É fácil perceber a força de um produto ou marca quando eles lançam algo novo e toda a internet só fala disso. A Barbie anunciou hoje sua nova linha com “mulheres reais” e o melhor de tudo: elas tem diversos estilos, cabelos, peles e corpos.
Com quatro tipos de corpos, sete tons de pele, 22 cores de olhos e 24 penteados diferentes, a Barbie, em seu site oficial, diz estar muito orgulhosa de “oferecer às meninas mais opções do que nunca”.
E não é só a empresa que está feliz com esse lançamento. Eu, uma apaixonada pela boneca desde sempre, dei pulos de alegria e corri para expressar meu amor por essa novidade recheada de representatividade.
Eu sou gorda, baixa e meu cabelo é extremamente cacheado e armado. Nunca me senti representada fisicamente pela Barbie e ela era minha boneca preferida. É óbvio que, quando tinha uns 8 anos, sonhava em ser uma adulta igual a ela: alta, magra, loira e com o cabelo liso.
Já tentei ser alta, mas odeio salto. Já tentei ser magra, mas meu biotipo não deixa. Já tentei ser loira, mas meu cabelo ficou todo ressecado. E já tentei ter cabelo liso, mas era muito tempo e dinheiro gasto.
Mesmo depois dessas tentativas frustradas, não deixei de amar a boneca que me fez companhia durante toda a infância (brinquei com elas até os 14 anos) porque ela também representava uma mulher independente e tinha inúmeras profissões maravilhosas.
Mas a minha experiência não é a mesma de todas as outras meninas. Eu tenho uma sobrinha de 6 anos que já sofreu bullying na escola (sim, na pré-escola) por causa da aparência. Ela é uma criança saudável, que pratica esportes, sente os ossos doerem porque está crescendo e é “gordinha”. O problema aqui é: ela já fala que tem que fazer dieta e emagrecer, apesar de constantemente falarmos que ela é linda. Ela brinca de Barbie também.
Minha felicidade em ver essas novas bonecas é que ela e as crianças dessa nova geração poderão se identificar, e eu também. Eu vou me sentir representada pela boneca que sempre amei, minha sobrinha vai se sentir representada pela boneca que ela ama e todas as outras meninas também vão.
Sabe a história do menino que se identificou com o boneco do Finn do Star Wars? É quase o mesmo sentimento. É poder brincar com aquilo que nos é semelhante. É poder ser representada. E representatividade importa.
É fácil perceber a força de um produto ou marca quando eles lançam algo novo e toda a internet só fala disso. A Barbie anunciou hoje sua nova linha com “mulheres reais” e o melhor de tudo: elas tem diversos estilos, cabelos, peles e corpos.
Com quatro tipos de corpos, sete tons de pele, 22 cores de olhos e 24 penteados diferentes, a Barbie, em seu site oficial, diz estar muito orgulhosa de “oferecer às meninas mais opções do que nunca”.
E não é só a empresa que está feliz com esse lançamento. Eu, uma apaixonada pela boneca desde sempre, dei pulos de alegria e corri para expressar meu amor por essa novidade recheada de representatividade.
Eu sou gorda, baixa e meu cabelo é extremamente cacheado e armado. Nunca me senti representada fisicamente pela Barbie e ela era minha boneca preferida. É óbvio que, quando tinha uns 8 anos, sonhava em ser uma adulta igual a ela: alta, magra, loira e com o cabelo liso.
Já tentei ser alta, mas odeio salto. Já tentei ser magra, mas meu biotipo não deixa. Já tentei ser loira, mas meu cabelo ficou todo ressecado. E já tentei ter cabelo liso, mas era muito tempo e dinheiro gasto.
Mesmo depois dessas tentativas frustradas, não deixei de amar a boneca que me fez companhia durante toda a infância (brinquei com elas até os 14 anos) porque ela também representava uma mulher independente e tinha inúmeras profissões maravilhosas.
Mas a minha experiência não é a mesma de todas as outras meninas. Eu tenho uma sobrinha de 6 anos que já sofreu bullying na escola (sim, na pré-escola) por causa da aparência. Ela é uma criança saudável, que pratica esportes, sente os ossos doerem porque está crescendo e é “gordinha”. O problema aqui é: ela já fala que tem que fazer dieta e emagrecer, apesar de constantemente falarmos que ela é linda. Ela brinca de Barbie também.
Minha felicidade em ver essas novas bonecas é que ela e as crianças dessa nova geração poderão se identificar, e eu também. Eu vou me sentir representada pela boneca que sempre amei, minha sobrinha vai se sentir representada pela boneca que ela ama e todas as outras meninas também vão.
Sabe a história do menino que se identificou com o boneco do Finn do Star Wars? É quase o mesmo sentimento. É poder brincar com aquilo que nos é semelhante. É poder ser representada. E representatividade importa.
Colagem digital feita com exclusividade por Bárbara Malagoli (Baby C)
É fácil perceber a força de um produto ou marca quando eles lançam algo novo e toda a internet só fala disso. A Barbie anunciou hoje sua nova linha com “mulheres reais” e o melhor de tudo: elas tem diversos estilos, cabelos, peles e corpos.
Com quatro tipos de corpos, sete tons de pele, 22 cores de olhos e 24 penteados diferentes, a Barbie, em seu site oficial, diz estar muito orgulhosa de “oferecer às meninas mais opções do que nunca”.
E não é só a empresa que está feliz com esse lançamento. Eu, uma apaixonada pela boneca desde sempre, dei pulos de alegria e corri para expressar meu amor por essa novidade recheada de representatividade.
Eu sou gorda, baixa e meu cabelo é extremamente cacheado e armado. Nunca me senti representada fisicamente pela Barbie e ela era minha boneca preferida. É óbvio que, quando tinha uns 8 anos, sonhava em ser uma adulta igual a ela: alta, magra, loira e com o cabelo liso.
Já tentei ser alta, mas odeio salto. Já tentei ser magra, mas meu biotipo não deixa. Já tentei ser loira, mas meu cabelo ficou todo ressecado. E já tentei ter cabelo liso, mas era muito tempo e dinheiro gasto.
Mesmo depois dessas tentativas frustradas, não deixei de amar a boneca que me fez companhia durante toda a infância (brinquei com elas até os 14 anos) porque ela também representava uma mulher independente e tinha inúmeras profissões maravilhosas.
Mas a minha experiência não é a mesma de todas as outras meninas. Eu tenho uma sobrinha de 6 anos que já sofreu bullying na escola (sim, na pré-escola) por causa da aparência. Ela é uma criança saudável, que pratica esportes, sente os ossos doerem porque está crescendo e é “gordinha”. O problema aqui é: ela já fala que tem que fazer dieta e emagrecer, apesar de constantemente falarmos que ela é linda. Ela brinca de Barbie também.
Minha felicidade em ver essas novas bonecas é que ela e as crianças dessa nova geração poderão se identificar, e eu também. Eu vou me sentir representada pela boneca que sempre amei, minha sobrinha vai se sentir representada pela boneca que ela ama e todas as outras meninas também vão.
Sabe a história do menino que se identificou com o boneco do Finn do Star Wars? É quase o mesmo sentimento. É poder brincar com aquilo que nos é semelhante. É poder ser representada. E representatividade importa.
Ouvir amigas ou conhecidas reclamando que não podem fazer isso ou aquilo por vergonha do próprio corpo é mais comum e frequente do que eu gostaria. Mas isso não é algo exclusivo delas, essa questão ainda faz parte do meu cotidiano. São inúmeras as vezes que me pego questionando o que as pessoas vão achar da minha aparência, se não estou sendo ridícula…
Nasci e cresci em Santos, no litoral de São Paulo, e minha casa fica à 5 minutos da praia. Sim, roupas mais frescas ou que mostram mais o corpo fazem parte do cotidiano. A praia não era um passeio exclusivo de final de semana, feriado ou férias. Na minha adolescência, ir à praia depois da escola para encontrar os amigos era comum, mas nunca ia de biquíni. Nem em sonhos exporia meu corpo fora de todos os padrões perto do pessoal ou do meu crush.
Como iria resolver esse problema? Simples e fácil. Não ir mais à praia foi a melhor solução naquele momento. Já fiquei quase dois anos sem tomar um banho de mar ou me estirar na canga feito um lagarto. Essa técnica não foi nem um pouco divertida. Fiquei fora de muitos rolês com amigos e longe do lugar que mais me dá paz e me conecta com a natureza.
Resolvi o sofrimento de ficar seminua em público, mas como ficar tranquila quando sua vida sexual começa e a maior parte do tempo você não quer ficar com nenhuma roupa? Admito que no começo foi muito assustador. Eu não fico pelada nem na frente da minha mãe, sempre fui extremamente tímida, então era tudo meio debaixo de cobertas, com pouquíssima luz e em posições que não me desfavoreciam tanto.
Hoje em dia isso não tem a minima importância. Não penso em como meu parceiro vai ver minhas gordurinhas, dobrinhas e celulites. A única coisa que importa é aproveitar o momento da melhor maneira e sem vergonha. Mas uma conhecida contou a dificuldade dela nesses momentos. Mesmo dentro das relações sérias, ela não se sente confortável em mostrar algumas partes do corpo. Esse caso me fez pensar em como isso extremamente comum.
Ela não foi a primeira ou a última a me contar que se sente desconfortável com o próprio corpo durante a transa. E chega a ser assustador ouvir isso. A mulher já é ensinada a conter a sexualidade, agora imagina a vergonha em cima disso tudo. O sexo deveria ser um momento de liberdade, onde as pessoas sentem prazer e felicidade, mas o que ouço delas são mil e uma preocupações e medos.
Migas, eu digo e repito para vocês: se amem. Vocês são lindas do jeitinho que são e ninguém tem nada a ver com a sua forma física. E vem cá, se o(a) parceiro(a) já passou a mão no seu corpinho lindo e sentiu tesão, você acha mesmo que ele(a) vai ficar reparando em uma gordura aqui, um peito pequeno ali ou uma estria acolá?
Mas e se ele(a) reclamar? Olha, manda pastar, porque conviver com (e consequentemente sofrer por) alguém que não te ama do seu jeitinho, é a pior roubada.
Tudo bem, eu não tenho mais essa preocupação com meu corpo, eu não escondo ele do meu namorado, ele já conhece cada pedacinho dele. Eu ainda evito ir aos pontos da praia onde há grande probabilidade de encontrar algum conhecido, mas não me privo mais de tomar um delicioso banho de mar com meu biquíni com estampa de sereia. Afinal, eu não quero deixar de ser feliz pelo medo do que vão ver ou pensar. Minha autoestima ainda precisa de muitos tijolinhos para ser melhor, mas para isso a desconstrução é a minha melhor amiga.
seu site oficial, diz estar muito orgulhosa de “oferecer às meninas mais opções do que nunca”.
E não é só a empresa que está feliz com esse lançamento. Eu, uma apaixonada pela boneca desde sempre, dei pulos de alegria e corri para expressar meu amor por essa novidade recheada de representatividade.
Eu sou gorda, baixa e meu cabelo é extremamente cacheado e armado. Nunca me senti representada fisicamente pela Barbie e ela era minha boneca preferida. É óbvio que, quando tinha uns 8 anos, sonhava em ser uma adulta igual a ela: alta, magra, loira e com o cabelo liso.
Já tentei ser alta, mas odeio salto. Já tentei ser magra, mas meu biotipo não deixa. Já tentei ser loira, mas meu cabelo ficou todo ressecado. E já tentei ter cabelo liso, mas era muito tempo e dinheiro gasto.
Mesmo depois dessas tentativas frustradas, não deixei de amar a boneca que me fez companhia durante toda a infância (brinquei com elas até os 14 anos) porque ela também representava uma mulher independente e tinha inúmeras profissões maravilhosas.
Mas a minha experiência não é a mesma de todas as outras meninas. Eu tenho uma sobrinha de 6 anos que já sofreu bullying na escola (sim, na pré-escola) por causa da aparência. Ela é uma criança saudável, que pratica esportes, sente os ossos doerem porque está crescendo e é “gordinha”. O problema aqui é: ela já fala que tem que fazer dieta e emagrecer, apesar de constantemente falarmos que ela é linda. Ela brinca de Barbie também.
Minha felicidade em ver essas novas bonecas é que ela e as crianças dessa nova geração poderão se identificar, e eu também. Eu vou me sentir representada pela boneca que sempre amei, minha sobrinha vai se sentir representada pela boneca que ela ama e todas as outras meninas também vão.
Sabe a história do menino que se identificou com o boneco do Finn do Star Wars? É quase o mesmo sentimento. É poder brincar com aquilo que nos é semelhante. É poder ser representada. E representatividade importa.