Amiga, senta aqui, vamos conversar sobre essa verdade inevitável.
A coisa mais fácil que você vai conseguir no mundo por ser mulher é que te digam uma coisa: que você é uma puta. Tudo que você fizer, não importa o seu nível de ingenuidade, pureza ou a integridade do seu hímen, levará alguém a te dizer, em algum momento da sua vida, que você é uma puta.
É adolescente e começou a dar uns beijinhos por aí? Puta.
Arrumou um namoradinho? Puta.
Decidiu que o supracitado é um menino ponta firme, querido, que te respeita e quer perder sua virgindade com ele? Puta.
Deu pro primeiro que viu na frente porque não acredita nesse papo de pureza? Puta.
Fez virilha cavada? Puta.
Usou batom ou esmalte vermelho? Puta.
Transou no primeiro encontro? Puta.
Botou aquele vestido colado? Puta.
Minissaia? Coisa de puta.
Se manifestou politicamente pela equidade de gênero, ou seja, se assumiu feminista? Puta. Puta, porca, suja, fedida e peluda.
É bissexual? Puta e ainda por cima safada.
Poliamorista? Puta.
Sai com as amigas solteiras a noite pro bar? Puta.
Tem namorado e sai com as amigas sem ele? Puta.
Escolheu um curso na faculdade que é cheio de homem? Puta.
Passou naquela matéria dificílima? Claro, fez favores sexuais pro professor, né, sua puta.
Foi promovida? Puta. Deu pro chefe, óbvio.
Gosta de qualquer atividade julgada masculina pelo senso comum, tipo futebol ou videogame? Puta querendo chamar atenção.
Amamentou em público? Puta descarada que exibe os peitos.
Mãe solo? Puta das putas.
Posou nua? Puta.
Gosta de beber? Puta.
Gosta de fumar unzinho? Puta drogada.
Foi assediada? Bem feito, ninguém mandou agir igual uma puta.
Apanhou do marido? Bom, ele deve ter descoberto que você é uma puta.
Às vezes a gente fica se remoendo porque não queremos ser vistas em determinado lugar numa certa hora. Ou ficamos preocupadas ao exibir um decote mais generoso. Tem também aquelas que deixam de sair com todas as amigas quando namoram, porque vai que algum conhecido te vê por aí na noite sem o seu varão à tiracolo. Ou ainda, mulheres que acham que uma vez comprometidas, não tem o direito de se masturbar.
Só que esse fatídico momento marcado pelo julgamento alheio vai chegar, infalivelmente. Daí, minha querida, você vai ser a puta, a vagabunda, a fácil, a galinha, a suja, a vadia, a meretriz, a sirigaita, a piranha, a piriguete… e mesmo se você agir de forma impecável, totalmente dentro das diretrizes cristãs, tal qual uma flor da família tradicional brasileira, trago notícias: eventualmente você será a corna, a frígida, a mal comida. Não tem escapatória. Se você é mulher, sua sexualidade, exercida ou não, sempre será usada contra você.
Nem a Sandy escapa dessa máxima. Então, assim, já que você vai ser puta aos olhos de outrem, sob quaisquer circunstâncias, pare de se privar de fazer certas coisas pelo medo de que isso vá acontecer. Troque essa apreensão torturante por uma certeza libertadora.
Elimine logo essa preocupação da sua cabeça. Foca no trabalho, na carreira, nos seus filhos, no seu marido, no seu hobbie, em teorias pra próxima temporada de Stranger Things, em capturar nhenhentos Magikarps pra evoluir pra um Gyarados porque, mais cedo ou mais tarde, isso vai cair sobre você também.
Já que você é uma puta mesmo, aproveite a estadia e faça logo a porra que você quiser.
Ilustração feita com exclusividade por Malu Risi.
Amiga, senta aqui, vamos conversar sobre essa verdade inevitável.
A coisa mais fácil que você vai conseguir no mundo por ser mulher é que te digam uma coisa: que você é uma puta. Tudo que você fizer, não importa o seu nível de ingenuidade, pureza ou a integridade do seu hímen, levará alguém a te dizer, em algum momento da sua vida, que você é uma puta.
É adolescente e começou a dar uns beijinhos por aí? Puta.
Arrumou um namoradinho? Puta.
Decidiu que o supracitado é um menino ponta firme, querido, que te respeita e quer perder sua virgindade com ele? Puta.
Deu pro primeiro que viu na frente porque não acredita nesse papo de pureza? Puta.
Fez virilha cavada? Puta.
Usou batom ou esmalte vermelho? Puta.
Transou no primeiro encontro? Puta.
Botou aquele vestido colado? Puta.
Minissaia? Coisa de puta.
Se manifestou politicamente pela equidade de gênero, ou seja, se assumiu feminista? Puta. Puta, porca, suja, fedida e peluda.
É bissexual? Puta e ainda por cima safada.
Poliamorista? Puta.
Sai com as amigas solteiras a noite pro bar? Puta.
Tem namorado e sai com as amigas sem ele? Puta.
Escolheu um curso na faculdade que é cheio de homem? Puta.
Passou naquela matéria dificílima? Claro, fez favores sexuais pro professor, né, sua puta.
Foi promovida? Puta. Deu pro chefe, óbvio.
Gosta de qualquer atividade julgada masculina pelo senso comum, tipo futebol ou videogame? Puta querendo chamar atenção.
Amamentou em público? Puta descarada que exibe os peitos.
Mãe solo? Puta das putas.
Posou nua? Puta.
Gosta de beber? Puta.
Gosta de fumar unzinho? Puta drogada.
Foi assediada? Bem feito, ninguém mandou agir igual uma puta.
Apanhou do marido? Bom, ele deve ter descoberto que você é uma puta.
Às vezes a gente fica se remoendo porque não queremos ser vistas em determinado lugar numa certa hora. Ou ficamos preocupadas ao exibir um decote mais generoso. Tem também aquelas que deixam de sair com todas as amigas quando namoram, porque vai que algum conhecido te vê por aí na noite sem o seu varão à tiracolo. Ou ainda, mulheres que acham que uma vez comprometidas, não tem o direito de se masturbar.
Só que esse fatídico momento marcado pelo julgamento alheio vai chegar, infalivelmente. Daí, minha querida, você vai ser a puta, a vagabunda, a fácil, a galinha, a suja, a vadia, a meretriz, a sirigaita, a piranha, a piriguete… e mesmo se você agir de forma impecável, totalmente dentro das diretrizes cristãs, tal qual uma flor da família tradicional brasileira, trago notícias: eventualmente você será a corna, a frígida, a mal comida. Não tem escapatória. Se você é mulher, sua sexualidade, exercida ou não, sempre será usada contra você.
Nem a Sandy escapa dessa máxima. Então, assim, já que você vai ser puta aos olhos de outrem, sob quaisquer circunstâncias, pare de se privar de fazer certas coisas pelo medo de que isso vá acontecer. Troque essa apreensão torturante por uma certeza libertadora.
Elimine logo essa preocupação da sua cabeça. Foca no trabalho, na carreira, nos seus filhos, no seu marido, no seu hobbie, em teorias pra próxima temporada de Stranger Things, em capturar nhenhentos Magikarps pra evoluir pra um Gyarados porque, mais cedo ou mais tarde, isso vai cair sobre você também.
Já que você é uma puta mesmo, aproveite a estadia e faça logo a porra que você quiser.
Amiga, senta aqui, vamos conversar sobre essa verdade inevitável.
A coisa mais fácil que você vai conseguir no mundo por ser mulher é que te digam uma coisa: que você é uma puta. Tudo que você fizer, não importa o seu nível de ingenuidade, pureza ou a integridade do seu hímen, levará alguém a te dizer, em algum momento da sua vida, que você é uma puta.
É adolescente e começou a dar uns beijinhos por aí? Puta.
Arrumou um namoradinho? Puta.
Decidiu que o supracitado é um menino ponta firme, querido, que te respeita e quer perder sua virgindade com ele? Puta.
Deu pro primeiro que viu na frente porque não acredita nesse papo de pureza? Puta.
Fez virilha cavada? Puta.
Usou batom ou esmalte vermelho? Puta.
Transou no primeiro encontro? Puta.
Botou aquele vestido colado? Puta.
Minissaia? Coisa de puta.
Se manifestou politicamente pela equidade de gênero, ou seja, se assumiu feminista? Puta. Puta, porca, suja, fedida e peluda.
É bissexual? Puta e ainda por cima safada.
Poliamorista? Puta.
Sai com as amigas solteiras a noite pro bar? Puta.
Tem namorado e sai com as amigas sem ele? Puta.
Escolheu um curso na faculdade que é cheio de homem? Puta.
Passou naquela matéria dificílima? Claro, fez favores sexuais pro professor, né, sua puta.
Foi promovida? Puta. Deu pro chefe, óbvio.
Gosta de qualquer atividade julgada masculina pelo senso comum, tipo futebol ou videogame? Puta querendo chamar atenção.
Amamentou em público? Puta descarada que exibe os peitos.
Mãe solo? Puta das putas.
Posou nua? Puta.
Gosta de beber? Puta.
Gosta de fumar unzinho? Puta drogada.
Foi assediada? Bem feito, ninguém mandou agir igual uma puta.
Apanhou do marido? Bom, ele deve ter descoberto que você é uma puta.
Às vezes a gente fica se remoendo porque não queremos ser vistas em determinado lugar numa certa hora. Ou ficamos preocupadas ao exibir um decote mais generoso. Tem também aquelas que deixam de sair com todas as amigas quando namoram, porque vai que algum conhecido te vê por aí na noite sem o seu varão à tiracolo. Ou ainda, mulheres que acham que uma vez comprometidas, não tem o direito de se masturbar.
Só que esse fatídico momento marcado pelo julgamento alheio vai chegar, infalivelmente. Daí, minha querida, você vai ser a puta, a vagabunda, a fácil, a galinha, a suja, a vadia, a meretriz, a sirigaita, a piranha, a piriguete… e mesmo se você agir de forma impecável, totalmente dentro das diretrizes cristãs, tal qual uma flor da família tradicional brasileira, trago notícias: eventualmente você será a corna, a frígida, a mal comida. Não tem escapatória. Se você é mulher, sua sexualidade, exercida ou não, sempre será usada contra você.
Nem a Sandy escapa dessa máxima. Então, assim, já que você vai ser puta aos olhos de outrem, sob quaisquer circunstâncias, pare de se privar de fazer certas coisas pelo medo de que isso vá acontecer. Troque essa apreensão torturante por uma certeza libertadora.
Elimine logo essa preocupação da sua cabeça. Foca no trabalho, na carreira, nos seus filhos, no seu marido, no seu hobbie, em teorias pra próxima temporada de Stranger Things, em capturar nhenhentos Magikarps pra evoluir pra um Gyarados porque, mais cedo ou mais tarde, isso vai cair sobre você também.
Já que você é uma puta mesmo, aproveite a estadia e faça logo a porra que você quiser.
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Ilustração feita com exclusividade por Malu Risi.
Ser modelo alternativa virou praticamente sinônimo de ser Suicide Girl: branca, magra, tatuadinha e cabelo colorido. Então segue a listinha de modelos alternativas que realmente quebram padrões pra você seguir e se inspirar:
1: Tess Holliday
Famosíssima, a musa plus size feminista deu na cara do mundo nos últimos dois anos, fazendo campanhas fenomenais. Ela criou um projeto incrível chamado Eff Your Beauty Standards (no Instagram, @effyourbeautystandards), um manifesto body positive.
Stefania já trabalhou para gente incrível como a Dita Von Teese. Ela anda experimentando bastante com projetos diferentes, que você pode encontrar na segunda conta do Instagram dela, @stefania_raw. A habilidade que ela tem com expressão facial é algo de outro mundo.
Ruiva maravilhosa de Osasco com quem eu já tive o prazer de trabalhar várias vezes. A gata tem muita naturalidade e uma pegada meio moleca. Ela também ama gatinhos e é bissexual! ❤ #bipride
Mais uma do time das ruivas, Freshie é uma modelo americana que curte trabalhar dos dois lados da câmera. Ela tem vários ensaios experimentais sensacionais. Também participou do projeto Illusions of the Body, da fotógrafa Gracie Hagen, que mexe com as diferentes perspectivas do corpo.
Dona de um cabelo que é o puro creme do poder, Jessa vive na Filadélfia. Já posou pra fotógrafos incríveis e divulga na sua conta outras garotas negras maravilhosas.
A Galda é Suicide Girl, ok. Mas ela é muito curvilínea, não é uma garota magra — e por causa disso, recebe frequentes ataques na sua própria conta e na do SG. A inglesa tem um guarda roupas arrasador e suas lingeries são de matar (especialmente de inveja, já que aqui no Brasil a gente ainda não tem peças tão lindas em tamanhos maiores).
A Jacque é uma das minas mais figura que eu já conheci. Uma pessoa super querida, divertida e talentosíssima. Ela se expressa como poucas e tem uma habilidade incrível pra posar.
Rant é uma pessoa que prefere ser tratada por pronomes neutros. Se foca em projetos mais artísticos e é fã de modificações corporais. Pura agregação de valor ao camarote genderfuck.
Mozão da Stefania ❤ Aliás, elas fazem trabalhos juntas. Nem preciso dizer que ficam sensacionais. A mulher é uma deusa e soma representatividade. Também tem uma conta pra trampos mais experimentais: @sayhellojess_raw
Boa parte do trampo da Cam Damage é ela mesma que faz. Isso porque ela e o boy experimentam muito com BDSM, shibari e toda a vibe fetichista. Dá pra gastar horas nos tumblrs deles.
O universo gostou tanto do que fez, que fez duas vezes. Elas são gêmeas. O lacre é duplo, amiga. Elas tem um blog, Instagram e estão nesse artigo da Afropunk. Também já participaram de alguns clipes de artistas brasileiros, como MC Flow.
Fãs de moças carecas, chegou sua vez. Diretamente da ZN na pegada 90’s, Priscila é dessas que mastiga macho folgado no café da manhã. E todo mundo que anda por São Paulo já viu um tag dela.
A gata ficou famosíssima por um motivo curioso: ela tem vitiligo, que se espalhou por seu corpo de forma curiosamente simétrica. Junte essa aparência totalmente única com campanhas publicitárias de marcas mais edgy e voilà: Winnie Harlow.
Por fim, um jabazinho básico: quem quiser conhecer também meu trabalho como alt model, meu instagram é @deboranis ;) Estou em fotos junto com a Jacque e a Priscila. Espero que vocês tenham curtido!
Amiga, senta aqui, vamos conversar sobre essa verdade inevitável.
A coisa mais fácil que você vai conseguir no mundo por ser mulher é que te digam uma coisa: que você é uma puta. Tudo que você fizer, não importa o seu nível de ingenuidade, pureza ou a integridade do seu hímen, levará alguém a te dizer, em algum momento da sua vida, que você é uma puta.
É adolescente e começou a dar uns beijinhos por aí? Puta.
Arrumou um namoradinho? Puta.
Decidiu que o supracitado é um menino ponta firme, querido, que te respeita e quer perder sua virgindade com ele? Puta.
Deu pro primeiro que viu na frente porque não acredita nesse papo de pureza? Puta.
Fez virilha cavada? Puta.
Usou batom ou esmalte vermelho? Puta.
Transou no primeiro encontro? Puta.
Botou aquele vestido colado? Puta.
Minissaia? Coisa de puta.
Se manifestou politicamente pela equidade de gênero, ou seja, se assumiu feminista? Puta. Puta, porca, suja, fedida e peluda.
É bissexual? Puta e ainda por cima safada.
Poliamorista? Puta.
Sai com as amigas solteiras a noite pro bar? Puta.
Tem namorado e sai com as amigas sem ele? Puta.
Escolheu um curso na faculdade que é cheio de homem? Puta.
Passou naquela matéria dificílima? Claro, fez favores sexuais pro professor, né, sua puta.
Foi promovida? Puta. Deu pro chefe, óbvio.
Gosta de qualquer atividade julgada masculina pelo senso comum, tipo futebol ou videogame? Puta querendo chamar atenção.
Amamentou em público? Puta descarada que exibe os peitos.
Mãe solo? Puta das putas.
Posou nua? Puta.
Gosta de beber? Puta.
Gosta de fumar unzinho? Puta drogada.
Foi assediada? Bem feito, ninguém mandou agir igual uma puta.
Apanhou do marido? Bom, ele deve ter descoberto que você é uma puta.
Às vezes a gente fica se remoendo porque não queremos ser vistas em determinado lugar numa certa hora. Ou ficamos preocupadas ao exibir um decote mais generoso. Tem também aquelas que deixam de sair com todas as amigas quando namoram, porque vai que algum conhecido te vê por aí na noite sem o seu varão à tiracolo. Ou ainda, mulheres que acham que uma vez comprometidas, não tem o direito de se masturbar.
Só que esse fatídico momento marcado pelo julgamento alheio vai chegar, infalivelmente. Daí, minha querida, você vai ser a puta, a vagabunda, a fácil, a galinha, a suja, a vadia, a meretriz, a sirigaita, a piranha, a piriguete… e mesmo se você agir de forma impecável, totalmente dentro das diretrizes cristãs, tal qual uma flor da família tradicional brasileira, trago notícias: eventualmente você será a corna, a frígida, a mal comida. Não tem escapatória. Se você é mulher, sua sexualidade, exercida ou não, sempre será usada contra você.
Nem a Sandy escapa dessa máxima. Então, assim, já que você vai ser puta aos olhos de outrem, sob quaisquer circunstâncias, pare de se privar de fazer certas coisas pelo medo de que isso vá acontecer. Troque essa apreensão torturante por uma certeza libertadora.
Elimine logo essa preocupação da sua cabeça. Foca no trabalho, na carreira, nos seus filhos, no seu marido, no seu hobbie, em teorias pra próxima temporada de Stranger Things, em capturar nhenhentos Magikarps pra evoluir pra um Gyarados porque, mais cedo ou mais tarde, isso vai cair sobre você também.
Já que você é uma puta mesmo, aproveite a estadia e faça logo a porra que você quiser.