Marley e seus #1000BlackGirlBooks

Marley Dias leva suas ideias para a Lingelbach Elementary School, na Filadélfia

Numa bela manhã, a norte-americana Marley Dias, de 11 anos, acordou e disse que estava cansada de ler livros sobre “meninos brancos e seus cães“.

“Minha mãe me perguntou: ‘O que você vai fazer em relação a isso?’“, contou à CNN. Foi assim que ela criou o projeto #1000BlackGirlBooks (“mil livros com garotas negras”, em português).

Eu quero apresentar a meninas como eu livros que vão inspirá-las.

Marley lançou a campanha através do GrassROOTS Community Foundation, um acampamento sem fins lucrativos para meninas negras na Filadélfia, fundado por sua mãe, Janice Johnson Dias, e por Tariq “Black Thought” Trotter, do grupo The Roots.

2-marley

Leia um perfil da Marley na “Elle”.

Antes da campanha, o livro favorito de Marley com um personagem negro protagonista era Chains”, de Laurie Halse Anderson, que conta a história da luta de um escravo pela liberdade durante a Revolução Americana.

Aqui vai uma lista de livros indicados por Marley:

“A Chair For My Mother”, de Vera Williams
“After Tupac and D Foster”, de Jacqueline Woodson
“Amazing Grace”, de Mary Hoffman e Caroline Binch
“Americanah”, de Chimamanda Ngozi Adichie
“Art from Her Heart”, de Kathy Whitehead
“Ballerina Dreams: From Orphan to Dancer”, de Michaela e Elaine DePrince
“Blue Tights”, de Rita Williams-Garcia
“Brown Girl Dreaming”, de Jacqueline Woodson
“Dyamonde Daniel”, de Nikki Grimes
“Download Drama (Kimani Tru)”, de Celeste O. Norfleet
“Firebird”, de Misty Copeland
“Full, Full, Full of Love”, de Trish Cooke e Paul Howard
“Miami Jackson”, de Patricia and Fredrick McKissack
“Nikki and Deja”, de Karen English
“Ninth Ward”, de Jewell Parker Rhodes
“Ruby and the Booker Boys”, de Derrick Barnes e Vanessa Brantley Newton
“Thunder Rose”, de Jerdine Nolen e Kadir Nelson

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Links da semana

// DEAR WHITE PEOPLE

Em maio de 2015, a Karoline Gomes indicou na Ovelha o filme independente “Dear white people”, que nem chegou a estrear no Brasil e quem quis ver teve que procurar pelos piratas da internet. Na semana passada, a série baseada nesse filme estreou na Netflix dos EUA. Assim como o filme, satiriza as relações “pós-raciais” dos EUA ao mostrar alunos negros que entraram numa universidade de elite americana.

E obviamente teve gente branca acusando a Netflix de “antibranco” e promovendo boicote do tipo “vou cancelar minha assinatura” HAHAHA

Queridas pessoas brancas, a Netflix tem mais de 100 milhões de assinantes no mundo, logo, vcs racistas fariam um favor se cancelassem sua assinatura. beijos e aguardando ansiosamente a estreia na Netflix BR.

 


// WILLOW SMITH

“Frequencies by Willow Smith” é um canal no YouTube em que a cantora publicará músicas todas as semanas.

 


// CARNAVAL 2017

“O teu discurso não nega, racista” – texto da Djamila Ribeiro na Carta Capital sobre as marchinhas ofensivas de carnaval.

 


// LARISSA MENDES

Aluna negra e da periferia supera preconceitos para estudar na Poli – da Folha de S. Paulo

Em seu primeiro ano de engenharia civil na USP, Larissa Mendes, 19, ouviu de um colega: “Você não tem cara de quem estuda na Politécnica. Não tem muitas meninas assim aqui”. “Assim como?”, retrucou ela, hoje no 3º período do curso. Não obteve resposta. Pesquisa Datafolha apontou que, por lá, 82% são homens e 59% pertencem à classe A. Mulher, negra, Larissa foi criada no Capão Redondo. Levantamento de aluna do Poligen (Grupo de Estudos de Gênero da Escola Politécnica) apontou que, durante 121 anos, só sete mulheres negras se formaram na Poli.

 


// WILD BEASTS

A banda britânica lançou o clipe de “Alpha Female”, em que mostra a primeira mulher skatista profissional da Índia, Atita Verghese, e o coletivo Girl Skate India. Assista:

 


// VALÉRIA GOMES RIBEIRO

Mulher escolhe adotar bebê com microcefalia vítima de maus-tratos – da Folha de S. Paulo

Para muitos, ter um bebê com microcefalia é fatalidade. Para Valéria Gomes Ribeiro, 46, de Paulista, a 15 km do Recife (PE), foi uma escolha, um “presente de Deus”. Mãe adotiva de um rapaz de 19 anos, que tem deficiência mental, ela conseguiu a guarda provisória de João, de um ano e meio, que foi retirado da mãe biológica pelo Conselho Tutelar por maus-tratos. Ela acorda às 3h para levá-lo de ônibus a uma maratona de terapias e consultas. “Meu sonho é vê-lo andar, falar, me chamar de mamãe ou mainha.”

 


// LISTAS

17 mulheres LGBT fodonas da história que você deveria conhecer – do Buzzfeed

 


// ELIZABETH GREENFIELD

Ex-escrava americana, a soprano negra que desafiou as regras sobre quem podia cantar ópera no século 19 – do Nexo

 


// DIREITOS DAS MULHERES

O que aconteceu após 10 anos de aborto legalizado em Portugal – reportagem do Nexo

 


// APROPRIAÇÃO

Ana Maria Gonçalves escreve no The Intercept Brasil: NA POLÊMICA SOBRE TURBANTES, É A BRANQUITUDE QUE NÃO QUER ASSUMIR SEU RACISMO

 


// VALENTINA SAMPAIO

A modelo brasileira é a primeira mulher transgênero a estampar a capa da revista Vogue.

 


// MAIS CLIPES

Parceria da Grimes com a Janelle Monáe, “Venus Fly”:

O novo clipe da M.I.A. – P.O.W.A

 


Até a próxima semana, amigas! Força \o/

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Eu quero apresentar a meninas como eu livros que vão inspirá-las.

Marley lançou a campanha através do GrassROOTS Community Foundation, um acampamento sem fins lucrativos para meninas negras na Filadélfia, fundado por sua mãe, Janice Johnson Dias, e por Tariq “Black Thought” Trotter, do grupo The Roots.

2-marley

Leia um perfil da Marley na “Elle”.

Antes da campanha, o livro favorito de Marley com um personagem negro protagonista era Chains”, de Laurie Halse Anderson, que conta a história da luta de um escravo pela liberdade durante a Revolução Americana.

Aqui vai uma lista de livros indicados por Marley:

“A Chair For My Mother”, de Vera Williams
“After Tupac and D Foster”, de Jacqueline Woodson
“Amazing Grace”, de Mary Hoffman e Caroline Binch
“Americanah”, de Chimamanda Ngozi Adichie
“Art from Her Heart”, de Kathy Whitehead
“Ballerina Dreams: From Orphan to Dancer”, de Michaela e Elaine DePrince
“Blue Tights”, de Rita Williams-Garcia
“Brown Girl Dreaming”, de Jacqueline Woodson
“Dyamonde Daniel”, de Nikki Grimes
“Download Drama (Kimani Tru)”, de Celeste O. Norfleet
“Firebird”, de Misty Copeland
“Full, Full, Full of Love”, de Trish Cooke e Paul Howard
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