♪ Millennial Pink ♪

Arte de capa retirada do disco Nineteen, do artista Desired
Vaporwave Sailor Moon

Millennials e Nativos Digitais (também conhecidos como Geração Y e Z, respectivamente), são os jovens que nasceram entre os meados dos anos 80 até os anos 2000. Uma turma que cresceu com tendo a internet como um amigo imaginário. Os mais velhos acompanharam desde cedo os primeiros passos da sua era discada: Windows 98, glitch, MSN, Geocities, Napster, Fotolog e aquele frio na barriga de esperar o download de uma imagem que se revelava frame a frame.

Não à toa que a cultura do mashup é tão comum, pois com a digitalização e a web nunca foi tão simples baixar, mixar e compartilhar criações de fãs para fãs. Quem não se lembra dos AMV (Anime Music Video)?

Viver a infância e adolescência imersos na internet fez com que a gente celebrasse nossos gostos, peculiaridades, fandoms e subculturas. Nosso estilo hoje traz mais referências da internet e da cultura pop do que da moda da passarela. E essa é a vibe da playlist de hoje, que traz músicas nascidas desse contexto: vaporwave com samples de games e animes dos anos 90 misturados a batidas retrô dos anos 70, um eletro lounge com fortes características nostálgicas e fofinhas. Esse som tem seu próprio gênero musical, nascido em meados de 2012, que recebe o nome de Future Funk, com influências claras da discoteca italiana, do pop japonês e da house music francesa.

É possível encontrar muitos artistas vaporwave em plataformas de streaming populares como Deezer e Spotify, mas a melhor maneira de descobrir novos artistas, músicas e misturas é cavando as profundezas da internet. As dicas são o canal do YouTube Artzie Music e o Dream Catalogue, do Bandcamp.

Alguns dos artistas presentes: Desired, Night Tempo, Kai Takahashi, Macross 82-99, Future Girlfriend, Tomggg, ROOM8, Spazzkid e Yung Bae.

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Arte de capa é do novo disco do Desired, Nineteen, o artista com mais músicas nessa playlist ;)

Mais de Nina Grando

E daí se sou mulher e programo?

Soraya Roberta é uma poeta de 19 anos que uniu sua paixão pela escrita com sua habilidade em programação para criar um formato inédito de arte: a poesia compilada. São poesias simples em formato de códigos e algoritmos. Este estilo revela a beleza da programação como arte, aplicada à poesia. São poesias que pegam emprestado ideias da programação.

Algum tempo atrás, ouviu de alguns colegas homens que suas ideias eram inúteis porque, segundo eles, ela não sabia programar direito e que o máximo que conseguiria fazer era escrever artigos científicos. E só.

 
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“Fiquei pensando em algo que pudesse fazer que mostrasse que uma mulher pode escrever bem e programar também”, diz Soraya. Então fez, mesmo com um pouco de dificuldade, um poema-compilado. O resultado foi o poema “//E daí se sou mulher e programo?”.

Soraya está cursando o técnico integrado em Informática pelo IFRN-CAICÓ. A ideia de fazer poesias compiladas surgiu quando estava terminando uma aula de programação e lembrou que o professor de Português havia pedido um poema criativo para aula. Como ela já havia escrito o “Algoritmo“, um poema que representa a vida de um programador, bastou apenas inseri-lo no editor de códigos. Visualizar seu poema nessa nova estética deu o ‘click’ para o que viria a ser a poesia compilada. A partir daí, ao estudar, ler e escrever códigos, Soraya começou a perceber a estreita relação entre o código e o poema, pois ambos precisam utilizar sintaxe e semântica.

 

 
A ideia toda é bastante livre. A poesia não é escrita em código, por isso não tem a pretensão de parecer correto. E também não é uma poesia convencional, portanto não possui estilo definido.

Soraya começou cedo a escrever, aos 7 anos de idade. Segundo ela, os versos simples que escrevia na infância são hoje a base da sua escrita. Hoje, além de fazer suas poesias, escreve no site Mulheres na Computação, que tem o intuito de disseminar e incentivar às mulheres a escreverem, programarem, estudarem, enfim: a fazer o que elas quiserem. Soraya também desenvolve um trabalho voluntário na confecção de jogos digitais educacionais por meio do CCSL-CAICÓ.
 

Inspirador, não? Siga essa mulher maravilhosa! Precisamos de mais mulheres na computação, programando sin perder la ternura.

Poesia Compilada Site / Facebook

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