichés que tenhamos sobre isso a todo momento.
2. Berta
Finalmente uma pessoa que Emily consegue manter em sua vida. Não só manter mas aglutinar toda família da Berta em sua vida. Estranhamente tive uma simpatia pela Berta e não consegui identificar o porquê, apesar dela falar um espanhol meio aportuguesado, não entender o porquê daquilo tudo quando der….CACETE É A GIPSY!
3. KIRK
Não dá pra se decepcionar com um dos melhores personagens secundários que só Stars Hollow pode nos proporcionar, não é mesmo? Vê-lo grisalho me deu uma pontadinha no coração, mas acabou no primeiro minuto de presença. Eu que já tinha mandado fazer camisetas pra mim e para minhas amigas (vide foto), agora vou fazer uma nova estampa com os dizeres ‘a film by kirk’, sem a menor dúvida. Inclusive, sou realmente fã dos curtas “dele”! <3 ~
4. Parada Gay
Claro que, depois de quase uma década, seria bem mais interessante se algumas coisas estivessem sobre a mesa, como o Michel falando abertamente que é homossexual. Me incomodava o ver não só como o único gay, mas a única pessoa negra na cidade.
Agora temos também o Donald, um novo personagem, abertamente gay que em uma reunião da cidade, discute com Taylor sobre a possibilidade de uma Parada Gay, mas que é deferida pois infelizmente são muito poucos. Nessa mesma discussão, Gipsy acaba tirando Taylor do armário para nós, não que eu goste de forçar pessoas a saírem do armário mas acaba nos dando uma visão mais aberta (ou um pouco menos fechada?) de Stars Hollow.
5. Paris Geller, senhoras e senhores
Quando acaba a Primavera, segundo episódio, você pensa: caralho, que personagem. Paris continua quebrando a porra toda como sempre e agora em níveis ainda mais megalomaníacos e estratosféricos. Não poderia ser diferente, se acha uma decepção como mãe, separada, crises existenciais expurgando pelos seus poros, existencialismos, debates com ela mesma. Surtei com a volta de Rory e Paris à Chilton, e a cena em que Paris fecha a porta com o pé eu aplaudi, juro mesmo.
6. Sookie e Lane (e tema de abertura) (decepção geral)
VOCÊ JURA QUE FOI SÓ ISSO?
LAMENTÁVEL, HEIN?
Sookie aparece rapidamente e nunca mais a vemos, nem no casamento de Lorelai, miagemt. Na próxima vez avisa que a gente faz uma vaquinha pra pagar o cachê, sem problema. Lane é melhor amiga de Rory, ficou super pra escanteio, apareceu mais que Sookie mas teve aparições muito pontuais, não fez juz à maravilhosa personagem! D:
CADÊ TEMA DE ABERTURA QUE SÓ APARECEU NO FINAL, AFFS ~
7. Thirtysomething Gang
Não sei vocês, mas eu estaria super nessa gangue dos trinta e pouco caso viesse de uma cidade pequena, hahaha. Me formei na faculdade, saí de casa, trabalhei pra cacete, tive um bilhão de decepções com mercado de trabalho, fiquei desempregada, sofri de amores e estou nessa bolha de não saber o que fazer muito bem e sigo andando com pessoas que estão na mesma. Também foi uma forma de inserirem mais atores negros na cidade, além do maravilhoso (SIM MARAVILHOSO, MESMO COM MEIA HORA) musical de Stars Hollow.
8. Reprodução de machismo
Como disse, passou uma década e achei que fossem cortar algumas reproduções de machismo recorrentes nas 7 temporadas da série. Infelizmente isso não só não aconteceu, como reforçaram alguns estereótipos que tentamos diariamente desconstruir e opressões que diariamente tentamos eliminar. Como por exemplo, apresentar uma personagem abertamente feminista, Naomi Shropshire, como uma mulher em que todos têm um pitaco a dar sobre sua personalidade, a colocando como uma – eu odeio esse termo com todas as minhas forças – maluca, que fala uma coisa e depois diz outra e que é alcólatra e uma caricatura.
Como por exemplo (2), fazer body shamming (falar mal de corpos de outras pessoas) na piscina, falar sobre os corpos alheios com nojo. Como por exemplo (3), na cena com as freiras, que sucede a maravilhosa piada que envolve Whoopi Goldberg, falar mal da Katy Perry (slut shamming), dizer que ela usa roupas de puta e estereotipá-la. Como por exemplo (4), a cena do DAR (Daughters of the American Revolution) em que fazem a mesma coisa que fizeram com Katy Parry, mostram uma mulher nova que se casou com um homem mais velho, dando a entender que ela é uma ~ gold digger ~, uma pessoa que está atrás de dinheiro. A mulher é completamente humilhada de uma forma que tentamos desconstruir há anos. Entendo que a série é bem condizente com as idades das personagens e os preconceitos enrustidos que carregam e inclusive, pode ser visto como uma crítica a tudo isso, mas quis pontuar ainda assim. :)
Como por exemplo (5), só mais essa, juro, hahaha, Rory continuar não ligando em se relacionar com pessoas comprometidas e dessa vez, Lorelai não fala quase nada, faz uma piadinha horrível, a chamando de vadia ou coisa do tipo. Sendo que, quando aconteceu com o Dean, elas brigaram homericamente, deixaram de se falar por um tempo, etc.
9. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cogumelo do Sol
Ninguém envelhece nessa série? Passou-se quase uma década e muitos dos personagens não mudaram quase nada, vamos passar as dicas aí, galera! E o que acontece com os personagens que envelheceram e mudaram naturalmente nessa década é que ficam drasticamente diferentes do resto do elenco, como Zack marido de Lane e Miss Patty, gente! Ô LOCO MEO!
10. Rory
Nossa mãe, por onde começo? Amo que a vida dela nesse ano começa e termina de pernas para o ar. Em todas as 7 temporadas parece que o destino a aguarda com tudo o que ~ meritocraticamente ela é digna de. A quebra disso traz apenas a realidade para a maioria, a vida é não só dura como imprevisível. Claro que ela tem o privilégio de parar de trabalhar e observar o que ela quer, mas o que eu gosto é que o ano termina e as coisas estão mais em aberto do que nunca, E ESTÁ TUDO BEM. Ela tem uma incrível rede de apoio e com seu livro, dá a entender que está bem encaminhada, afinal, quem não além de nós, para confirmar que o conteúdo desse livro é excelente?
Sobre a vida romântica da Rory, eu não estava esperando menos do que aconteceu, ela não ficar com ninguém. Não fui time de ninguém, apesar de Jess estar um arraso e até o Dean que todos desgostam, também. O Jess volta pontual para dar um apoio à Rory, uma sacudida, como na última vez que nós vemos eles se encontrando e por mais que diga que superou Rory para Luke, algumas olhadas não nos convencem, e tudo bem, baba baby, #SeNãoMeQuisAssimNãoMeProcureAssado. Logan está igualzinho porém fazendo AB Shaper, continue, colega.
11- Lorelai
A única coisa que tenho para comentar é a cena maravilhosa em que Lorelai é negada de fazer a caminhada pois está sem a permissão. O fato de olhar para a natureza e talvez entender sua vulnerabilidade diante de tudo aquilo e perante a situação de perder uma pessoa muito próxima com a qual você não tem muita intimidade, foi suficiente. Não precisou caminhar absolutamente nada, só parou e se viu refletida numa imensidão sem resposta. A ligação em seguida para Emily, O QUE FOI AQUILO MIAGENT? Só a Deusa sabe dos ranho que limpei na blusa porque não peguei um papel higiênico previamente.
12. O Não-Casamento
Alguém esperava menos do que isso? O tom de surrealismo no episódio já tinha sido dado pela ~ life and death brigade ~, que pessoalmente odeio todos os personagens e por isso são bons e (su)reais com seus dinheiros e leviandades e machismos, risos. Mas a cena do casamento é deslumbrante, era tudo o que eu queria ver. Achei que foi a cara do casal porque teve toda a extravagância da Lorelai mas com a discrição do Luke e pudemos aproveitar relaxados como tudo se desenrolou. Claro, ver o casamento seria interessante também, mas abafariam os finalmentes.
13. As últimas 4 palavras
Eu não sabia que rolava essa ~ parada ~ em que a Amy Sherman-Paladino gostaria de terminar a série com quatro palavrinhas secretas e que ninguém sabia quais eram. Gostei? Digamos que não desgostei. Lorelai já havia falado sobre o círculo da vida para Emily e essa é a concretização dele. Rory agora tem 32 anos, idade em que Lorelai tem na primeira temporada de Gilmore Girls.
Em verdade que fica um pouco desconexo para mim o fato de que Rory querer criar seu filho sozinha, sendo que Logan sempre foi #TeamRory em peso e quis casar com ela anos atrás e não por que ela engravidou, como foi o caso de Lorelai e Christofer. Porém, é o círculo da vida, e como Lorelai tomou essa decisão sozinha e desagradou sua mãe, o que eu interpreto, é que Rory fará a mesma coisa.
E sim, é do Logan. Se fosse do Wookie ou do Paul que aparecem apenas no Inverno/Primavera, Rory já estaria com 6 ou 3 meses de gravidez porque a série é dividida em quatro estações do ano! Fiquem só com o áudio pra dar aquele gostinho de quero ver de novo, haha!
14. Cristopher
Deixei pro final para caso você ainda não tenha se ligado, não estragar muito, hahaha. Por um breve momento, ainda que sem muito nexo, Rory faz uma visita ao seu pai com o pretexto de pedir permissão para incluí-lo em seu livro. Porém, a visita fica mais clara depois que a série acaba e claro, depois que você tem que ir assoar o nariz e lavar a cara toda inchada e liga pra amiga. Rory vai questionar seu pai como foi criá-la à distância, sendo menos eufemista, não criá-la e vê-la de vez em quando, quando tinha vontade/tempo. Isso é porque Rory já sabe que está grávida e pretende criar seu filho sozinha, assim como sua mãe fez.
15. Para finalizar
Seria maravilhoso se o livro que Rory escreve fosse realmente publicado. Poderia dar vazão à novas histórias, focar nas histórias que conhecemos superficialmente e sem dúvida seria sucesso de vendas. FIK A DIK AÍ DONA AMY!
Com certeza esqueci de falar sobre alguma coisa. Eu não fui anotando nada enquanto via, apenas sentei e escrevi conforme fui me lembrando dos pontos altos que me marcaram mais e que mais debati com amigas. Se você lembrar de mais alguma coisa muito importante que deixei pra trás, me avisa! No final minha avaliação ficou, Inverno = bom, Primavera = fraco, Verão = risos e Outono = total eclipse of the heart. Acho que vou plagiar Sherman-Paladino e também vou terminar com 4 palavrinhas.
MANDA MAIS QUE TAPOUCO ou também LANÇA O LIVRO FIK DIK ou TÔ CONFUSA QUERO MAIS? ou…
Colagem digital feita com exclusividade por Fernanda Garcia (Kissy).
Bom, já tivemos todo o final de semana para assistir, assistir de novo, chorar, chorar de novo e então decidi fazer algumas deliberações que tive com amigas sobre esse maravilhoso revival de Gilmore Girls. Lá vamos nós:
[infobox maintitle="*SPOILER*" subtitle="Contém que só a porra. TEJE AVISADE." bg="red" color="black" opacity="on" space="30" link="no link"]
1. Emily
Não sei nem por onde começar. Minha Gilmore mais odiada, desculpem a palavra fortíssima, eu sei, mas não consigo me compadecer diante o desprezo, o descaso, os mal tratos, as humilhações públicas, as chantagens financeiras e emocionais nas últimas 7 temporadas. Digamos que, quem viveu coisas semelhantes, não consegue se compadecer. Mas, sem dúvida alguma, Emily, nesse revival, merece pelo menos um parágrafo inteiro só de elogios, e lá vai:
Que maravilhosa. Chorei em diversas cenas. Sentir um pouco da sua dor de perder um companheiro de longa data, tentar reestruturar a sua vida diante de um grande abismo e… conseguir! A construção do despertar de uma nova vida de Emily é a melhor construção de personagem que há no revival. Ela endurece, se afasta, quebra seus próprios padrões, se abre para uma nova vida e finalmente começa a vivê-la. Dá um alento saber que uma nova vida pode começar a qualquer idade, por mais clichés que tenhamos sobre isso a todo momento.
[caption id="attachment_12405" align="aligncenter" width="400"] ~ a big pile of bullshit ~[/caption]
2. Berta
Finalmente uma pessoa que Emily consegue manter em sua vida. Não só manter mas aglutinar toda família da Berta em sua vida. Estranhamente tive uma simpatia pela Berta e não consegui identificar o porquê, apesar dela falar um espanhol meio aportuguesado, não entender o porquê daquilo tudo quando der….CACETE É A GIPSY!
Não dá pra se decepcionar com um dos melhores personagens secundários que só Stars Hollow pode nos proporcionar, não é mesmo? Vê-lo grisalho me deu uma pontadinha no coração, mas acabou no primeiro minuto de presença. Eu que já tinha mandado fazer camisetas pra mim e para minhas amigas (vide foto), agora vou fazer uma nova estampa com os dizeres ‘a film by kirk’, sem a menor dúvida. Inclusive, sou realmente fã dos curtas “dele”! <3 ~
4. Parada Gay
Claro que, depois de quase uma década, seria bem mais interessante se algumas coisas estivessem sobre a mesa, como o Michel falando abertamente que é homossexual. Me incomodava o ver não só como o único gay, mas a única pessoa negra na cidade.
Agora temos também o Donald, um novo personagem, abertamente gay que em uma reunião da cidade, discute com Taylor sobre a possibilidade de uma Parada Gay, mas que é deferida pois infelizmente são muito poucos. Nessa mesma discussão, Gipsy acaba tirando Taylor do armário para nós, não que eu goste de forçar pessoas a saírem do armário mas acaba nos dando uma visão mais aberta (ou um pouco menos fechada?) de Stars Hollow.
5. Paris Geller, senhoras e senhores
Quando acaba a Primavera, segundo episódio, você pensa: caralho, que personagem. Paris continua quebrando a porra toda como sempre e agora em níveis ainda mais megalomaníacos e estratosféricos. Não poderia ser diferente, se acha uma decepção como mãe, separada, crises existenciais expurgando pelos seus poros, existencialismos, debates com ela mesma. Surtei com a volta de Rory e Paris à Chilton, e a cena em que Paris fecha a porta com o pé eu aplaudi, juro mesmo.
6. Sookie e Lane (e tema de abertura) (decepção geral)
VOCÊ JURA QUE FOI SÓ ISSO?
LAMENTÁVEL, HEIN?
Sookie aparece rapidamente e nunca mais a vemos, nem no casamento de Lorelai, miagemt. Na próxima vez avisa que a gente faz uma vaquinha pra pagar o cachê, sem problema. Lane é melhor amiga de Rory, ficou super pra escanteio, apareceu mais que Sookie mas teve aparições muito pontuais, não fez juz à maravilhosa personagem! D:
CADÊ TEMA DE ABERTURA QUE SÓ APARECEU NO FINAL, AFFS ~
[caption id="attachment_12403" align="aligncenter" width="500"] KD? ~[/caption]
[caption id="attachment_12413" align="aligncenter" width="500"] até o pai da Lane apareceu! hahaha ~[/caption]
7. Thirtysomething Gang
Não sei vocês, mas eu estaria super nessa gangue dos trinta e pouco caso viesse de uma cidade pequena, hahaha. Me formei na faculdade, saí de casa, trabalhei pra cacete, tive um bilhão de decepções com mercado de trabalho, fiquei desempregada, sofri de amores e estou nessa bolha de não saber o que fazer muito bem e sigo andando com pessoas que estão na mesma. Também foi uma forma de inserirem mais atores negros na cidade, além do maravilhoso (SIM MARAVILHOSO, MESMO COM MEIA HORA) musical de Stars Hollow.
[caption id="attachment_12414" align="aligncenter" width="634"] representando tudo o que há de nóis aí, risos ~[/caption]
8. Reprodução de machismo
Como disse, passou uma década e achei que fossem cortar algumas reproduções de machismo recorrentes nas 7 temporadas da série. Infelizmente isso não só não aconteceu, como reforçaram alguns estereótipos que tentamos diariamente desconstruir e opressões que diariamente tentamos eliminar. Como por exemplo, apresentar uma personagem abertamente feminista, Naomi Shropshire, como uma mulher em que todos têm um pitaco a dar sobre sua personalidade, a colocando como uma – eu odeio esse termo com todas as minhas forças – maluca, que fala uma coisa e depois diz outra e que é alcólatra e uma caricatura.
Como por exemplo (2), fazer body shamming (falar mal de corpos de outras pessoas) na piscina, falar sobre os corpos alheios com nojo. Como por exemplo (3), na cena com as freiras, que sucede a maravilhosa piada que envolve Whoopi Goldberg, falar mal da Katy Perry (slut shamming), dizer que ela usa roupas de puta e estereotipá-la. Como por exemplo (4), a cena do DAR (Daughters of the American Revolution) em que fazem a mesma coisa que fizeram com Katy Parry, mostram uma mulher nova que se casou com um homem mais velho, dando a entender que ela é uma ~ gold digger ~, uma pessoa que está atrás de dinheiro. A mulher é completamente humilhada de uma forma que tentamos desconstruir há anos. Entendo que a série é bem condizente com as idades das personagens e os preconceitos enrustidos que carregam e inclusive, pode ser visto como uma crítica a tudo isso, mas quis pontuar ainda assim. :)
[caption id="attachment_12418" align="aligncenter" width="640"] podia ir dormir sem essa, viu? ~[/caption]
Como por exemplo (5), só mais essa, juro, hahaha, Rory continuar não ligando em se relacionar com pessoas comprometidas e dessa vez, Lorelai não fala quase nada, faz uma piadinha horrível, a chamando de vadia ou coisa do tipo. Sendo que, quando aconteceu com o Dean, elas brigaram homericamente, deixaram de se falar por um tempo, etc.
9. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cogumelo do Sol
Ninguém envelhece nessa série? Passou-se quase uma década e muitos dos personagens não mudaram quase nada, vamos passar as dicas aí, galera! E o que acontece com os personagens que envelheceram e mudaram naturalmente nessa década é que ficam drasticamente diferentes do resto do elenco, como Zack marido de Lane e Miss Patty, gente! Ô LOCO MEO!
[caption id="attachment_12415" align="aligncenter" width="478"] cena excelente do Secret Bar ~[/caption]
[caption id="attachment_12417" align="aligncenter" width="615"] Miss Patty & Babete[/caption]
10. Rory
Nossa mãe, por onde começo? Amo que a vida dela nesse ano começa e termina de pernas para o ar. Em todas as 7 temporadas parece que o destino a aguarda com tudo o que ~ meritocraticamente ela é digna de. A quebra disso traz apenas a realidade para a maioria, a vida é não só dura como imprevisível. Claro que ela tem o privilégio de parar de trabalhar e observar o que ela quer, mas o que eu gosto é que o ano termina e as coisas estão mais em aberto do que nunca, E ESTÁ TUDO BEM. Ela tem uma incrível rede de apoio e com seu livro, dá a entender que está bem encaminhada, afinal, quem não além de nós, para confirmar que o conteúdo desse livro é excelente?
Sobre a vida romântica da Rory, eu não estava esperando menos do que aconteceu, ela não ficar com ninguém. Não fui time de ninguém, apesar de Jess estar um arraso e até o Dean que todos desgostam, também. O Jess volta pontual para dar um apoio à Rory, uma sacudida, como na última vez que nós vemos eles se encontrando e por mais que diga que superou Rory para Luke, algumas olhadas não nos convencem, e tudo bem, baba baby, #SeNãoMeQuisAssimNãoMeProcureAssado. Logan está igualzinho porém fazendo AB Shaper, continue, colega.
A única coisa que tenho para comentar é a cena maravilhosa em que Lorelai é negada de fazer a caminhada pois está sem a permissão. O fato de olhar para a natureza e talvez entender sua vulnerabilidade diante de tudo aquilo e perante a situação de perder uma pessoa muito próxima com a qual você não tem muita intimidade, foi suficiente. Não precisou caminhar absolutamente nada, só parou e se viu refletida numa imensidão sem resposta. A ligação em seguida para Emily, O QUE FOI AQUILO MIAGENT? Só a Deusa sabe dos ranho que limpei na blusa porque não peguei um papel higiênico previamente.
[caption id="attachment_12432" align="aligncenter" width="700"] ~ sinto cheiro de (couro, brinks) neve ~[/caption]
12. O Não-Casamento
Alguém esperava menos do que isso? O tom de surrealismo no episódio já tinha sido dado pela ~ life and death brigade ~, que pessoalmente odeio todos os personagens e por isso são bons e (su)reais com seus dinheiros e leviandades e machismos, risos. Mas a cena do casamento é deslumbrante, era tudo o que eu queria ver. Achei que foi a cara do casal porque teve toda a extravagância da Lorelai mas com a discrição do Luke e pudemos aproveitar relaxados como tudo se desenrolou. Claro, ver o casamento seria interessante também, mas abafariam os finalmentes.
Eu não sabia que rolava essa ~ parada ~ em que a Amy Sherman-Paladino gostaria de terminar a série com quatro palavrinhas secretas e que ninguém sabia quais eram. Gostei? Digamos que não desgostei. Lorelai já havia falado sobre o círculo da vida para Emily e essa é a concretização dele. Rory agora tem 32 anos, idade em que Lorelai tem na primeira temporada de Gilmore Girls.
Em verdade que fica um pouco desconexo para mim o fato de que Rory querer criar seu filho sozinha, sendo que Logan sempre foi #TeamRory em peso e quis casar com ela anos atrás e não por que ela engravidou, como foi o caso de Lorelai e Christofer. Porém, é o círculo da vida, e como Lorelai tomou essa decisão sozinha e desagradou sua mãe, o que eu interpreto, é que Rory fará a mesma coisa.
E sim, é do Logan. Se fosse do Wookie ou do Paul que aparecem apenas no Inverno/Primavera, Rory já estaria com 6 ou 3 meses de gravidez porque a série é dividida em quatro estações do ano! Fiquem só com o áudio pra dar aquele gostinho de quero ver de novo, haha!
14. Cristopher
Deixei pro final para caso você ainda não tenha se ligado, não estragar muito, hahaha. Por um breve momento, ainda que sem muito nexo, Rory faz uma visita ao seu pai com o pretexto de pedir permissão para incluí-lo em seu livro. Porém, a visita fica mais clara depois que a série acaba e claro, depois que você tem que ir assoar o nariz e lavar a cara toda inchada e liga pra amiga. Rory vai questionar seu pai como foi criá-la à distância, sendo menos eufemista, não criá-la e vê-la de vez em quando, quando tinha vontade/tempo. Isso é porque Rory já sabe que está grávida e pretende criar seu filho sozinha, assim como sua mãe fez.
[caption id="attachment_12428" align="aligncenter" width="589"] ~ uma imagem, mil palavras ~[/caption]
15. Para finalizar
Seria maravilhoso se o livro que Rory escreve fosse realmente publicado. Poderia dar vazão à novas histórias, focar nas histórias que conhecemos superficialmente e sem dúvida seria sucesso de vendas. FIK A DIK AÍ DONA AMY!
Com certeza esqueci de falar sobre alguma coisa. Eu não fui anotando nada enquanto via, apenas sentei e escrevi conforme fui me lembrando dos pontos altos que me marcaram mais e que mais debati com amigas. Se você lembrar de mais alguma coisa muito importante que deixei pra trás, me avisa! No final minha avaliação ficou, Inverno = bom, Primavera = fraco, Verão = risos e Outono = total eclipse of the heart. Acho que vou plagiar Sherman-Paladino e também vou terminar com 4 palavrinhas.
MANDA MAIS QUE TAPOUCO ou também LANÇA O LIVRO FIK DIK ou TÔ CONFUSA QUERO MAIS? ou…
Em uma reportagem num certo jornal de São Paulo, que prefiro não dar ibope (risos), tinha uma matéria sobre um time feminino, sub-14, Centro Olímpico. A matéria se referia ao time ter sido aceito para jogar o campeonato masculino chamado ~ Copa Moleque Travesso ~ e as meninas foram campeãs do campeonato. Fico triste em pensar que tiveram que ser aceitas para jogar porque não há muitos campeonatos para times femininos. De forma que, o que aconteceu com essas meninas nos estabeleceram dois pontos positivos. O primeiro, a visibilidade do problema em questão e o segundo, somos muito mais capazes do que a maioria imagina.
Como a diferença física é bem grande, a gente propôs entrar com um time um ano mais velho e eles aceitaram, só uma equipe se opôs. A maioria dos times super apoiou a ideia, disse que tinha que permitir a integração das meninas” – Lucas Piccinato, técnico
Mas será que tamanho é documento? Sabemos de muitos jogadores homens e franzinos (forma estereotipada da qual enxergam uma mulher que seja jogadora de futebol) são considerados super craques.
Mas no fim é sempre isso, sempre segregam a mulher de forma que ela precise estar às margens quando há algo que homens façam majoritariamente (por causa de misoginia histórica). No futebol, há sempre uma falta de incentivo e essa história tem um porquê. Sabemos que o estereótipo da mulher é de ser dependente e frágil, e durante a ditadura, em 1964, foi deliberado: Não é permitida a prática de lutas de qualquer natureza, futebol, futebol de salão, futebol de praia, polo, halterofilismo e beisebol”. Essas práticas foram proibidas com o propósito das mulheres não se debilitarem diante a maternidade, função que se considerava inerente a todas nós. Impressionantemente, essa decisão só foi anulada em ~ pasmem ~ 1981, e ainda assim a profissionalização não era possível. O futebol feminino já começou muito atrasado mas como contra cultura, transgressor, popular e não-elitista.
Falta competição feminina no Brasil. A gente tem dificuldades de achar torneios em todas as idades, ainda mais no sub-11, sub-13 e sub-15. Sempre acharam que entrar em torneios masculinos era uma desvantagem. Agora, a gente mostrou que não é. Tomara que no ano que vem nos permitam jogar de novo.” – jogadora do Campo Olímpico
O tempo passou e o Brasil continuou sendo o país do futebol (masculino). Por pior que sejam as condições de qualquer criança brasileira para se entrar e profissionalizar em qualquer esporte, e deixo claro meus recortes de cor e classe aqui, o espaço no futebol entre meninas/mulheres e meninos/homens, é abissal. Atualmente é muito difícil uma jogadora profissional conseguir um bom salário, a maioria das jogadoras da nossa seleção brasileira de futebol joga fora do país. Não só por prestígio, mas porque em outros lugares elas podem fazer uma carreira, uma profissão. Pouquíssimas jogadoras com bastante visibilidade, como nossa querida Marta e Formiga, podem ““““se dar o luxo”””” de jogarem no Brasil.
Ano passado aconteceu a Copa do Mundo de futebol feminino. Você ficou sabendo? Você soube qual emissora cobriria os jogos? Quem ganhou? Pois é, a maioria não soube, e quem estava ligado, não tinha onde assistir porque foi muito pouco falado, divulgado e transmitido. De forma que, a Copa do Mundo ano passado foi no Canadá, e ainda assim, mesmos sendo um evento enorme, não deram campo de grama para as mulheres jogarem. Elas tiveram que jogar todos os jogos em campo sintético. Você deve se perguntar o que tem a ver, certo? Pode deixar que eu te mostro:
Para muito além de canelas roxas e pernas queimadas, a atleta Caitlin Fisher destaca a importância da problematização. A questão pode parecer inocente, mas é cheia de machismo e questões de inferiorização do gênero feminino no esporte. O texto abaixo foi originalmente publicado pela Al Jazeera EUA e adaptado para o site Donna:
“No dia 21 de janeiro de 2015 um grupo de mais de 40 jogadoras de futebol abriu um processo de discriminação de gênero contra a FIFA e a Associação Canadense de Futebol. A queixa fora apresentada em outubro do ano anterior, e se opunha à decisão de realizar a Copa do Mundo de Futebol Feminino em gramado sintético, não natural. O campeonato masculino nunca foi jogado em gramado artificial. Mas o simbolismo de oferecer um gramado inferior para atletas do sexo feminino é mais profundo do que o que ocorre na superfície de um campo de futebol. Ao realizar a Copa do Mundo de Futebol Feminino em campos inferiores, a instituição responsável pelo rumo da modalidade reforça uma mensagem que vem sendo enviada para atletas mulheres há anos: o seu jogo é de segunda classe. Esta é a mesma mensagem subliminar enviada para meninas e mulheres em todos os lugares, todos os dias: ‘vocês merecem menos’. Ainda mais prejudicialmente, torcedores, administradores, familiares, treinadores e professores parecem estar confortáveis com o fato de as mulheres ficarem com menos. Aceitar que as mulheres devem jogar em campos precários é o mesmo que aceitar a diferença salarial entre gêneros.”
Nasceu no Brasil, um projeto incrível chamado Guerreiras Project. Formado por mulheres brasileiras e gringas. O projeto tem a incrível função de tratar sobre a desigualdade de gênero trazendo o futebol como ferramenta principal e prática. As mulheres atuam desde 2010 e começaram a fazer documentários maravilhosos sobre como era ser uma jogadora de futebol em um país em que homens são jogadores. Além de atuar fisicamente em comunidades e outras incríveis intervenções. Deixo aqui um dos vídeos incríveis, da nossa queridinha, Formiga:
Por meio deste incrível projeto, entrei em contato com as organizadoras que me concederam contatos de jogadoras amadoras e profissionais (além de fotos incríveis) para realizarem uma pequena entrevista. Assim podemos dar lugar de fala pra quem realmente vive na pele o dia a dia de ser uma jogadora de futebol, segue pequena entrevista:
Ovelha: Qual seu nome, idade e de que estado vocês são?
R: Nayara Perone – São Paulo, SP – 29 anos. Angélica Souza, 3 anos, São Paulo. Maiara Beckrich, 28 anos, SP. Thais Picarte, São Paulo.
Ovelha: Com quantos anos começaram a jogar futebol?
Nayara Perone: Comecei aos 26 anos treinando diariamente, na escola era só de vez em quando.
Angélica Souza: Não sei precisar, talvez com 5 ou 6 anos.
Maiara Beckrich: Não me lembro de antes de jogar futebol (risos).
Thais Picarte: Comecei a jogar de forma mais organizada em um clube onde era associada, em Santo André, minha cidade natal. Tinha 10 anos e até então só havia jogado com meninos na escola, na rua.
Ovelha: Jogam amadora ou profissionalmente? Qual é a frequência dos treinos?
Nayara Perone: Amadora, jogo pelo menos 1 vez por semana.
Angélica Souza: Amadora. Hoje, uma vez por mês.
Maiara Beckrich: Amadora, estou parada agora devido a uma lesão, mas costumo jogar duas vezes por semana.
Thais Picarte: Sou atetla profissional de futebol há mais de quinze anos. Treino cinco dias na semana, os dois períosos, temos um ou dois jogos na semana e geralmente um dia de folga.
Ovelha: Quais os piores obstáculos, se é que tiveram, para que pudessem jogar futebol?
Nayara Perone: Ensino. Lá só era permitido meninos jogarem futebol, meninas tinham que jogar vôlei ou queimada. As meninas que jogavam ouviam todo tipo de absurdo, eram constantemente ridicularizadas e ofendidas. Os professores nunca tiveram iniciativa de ensinar.
Angélica Souza: Encontrar um grupo exclusivamente feminino. Mas com o Pelado Real, o obstáculo foi superado.
Maiara Beckrich: Falta de lugar para jogar com outras meninas sempre foi o principal. Além é claro do machismo de homens que assediam a gente enquanto a gente joga. Ou tiram onda, desestimulando a prática do esporte, dizendo que a gente não sabe jogar ou não deveria estar ali.
Thais Picarte: A falta de recursos financeiros e de estrutura dos clubes. Normalmente, esta é a maior dificuldade para meninas que sonham em viver do futebol.
Ovelha: Qual foi a pior coisa que ouviram por ser mulher e jogar futebol? E a melhor?
Nayara Perone: A pior coisa é diária: homem mexendo, enchendo do lado de fora da quadra, coisas como “futebol é coisa de homem” e etc. A melhor foi recentemente, quando um amigo mudou um artigo para “22 pessoas correndo atrás de uma bola” em vez de “22 homens” pq disse que sempre lembra que eu falo bastante do futebol feminino.
Angélica Souza: Pior: Isso não é esporte para mulher, por isso você se machuca tanto (do meu ortopedista). Melhor: Vocês são mulheres à frente do seu tempo.
Maiara Beckrich: Difícil dizer qual foi a pior coisa. No meu caso é uma somatória de pequenas opressões pelas quais passei durante toda a vida que, inclusive, às vezes vêm disfarçadas de elogios. Como: “nossa, joga melhor do que muito menino.” Ou quando os homens acham qualquer coisa que você faz o máximo, por ser incrível na cabeça deles pensar que uma mulher consegue fazer alguma coisa bem (ainda mais uma coisa do universo pretensamente masculino).
Thais Picarte: A pior é sempre a associação preconceituosa que fazem, entre a opção esportiva e sua sexualidade. Em nosso país, as mulheres são subestimadas e sofrem coma desigualdade em diversas áreas. E quanto a melhor, quando eu comecei a jogar no clube, o pai de uma amiga me pediu um autógrafo e me disse que um dia ele iria valer muito, que eu seria uma grande goleira e que chegaria a seleção. Nunca esqueci aquele meu primeiro autógrafo e realmente cheguei a seleção e sou reconhecida na minha modalidade.
Ovelha: Vocês trabalham exclusivamente com futebol ou tem outro emprego? Se sim, qual?
Nayara Perone: Sou webdesigner, o futebol é meu hobbie. Tenho um time fixo, bem iniciante que joga campeonatos amadores e organizo um campeonato para meninas de todos os níveis, mas principalmente as que nunca jogaram e decidiram começar a jogar por causa dele.
Angélica Souza: Eu trabalho em uma agência de content marketing na área de esporte. O dibradoras é um projeto que toco paralelamente.
Maiara Beckrich: Eu colaboro com o Dibradoras, página que busca dar visibilidade para o futebol feminino, mas também trata de qualquer esporte onde hajam mulheres resistindo e praticando, apesar de todas as dificuldades. Mas não vivo disso, trabalho com mídia.
Thais Picarte: Trabalho somente com futebol, tenho a sorte de trabalhar em um clube que me dá o respaldo financeiro para que eu possa viver do futebol.
Ovelha: Como você vê o futuro do futebol feminino?
Nayara Perone: Vejo com bons olhos. Acredito que falar sempre no assunto ajuda a dar mais visibilidade e inserir o futebol feminino como algo do cotidiano, aceito e incentivado. Quanto mais gente jogando, mais meninas se sentirão a vontade e motivadas e saberão em quem se espelhar para continuar. Há muitos passos ainda, o abismo para o masculino ainda é imenso, mas ainda assim tenho esperanças boas no futebol feminino. Sobre campeonatos: obviamente precisam de mais campeonatos para as meninas. Não gosto da idéia dos campeonatos mistos, mas é o que temos para hoje. Temos que ter uma modalidade desenvolvida o suficiente para que tenham o mínimo de times para disputar campeonatos. Até incentivar os pais e meninas/mulheres nesse sentido, para que hajam mais times e por consequência mais quórum para disputas.
Angélica Souza: Vejo com um futuro promissor, mas ainda carente de investimento e pessoas dispostas a investir e acreditar nas mulheres não só atletas, mas também como gestoras esportivas.
Maiara Beckrich: Vejo um futuro complicado, pois poucas ações efetivas e duradouras estão sendo tomadas atualmente para elevar o futebol feminino brasileiro a um lugar de desempenho de alto nível. Hoje em dia, é quase uma utopia uma garota pensar em seguir uma carreira no futebol, sabendo de todas as dificuldades que vai enfrentar no caminho. Sabemos de atletas que têm que manter um emprego a parte para conseguir se bancar no futebol, de atletas que ficam sem clube durante meses e depois tem que defender a seleção brasileira, totalmente fora de ritmo. Descaso dos clubes, falta de incentivo, uniformes que sobraram do masculino, falta de ambulância, luz e vestiário adequados quando têm jogo. Enfim, caso completo. Alguma coisa melhorou com a criação da Seleção Permanente e algumas outras iniciativas pontuais, mas infelizmente ainda é muito pouco e sabemos que essas medidas quase nunca duram por muito tempo. O pior é que sabemos que com um mínimo de investimento já se poderia avançar um mundo. Falta interesse. Acho que muito porque a ideia da mulher como protagonista de qualquer coisa que seja no país que a gente vive fere a lógica patriarcal na qual estamos inseridas.
Thais Picarte: Acredito que o futuro da mulher como profissional, de um modo geral é muito promissor. Mas caminhamos a passos muito curtos, representamos uma fatia muito grande da sociedade para seguir no anonimato. Merecemos e devemos assumir mais responsabilidades e posições de maior reconhecimento e respeito.
Ovelha: Deixe aqui o nome da associação em que você joga, do seu time, quem você gostaria de dar visibilidade, o que quiserem, de verdade!
Nayara Perone: Meu time chama Miga FC, é um time basicamente de meninas que treinam pouco mas querem estar lá jogando e se divertindo. Gostaria de citar a Copa Trifon Ivanov, a copa sem fins lucrativos da qual faço a organização do campeonato feminino (temos o masculino e o feminino) e onde conheci além de pessoas incríveis, meninas que nunca sequer tinham corrido com uma bola e hoje jogam semanalmente e fizeram grandes laços de amizade.
Angélica Souza:Dibradoras, não é onde jogo, mas é onde procuro dar visibilidade ao futebol feminino.
Maiara Beckrich: Gostaria de valorizar qualquer pessoa ou associação que faça esse trabalho de formiga que é dar visibilidade à questão do futebol feminino, mas tenho um carinho especial por duas. O Pelado Real, onde eu jogo, que eu acredito que se configurou como uma grande referência para a mulherada que quer jogar futebol, tenha o nível que tenha. É um trabalho sem precedentes que eu acredito ser essencial e maravilhoso. Também gostaria de ressaltar o trabalho das dibradoras, que em muito pouco tempo (mais ou menos desde a Copa do Mundo feminina do ano passado) conseguiu se transformar uma plataforma sensacional para tratar da questão de gênero dentro da esfera do esporte. Tenho muito orgulho de poder trabalhar com essas minas e sei que o caminho ainda é muito longo. Mas a gente não desiste. Ah, mas não desiste mesmo.
Thais Picarte: Jogo no São José Esporte Clube. E sou embaixadora do Guerreiras Project. Gostaria que falasse um pouco sobre nossos ideias.
Pois bem, agora estamos a menos de 7 dias das Olimpíadas (mas os jogos de futebol começam antes!) e por ser um evento que confere mundialmente todos os esportes, muito provavelmente o futebol feminino deva ser bem televisionado e bem transmitido. O que você me diz? Vou te apresentar aqui o nosso time brasileiro, a escalação para os jogos, o cronograma dos jogos, os grupos em que cada time caiu. Vamos acompanhar? A Ovelha pretende produzir um podcast depois dos jogos para conversarmos sobre os os jogos e os ~ impedimentos ~ de ser mulher e jogar futebol no Brasil e no mundo. Convidadas especiais serão chamadas para participar com a gente e esperamos que vocês curtam muito!
Nossa escalação para as Olimpíadas está assim:
Para vocês terem uma noção do sexismo envolvendo as instituições, no próprio site da C.B.F., há um trecho do treinador da seleção feminina, Vadão, que diz o seguinte:
Aos 58 anos, o experiente Vadão, como é conhecido, deixou uma carreira consolidada, em que pôde estimular o crescimento de jogadores como Rivaldo e revelar talentos como o de Kaká, para incentivar uma modalidade menos favorecida no país e dar o passo definitivo rumo à excelência tanto na Copa do Mundo Feminina da FIFA quanto no torneio olímpico.
[Essa boçalidade que você leu aí em cima se encontra aqui]
Quer dizer, enaltece o treinador por ter trabalhado em clubes masculinos e parece que ele é o bom samaritano por abrir mão dessa carreira para incentivar uma modalidade menos favorecida. Dá vontade de mandar pra aquele lugar? Dá sim, porém aquele lugar é bom, então realmente fica apenas minha indignação sobre esse trecho. Também quero estar atenta a comentários de narradores como “jogo bonito de se ver” fazendo alusão a estética corporal das mulheres ao invés do jogo em si. ESTAREMOS DE OLHO, VIU? Voltemos à programação normal.
Os grupos estão organizados dessa forma e nosso primeiro jogo é no dia 3 de agosto com a China. O futebol oriental é fortíssimo, já vamos estrear com desafios!
Para facilitar a nossa vida, também fizemos uma tabela com o cronograma dos jogos femininos da primeira fase. Assim não tem desculpa para não acompanhar, a não ser claro, o horário de trabalho. Mas, podemos pedir para os chefes liberarem uma televisãozinha por bens maiores, não é mesmo?
Para piorar o quadro das mulheres profissionais, ainda rolou essa notícia bombástica. CBF não cumpre promessa e deixa jogadoras sem carteira assinada e benefícios. Vocês podem imaginar que no masculino os caras nem ganham pra estar na seleção, é pelo prestígio? Mas as mulheres precisam sair de seus times no extrangeiro, que é onde pagam melhor (melhor, vulgo, conseguem se sustentar, mandar um dinheiro pra família, etc.), para vestirem a camisa canarinho e ainda assim não são levadas a sério. Há muita coisa pelo que lutarmos. Vamos acompanhar nossa seleção feminina, vamos dar valor e visibilidade a essas mulheres que já tem títulos melhores que craques masculinos.
Segue o jogo.
P.S.: Quero fazer um agradecimento às mulheres incríveis que concederam a entrevista e a Nadja Marin, uma das cabeças do Guerreira Project, que por ela, pude fazer as conexões! <3
Claro que, depois de quase uma década, seria bem mais interessante se algumas coisas estivessem sobre a mesa, como o Michel falando abertamente que é homossexual. Me incomodava o ver não só como o único gay, mas a única pessoa negra na cidade.
Agora temos também o Donald, um novo personagem, abertamente gay que em uma reunião da cidade, discute com Taylor sobre a possibilidade de uma Parada Gay, mas que é deferida pois infelizmente são muito poucos. Nessa mesma discussão, Gipsy acaba tirando Taylor do armário para nós, não que eu goste de forçar pessoas a saírem do armário mas acaba nos dando uma visão mais aberta (ou um pouco menos fechada?) de Stars Hollow.
5. Paris Geller, senhoras e senhores
Quando acaba a Primavera, segundo episódio, você pensa: caralho, que personagem. Paris continua quebrando a porra toda como sempre e agora em níveis ainda mais megalomaníacos e estratosféricos. Não poderia ser diferente, se acha uma decepção como mãe, separada, crises existenciais expurgando pelos seus poros, existencialismos, debates com ela mesma. Surtei com a volta de Rory e Paris à Chilton, e a cena em que Paris fecha a porta com o pé eu aplaudi, juro mesmo.
6. Sookie e Lane (e tema de abertura) (decepção geral)
VOCÊ JURA QUE FOI SÓ ISSO?
LAMENTÁVEL, HEIN?
Sookie aparece rapidamente e nunca mais a vemos, nem no casamento de Lorelai, miagemt. Na próxima vez avisa que a gente faz uma vaquinha pra pagar o cachê, sem problema. Lane é melhor amiga de Rory, ficou super pra escanteio, apareceu mais que Sookie mas teve aparições muito pontuais, não fez juz à maravilhosa personagem! D:
CADÊ TEMA DE ABERTURA QUE SÓ APARECEU NO FINAL, AFFS ~
7. Thirtysomething Gang
Não sei vocês, mas eu estaria super nessa gangue dos trinta e pouco caso viesse de uma cidade pequena, hahaha. Me formei na faculdade, saí de casa, trabalhei pra cacete, tive um bilhão de decepções com mercado de trabalho, fiquei desempregada, sofri de amores e estou nessa bolha de não saber o que fazer muito bem e sigo andando com pessoas que estão na mesma. Também foi uma forma de inserirem mais atores negros na cidade, além do maravilhoso (SIM MARAVILHOSO, MESMO COM MEIA HORA) musical de Stars Hollow.
8. Reprodução de machismo
Como disse, passou uma década e achei que fossem cortar algumas reproduções de machismo recorrentes nas 7 temporadas da série. Infelizmente isso não só não aconteceu, como reforçaram alguns estereótipos que tentamos diariamente desconstruir e opressões que diariamente tentamos eliminar. Como por exemplo, apresentar uma personagem abertamente feminista, Naomi Shropshire, como uma mulher em que todos têm um pitaco a dar sobre sua personalidade, a colocando como uma – eu odeio esse termo com todas as minhas forças – maluca, que fala uma coisa e depois diz outra e que é alcólatra e uma caricatura.
Como por exemplo (2), fazer body shamming (falar mal de corpos de outras pessoas) na piscina, falar sobre os corpos alheios com nojo. Como por exemplo (3), na cena com as freiras, que sucede a maravilhosa piada que envolve Whoopi Goldberg, falar mal da Katy Perry (slut shamming), dizer que ela usa roupas de puta e estereotipá-la. Como por exemplo (4), a cena do DAR (Daughters of the American Revolution) em que fazem a mesma coisa que fizeram com Katy Parry, mostram uma mulher nova que se casou com um homem mais velho, dando a entender que ela é uma ~ gold digger ~, uma pessoa que está atrás de dinheiro. A mulher é completamente humilhada de uma forma que tentamos desconstruir há anos. Entendo que a série é bem condizente com as idades das personagens e os preconceitos enrustidos que carregam e inclusive, pode ser visto como uma crítica a tudo isso, mas quis pontuar ainda assim. :)
Como por exemplo (5), só mais essa, juro, hahaha, Rory continuar não ligando em se relacionar com pessoas comprometidas e dessa vez, Lorelai não fala quase nada, faz uma piadinha horrível, a chamando de vadia ou coisa do tipo. Sendo que, quando aconteceu com o Dean, elas brigaram homericamente, deixaram de se falar por um tempo, etc.
9. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cogumelo do Sol
Ninguém envelhece nessa série? Passou-se quase uma década e muitos dos personagens não mudaram quase nada, vamos passar as dicas aí, galera! E o que acontece com os personagens que envelheceram e mudaram naturalmente nessa década é que ficam drasticamente diferentes do resto do elenco, como Zack marido de Lane e Miss Patty, gente! Ô LOCO MEO!
10. Rory
Nossa mãe, por onde começo? Amo que a vida dela nesse ano começa e termina de pernas para o ar. Em todas as 7 temporadas parece que o destino a aguarda com tudo o que ~ meritocraticamente ela é digna de. A quebra disso traz apenas a realidade para a maioria, a vida é não só dura como imprevisível. Claro que ela tem o privilégio de parar de trabalhar e observar o que ela quer, mas o que eu gosto é que o ano termina e as coisas estão mais em aberto do que nunca, E ESTÁ TUDO BEM. Ela tem uma incrível rede de apoio e com seu livro, dá a entender que está bem encaminhada, afinal, quem não além de nós, para confirmar que o conteúdo desse livro é excelente?
Sobre a vida romântica da Rory, eu não estava esperando menos do que aconteceu, ela não ficar com ninguém. Não fui time de ninguém, apesar de Jess estar um arraso e até o Dean que todos desgostam, também. O Jess volta pontual para dar um apoio à Rory, uma sacudida, como na última vez que nós vemos eles se encontrando e por mais que diga que superou Rory para Luke, algumas olhadas não nos convencem, e tudo bem, baba baby, #SeNãoMeQuisAssimNãoMeProcureAssado. Logan está igualzinho porém fazendo AB Shaper, continue, colega.
11- Lorelai
A única coisa que tenho para comentar é a cena maravilhosa em que Lorelai é negada de fazer a caminhada pois está sem a permissão. O fato de olhar para a natureza e talvez entender sua vulnerabilidade diante de tudo aquilo e perante a situação de perder uma pessoa muito próxima com a qual você não tem muita intimidade, foi suficiente. Não precisou caminhar absolutamente nada, só parou e se viu refletida numa imensidão sem resposta. A ligação em seguida para Emily, O QUE FOI AQUILO MIAGENT? Só a Deusa sabe dos ranho que limpei na blusa porque não peguei um papel higiênico previamente.
12. O Não-Casamento
Alguém esperava menos do que isso? O tom de surrealismo no episódio já tinha sido dado pela ~ life and death brigade ~, que pessoalmente odeio todos os personagens e por isso são bons e (su)reais com seus dinheiros e leviandades e machismos, risos. Mas a cena do casamento é deslumbrante, era tudo o que eu queria ver. Achei que foi a cara do casal porque teve toda a extravagância da Lorelai mas com a discrição do Luke e pudemos aproveitar relaxados como tudo se desenrolou. Claro, ver o casamento seria interessante também, mas abafariam os finalmentes.
13. As últimas 4 palavras
Eu não sabia que rolava essa ~ parada ~ em que a Amy Sherman-Paladino gostaria de terminar a série com quatro palavrinhas secretas e que ninguém sabia quais eram. Gostei? Digamos que não desgostei. Lorelai já havia falado sobre o círculo da vida para Emily e essa é a concretização dele. Rory agora tem 32 anos, idade em que Lorelai tem na primeira temporada de Gilmore Girls.
Em verdade que fica um pouco desconexo para mim o fato de que Rory querer criar seu filho sozinha, sendo que Logan sempre foi #TeamRory em peso e quis casar com ela anos atrás e não por que ela engravidou, como foi o caso de Lorelai e Christofer. Porém, é o círculo da vida, e como Lorelai tomou essa decisão sozinha e desagradou sua mãe, o que eu interpreto, é que Rory fará a mesma coisa.
E sim, é do Logan. Se fosse do Wookie ou do Paul que aparecem apenas no Inverno/Primavera, Rory já estaria com 6 ou 3 meses de gravidez porque a série é dividida em quatro estações do ano! Fiquem só com o áudio pra dar aquele gostinho de quero ver de novo, haha!
14. Cristopher
Deixei pro final para caso você ainda não tenha se ligado, não estragar muito, hahaha. Por um breve momento, ainda que sem muito nexo, Rory faz uma visita ao seu pai com o pretexto de pedir permissão para incluí-lo em seu livro. Porém, a visita fica mais clara depois que a série acaba e claro, depois que você tem que ir assoar o nariz e lavar a cara toda inchada e liga pra amiga. Rory vai questionar seu pai como foi criá-la à distância, sendo menos eufemista, não criá-la e vê-la de vez em quando, quando tinha vontade/tempo. Isso é porque Rory já sabe que está grávida e pretende criar seu filho sozinha, assim como sua mãe fez.
15. Para finalizar
Seria maravilhoso se o livro que Rory escreve fosse realmente publicado. Poderia dar vazão à novas histórias, focar nas histórias que conhecemos superficialmente e sem dúvida seria sucesso de vendas. FIK A DIK AÍ DONA AMY!
Com certeza esqueci de falar sobre alguma coisa. Eu não fui anotando nada enquanto via, apenas sentei e escrevi conforme fui me lembrando dos pontos altos que me marcaram mais e que mais debati com amigas. Se você lembrar de mais alguma coisa muito importante que deixei pra trás, me avisa! No final minha avaliação ficou, Inverno = bom, Primavera = fraco, Verão = risos e Outono = total eclipse of the heart. Acho que vou plagiar Sherman-Paladino e também vou terminar com 4 palavrinhas.
MANDA MAIS QUE TAPOUCO ou também LANÇA O LIVRO FIK DIK ou TÔ CONFUSA QUERO MAIS? ou…