Há uns meses eu venho querendo escrever este post sobre um guilty pleasure que começou ano passado: estou gostando das músicas do Justin Bieber. Hoje, enfim, tomei coragem depois de assistir a este vídeo maravilhoso da maravilhosa Jout Jout que resume bem esse momento e que me fez perceber que não estou sozinha.
Tudo começou quando meu amigo Nathan chegou um dia em casa ouvindo uma música muito boa. Era Where Are U Now. Meu choque foi tremendo quando descobrimos se tratar de uma música do rapaz que tanto rechaçamos. Daí em diante, foi um caminho sem volta. Depois veio What Do You Mean e o estrago se consagrou com o lançamento de Sorry.
Mas agora que parei para analisar a situação, percebi um elo entre todas as músicas que me fizeram gostar do Justin Bieber: mulheres.
Pra falar a verdade, meu primeiro indício de que poderia gostar das músicas aconteceu com a música Beauty and The Beat.
E quem aparece no clipe? Nicki Minaj.
Tudo bem que ele canta basicamente que quer desfilar com a moça por aí, a boa e velha objetificação. A Nick também vacila dizendo em determinado verso que vai ter que tomar cuidado com a Selena e talz. Rivalidade feminina: zZzZzzzZZZz. Ainda assim, a batida me pegou.
Depois teve Where Are U Now.
Dessa vez, na parceria com Diplo e Skrillex, ele canta as sofrências de um omi abandonado. Que na verdade a gente nem sabe se foi abandonado, né? Pode ser só aquela história de cara legal que acha que só porque foi legal, a mulher tem que dar algo em troca.
Eu te dei atenção
Quando ninguém dava
Te dei a minha camisa
O que você está dizendo?
Para te manter aquecida
Te mostrei o jogo que todo mundo estava jogando
Sem dúvida
E eu estava de joelhos
Quando ninguém estava orando, oh Senhor
Mas aí, ele veio e lançou What Do You Mean e ganhou selinho feminista de aprovação ao perguntar pra gata o que ela quer dizer. Em entrevista sobre o significado da música, ele disse: “As meninas são muitas vezes apenas flip-floppy. Elas dizem uma coisa e querem dizer outra. Então, o que você quer dizer? Eu realmente não sei, é por isso que eu estou perguntado.”
Mas a cereja do bolo pra mim realmente veio com o lançamento do clipe de Sorry. Foi uma música que foi crescendo em mim. Ouvi a primeira vez e achei ok. Aí eu vi o clipe.
Minha relação com a música Sorry:
Depois de ver o clipe:
O clipe é estrelado e coreografado pela musa Parris Goebel e tem a galera dos grupos de dança ReQuest e Royal Family, da Nova Zelândia. Pq Justin arrasou? Pq ele chamou essas mulheres maravilhosas e ele NEM APARECE NO CLIPE!! Depois de ver essas moças dançando, a música ganha uma proporção animalesca que te faz querer dançar e ser fodona igual a elas. Elas não são objeto, elas são sujeito. E usam o corpo pelo talento que tem, não pela aparência. Elas são donas do próprio corpo. Peça quantas desculpas quiser, queridinho, tamos aqui com as amigas curtindo de boas. Parris também dirigiu o clipe, então não tem nada de male gaze por ali.
Um detalhe que descobri lendo uma matéria da Rolling Stones gringa: ela tem 23 anos. Ela tem um estúdio de dança fodástico chamado Palace e batizou o estilo de movimentos de Polyswagg. Repita essa palavra 3x na frente do espelho enquanto rebola até o chão. Dentre outros artistas para quem ela já fez coreografia estão Nick Minaj, Janet Jackson e J.Lo.
Este vídeo é de um ensaio *___*
No final do ano passado, o Justin fez a Beyoncé e lançou vários clipes das músicas do disco novo Purpose de uma vez. A ideia do projeto é que ele reencontrou o propósito na vida depois de ter sido um babaca durante muito tempo. Ele disse:
Eu podia sentir a energia das pessoas, e não me importar, também. Tipo, eu não dava a mínima se alguém gostava de mim ou não. E aí que as coisas começaram a ir mal, porque eu estava tão envolvido em ‘eu’, ‘eu, ‘eu’, ‘eu’, ‘eu’…. Algumas vezes, você sente que ‘cara, eu não quero mais fazer isso’. Sinto que perdi meu propósito por um tempo
Eu me sinto muito, muito diferente. Eu me sinto completamente oposta. Eu me sinto muito livre e indestrutível, que nada pode me parar e me machucar. Eu só fico mais confiante e feroz … Eu sou um tipo que intimida. As pessoas ficam com medo de mim. (…)Para mim, a história que eu conto quando eu estou dançando é que sou o azarão, que não tem sido fácil, mas que eu sou uma jovem mulher confiante, bem sucedida, que faz e está seguindo os sonhos.
Há uns meses eu venho querendo escrever este post sobre um guilty pleasure que começou ano passado: estou gostando das músicas do Justin Bieber. Hoje, enfim, tomei coragem depois de assistir a este vídeo maravilhoso da maravilhosa Jout Jout que resume bem esse momento e que me fez perceber que não estou sozinha.
Tudo começou quando meu amigo Nathan chegou um dia em casa ouvindo uma música muito boa. Era Where Are U Now. Meu choque foi tremendo quando descobrimos se tratar de uma música do rapaz que tanto rechaçamos. Daí em diante, foi um caminho sem volta. Depois veio What Do You Mean e o estrago se consagrou com o lançamento de Sorry.
Mas agora que parei para analisar a situação, percebi um elo entre todas as músicas que me fizeram gostar do Justin Bieber: mulheres.
Pra falar a verdade, meu primeiro indício de que poderia gostar das músicas aconteceu com a música Beauty and The Beat.
E quem aparece no clipe? Nicki Minaj.
Tudo bem que ele canta basicamente que quer desfilar com a moça por aí, a boa e velha objetificação. A Nick também vacila dizendo em determinado verso que vai ter que tomar cuidado com a Selena e talz. Rivalidade feminina: zZzZzzzZZZz. Ainda assim, a batida me pegou.
Depois teve Where Are U Now.
Dessa vez, na parceria com Diplo e Skrillex, ele canta as sofrências de um omi abandonado. Que na verdade a gente nem sabe se foi abandonado, né? Pode ser só aquela história de cara legal que acha que só porque foi legal, a mulher tem que dar algo em troca.
Eu te dei atenção
Quando ninguém dava
Te dei a minha camisa
O que você está dizendo?
Para te manter aquecida
Te mostrei o jogo que todo mundo estava jogando
Sem dúvida
E eu estava de joelhos
Quando ninguém estava orando, oh Senhor
Mas aí, ele veio e lançou What Do You Mean e ganhou selinho feminista de aprovação ao perguntar pra gata o que ela quer dizer. Em entrevista sobre o significado da música, ele disse: “As meninas são muitas vezes apenas flip-floppy. Elas dizem uma coisa e querem dizer outra. Então, o que você quer dizer? Eu realmente não sei, é por isso que eu estou perguntado.”
Mas a cereja do bolo pra mim realmente veio com o lançamento do clipe de Sorry. Foi uma música que foi crescendo em mim. Ouvi a primeira vez e achei ok. Aí eu vi o clipe.
Minha relação com a música Sorry:
Depois de ver o clipe:
O clipe é estrelado e coreografado pela musa Parris Goebel e tem a galera dos grupos de dança ReQuest e Royal Family, da Nova Zelândia. Pq Justin arrasou? Pq ele chamou essas mulheres maravilhosas e ele NEM APARECE NO CLIPE!! Depois de ver essas moças dançando, a música ganha uma proporção animalesca que te faz querer dançar e ser fodona igual a elas. Elas não são objeto, elas são sujeito. E usam o corpo pelo talento que tem, não pela aparência. Elas são donas do próprio corpo. Peça quantas desculpas quiser, queridinho, tamos aqui com as amigas curtindo de boas. Parris também dirigiu o clipe, então não tem nada de male gaze por ali.
Um detalhe que descobri lendo uma matéria da Rolling Stones gringa: ela tem 23 anos. Ela tem um estúdio de dança fodástico chamado Palace e batizou o estilo de movimentos de Polyswagg. Repita essa palavra 3x na frente do espelho enquanto rebola até o chão. Dentre outros artistas para quem ela já fez coreografia estão Nick Minaj, Janet Jackson e J.Lo.
Este vídeo é de um ensaio *___*
No final do ano passado, o Justin fez a Beyoncé e lançou vários clipes das músicas do disco novo Purpose de uma vez. A ideia do projeto é que ele reencontrou o propósito na vida depois de ter sido um babaca durante muito tempo. Ele disse:
Eu podia sentir a energia das pessoas, e não me importar, também. Tipo, eu não dava a mínima se alguém gostava de mim ou não. E aí que as coisas começaram a ir mal, porque eu estava tão envolvido em ‘eu’, ‘eu, ‘eu’, ‘eu’, ‘eu’…. Algumas vezes, você sente que ‘cara, eu não quero mais fazer isso’. Sinto que perdi meu propósito por um tempo
Eu me sinto muito, muito diferente. Eu me sinto completamente oposta. Eu me sinto muito livre e indestrutível, que nada pode me parar e me machucar. Eu só fico mais confiante e feroz … Eu sou um tipo que intimida. As pessoas ficam com medo de mim. (…)Para mim, a história que eu conto quando eu estou dançando é que sou o azarão, que não tem sido fácil, mas que eu sou uma jovem mulher confiante, bem sucedida, que faz e está seguindo os sonhos.
Há uns meses eu venho querendo escrever este post sobre um guilty pleasure que começou ano passado: estou gostando das músicas do Justin Bieber. Hoje, enfim, tomei coragem depois de assistir a este vídeo maravilhoso da maravilhosa Jout Jout que resume bem esse momento e que me fez perceber que não estou sozinha.
Tudo começou quando meu amigo Nathan chegou um dia em casa ouvindo uma música muito boa. Era Where Are U Now. Meu choque foi tremendo quando descobrimos se tratar de uma música do rapaz que tanto rechaçamos. Daí em diante, foi um caminho sem volta. Depois veio What Do You Mean e o estrago se consagrou com o lançamento de Sorry.
Mas agora que parei para analisar a situação, percebi um elo entre todas as músicas que me fizeram gostar do Justin Bieber: mulheres.
Pra falar a verdade, meu primeiro indício de que poderia gostar das músicas aconteceu com a música Beauty and The Beat.
E quem aparece no clipe? Nicki Minaj.
Tudo bem que ele canta basicamente que quer desfilar com a moça por aí, a boa e velha objetificação. A Nick também vacila dizendo em determinado verso que vai ter que tomar cuidado com a Selena e talz. Rivalidade feminina: zZzZzzzZZZz. Ainda assim, a batida me pegou.
Depois teve Where Are U Now.
Dessa vez, na parceria com Diplo e Skrillex, ele canta as sofrências de um omi abandonado. Que na verdade a gente nem sabe se foi abandonado, né? Pode ser só aquela história de cara legal que acha que só porque foi legal, a mulher tem que dar algo em troca.
Eu te dei atenção
Quando ninguém dava
Te dei a minha camisa
O que você está dizendo?
Para te manter aquecida
Te mostrei o jogo que todo mundo estava jogando
Sem dúvida
E eu estava de joelhos
Quando ninguém estava orando, oh Senhor
Mas aí, ele veio e lançou What Do You Mean e ganhou selinho feminista de aprovação ao perguntar pra gata o que ela quer dizer. Em entrevista sobre o significado da música, ele disse: “As meninas são muitas vezes apenas flip-floppy. Elas dizem uma coisa e querem dizer outra. Então, o que você quer dizer? Eu realmente não sei, é por isso que eu estou perguntado.”
Mas a cereja do bolo pra mim realmente veio com o lançamento do clipe de Sorry. Foi uma música que foi crescendo em mim. Ouvi a primeira vez e achei ok. Aí eu vi o clipe.
Minha relação com a música Sorry:
Depois de ver o clipe:
O clipe é estrelado e coreografado pela musa Parris Goebel e tem a galera dos grupos de dança ReQuest e Royal Family, da Nova Zelândia. Pq Justin arrasou? Pq ele chamou essas mulheres maravilhosas e ele NEM APARECE NO CLIPE!! Depois de ver essas moças dançando, a música ganha uma proporção animalesca que te faz querer dançar e ser fodona igual a elas. Elas não são objeto, elas são sujeito. E usam o corpo pelo talento que tem, não pela aparência. Elas são donas do próprio corpo. Peça quantas desculpas quiser, queridinho, tamos aqui com as amigas curtindo de boas. Parris também dirigiu o clipe, então não tem nada de male gaze por ali.
Um detalhe que descobri lendo uma matéria da Rolling Stones gringa: ela tem 23 anos. Ela tem um estúdio de dança fodástico chamado Palace e batizou o estilo de movimentos de Polyswagg. Repita essa palavra 3x na frente do espelho enquanto rebola até o chão. Dentre outros artistas para quem ela já fez coreografia estão Nick Minaj, Janet Jackson e J.Lo.
Este vídeo é de um ensaio *___*
No final do ano passado, o Justin fez a Beyoncé e lançou vários clipes das músicas do disco novo Purpose de uma vez. A ideia do projeto é que ele reencontrou o propósito na vida depois de ter sido um babaca durante muito tempo. Ele disse:
Eu podia sentir a energia das pessoas, e não me importar, também. Tipo, eu não dava a mínima se alguém gostava de mim ou não. E aí que as coisas começaram a ir mal, porque eu estava tão envolvido em ‘eu’, ‘eu, ‘eu’, ‘eu’, ‘eu’…. Algumas vezes, você sente que ‘cara, eu não quero mais fazer isso’. Sinto que perdi meu propósito por um tempo
Eu me sinto muito, muito diferente. Eu me sinto completamente oposta. Eu me sinto muito livre e indestrutível, que nada pode me parar e me machucar. Eu só fico mais confiante e feroz … Eu sou um tipo que intimida. As pessoas ficam com medo de mim. (…)Para mim, a história que eu conto quando eu estou dançando é que sou o azarão, que não tem sido fácil, mas que eu sou uma jovem mulher confiante, bem sucedida, que faz e está seguindo os sonhos.
CELEBRIDADES QUE VOCÊ NãO SABIA QUE ERAM BISSEXUAIS
Para celebrar a semana da visibilidade bissexual, Laurel Å McDonald criou o projeto #oneofus com imagens de celebridades bissexuais para jogar luz no assunto. Nas palavras de Lauren: “Apesar de pesquisas terem indicado que cerca de 40% das pessoas na comunidade LGBT se identifica como bissexual, menos de 30% estão fora armário para as pessoas importantes na vida delas, contra cerca de 70% de gays e lésbicas. Além disso, bissexuais tem uma probabilidade maior de sofrer com depressão e pensamentos suicidas, abuso físico e sexual, e riscos de saúde e gravidez numa taxa maior do que monosexuais. Isso provavelmente por causa da discriminação, bifobia, e estigamas infundados tanto por héteros quanto pela comunidade queer”. Confira a galeria toda.
CALENDáRIO PIRELLI DEIXA NUDEZ PARA TRáS
Famoso por trazer modelos esbeltas e com pouca diversidade, a próxima edição do calendário Pirelli trará mulheres influentes – e vestidas. O trabalho conta com mulheres incríveis como a tenista Serena Williams, a humorisa Amy Schumer e a artista Yoko Ono, retratadas pela igualmente incrível fotógrafa Annie Leibovitz. Sobre o projeto, Patti Smith -outra modelo – disse à Vogue: “Eu não tenho ideia do que o recepetor médio vai pensar, mas penso que eles devem apreciar um movimento ousado. Vamos ver”.
FILMES `A CORES ERAM FEITOS PARA PELE BRANCA
Esse vídeo do Vox mostra como os filmes fotogróficos antigamente não conseguiam capturar de maneira apropriada as diferentes tonalidades de pele e tinham como referência o tom mais claro. E isso é um problema
No final desta outra matéria, fala sobre o Roy DeCarava, fotógrafo americano negro, que registrou os manifestantes calibrando a câmera dele para pele negra em vez de para pele branca, como todos os outros fotógrafos faziam. A diferença entre a foto dele e a dos outros é incrível
ONU FAZ ALERTA PARA EVITAR VIOLêNCIA ONLINE CONTRA MULHER
Cerca de 3/4 das mulheres com acesso a internet já sofreram algum tipo de abuso e a organização lançou um relatório cobrando medidas de empresas e governos para evitar que essa cyber violência siga acontecendo
CHVRCHES LANÇOU DISCO NOVO
A Lauren Mayberry, vocalista da banda, sempre comenta a coisa horrível que é ser objetificada diariamente. Ela já divulgou mensagens ridículas de trolls da internet e a coisa aconteceu de novo com o lançamento do clipe de Leave a trace do álbum Every Open Eye
O canal de desenhos contratou o estúdio Rubber House para fazer um vídeo para a temporada atual de desenhos. E o resultado ficou lheeeeendo
CRIE SEU PERSONAGEM DO PEANUTS
Em janeiro, estreia o filme do Snoopy e Charlie Brown e o povo fez um site onde vc pode customizar o seu próprio bo-ne-qui-nho. Vai lá perder seu tempo
DRAGS CRIAM VERSãO BRASILEIRA DE BBHMM
Apenas uma versão maravilhosa, meio tecnobrega com versos que não vão sair da sua cabeça até semana que vem. “Bicha pague meu dinheiro
ERA UM DIA DE PESCARIA…
Seguindo a linha de coisas maravilhosas que a internet brasileira nos fornece. Estou aqui sem conseguir parar de rir e paro de escrever para não correr o risco de dar spoiler. Assista aqui
Tudo começou quando meu amigo Nathan chegou um dia em casa ouvindo uma música muito boa. Era Where Are U Now. Meu choque foi tremendo quando descobrimos se tratar de uma música do rapaz que tanto rechaçamos. Daí em diante, foi um caminho sem volta. Depois veio What Do You Mean e o estrago se consagrou com o lançamento de Sorry.
Mas agora que parei para analisar a situação, percebi um elo entre todas as músicas que me fizeram gostar do Justin Bieber: mulheres.
Pra falar a verdade, meu primeiro indício de que poderia gostar das músicas aconteceu com a música Beauty and The Beat.
E quem aparece no clipe? Nicki Minaj.
Tudo bem que ele canta basicamente que quer desfilar com a moça por aí, a boa e velha objetificação. A Nick também vacila dizendo em determinado verso que vai ter que tomar cuidado com a Selena e talz. Rivalidade feminina: zZzZzzzZZZz. Ainda assim, a batida me pegou.
Depois teve Where Are U Now.
Dessa vez, na parceria com Diplo e Skrillex, ele canta as sofrências de um omi abandonado. Que na verdade a gente nem sabe se foi abandonado, né? Pode ser só aquela história de cara legal que acha que só porque foi legal, a mulher tem que dar algo em troca.
Eu te dei atenção
Quando ninguém dava
Te dei a minha camisa
O que você está dizendo?
Para te manter aquecida
Te mostrei o jogo que todo mundo estava jogando
Sem dúvida
E eu estava de joelhos
Quando ninguém estava orando, oh Senhor
Mas aí, ele veio e lançou What Do You Mean e ganhou selinho feminista de aprovação ao perguntar pra gata o que ela quer dizer. Em entrevista sobre o significado da música, ele disse: “As meninas são muitas vezes apenas flip-floppy. Elas dizem uma coisa e querem dizer outra. Então, o que você quer dizer? Eu realmente não sei, é por isso que eu estou perguntado.”
Mas a cereja do bolo pra mim realmente veio com o lançamento do clipe de Sorry. Foi uma música que foi crescendo em mim. Ouvi a primeira vez e achei ok. Aí eu vi o clipe.
Minha relação com a música Sorry:
Depois de ver o clipe:
O clipe é estrelado e coreografado pela musa Parris Goebel e tem a galera dos grupos de dança ReQuest e Royal Family, da Nova Zelândia. Pq Justin arrasou? Pq ele chamou essas mulheres maravilhosas e ele NEM APARECE NO CLIPE!! Depois de ver essas moças dançando, a música ganha uma proporção animalesca que te faz querer dançar e ser fodona igual a elas. Elas não são objeto, elas são sujeito. E usam o corpo pelo talento que tem, não pela aparência. Elas são donas do próprio corpo. Peça quantas desculpas quiser, queridinho, tamos aqui com as amigas curtindo de boas. Parris também dirigiu o clipe, então não tem nada de male gaze por ali.
Um detalhe que descobri lendo uma matéria da Rolling Stones gringa: ela tem 23 anos. Ela tem um estúdio de dança fodástico chamado Palace e batizou o estilo de movimentos de Polyswagg. Repita essa palavra 3x na frente do espelho enquanto rebola até o chão. Dentre outros artistas para quem ela já fez coreografia estão Nick Minaj, Janet Jackson e J.Lo.
Este vídeo é de um ensaio *___*
No final do ano passado, o Justin fez a Beyoncé e lançou vários clipes das músicas do disco novo Purpose de uma vez. A ideia do projeto é que ele reencontrou o propósito na vida depois de ter sido um babaca durante muito tempo. Ele disse:
Eu podia sentir a energia das pessoas, e não me importar, também. Tipo, eu não dava a mínima se alguém gostava de mim ou não. E aí que as coisas começaram a ir mal, porque eu estava tão envolvido em ‘eu’, ‘eu, ‘eu’, ‘eu’, ‘eu’…. Algumas vezes, você sente que ‘cara, eu não quero mais fazer isso’. Sinto que perdi meu propósito por um tempo
Eu me sinto muito, muito diferente. Eu me sinto completamente oposta. Eu me sinto muito livre e indestrutível, que nada pode me parar e me machucar. Eu só fico mais confiante e feroz … Eu sou um tipo que intimida. As pessoas ficam com medo de mim. (…)Para mim, a história que eu conto quando eu estou dançando é que sou o azarão, que não tem sido fácil, mas que eu sou uma jovem mulher confiante, bem sucedida, que faz e está seguindo os sonhos.
Tudo começou quando meu amigo Nathan chegou um dia em casa ouvindo uma música muito boa. Era Where Are U Now. Meu choque foi tremendo quando descobrimos se tratar de uma música do rapaz que tanto rechaçamos. Daí em diante, foi um caminho sem volta. Depois veio What Do You Mean e o estrago se consagrou com o lançamento de Sorry.
Mas agora que parei para analisar a situação, percebi um elo entre todas as músicas que me fizeram gostar do Justin Bieber: mulheres.
Pra falar a verdade, meu primeiro indício de que poderia gostar das músicas aconteceu com a música Beauty and The Beat.
E quem aparece no clipe? Nicki Minaj.
Tudo bem que ele canta basicamente que quer desfilar com a moça por aí, a boa e velha objetificação. A Nick também vacila dizendo em determinado verso que vai ter que tomar cuidado com a Selena e talz. Rivalidade feminina: zZzZzzzZZZz. Ainda assim, a batida me pegou.
Depois teve Where Are U Now.
Dessa vez, na parceria com Diplo e Skrillex, ele canta as sofrências de um omi abandonado. Que na verdade a gente nem sabe se foi abandonado, né? Pode ser só aquela história de cara legal que acha que só porque foi legal, a mulher tem que dar algo em troca.
Eu te dei atenção
Quando ninguém dava
Te dei a minha camisa
O que você está dizendo?
Para te manter aquecida
Te mostrei o jogo que todo mundo estava jogando
Sem dúvida
E eu estava de joelhos
Quando ninguém estava orando, oh Senhor
Mas aí, ele veio e lançou What Do You Mean e ganhou selinho feminista de aprovação ao perguntar pra gata o que ela quer dizer. Em entrevista sobre o significado da música, ele disse: “As meninas são muitas vezes apenas flip-floppy. Elas dizem uma coisa e querem dizer outra. Então, o que você quer dizer? Eu realmente não sei, é por isso que eu estou perguntado.”
Mas a cereja do bolo pra mim realmente veio com o lançamento do clipe de Sorry. Foi uma música que foi crescendo em mim. Ouvi a primeira vez e achei ok. Aí eu vi o clipe.
Minha relação com a música Sorry:
Depois de ver o clipe:
O clipe é estrelado e coreografado pela musa Parris Goebel e tem a galera dos grupos de dança ReQuest e Royal Family, da Nova Zelândia. Pq Justin arrasou? Pq ele chamou essas mulheres maravilhosas e ele NEM APARECE NO CLIPE!! Depois de ver essas moças dançando, a música ganha uma proporção animalesca que te faz querer dançar e ser fodona igual a elas. Elas não são objeto, elas são sujeito. E usam o corpo pelo talento que tem, não pela aparência. Elas são donas do próprio corpo. Peça quantas desculpas quiser, queridinho, tamos aqui com as amigas curtindo de boas. Parris também dirigiu o clipe, então não tem nada de male gaze por ali.
Um detalhe que descobri lendo uma matéria da Rolling Stones gringa: ela tem 23 anos. Ela tem um estúdio de dança fodástico chamado Palace e batizou o estilo de movimentos de Polyswagg. Repita essa palavra 3x na frente do espelho enquanto rebola até o chão. Dentre outros artistas para quem ela já fez coreografia estão Nick Minaj, Janet Jackson e J.Lo.
Este vídeo é de um ensaio *___*
No final do ano passado, o Justin fez a Beyoncé e lançou vários clipes das músicas do disco novo Purpose de uma vez. A ideia do projeto é que ele reencontrou o propósito na vida depois de ter sido um babaca durante muito tempo. Ele disse:
Eu podia sentir a energia das pessoas, e não me importar, também. Tipo, eu não dava a mínima se alguém gostava de mim ou não. E aí que as coisas começaram a ir mal, porque eu estava tão envolvido em ‘eu’, ‘eu, ‘eu’, ‘eu’, ‘eu’…. Algumas vezes, você sente que ‘cara, eu não quero mais fazer isso’. Sinto que perdi meu propósito por um tempo
Eu me sinto muito, muito diferente. Eu me sinto completamente oposta. Eu me sinto muito livre e indestrutível, que nada pode me parar e me machucar. Eu só fico mais confiante e feroz … Eu sou um tipo que intimida. As pessoas ficam com medo de mim. (…)Para mim, a história que eu conto quando eu estou dançando é que sou o azarão, que não tem sido fácil, mas que eu sou uma jovem mulher confiante, bem sucedida, que faz e está seguindo os sonhos.