Diva: um curta que discute gênero

Você, amiga, que descobriu a drag queen dentro de si após ver muito o reality “RuPaul’s Drag Race” e dublar por sua vida, que tal discutirmos mais sobre gênero? É a proposta da diretora Clara Bastos, do roteirista Felipe Santos e da produtora Bruna Bertolino (estudantes de Audiovisual da USP) ao gravar “Diva”, um curta-metragem de ficção sobre o “universo drag queen”.

 
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A protagonista é Camila, uma garota muito retraída, que mais agrada aos outros do que a si mesma, de forma que ela entra em crise de identidade e vai parar na pensão de Bella. Lá, ela se aproxima das drag queens. “A influência que as drag queens exercem sobre a crise dela se dá por representar modelos de feminino totalmente opostos ao que ela viveu antes e ainda mostrá-los em corpos masculinos, acabando um pouco com a ideia de um modelo a ser seguido”, contam Bruna e Clara, em entrevista à Ovelha.

Elas dizem que o roteiro do filme surgiu primeiro da ideia de discutir gênero, em especial o feminino, a ideia da feminilidade. “Queríamos que a protagonista fosse uma mulher andrógina”. Assim, elas convidaram a atriz Julia Spindel para interpretar Camila. “Ela tem um coletivo de teatro feminista que eu sempre achei muito legal, então achei que ela podia sentir afinidade pelo projeto e a convidei. A partir daí, ela foi me indicando amigos, atores e drags, que se interessaram também. A Márcia Pantera é um ícone drag. Nós a admirávamos a distância e resolvemos fazer um convite, e ela topou!”, diz a produtora.

 
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Como referências, Bruna e Clara citam o documentário “Paris is burning” (1990), “por colocar em pauta questões de classe e raça que aparecem na performance dessas drags”; o brasileiro “Tatuagem” (2013), e os filmes do John Waters, que tem como estrela a drag Divine. Mas elas dizem que, fora isso, não ocorre mais nada.

“Vejo muita coisa sobre drag surgindo no meio independente e, principalmente, universitário. Fica evidente que existe um interesse grande pela temática de gênero, mas isso ainda não chegou nas grandes produções. Talvez esse meio ainda esteja muito ocupado por homens héteros”, afirma Bruna.

Para gravar o curta, a equipe criou uma campanha no Catarse, que já atingiu sua meta. “Existe um interesse forte por drag queen em alguns nichos da internet, então já esperávamos o apoio de algumas dessas pessoas. O que nos surpreendeu foi que muita gente de fora desses nichos se interessou pelo projeto. É legal porque dá uma força para realizar saber que tem mais gente no mundo que acha a discussão do filme relevante”.

 
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Elas dizem que ainda não há planos para um longa-metragem por estarem dedicadas a “fazer o curta ficar o melhor possível!”. Para continuar acompanhando a trajetória de “Diva”, acesse a página do curta no Facebook.

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Siga: Petites luxures

É tão sutil e tão maravilhoso o erotismo do Petites luxures (pequenas luxúrias).

Um/uma artista (não sabemos sua identidade) parisiense faz desenhos minimalistas eróticos e os divulga no Instagram / Tumblr para venda. Nesse nosso mundo pornoGRÁFICO demais, é ~excitante~ ver esse trabalho.

Gosto como os traços do Petites luxures são delicados e “incompletos”, justamente para instigar sua imaginação, e da criatividade dos títulos que são dados às ilustrações.

Para nós, mulheres, que estamos sempre atrás de uma pornografia que não seja tudo isso que está aí nas bancas e nas internets, indico muito seguir essa página.

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“RuPaul’s Drag Race” e dublar por sua vida, que tal discutirmos mais sobre gênero? É a proposta da diretora Clara Bastos, do roteirista Felipe Santos e da produtora Bruna Bertolino (estudantes de Audiovisual da USP) ao gravar “Diva”, um curta-metragem de ficção sobre o “universo drag queen”.

 
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A protagonista é Camila, uma garota muito retraída, que mais agrada aos outros do que a si mesma, de forma que ela entra em crise de identidade e vai parar na pensão de Bella. Lá, ela se aproxima das drag queens. “A influência que as drag queens exercem sobre a crise dela se dá por representar modelos de feminino totalmente opostos ao que ela viveu antes e ainda mostrá-los em corpos masculinos, acabando um pouco com a ideia de um modelo a ser seguido”, contam Bruna e Clara, em entrevista à Ovelha.

Elas dizem que o roteiro do filme surgiu primeiro da ideia de discutir gênero, em especial o feminino, a ideia da feminilidade. “Queríamos que a protagonista fosse uma mulher andrógina”. Assim, elas convidaram a atriz Julia Spindel para interpretar Camila. “Ela tem um coletivo de teatro feminista que eu sempre achei muito legal, então achei que ela podia sentir afinidade pelo projeto e a convidei. A partir daí, ela foi me indicando amigos, atores e drags, que se interessaram também. A Márcia Pantera é um ícone drag. Nós a admirávamos a distância e resolvemos fazer um convite, e ela topou!”, diz a produtora.

 
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Como referências, Bruna e Clara citam o documentário “Paris is burning” (1990), “por colocar em pauta questões de classe e raça que aparecem na performance dessas drags”; o brasileiro “Tatuagem” (2013), e os filmes do John Waters, que tem como estrela a drag Divine. Mas elas dizem que, fora isso, não ocorre mais nada.

“Vejo muita coisa sobre drag surgindo no meio independente e, principalmente, universitário. Fica evidente que existe um interesse grande pela temática de gênero, mas isso ainda não chegou nas grandes produções. Talvez esse meio ainda esteja muito ocupado por homens héteros”, afirma Bruna.

Para gravar o curta, a equipe criou uma campanha no Catarse, que já atingiu sua meta. “Existe um interesse forte por drag queen em alguns nichos da internet, então já esperávamos o apoio de algumas dessas pessoas. O que nos surpreendeu foi que muita gente de fora desses nichos se interessou pelo projeto. É legal porque dá uma força para realizar saber que tem mais gente no mundo que acha a discussão do filme relevante”.

 
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Elas dizem que ainda não há planos para um longa-metragem por estarem dedicadas a “fazer o curta ficar o melhor possível!”. Para continuar acompanhando a trajetória de “Diva”, acesse a página do curta no Facebook.

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“RuPaul’s Drag Race” e dublar por sua vida, que tal discutirmos mais sobre gênero? É a proposta da diretora Clara Bastos, do roteirista Felipe Santos e da produtora Bruna Bertolino (estudantes de Audiovisual da USP) ao gravar “Diva”, um curta-metragem de ficção sobre o “universo drag queen”.

 
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A protagonista é Camila, uma garota muito retraída, que mais agrada aos outros do que a si mesma, de forma que ela entra em crise de identidade e vai parar na pensão de Bella. Lá, ela se aproxima das drag queens. “A influência que as drag queens exercem sobre a crise dela se dá por representar modelos de feminino totalmente opostos ao que ela viveu antes e ainda mostrá-los em corpos masculinos, acabando um pouco com a ideia de um modelo a ser seguido”, contam Bruna e Clara, em entrevista à Ovelha.

Elas dizem que o roteiro do filme surgiu primeiro da ideia de discutir gênero, em especial o feminino, a ideia da feminilidade. “Queríamos que a protagonista fosse uma mulher andrógina”. Assim, elas convidaram a atriz Julia Spindel para interpretar Camila. “Ela tem um coletivo de teatro feminista que eu sempre achei muito legal, então achei que ela podia sentir afinidade pelo projeto e a convidei. A partir daí, ela foi me indicando amigos, atores e drags, que se interessaram também. A Márcia Pantera é um ícone drag. Nós a admirávamos a distância e resolvemos fazer um convite, e ela topou!”, diz a produtora.

 
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Como referências, Bruna e Clara citam o documentário “Paris is burning” (1990), “por colocar em pauta questões de classe e raça que aparecem na performance dessas drags”; o brasileiro “Tatuagem” (2013), e os filmes do John Waters, que tem como estrela a drag Divine. Mas elas dizem que, fora isso, não ocorre mais nada.

“Vejo muita coisa sobre drag surgindo no meio independente e, principalmente, universitário. Fica evidente que existe um interesse grande pela temática de gênero, mas isso ainda não chegou nas grandes produções. Talvez esse meio ainda esteja muito ocupado por homens héteros”, afirma Bruna.

Para gravar o curta, a equipe criou uma campanha no Catarse, que já atingiu sua meta. “Existe um interesse forte por drag queen em alguns nichos da internet, então já esperávamos o apoio de algumas dessas pessoas. O que nos surpreendeu foi que muita gente de fora desses nichos se interessou pelo projeto. É legal porque dá uma força para realizar saber que tem mais gente no mundo que acha a discussão do filme relevante”.

 
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Elas dizem que ainda não há planos para um longa-metragem por estarem dedicadas a “fazer o curta ficar o melhor possível!”. Para continuar acompanhando a trajetória de “Diva”, acesse a página do curta no Facebook.

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