Ontem à noite, depois de várias pessoas dizendo “vá ver o novo Caça-fantasmas pra ontem”, a Estela foi ao cinema. Ela arrisca a dizer que foi um dos filmes que mais a deixou ansiosa ultimamente, ela estava visivelmente descontrolada de emoção na fila pra entrar. Afinal de contas, depois de tanto choro e ranger de dentes dos nerds machistas na internet, o filme, que já a deixava animada só pela ideia de ser um time todo de mulheres, a deixou ainda mais intrigada. Foi e entrou pro time do “vá ver o novo Caça-fantasmas pra ontem”.
A Bárbara ainda não viu o filme. Mas segundo a Estela, o filme é divertido, leve, muito bem construído e todo trabalhado nas referências. É um fan service do começo ao fim, o que vai deixar muita gente emocionadinha. No entanto, mesmo antes de ser sequer filmada uma cena do filme, ele já era alvo do ódio dos fãs, homens, em sua grande maioria, que não vão se permitir curtir o filme por conta do elenco majoritariamente feminino. O machismo tomou conta das “críticas” ao filme que nem havia estreado ainda. Os comentários iam desde coisas como “é um absurdo fazerem um remake com mulheres” até “mulheres não entendem de Caça-fantasmas”. Uma chuva de ódio que acabou sendo muito bem aproveitada no filme. As tiradas sobre machismo são excelentes, sem contar as sutis referências a diversos comportamentos machistas como gaslight, mansplaining, bropropriation e brodagem.
Pra quem não conhece, a Leslie tem sido parte do elenco de Saturday Night Live desde 2014. Antes disso, ela já havia sido contratada como roteirista do programa em 2013. O SNL é um dos programas de comédia mais importantes do entretenimento americano e foi responsável por lançar gente como a Tina Fey, a Amy Poehler, a Kristen Wiig, Maya Rudolph, Chris Rock, Seth Meyers e o Jimmy Fallon (só pra mencionar alguns!!!). Ah, e muita gente incrível já foi roteirista, tipo a Mindy Kaling.
Mas o SNL, que já existe há quase 42 anos, tem um problema muito sério com diversidade racial no elenco e só muito recentemente começou a incluir mais atrizes e atores não-brancos (negros, latinos, asiáticos, etc)! A real é que o elenco sempre tinha uma ou outra pessoa negra (tipo o Chris Rock no começo da década de 90 ou o Tracy Morgan no final da década de 90), mas agora é a primeira vez que temos várias pessoas negras ao mesmo tempo! O ator Kenan Thompson (que vocês devem conhecer de Kenan & Kel) já está no programa desde 2003, mas agora finalmente temos também a Leslie, a Sasheer Zamata, o Jay Pharoah e o Michael Che. Esse cenário permitiu que o SNL fizesse cada vez mais quadros abordando a temática racial. Como o famoso quadro do “Dia que a Beyoncé virou negra” e o esse aqui sobre o Black History Month.
A questão é que em sociedades racistas e excludentes, ver mulheres negras ocupando esses espaços tradicionalmente brancos incomoda. A participação da Leslie no Caça-fantasmas e no SNL incomoda.As mulheres negras têm muito pouco espaço na mídia, no entretenimento e na comédia. E os ataques extremamente odiosos dirigidos à Leslie não são novidade pra mulheres negras que têm visibilidade e eles contém uma carga de racismo gigantesca. A Serena Williams, por exemplo, sempre sofre ataques similares aos que a Leslie sofreu. Por isso o trabalho da Leslie e de outras mulheres negras é super importante!
Há alguns dias, vimos esse vídeo da Leslie homenageando a Whoopi Goldberg, que teve um papel importantíssimo abrindo portas para outras mulheres negras no entretenimento. A Leslie disse: “Eu só queria agradecer do fundo do meu coração pelo que você fez pelas mulheres negras. Pelo que você fez pelos comediantes negros.” Ela acrescenta que quando viu Whoopi na televisão pela primeira vez, chorou por ter finalmente enxergado alguém igual a ela ocupando aquele espaço. E para muitas meninas negras, ver a Leslie no Caça-fantasmas em 2016 tem esse mesmo efeito <3.
Por isso, é crucial que nos posicionemos contra esse tipo de ataque racista. Muitas celebridades, tipo a jada Pinkett-Smith e o Matt McGorry, mandaram tuítes de apoio à Leslie usando a hashtag #LoveForLeslieJ. Mas além disso, é importante que sites como o Twitter criem uma política séria de combate ao discurso racista.
Pra quem quiser conhecer mais sobre a Leslie, o Saturday Night Live fez esse vídeo AskSNL: Leslie Jones:
Ai, e quanto mais a gente aprende sobre a Leslie, mais legal ela se torna. A Leslie estudou na Colorado State University e tinha uma bolsa de estudos por ser jogadora de basquete. Durante seus anos na universidade, a Leslie estudou várias coisas: de Ciências da Computação a Contabilidade, mas se formou em Comunicação. E, aliás, ela ganhou o concurso de pessoa mais engraçada no campus.
E gente, na moral, corram pra assistir o novo Caça-fantasmas! E mandem amor pra Leslie Jones com a hashtag #LoveForLeslieJ.
Ontem à noite, depois de várias pessoas dizendo “vá ver o novo Caça-fantasmas pra ontem”, a Estela foi ao cinema. Ela arrisca a dizer que foi um dos filmes que mais a deixou ansiosa ultimamente, ela estava visivelmente descontrolada de emoção na fila pra entrar. Afinal de contas, depois de tanto choro e ranger de dentes dos nerds machistas na internet, o filme, que já a deixava animada só pela ideia de ser um time todo de mulheres, a deixou ainda mais intrigada. Foi e entrou pro time do “vá ver o novo Caça-fantasmas pra ontem”.
A Bárbara ainda não viu o filme. Mas segundo a Estela, o filme é divertido, leve, muito bem construído e todo trabalhado nas referências. É um fan service do começo ao fim, o que vai deixar muita gente emocionadinha. No entanto, mesmo antes de ser sequer filmada uma cena do filme, ele já era alvo do ódio dos fãs, homens, em sua grande maioria, que não vão se permitir curtir o filme por conta do elenco majoritariamente feminino. O machismo tomou conta das “críticas” ao filme que nem havia estreado ainda. Os comentários iam desde coisas como “é um absurdo fazerem um remake com mulheres” até “mulheres não entendem de Caça-fantasmas”. Uma chuva de ódio que acabou sendo muito bem aproveitada no filme. As tiradas sobre machismo são excelentes, sem contar as sutis referências a diversos comportamentos machistas como gaslight, mansplaining, bropropriation e brodagem.
Pra quem não conhece, a Leslie tem sido parte do elenco de Saturday Night Live desde 2014. Antes disso, ela já havia sido contratada como roteirista do programa em 2013. O SNL é um dos programas de comédia mais importantes do entretenimento americano e foi responsável por lançar gente como a Tina Fey, a Amy Poehler, a Kristen Wiig, Maya Rudolph, Chris Rock, Seth Meyers e o Jimmy Fallon (só pra mencionar alguns!!!). Ah, e muita gente incrível já foi roteirista, tipo a Mindy Kaling.
Mas o SNL, que já existe há quase 42 anos, tem um problema muito sério com diversidade racial no elenco e só muito recentemente começou a incluir mais atrizes e atores não-brancos (negros, latinos, asiáticos, etc)! A real é que o elenco sempre tinha uma ou outra pessoa negra (tipo o Chris Rock no começo da década de 90 ou o Tracy Morgan no final da década de 90), mas agora é a primeira vez que temos várias pessoas negras ao mesmo tempo! O ator Kenan Thompson (que vocês devem conhecer de Kenan & Kel) já está no programa desde 2003, mas agora finalmente temos também a Leslie, a Sasheer Zamata, o Jay Pharoah e o Michael Che. Esse cenário permitiu que o SNL fizesse cada vez mais quadros abordando a temática racial. Como o famoso quadro do “Dia que a Beyoncé virou negra” e o esse aqui sobre o Black History Month.
A questão é que em sociedades racistas e excludentes, ver mulheres negras ocupando esses espaços tradicionalmente brancos incomoda. A participação da Leslie no Caça-fantasmas e no SNL incomoda.As mulheres negras têm muito pouco espaço na mídia, no entretenimento e na comédia. E os ataques extremamente odiosos dirigidos à Leslie não são novidade pra mulheres negras que têm visibilidade e eles contém uma carga de racismo gigantesca. A Serena Williams, por exemplo, sempre sofre ataques similares aos que a Leslie sofreu. Por isso o trabalho da Leslie e de outras mulheres negras é super importante!
Há alguns dias, vimos esse vídeo da Leslie homenageando a Whoopi Goldberg, que teve um papel importantíssimo abrindo portas para outras mulheres negras no entretenimento. A Leslie disse: “Eu só queria agradecer do fundo do meu coração pelo que você fez pelas mulheres negras. Pelo que você fez pelos comediantes negros.” Ela acrescenta que quando viu Whoopi na televisão pela primeira vez, chorou por ter finalmente enxergado alguém igual a ela ocupando aquele espaço. E para muitas meninas negras, ver a Leslie no Caça-fantasmas em 2016 tem esse mesmo efeito <3.
Por isso, é crucial que nos posicionemos contra esse tipo de ataque racista. Muitas celebridades, tipo a jada Pinkett-Smith e o Matt McGorry, mandaram tuítes de apoio à Leslie usando a hashtag #LoveForLeslieJ. Mas além disso, é importante que sites como o Twitter criem uma política séria de combate ao discurso racista.
Pra quem quiser conhecer mais sobre a Leslie, o Saturday Night Live fez esse vídeo AskSNL: Leslie Jones:
Ai, e quanto mais a gente aprende sobre a Leslie, mais legal ela se torna. A Leslie estudou na Colorado State University e tinha uma bolsa de estudos por ser jogadora de basquete. Durante seus anos na universidade, a Leslie estudou várias coisas: de Ciências da Computação a Contabilidade, mas se formou em Comunicação. E, aliás, ela ganhou o concurso de pessoa mais engraçada no campus.
E gente, na moral, corram pra assistir o novo Caça-fantasmas! E mandem amor pra Leslie Jones com a hashtag #LoveForLeslieJ.
Ontem à noite, depois de várias pessoas dizendo “vá ver o novo Caça-fantasmas pra ontem”, a Estela foi ao cinema. Ela arrisca a dizer que foi um dos filmes que mais a deixou ansiosa ultimamente, ela estava visivelmente descontrolada de emoção na fila pra entrar. Afinal de contas, depois de tanto choro e ranger de dentes dos nerds machistas na internet, o filme, que já a deixava animada só pela ideia de ser um time todo de mulheres, a deixou ainda mais intrigada. Foi e entrou pro time do “vá ver o novo Caça-fantasmas pra ontem”.
A Bárbara ainda não viu o filme. Mas segundo a Estela, o filme é divertido, leve, muito bem construído e todo trabalhado nas referências. É um fan service do começo ao fim, o que vai deixar muita gente emocionadinha. No entanto, mesmo antes de ser sequer filmada uma cena do filme, ele já era alvo do ódio dos fãs, homens, em sua grande maioria, que não vão se permitir curtir o filme por conta do elenco majoritariamente feminino. O machismo tomou conta das “críticas” ao filme que nem havia estreado ainda. Os comentários iam desde coisas como “é um absurdo fazerem um remake com mulheres” até “mulheres não entendem de Caça-fantasmas”. Uma chuva de ódio que acabou sendo muito bem aproveitada no filme. As tiradas sobre machismo são excelentes, sem contar as sutis referências a diversos comportamentos machistas como gaslight, mansplaining, bropropriation e brodagem.
Pra quem não conhece, a Leslie tem sido parte do elenco de Saturday Night Live desde 2014. Antes disso, ela já havia sido contratada como roteirista do programa em 2013. O SNL é um dos programas de comédia mais importantes do entretenimento americano e foi responsável por lançar gente como a Tina Fey, a Amy Poehler, a Kristen Wiig, Maya Rudolph, Chris Rock, Seth Meyers e o Jimmy Fallon (só pra mencionar alguns!!!). Ah, e muita gente incrível já foi roteirista, tipo a Mindy Kaling.
Mas o SNL, que já existe há quase 42 anos, tem um problema muito sério com diversidade racial no elenco e só muito recentemente começou a incluir mais atrizes e atores não-brancos (negros, latinos, asiáticos, etc)! A real é que o elenco sempre tinha uma ou outra pessoa negra (tipo o Chris Rock no começo da década de 90 ou o Tracy Morgan no final da década de 90), mas agora é a primeira vez que temos várias pessoas negras ao mesmo tempo! O ator Kenan Thompson (que vocês devem conhecer de Kenan & Kel) já está no programa desde 2003, mas agora finalmente temos também a Leslie, a Sasheer Zamata, o Jay Pharoah e o Michael Che. Esse cenário permitiu que o SNL fizesse cada vez mais quadros abordando a temática racial. Como o famoso quadro do “Dia que a Beyoncé virou negra” e o esse aqui sobre o Black History Month.
A questão é que em sociedades racistas e excludentes, ver mulheres negras ocupando esses espaços tradicionalmente brancos incomoda. A participação da Leslie no Caça-fantasmas e no SNL incomoda.As mulheres negras têm muito pouco espaço na mídia, no entretenimento e na comédia. E os ataques extremamente odiosos dirigidos à Leslie não são novidade pra mulheres negras que têm visibilidade e eles contém uma carga de racismo gigantesca. A Serena Williams, por exemplo, sempre sofre ataques similares aos que a Leslie sofreu. Por isso o trabalho da Leslie e de outras mulheres negras é super importante!
Há alguns dias, vimos esse vídeo da Leslie homenageando a Whoopi Goldberg, que teve um papel importantíssimo abrindo portas para outras mulheres negras no entretenimento. A Leslie disse: “Eu só queria agradecer do fundo do meu coração pelo que você fez pelas mulheres negras. Pelo que você fez pelos comediantes negros.” Ela acrescenta que quando viu Whoopi na televisão pela primeira vez, chorou por ter finalmente enxergado alguém igual a ela ocupando aquele espaço. E para muitas meninas negras, ver a Leslie no Caça-fantasmas em 2016 tem esse mesmo efeito <3.
Por isso, é crucial que nos posicionemos contra esse tipo de ataque racista. Muitas celebridades, tipo a jada Pinkett-Smith e o Matt McGorry, mandaram tuítes de apoio à Leslie usando a hashtag #LoveForLeslieJ. Mas além disso, é importante que sites como o Twitter criem uma política séria de combate ao discurso racista.
Pra quem quiser conhecer mais sobre a Leslie, o Saturday Night Live fez esse vídeo AskSNL: Leslie Jones:
Ai, e quanto mais a gente aprende sobre a Leslie, mais legal ela se torna. A Leslie estudou na Colorado State University e tinha uma bolsa de estudos por ser jogadora de basquete. Durante seus anos na universidade, a Leslie estudou várias coisas: de Ciências da Computação a Contabilidade, mas se formou em Comunicação. E, aliás, ela ganhou o concurso de pessoa mais engraçada no campus.
E gente, na moral, corram pra assistir o novo Caça-fantasmas! E mandem amor pra Leslie Jones com a hashtag #LoveForLeslieJ.
Antonia Opiah é uma cineasta nigeriana-americana que produz vídeos incríveis sobre a relação da mulher negra com beleza e cabelo.
Por muito tempo, a Antonia trabalhou com marketing digital para empresas, mas um dia, ela resolveu se mudar para Paris e criar seu próprio site de lifestyle para mulheres negras, o Un’ruly. Lá, a Antonia escreve um pouco de tudo, sobre música, sobre cultura, sobre arte, sobre movimento negro, sobre Black Lives Matter.
O Un’ruly também tem uma seção super legal chamada working girl, onde Antonia entrevista com mulheres negras com as mais diversas profissões: cantoras, professoras, musicistas, designers, escritoras, estilistas, consultoras, atrizes. Foi através do Un’ruly que a Antonia desenvolveu os projetos “You Can Touch My Hair”, “Pretty” e “On the Street”.
You Can Touch My Hair
O trabalho da Antonia ficou conhecido em 2013, quando a cineasta lançou um curta-metragem chamado “You Can Touch My Hair”, onde mulheres negras discutem como seus cabelos estão sempre submetidos a um tipo de atenção que nem sempre é positiva.
Pretty
Em janeiro deste ano, a Antonia lançou uma websérie chamada “Pretty”. Em “Pretty” mulheres negras de cidades como Londres, Paris, Milão e Nova York falam sobre o que elas acham que significa ser bonita e sobre a relação da mulher negra com os ideais de beleza.
Pretty já tem 16 episódios e a Antonia posta vídeos novos toda semana!
Na reportagem abaixo, ela fala um pouco mais do projeto, contando que recentemente esteve em Casablanca e em Tel Aviv para gravar episódios. Uma das pessoas que ela entrevistou em Tel Aviv é a Yityish Aynaw, a primeira Miss negra de Israel.
No primeiro episódio da série, gravado em Paris, as entrevistadas falam sobre o que é considerado bonito ou não na cidade onde elas vivem. Elas contam que pouco a pouco, com o aumento a imigração, a mulher negra passa a ser incluída na noção de beleza francesa, mas também contam que a representação ainda é insuficiente e que ainda rola muita exotificação da mulher negra.
On the Street
A Antonia também tem uma série chamada “On the Street”, onde ela mostra o estilo e cabelo de mulheres negras na rua.
São vídeos super curtinhos (de um minuto no máximo), em que as entrevistadas falam um pouco do seu visual e das suas escolhas capilares.
No vídeo abaixo, a Christina conta um pouquinho das suas box braids:
Ontem à noite, depois de várias pessoas dizendo “vá ver o novo Caça-fantasmas pra ontem”, a Estela foi ao cinema. Ela arrisca a dizer que foi um dos filmes que mais a deixou ansiosa ultimamente, ela estava visivelmente descontrolada de emoção na fila pra entrar. Afinal de contas, depois de tanto choro e ranger de dentes dos nerds machistas na internet, o filme, que já a deixava animada só pela ideia de ser um time todo de mulheres, a deixou ainda mais intrigada. Foi e entrou pro time do “vá ver o novo Caça-fantasmas pra ontem”.
A Bárbara ainda não viu o filme. Mas segundo a Estela, o filme é divertido, leve, muito bem construído e todo trabalhado nas referências. É um fan service do começo ao fim, o que vai deixar muita gente emocionadinha. No entanto, mesmo antes de ser sequer filmada uma cena do filme, ele já era alvo do ódio dos fãs, homens, em sua grande maioria, que não vão se permitir curtir o filme por conta do elenco majoritariamente feminino. O machismo tomou conta das “críticas” ao filme que nem havia estreado ainda. Os comentários iam desde coisas como “é um absurdo fazerem um remake com mulheres” até “mulheres não entendem de Caça-fantasmas”. Uma chuva de ódio que acabou sendo muito bem aproveitada no filme. As tiradas sobre machismo são excelentes, sem contar as sutis referências a diversos comportamentos machistas como gaslight, mansplaining, bropropriation e brodagem.
Pra quem não conhece, a Leslie tem sido parte do elenco de Saturday Night Live desde 2014. Antes disso, ela já havia sido contratada como roteirista do programa em 2013. O SNL é um dos programas de comédia mais importantes do entretenimento americano e foi responsável por lançar gente como a Tina Fey, a Amy Poehler, a Kristen Wiig, Maya Rudolph, Chris Rock, Seth Meyers e o Jimmy Fallon (só pra mencionar alguns!!!). Ah, e muita gente incrível já foi roteirista, tipo a Mindy Kaling.
Mas o SNL, que já existe há quase 42 anos, tem um problema muito sério com diversidade racial no elenco e só muito recentemente começou a incluir mais atrizes e atores não-brancos (negros, latinos, asiáticos, etc)! A real é que o elenco sempre tinha uma ou outra pessoa negra (tipo o Chris Rock no começo da década de 90 ou o Tracy Morgan no final da década de 90), mas agora é a primeira vez que temos várias pessoas negras ao mesmo tempo! O ator Kenan Thompson (que vocês devem conhecer de Kenan & Kel) já está no programa desde 2003, mas agora finalmente temos também a Leslie, a Sasheer Zamata, o Jay Pharoah e o Michael Che. Esse cenário permitiu que o SNL fizesse cada vez mais quadros abordando a temática racial. Como o famoso quadro do “Dia que a Beyoncé virou negra” e o esse aqui sobre o Black History Month.
A questão é que em sociedades racistas e excludentes, ver mulheres negras ocupando esses espaços tradicionalmente brancos incomoda. A participação da Leslie no Caça-fantasmas e no SNL incomoda.As mulheres negras têm muito pouco espaço na mídia, no entretenimento e na comédia. E os ataques extremamente odiosos dirigidos à Leslie não são novidade pra mulheres negras que têm visibilidade e eles contém uma carga de racismo gigantesca. A Serena Williams, por exemplo, sempre sofre ataques similares aos que a Leslie sofreu. Por isso o trabalho da Leslie e de outras mulheres negras é super importante!
Há alguns dias, vimos esse vídeo da Leslie homenageando a Whoopi Goldberg, que teve um papel importantíssimo abrindo portas para outras mulheres negras no entretenimento. A Leslie disse: “Eu só queria agradecer do fundo do meu coração pelo que você fez pelas mulheres negras. Pelo que você fez pelos comediantes negros.” Ela acrescenta que quando viu Whoopi na televisão pela primeira vez, chorou por ter finalmente enxergado alguém igual a ela ocupando aquele espaço. E para muitas meninas negras, ver a Leslie no Caça-fantasmas em 2016 tem esse mesmo efeito <3.
Por isso, é crucial que nos posicionemos contra esse tipo de ataque racista. Muitas celebridades, tipo a jada Pinkett-Smith e o Matt McGorry, mandaram tuítes de apoio à Leslie usando a hashtag #LoveForLeslieJ. Mas além disso, é importante que sites como o Twitter criem uma política séria de combate ao discurso racista.
Pra quem quiser conhecer mais sobre a Leslie, o Saturday Night Live fez esse vídeo AskSNL: Leslie Jones:
Ai, e quanto mais a gente aprende sobre a Leslie, mais legal ela se torna. A Leslie estudou na Colorado State University e tinha uma bolsa de estudos por ser jogadora de basquete. Durante seus anos na universidade, a Leslie estudou várias coisas: de Ciências da Computação a Contabilidade, mas se formou em Comunicação. E, aliás, ela ganhou o concurso de pessoa mais engraçada no campus.
E gente, na moral, corram pra assistir o novo Caça-fantasmas! E mandem amor pra Leslie Jones com a hashtag #LoveForLeslieJ.