The Fits é girl power no último

O trailer de “The Fits”, da diretora Anna Rose Holmer, foi divulgado e estamos

IN LOVE <3 <3

O filme conta a história de Toni, interpretada pela atriz estreante Royalty Hightower, uma garota de 11 anos que treina boxe em um centro comunitário em Cincinnati, nos Estados Unidos.

Porém, ela fica fascinada pelo grupo de dança que frequenta o mesmo local. Toni entra para o grupo e, assim, as dançarinas começam a ter desmaios e tremedeiras incontroláveis.

A história se desenvolve em cima do mistério dessa histeria em massa e, principalmente, nos conflitos que Toni enfrenta dentro de sua cabeça, entre ser quem ela é ou de se encaixar no grupo das meninas. Até aí tudo bem, é só mais um filme sobre adolescentes, certo?

Não. Um ponto muito importante para ressaltar é que todas as personagens são negras, adolescentes e de baixa renda. Algo incomum de se ver no cinema.

THEFITS STILL 02

E não acaba por aí. “The Fits” não é só girl power na frente das câmeras, mas também nos bastidores. Mulheres diretoras, produtoras e autoras construíram essa maravilha.

Somando a esse time poderoso, o elenco também conta com atores novatos, sendo a maioria integrantes do grupo de dança Q-Kidz, que estrelam no filme como membros do Lionesses.

Assista ao trailer:

“The Fits” estreia em junho deste ano nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão no Brasil.

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Barbie e a mudança que precisamos

É fácil perceber a força de um produto ou marca quando eles lançam algo novo e toda a internet só fala disso. A Barbie anunciou hoje sua nova linha com “mulheres reais” e o melhor de tudo: elas tem diversos estilos, cabelos, peles e corpos.

Com quatro tipos de corpos, sete tons de pele, 22 cores de olhos e 24 penteados diferentes, a Barbie, em seu site oficial, diz estar muito orgulhosa de “oferecer às meninas mais opções do que nunca”.

E não é só a empresa que está feliz com esse lançamento. Eu, uma apaixonada pela boneca desde sempre, dei pulos de alegria e corri para expressar meu amor por essa novidade recheada de representatividade.

Eu sou gorda, baixa e meu cabelo é extremamente cacheado e armado. Nunca me senti representada fisicamente pela Barbie e ela era minha boneca preferida. É óbvio que, quando tinha uns 8 anos, sonhava em ser uma adulta igual a ela: alta, magra, loira e com o cabelo liso.

Já tentei ser alta, mas odeio salto. Já tentei ser magra, mas meu biotipo não deixa. Já tentei ser loira, mas meu cabelo ficou todo ressecado. E já tentei ter cabelo liso, mas era muito tempo e dinheiro gasto.

Mesmo depois dessas tentativas frustradas, não deixei de amar a boneca que me fez companhia durante toda a infância (brinquei com elas até os 14 anos) porque ela também representava uma mulher independente e tinha inúmeras profissões maravilhosas.

Mas a minha experiência não é a mesma de todas as outras meninas. Eu tenho uma sobrinha de 6 anos que já sofreu bullying na escola (sim, na pré-escola) por causa da aparência. Ela é uma criança saudável, que pratica esportes, sente os ossos doerem porque está crescendo e é “gordinha”. O problema aqui é: ela já fala que tem que fazer dieta e emagrecer, apesar de constantemente falarmos que ela é linda. Ela brinca de Barbie também.

Minha felicidade em ver essas novas bonecas é que ela e as crianças dessa nova geração poderão se identificar, e eu também. Eu vou me sentir representada pela boneca que sempre amei, minha sobrinha vai se sentir representada pela boneca que ela ama e todas as outras meninas também vão.

Sabe a história do menino que se identificou com o boneco do Finn do Star Wars? É quase o mesmo sentimento. É poder brincar com aquilo que nos é semelhante. É poder ser representada. E representatividade importa.

 

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O filme conta a história de Toni, interpretada pela atriz estreante Royalty Hightower, uma garota de 11 anos que treina boxe em um centro comunitário em Cincinnati, nos Estados Unidos.

Porém, ela fica fascinada pelo grupo de dança que frequenta o mesmo local. Toni entra para o grupo e, assim, as dançarinas começam a ter desmaios e tremedeiras incontroláveis.

A história se desenvolve em cima do mistério dessa histeria em massa e, principalmente, nos conflitos que Toni enfrenta dentro de sua cabeça, entre ser quem ela é ou de se encaixar no grupo das meninas. Até aí tudo bem, é só mais um filme sobre adolescentes, certo?

Não. Um ponto muito importante para ressaltar é que todas as personagens são negras, adolescentes e de baixa renda. Algo incomum de se ver no cinema.

THEFITS STILL 02

E não acaba por aí. “The Fits” não é só girl power na frente das câmeras, mas também nos bastidores. Mulheres diretoras, produtoras e autoras construíram essa maravilha.

Somando a esse time poderoso, o elenco também conta com atores novatos, sendo a maioria integrantes do grupo de dança Q-Kidz, que estrelam no filme como membros do Lionesses.

Assista ao trailer:

“The Fits” estreia em junho deste ano nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão no Brasil.

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