Confete na cara contra o assédio nas ruas

Las Hijas de Violencia (As Filhas da Violência) é um grupo punk feminista mexicano que está combatendo o assédio enfrentado pelas mulheres nas ruas com armas de confete e música.

Elas vão caminhando pelas ruas e, caso elas vejam um cara assediando uma mulher na rua (que muitas vezes acabam sendo elas mesmas), elas não deixam barato: partem pra cima do sujeito com suas armas em punho e um microfone plugado em um mini-amplificador para cantarem o hino “Sexista Punk”. O clipe tá logo abaixo:

 

 
Elas fazem isso para que os homens que as assediam não saiam impunes. Elas precisam ser a voz das mulheres, precisam fazer os caras passarem vergonha publicamento pelo seu ato para que, quem sabe, pensarem melhor antes de mandar um fiu-fiu (ou pior) para uma mulher na rua. Elas fazem isso para incentivar que outras mulheres façam o mesmo.

Ao invés de sermão e agressão, elas recomendam que as mulheres tentem tirar graça da situação, para que não se sintam violadas nem humilhadas pelos homens.

 


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Livro tarado: Morango e Chocolate

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Morango e chocolate (Fraise et Chocolat, no original) é uma história erótica autobiográfica narrada pela jovem francesa de origem sino-khmer Aurélia Aurita (pseudônimo de Chenda Khun), em que aborda seu fascínio pela cultura japonesa e, principalmente, por seu companheiro Frédèric Boilet, um famoso quadrinista francês residente no Japão conhecido pela influência nipónica no seu trabalho (autor de “O Espinafre de Yukiko” e “Garotas de Tóquio“, lançados pela Conrad).

O livro narra as primeiras semanas desse amor cheio de romance e alguns pormenores, como a diferença de idade de 20 anos entre eles. Aurita tinha 24 anos e Frédéric, 44. Não que isso fosse um problema, mas é delicado e empático ver a crueza do registro dos pensamentos da autora, como: “ele tem muitio mais experiência que eu, e agora?”. A história se passa em 2004. Os dois se conheceram em Paris, em junho daquele ano. Porém, o romance começou apenas em outubro, quando Aurita viajou para o Japão convidada a participar de uma coletânea de quadrinhos.

O foco do livro é relatar as semanas de amor entre ela e Boilet que, sem nenhum pudor e com muita franqueza, mostra como era o sexo entre os dois com direito a detalhes sobre os orgasmos e fantasias. Nenhum detalhe é omitido. É uma leitura gostosa, divertida e às vezes dá um pouco de vergonha alheia por tomar conhecimento de tanta intimidade do casal. Não há como não se identificar em vários momentos pois, em meio às trepadas loucas, eles também alugam um filme para assistir e tem conversas bobas num restaurante. E é bonito e comovente a forma como vamos descobrindo, junto da autora, suas descobertas sexuais (como o episódio da lagarta, um dos mais engraçados) ou quando ela explica o significado do morango e chocolate.

Por isso, o que eu mais gosto do livro é que não há como não se sentir íntima da autora. O traço singelo de Aurita torna o erotismo mais doce, real e inocente. O protagonismo da autora em um tema tão comum para os autores homens é percebido pela maneira emocional que faz seus registros, cheios de ternura e dúvidas em meio ao furacão de desejos e excitações.

O livro foi lançado no Brasil pela editora Casa 21. Para comprar, clique aqui. Se quiser conhecer mais os trabalhos da incrível Aurélia Aurita, dê uma olhadinha no site dela.

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Elas fazem isso para que os homens que as assediam não saiam impunes. Elas precisam ser a voz das mulheres, precisam fazer os caras passarem vergonha publicamento pelo seu ato para que, quem sabe, pensarem melhor antes de mandar um fiu-fiu (ou pior) para uma mulher na rua. Elas fazem isso para incentivar que outras mulheres façam o mesmo.

Ao invés de sermão e agressão, elas recomendam que as mulheres tentem tirar graça da situação, para que não se sintam violadas nem humilhadas pelos homens.

 


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Elas fazem isso para que os homens que as assediam não saiam impunes. Elas precisam ser a voz das mulheres, precisam fazer os caras passarem vergonha publicamento pelo seu ato para que, quem sabe, pensarem melhor antes de mandar um fiu-fiu (ou pior) para uma mulher na rua. Elas fazem isso para incentivar que outras mulheres façam o mesmo.

Ao invés de sermão e agressão, elas recomendam que as mulheres tentem tirar graça da situação, para que não se sintam violadas nem humilhadas pelos homens.

 


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