Misty Copeland e as bailarinas negras

Misty Copeland e James Whiteside em “O Lago dos Cisnes”. Crédito: Julieta Cervantes, para o The New York Times
Misty Copeland e James Whiteside em “O Lago dos Cisnes”. Crédito: Julieta Cervantes, para o The New York Times

Misty Copeland é uma bailarina norte-americana que está quebrando barreiras e empoderando garotas ao redor do mundo. Por que?

 

 
Este comercial de 2014, estrelado por ela para a marca Under Armour, explica um pouco o poder da sua trajetória. Seu despertar para a dança foi aos 13 anos, quando morava com a mãe e seus cinco irmãos em um hotel na Califórnia. Ela foi rejeitada em diversas escolas por ser “muito velha” para começar o ballet e, principalmente, por ser negra. Claro que esse racismo era, em sua maioria, velado. Mas isso não a impediu de perseguir seu sonho, inspirada por Raven Wilkinson, uma das primeiras bailarinas afro-americanas. Hoje ela é a estrela do American Ballet Theatre, em Nova York.

 

 
O grande marco na carreira de Copeland veio em abril de 2012, quando protagonizou o ballet “Pássaro de Fogo”, de Stravinsky. Em 2014, foi solista em outro clássico: “O Quebra-Nozes”. Mais recentemente, Misty Copeland fez sua estreia no papel duplo de Odette / Odile em “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, o papel mais épico do ballet mundial (é, aquele do filme “Cisne Negro“, interpretado pela Natalie Portman). Este é um protagonismo que a própria Copeland nunca pensou em viver nos palcos, já que é tradicionalmente interpretado por bailarinas brancas.

Existe um lindo documentário em andamento sobre bailarinas negras, chamado “Black Ballerina“. O filme apresenta o universo esmagadoramente branco da dança clássica, através das histórias de várias mulheres negras de diferentes gerações que se apaixonaram pelo ballet. Seis décadas atrás, enquanto prosseguiam os seus sonhos de carreira em dança clássica, Joan Myers Brown, Delores Browne e Raven Wilkinson confrontaram o racismo, a exclusão e a desigualdade de oportunidades. Décadas depois, o presente é retratado por três jovens mulheres negras que também desenvolvem carreiras como bailarinas. A pergunta que fica: Será que a cor do ballet mudou? Se sim, como? Se não, por quê?

 

Mais de Nina Grando

Sailor Moon é muito fashion

Nós da Ovelha simplesmente amamos coisas geeks e nerds, como quadrinhos, videogame, anime e mangá. Se você também foi uma criança que cresceu assistindo os desenhos da TV Manchete nos anos 90 (ou pegou a fase em que o Cartoon Network exibiu alguns animes nos anos 2000), provavelmente é apaixonada por Sailor Moon.

Nós ainda devemos um post dedicado sobre este anime incrível, que trouxe representatividade para muitas garotas entre tantos outros voltados ao público masculino na época, como Caveleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z e Shurato.

No Japão, ainda mais com o lançamento recente do remake horrível Sailor Moon Crystal, é comum vermos vários produtos merchandising, como brinquedos, roupas e acessórios com tema das guerreiras. Mas o que podemos perceber é que este universo anda inspirando e conquistando as passarelas da moda mundo afora.

No início de outubro, pudemos notar as referências à Sailor Moon (entre outros animes) no desfile da coleção de primavera 2016 da Louis Vuitton.

 
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Antes, na San Diego Comic Con, rolou o Her Universe Fashion Show, um desfile de moda feminina de diversas marcas focadas em “Geek Couture”. O desfile trouxe coleções inspiradas em diversas séries e quadrinhos, como Game of Thrones, Spiderman e… Sailor Moon, que ganhou o prêmio “Escolha da Audiência” com seu look incrível transformável, de Usagi Tsukino para Sailor Moon, feito pela marca Leetal Platt.

 
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Ainda em outubro, para a noooossa alegria, a guerreira da Lua emprestou sua imagem e estilo como tema da coleção da marca Sorry, I’m Not, que brilhou nas passarelas da Moscou Fashion Week.

A estrela do anime estava estampada em quase todas as peças da coleção da grife streetwear, com looks bastante coloridos e divertidos. Confira algumas imagens na galeria abaixo (clique para ver):

 

 
O desfile foi bastante mágico (especialmente para fãs como eu babarem emocionadas), com músicas que traziam referências sutis ao universo do anime e efeitos sonoros da série. O estilista da marca ainda fechou o desfile mascarado segurando o Cutie Moon Rod. Confira o vídeo:

 

 
As roupas já estão à venda no site da marca. Com esse dolar, eu não me arrisco a comprar. Mas queria, viu. Se você é muito fã e pode dedicar uma grana, não deixe de ter seu moletom fofo da Usagi babando ou chorando. MUITO INCRÍVEL.
 

Notícia via SOS Sailor Moon. Imagens via, via, via e via.

Leia mais
American Ballet Theatre, em Nova York.

 

 
O grande marco na carreira de Copeland veio em abril de 2012, quando protagonizou o ballet “Pássaro de Fogo”, de Stravinsky. Em 2014, foi solista em outro clássico: “O Quebra-Nozes”. Mais recentemente, Misty Copeland fez sua estreia no papel duplo de Odette / Odile em “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, o papel mais épico do ballet mundial (é, aquele do filme “Cisne Negro“, interpretado pela Natalie Portman). Este é um protagonismo que a própria Copeland nunca pensou em viver nos palcos, já que é tradicionalmente interpretado por bailarinas brancas.

Existe um lindo documentário em andamento sobre bailarinas negras, chamado “Black Ballerina“. O filme apresenta o universo esmagadoramente branco da dança clássica, através das histórias de várias mulheres negras de diferentes gerações que se apaixonaram pelo ballet. Seis décadas atrás, enquanto prosseguiam os seus sonhos de carreira em dança clássica, Joan Myers Brown, Delores Browne e Raven Wilkinson confrontaram o racismo, a exclusão e a desigualdade de oportunidades. Décadas depois, o presente é retratado por três jovens mulheres negras que também desenvolvem carreiras como bailarinas. A pergunta que fica: Será que a cor do ballet mudou? Se sim, como? Se não, por quê?

 

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