Assista: Glow

5 motivos para ver mais uma nova série da Netflix

Uma coisa que não ajuda em nada a combater ansiedade é série de TV. Não, eu ainda não vi The Handmaid’s tale, nem Leftovers, nem American Gods, mas já terminei a quinta temporada de House of Cards apenas pela Robin Wright. Tenho uma lista das que mais quero ver, mas de quê adianta se organizar se a Netflix vai lá e lança algo que considero imperdível (nem sempre é). Então estreou Glow, série inspirada numa história real da formação de uma equipe de luta livre apenas com mulheres para um programa de TV nos anos 1980. E por que vê-la?

1. Gorgeous Ladies Of Wrestling

Qual seria o meu interesse em luta livre? Zero, que é o mesmo dessas mulheres que vão ao teste de elenco apenas por ser uma oportunidade de emprego (e não ser para filme pornô). A maioria delas nem sabe subir no ringue direito, mas são selecionadas pelo diretor do programa por conta da personalidade/beleza/excentricidade. Aliás, cada uma delas terá um “nome de guerra” mega preconceituoso-estereotipado, a filha de indianos é “Beirut” e a mulher negra é a “Welfare Queen” (rainha da Assistência Social). O humor da série é ótimo, as atrizes são ótimas, e esse é o próximo motivo…

[caption id="attachment_14947" align="aligncenter" width="540"] Sim, a Kate Nash atua na série![/caption]

 

2. Elenco nota 1000

A personagem principal Ruth (Alison Brie, de Mad Men) é uma atriz desempregada, nunca passa nos testes, é sem graça, boazinha demais, chata, meio loser. Ela tem uma melhor amiga, a linda e loira Debbie (Betty Gilpin). Aliás, ex-melhor amiga depois que ela descobre que Ruth transava com seu marido.

Mas as maravilhosas que completam o elenco são Britney Young, Sydelle Noel, Britt Baron, Jackie Tohn, Kimmy Gatewood, Rebekka Johnson, Kate Nash, Sunita Mani, Kia Stevens, Gayle Rankin, Ellen Wong e Marianna Palka. Elas têm pouco tempo em cena, o que lembra muito Orange is the new black nas primeiras temporadas e suas centenas de atrizes. São atrizes desconhecidas em sua maioria, mas estão em papéis que não costumamos ver em séries de comédia.

3. Jenji Kohan

As criadoras da série, Liz Flahive (de Nurse Jackie) e Carly Mensch (de Orange is the new black), fizeram aquela ligação para ninguém menos que Jenji Kohan (também de OITNB e Weeds), que logo topou produzir Glow. Sim, a série é criada, dirigida, produzida e tudo mais por mulheres. GRL PWR

4. Figurino mara

Ahhhhhh os anos 80! Como amo essa década em relação à música e à moda. E na série temos os melhores exemplos dessas duas coisas. Os cabelos super mega armados e penteados meio doidos, calças e bermudas com cintura alta, roupas coloridas, fluorescentes, ombreiras, tênis, maiô cavado… E a trilha sonora está no Spotify —> aqui

5. Dá para fazer maratona

Glow é fascinante. Apesar do clichê de serem lutadoras no ringue e guerreiras na vida, é muito lindo ver uma história de mulheres independentes, com suas questões pessoais. Gente, sério, são apenas 10 episódios de meia-hora cada um. Vamos prestigiar essas mulheres!

Contem nos comentários o que acharam, mas sem spoiler, please ;)

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Tente assistir a esse vídeo e não querer sair andando de patins rosa-vintage por aí com suas migues <3

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Destacamos essa lista ótima do Buzzfeed: 24 motivos pelos quais as garotas morenas não devem pintar o cabelo

 

Featuring the lovely: @joseayala.2 💙 #dyeddollies Who else would love this hair? Tag them or mention their names in the comments below!

Uma foto publicada por 💚Colorful Hair Of Instagram💙 (@dyeddollies) em

 


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O site Just Not Sports pediu que alguns homens normais lessem tuítes de outras pessoas sobre as repórteres de esporte Sarah Spain e Julie DiCaro. Os comentários são tão horríveis que os caras obviamente ficam desconfortáveis e pedem desculpas. Faz parte da campanha #MoreThanMean

 


// LUANA GÉNOT

Matéria sobre a idealizadora e diretora do Instituto Identidades do Brasil e da campanha “Sim à Igualdade Racial”. Leia aqui.

 


// SALLY NIXON

As ilustrações de Sally são tão interessantes porque mostram o que as mulheres fazem quando ninguém está vendo, ou seja, como somos naturalmente.

Vale conhecer e acompanhar o trabalho dela aqui.

 

Day 360. Only 5 more days 😳 #illustration #365daysofdrawing #365daychallenge #artoftheday #adrawingaday #pen #marker

Uma foto publicada por Sally Nixon (@sallustration) em


// GLORIA STEINEM

Estreia amanhã, dia 10 de maio, a série “WOMAN” na Viceland. A jornalista e ativista americana Gloria Steinem viaja o mundo para entrevistar mulheres oprimidas. A série retrata desde a violência sexual na República Democrática do Congo, a mulheres assassinadas não reconhecidas e desaparecidas no Canadá, o feminicídio em El Salvador, e o encarceramento de mães na América.

 


// BRIT & BRIT

E esse vídeo maravilhoso. Todas têm que ver:

 


// QUESTÃO DE PELE

Entrevista com a socióloga canadense Lorna Roth, que investigou a história da fotografia para mostrar como a tecnologia prejudicou a representação de pessoas cujo tom de pele não fosse claro. Leia aqui matéria do Nexo.

 


// ESTUPROS EM UNIVERSIDADES

“Missoula”, novo livro do jornalista americano Jon Krakauer, esmiúça a epidemia de estupros em ambientes universitários nos EUA a partir da cidade de Missoula, no Estado de Montana, que registrou mais de 350 casos entre 2008 e 2012. Leia entrevista que a Folha fez com ele.

 


// NOVA SÉRIE FAVORITA

“Dear White People”, um filme para as queridas pessoas brancas, vai virar série do Netflix, com dez episódios, prevista para 2017.

dear-white-people

 


// BETHANY COSENTINO

No Daily Show, a vocalista do Best Coast, que está lançando novo disco, comenta aquele caso que já falamos na Ovelha sobre o relações públicas que assediava uma galera.

 


// GRIMES

E vamos encerrar com o clipe novo da Grimes, nossa musa! “California”:

 


Até a próxima semana! Força \o/

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