♪ Jovem ainda ♪

Arte feita por Bárbara Malagoli (Baby C)

Não, essa não é uma playlist em homenagem ao Chaves, mas sim, as letras musicais desse clássico televisivo me inspiraram. Afinal, existem jovens de 80 e tantos anos e também velhos de apenas vinte e seis.

Brincadeiras à parte, queremos prestigiar as cantoras brasileiras com mais de 60 anos de idade. É tão bonito ver, por exemplo, a Elza Soares fazendo várias turnês com seu novo disco; além de Gal Costa e Alcione que tem seus shows sempre cheios e prestigiados.

Não queremos que essas mulheres caiam no ostracismo apenas por terem envelhecido. Aliás, comentem, por favor, no final do post se lembrarem de mais alguma artista 6.0 que esteja viva e não tenha entrado na playlist.

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Arte feita por Bárbara Malagoli (Baby C).

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Ouça: Japanese Breakfast

Se você procurar “japanese breakfast” no Google, encontrará uma belíssima refeição com arroz, vegetais, sopa, peixe… O que é uma boa dica para começar o dia, mas proponho que digite “Japanese Breakfast band” e encontrará uma coisa tão delicinha quanto, que é esse projeto solo da cantora e compositora Michelle Zauner. Detalhe: ela é coreana, não japonesa!

Zauner vive em Eugene, Oregon, nos EUA, e lançou dois discos da Japanese Breakfast: “Psychopomp” (2016) e “Soft Sounds from Another Planet” (2017).

Eu recomendo MUITO que escutem o álbum “Soft Sounds from Another Planet”, que saiu faz pouquíssimo tempo. O single que ela divulgou primeiro desse disco é “Machinist”:


“Machinist” é uma narrativa de ficção científica sobre uma mulher que se apaixona por um robô. No vídeo acima, ela alucina com o combustível do foguete e destrói sua nave espacial na tentativa de construir um corpo para o robô que ela ama.

Mas a música que eu curto mesmo é “Road Head”, melancólica que só:

Sobre a “Road Head” para a Teen Vogue:

Há alguns anos eu estava namorando um músico de sucesso. Eu estava realmente presa de forma criativa, e essa pessoa não era muito encorajadora para mim e era como um egomaníaco. Eu estava realmente lutando para encontrar minha própria voz, e ele dizia como, “Bem, talvez isso não seja para você. Talvez você devesse tentar fazer outra coisa”. Na época, apenas doía tanto. Ele era uma pessoa tão tóxica, e não percebi na época, porque eu realmente o amava. Essa música é sobre como às vezes você tenta fazer algo selvagem e fora do comum, como um último esforço divertido para ressuscitar um relacionamento. E acaba por ser o sentimento mais triste e vazio que faz você perceber que não é para ser. Eu deixei essa pessoa há muitos anos e percebi o quão emocionalmente abusivo ele era para mim e quanto ele realmente me impediu de perseguir minha própria voz

 

Em outras entrevistas, Zauner disse que o conceito original do álbum seria fazer algo sci-fi mesmo, que cada música tivesse um sentimento atmosférico e tridimensional, que fizesse as pessoas flutuarem através de um espaço reflexivo.

A morte de sua mãe, vítima de câncer, influenciou muito na criação da Japanese Breakfast. Foi para enfrentar esse luto e sofrimento que ela começou a compôr para o primeiro disco, “Psychopomp”.

Ela também afirma que não curte K-pop, apesar de ser coreana e as pessoas questionarem muito sobre sua relação com a cultura do país. Fleetwood Mac é uma de suas influências musicais.

Aqui uma entrevista que ela deu para a Billboard sobre o segundo álbum:

Leia entrevistas dela para:

Teen Vogue
Interview Magazine
Spin
Vice
Glamour

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