Casamento homoafetivo ganha filme

O relacionamento de duas mulheres paulistanas, Fabia Fuzeti e Gabi Torrezani, é o pano de fundo para discutir o casamento homoafetivo no Brasil. As diretoras apresentam outras histórias de amor homoafetivas, ativistas LGBT e figuras políticas no documentário “Vestidas de Noiva”, que será lançado no dia 13 de novembro, a partir das 20h, no Itaú Cultural, em São Paulo.

Após a exibição do filme, as diretoras responderão perguntas do público. O evento é gratuito e os ingressos serão distribuídos às 19h30 (entrada sujeita à lotação da sala).

Cartaz oficial VESTIDAS DE NOIVA
“Eu acho que as pessoas daqui a 100, 200 anos, quando descobrirem que antigamente os casais do mesmo sexo não tinham o mesmos direitos civis que os demais, vão achar um absurdo”, diz o Promotor José Luiz Bednarski, que autorizou o primeiro casamento homoafetivo no Brasil em 2011 e é entrevistado no documentário.

Além do processo de casamento de Fabia e Gabi, o filme traz como entrevistados André e Sérgio Moresi, o primeiro casal gay a se casar no civil no Brasil; Luciana Genro, importante figura política para a comunidade LGBT; Heloísa Alves, ex-coordenadora de políticas LGBTs do Estado de São Paulo, entre outros.

O filme estará disponível na íntegra em seu canal do YouTube, a partir de janeiro de 2016. Serão feitas outras exibições em ONGs LGBTs e equipamentos culturais e mil DVDs serão distribuídos gratuitamente para ONGs e escolas públicas.
 
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Lançamento “Vestidas de Noiva”
Data: 13 de novembro
Horário: 20h
Local: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149)
ENTRADA GRATUITA – ingressos serão distribuídos às 19h30

Mais de Letícia Mendes

As mulheres de ‘Mad Men’ e o feminismo

Após sete temporadas, Mad Men está em seus episódios finais com o melhor retrato que a TV poderia fazer do machismo. Foram muitos anos de Don Draper, Pete Campbell, Roger Sterling e o sexismo no meio corporativo e na vida pessoal dos publicitários mulherengos. Mas, para quem acompanhou e é fã da série (como eu sou!), é lindo ver papéis femininos fechando a trama com destaque.

Temos a Peggy Olson (Elisabeth Moss), que sobe de secretária à chefe dos copywriters. Mas, para mim, Joan Harris, a personagem de Christina Hendricks, é o maior exemplo que podemos pegar se quisermos explicar porque precisamos de feministas (vale conferir uma paródia ótima com a personagem no Funny Or Die).

Joan começa como gerente das secretárias e termina como sócia da empresa. Tá, mas durante o processo ela tem que lidar com investidas sexuais dos homens da firma e com o desrespeito de algumas mulheres. Em uma das cenas desta temporada, Joan se cansa do sexismo e introduz o assunto, citando a Comissão para a Igualdade de Oportunidades de Emprego e a Greve das Mulheres pela Igualdade (que juntou 20 mil mulheres na 5ª Avenida, em Nova York, em 1970).

E não é que atitudes sexistas existem no mundo do trabalho até hoje? Daí esse é assunto para outros textos, como esse da Cacau Birdmad. Abaixo, separei algumas frases ditas pelas atrizes da série sobre o tal do feminismo.

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Christina Hendricks, a Joan, ao site Spinoff: “Eu não acho que ela sabia que era feminista (…) eu acho que ela começou a mudar e foi vendo o crescimento de Peggy que inspirou a personalidade de Joan, para ver as coisas que estavam mudando ao seu redor, e eu acho que ela teve alguns movimentos feministas acidentais no início que se transformaram em ela perseguindo isto e estando mais no controle.”

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Elisabeth Moss, a Peggy, ao Wall Street Journal: “Ela estava tentando algo que nenhum outro personagem fez – ser tratada como uma igual em um mundo de homens (…) Se você é uma mulher, você é feminista. Se você é um homem, você deveria ser feminista. O feminismo é sobre acreditar em direitos iguais. Se alguém acredita na igualdade de direitos para qualquer pessoa, eu acho que você é feminista.” (veja o vídeo da entrevista)

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January Jones, a Betty, ao site Indiewire: “Alguém me lembrou algumas semanas atrás, eu não sei quem, que Betty é a única mulher do elenco feminino – ou de todo o elenco – que você realmente vê lendo literatura sobre o feminismo. Eu acho que nós pensamos que ela é a menos inclinada a se preocupar com esse tipo de coisa, mas ela é a única que você vê lendo ‘The Feminine Mystique’. Está lá. Eu acho que ela cresceu muito.”

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Kiernan Shipka, a Sally, a Dazed Digital: “Nem tudo foi aveludado para Sally – ela tem sido forte por passar por tudo isso, ela realmente é uma espécie de estrela do rock. Sally é imperfeita, mas real, que é o que a torna tão incrível.”

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Jessica Paré, a Megan, à Entertainment Weekly: “Ela é uma das primeiras pessoas a lucrar com os avanços que as mulheres fizeram naquela época no sentido de que ela não via realmente uma barreira para ter tanto uma carreira e um casamento saudável e uma família.”

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Teyonah Parris, a Dawn, ao Los Angeles Times: “Eu acho que Peggy é a pessoa perfeita para nós aprendermos sobre Dawn. Ela é a mulher da série que é a mais mente aberta, feminista – ela nem sequer sabe que ela é uma feminista (…) Eu percebo a grande responsabilidade que vem com esse papel. É a primeira vez que a série tem uma afroamericana no escritório, mas eu tento não deixar que isso me oprima.”
 

No topo do post há uma entrevista com o criador da série, Matthew Weiner, sobre as personagens fortes de Mad Men e o feminismo. Infelizmente sem legendas :(

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Cartaz oficial VESTIDAS DE NOIVA
“Eu acho que as pessoas daqui a 100, 200 anos, quando descobrirem que antigamente os casais do mesmo sexo não tinham o mesmos direitos civis que os demais, vão achar um absurdo”, diz o Promotor José Luiz Bednarski, que autorizou o primeiro casamento homoafetivo no Brasil em 2011 e é entrevistado no documentário.

Além do processo de casamento de Fabia e Gabi, o filme traz como entrevistados André e Sérgio Moresi, o primeiro casal gay a se casar no civil no Brasil; Luciana Genro, importante figura política para a comunidade LGBT; Heloísa Alves, ex-coordenadora de políticas LGBTs do Estado de São Paulo, entre outros.

O filme estará disponível na íntegra em seu canal do YouTube, a partir de janeiro de 2016. Serão feitas outras exibições em ONGs LGBTs e equipamentos culturais e mil DVDs serão distribuídos gratuitamente para ONGs e escolas públicas.
 

Lançamento “Vestidas de Noiva”
Data: 13 de novembro
Horário: 20h
Local: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149)
ENTRADA GRATUITA – ingressos serão distribuídos às 19h30

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Cartaz oficial VESTIDAS DE NOIVA
“Eu acho que as pessoas daqui a 100, 200 anos, quando descobrirem que antigamente os casais do mesmo sexo não tinham o mesmos direitos civis que os demais, vão achar um absurdo”, diz o Promotor José Luiz Bednarski, que autorizou o primeiro casamento homoafetivo no Brasil em 2011 e é entrevistado no documentário.

Além do processo de casamento de Fabia e Gabi, o filme traz como entrevistados André e Sérgio Moresi, o primeiro casal gay a se casar no civil no Brasil; Luciana Genro, importante figura política para a comunidade LGBT; Heloísa Alves, ex-coordenadora de políticas LGBTs do Estado de São Paulo, entre outros.

O filme estará disponível na íntegra em seu canal do YouTube, a partir de janeiro de 2016. Serão feitas outras exibições em ONGs LGBTs e equipamentos culturais e mil DVDs serão distribuídos gratuitamente para ONGs e escolas públicas.
 

Lançamento “Vestidas de Noiva”
Data: 13 de novembro
Horário: 20h
Local: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149)
ENTRADA GRATUITA – ingressos serão distribuídos às 19h30

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