Azealia Banks critica o feminismo

Crédito: vmagazine.com

A rapper norte-americana Azealia Banks, de 24 anos, postou vários tuítes neste fim de semana em que desabafa sobre a desigualdade racial dentro do movimento feminista. Não sei por qual motivo específico ela iniciou essa discussão nas redes, mas o que importa é que ela levantou vários termos que ainda são pouco comentados dentro do feminismo, como “womanism” (mulherismo, em português) e “feminismo interseccional”, que foi bastante citado por suas seguidoras no Twitter.

 


 
Azealia disse: “Ter sua cor julgada ou merecimento determinado por MULHERES NEGRAS com base no quanto você lida com a respeitabilidade é irritante. Essas mesmas meninas estão sentadas em suas mesas com suas bizarras tranças afro loiras lutando para não parecerem muito negras na frente de seus patrões. Elas sentam e dão um Google em US$ 1.000 + sapatos que não podem pagar, bebem lattes de abóbora e especiarias e julgam garotas como eu, que estão realmente vivendo suas vidas.

A artista continuou falando sobre como ela detesta mulheres negras que se dizem feministas:

Eu também estou realmente cansada dessa tendência das mulheres negras pularem no trem feminista. Tipo… pelo amor… O feminismo nunca apoiou as mulheres negras. Nós caímos nessa merda no início dos anos 1920, ajudando as mulheres brancas a ganharem o direito de votar… As mulheres negras ajudaram as “feministas” a ganharem o direito de votar e elas se viraram e fizeram muita merda contra nós. Nos deixaram no escuro. Com nada. Eu não acredito em nenhuma mulher que diz ser uma feminista. Não importa de que cor ela seja.

 


Eu sou uma mulherista. Por favor, deixem-me fora de seus artigos feministas e discussões feministas. Obrigada”, afirmou.

Segundo a Wikipedia, mulherismo “é uma teoria social profundamente enraizada na opressão racial e de gênero das mulheres negras”. Azealia pediu para que as pessoas, antes de desmerecem o conceito de mulherismo, dessem um Google em dois nomes: bell hooks (ativista americana, que gosta de letras minúsculas) e Alice Walker (escritora e ativista americana).

Realmente, além de pesquisar e ler sobre isso, precisamos conversar mais com as nossas amigas feministas negras para colocar suas pautas no movimento, que vão desde a questão do assédio até a discussão sobre transição capilar. Acredito que essa seja a principal reivindicação da Azealia Banks, quando fez esse desabafo, e é um assunto que tem que estar mais no nosso cotidiano.


E aí? Qual é a opinião de vocês?

Mais de Letícia Mendes

Chloë Sevigny fez um zine de ex-boys

Faz tempo que quero escrever na Ovelha sobre a minha musa suprema. Já pensei em falar como ela está incrível na série “Bloodline”, do Netflix; sobre como ela sempre se envolve em campanhas belíssimas de moda, como as da Miu Miu e da Tomboy; sobre o livro de fotografias de sua vida que ela acabou de lançar pela Rizzoli (à venda na Urban Outfitters); sobre as milhares de entrevistas maravilhosas que ela dá…

Enfim… a Chloë Sevigny é um ícone do cinema independente americano contemporâneo. Ela foi indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro em 2000 por “Meninos não choram”, o que a deixou mais famosa, mas acho que a maioria das pessoas lembra dela pelo seu primeiro papel no cinema, que foi em “Kids”. O filme foi lançado há 20 anos, quando Chloë era uma jovenzita e namorava o talentoso e também jovenzito Harmony Korine.

Posso ficar séculos falando sobre a trajetória da Chloë, mas serei breve. Ela aproveitou o lançamento do livro de fotos que citei acima para fazer um zine “com o que sobrou” dos homens que passaram pela sua vida. Intitulado “No Time For Love”, o zine tem 28 páginas e está à venda neste site. Acho bonito esse lance que a Chloë tem – e já assumiu em vídeos como dessa série aqui – de guardar tudo o quanto é lembrança (fotos, roupas, objetos, recortes de jornais). O legal também é que ela colocou etiquetas nos rostos de todos os ex-boys para manter a privacidade, deixando um mistério no ar.

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Azealia Banks, de 24 anos, postou vários tuítes neste fim de semana em que desabafa sobre a desigualdade racial dentro do movimento feminista. Não sei por qual motivo específico ela iniciou essa discussão nas redes, mas o que importa é que ela levantou vários termos que ainda são pouco comentados dentro do feminismo, como “womanism” (mulherismo, em português) e “feminismo interseccional”, que foi bastante citado por suas seguidoras no Twitter.

 


 
Azealia disse: “Ter sua cor julgada ou merecimento determinado por MULHERES NEGRAS com base no quanto você lida com a respeitabilidade é irritante. Essas mesmas meninas estão sentadas em suas mesas com suas bizarras tranças afro loiras lutando para não parecerem muito negras na frente de seus patrões. Elas sentam e dão um Google em US$ 1.000 + sapatos que não podem pagar, bebem lattes de abóbora e especiarias e julgam garotas como eu, que estão realmente vivendo suas vidas.

A artista continuou falando sobre como ela detesta mulheres negras que se dizem feministas:

Eu também estou realmente cansada dessa tendência das mulheres negras pularem no trem feminista. Tipo… pelo amor… O feminismo nunca apoiou as mulheres negras. Nós caímos nessa merda no início dos anos 1920, ajudando as mulheres brancas a ganharem o direito de votar… As mulheres negras ajudaram as “feministas” a ganharem o direito de votar e elas se viraram e fizeram muita merda contra nós. Nos deixaram no escuro. Com nada. Eu não acredito em nenhuma mulher que diz ser uma feminista. Não importa de que cor ela seja.

 


Eu sou uma mulherista. Por favor, deixem-me fora de seus artigos feministas e discussões feministas. Obrigada”, afirmou.

Segundo a Wikipedia, mulherismo “é uma teoria social profundamente enraizada na opressão racial e de gênero das mulheres negras”. Azealia pediu para que as pessoas, antes de desmerecem o conceito de mulherismo, dessem um Google em dois nomes: bell hooks (ativista americana, que gosta de letras minúsculas) e Alice Walker (escritora e ativista americana).

Realmente, além de pesquisar e ler sobre isso, precisamos conversar mais com as nossas amigas feministas negras para colocar suas pautas no movimento, que vão desde a questão do assédio até a discussão sobre transição capilar. Acredito que essa seja a principal reivindicação da Azealia Banks, quando fez esse desabafo, e é um assunto que tem que estar mais no nosso cotidiano.


E aí? Qual é a opinião de vocês?

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