Sarah Maple é uma jovem artista britânica. Aos 30 anos, ela consegue de uma tacada só fazer quadros que criticam a sociedade machista patriarcal, problematizam o conceito de arte contemporânea como produto mercadológico e coloca em cheque as percepções ocidentais da cultura islâmica. Ufa! Quanta coisa.
Além de pintar, ela faz séries incríveis de fotografia e performances. Uma das minhas performances preferidas dela é o Anti Rape Cloak [Capa anti-estupro], onde ela veste uma “Capa anti-estupro” e ocupa diferentes espaços da cidade, sendo fotografada enquanto usa a capa.
Você pode conhecer e acompanhar o trabalho dela nesse site.
Sarah Maple é uma jovem artista britânica. Aos 30 anos, ela consegue de uma tacada só fazer quadros que criticam a sociedade machista patriarcal, problematizam o conceito de arte contemporânea como produto mercadológico e coloca em cheque as percepções ocidentais da cultura islâmica. Ufa! Quanta coisa.
Além de pintar, ela faz séries incríveis de fotografia e performances. Uma das minhas performances preferidas dela é o Anti Rape Cloak [Capa anti-estupro], onde ela veste uma “Capa anti-estupro” e ocupa diferentes espaços da cidade, sendo fotografada enquanto usa a capa.
Você pode conhecer e acompanhar o trabalho dela nesse site.
Sarah Maple é uma jovem artista britânica. Aos 30 anos, ela consegue de uma tacada só fazer quadros que criticam a sociedade machista patriarcal, problematizam o conceito de arte contemporânea como produto mercadológico e coloca em cheque as percepções ocidentais da cultura islâmica. Ufa! Quanta coisa.
Além de pintar, ela faz séries incríveis de fotografia e performances. Uma das minhas performances preferidas dela é o Anti Rape Cloak [Capa anti-estupro], onde ela veste uma “Capa anti-estupro” e ocupa diferentes espaços da cidade, sendo fotografada enquanto usa a capa.
Você pode conhecer e acompanhar o trabalho dela nesse site.
Hoje comemoramos o centenário de Billie Holiday, nossa querida Lady Day. A moça foi uma das cantoras de jazz mais talentosas da história da música, cantando ao lado de nomes como Louis Armstrong e Artie Shaw. Holiday foi uma das primeiras cantoras negras a trabalhar com uma orquestra branca, e na década de 30 ela deu voz ao nascente movimento pela igualdade racial estadounidense com a canção Strange Fruit.
Trata-se de uma versão musical do poema homônimo de Abel Meerpol, escritor judeu que criou Strange Fruit após ver uma foto de dois jovens negros linchados em Marion, Indiana. A foto aterrorizadora mostra Thomas Shipp e Abram Smith pendendo de uma árvore como um grotesco evento de entretenimento local, os espectadores brancos causalmente espalhando pela relva, olhando para a câmera com olhos perturbadoramente descompromissados. Na época Billie Holiday trabalhava para a Columbia Records. O selo proibiu-a de gravar a canção, mas Holiday não desistiu e liberou a música pelo selo alternativo Commodore. Strange Fruit foi a primeira canção a chamar atenção ao problema dos linchamentos nos Estados Unidos. David Margolick, autor de Strange Fruit, livro que descreve a trajetória da canção, descreve bem a sensação causada pela canção na época: “Por todo o país, adolescentes tocavam ‘Strange Fruit’ uns para os outros com uma sensação furtiva, como se o fruto em questão não fosse estranho, mas proibido”.
Qualquer um que já ouviu Billie Holiday cantando sabe que não existem palavras para descrever a emoção visceral que ela injeta em suas canções. Por isso não vou nem tentar. Deixo vocês com Strange Fruit, e com uma sensação de gratidão – pela força, pela luta e pela dor, tão necessária, para não esquecer.
Strange Fruit
Southern trees bear a strange fruit
Blood on the leaves and blood at the root
Black bodies swinging in the southern breeze
Strange fruit hanging from the poplar trees
Pastoral scene of the gallant south
The bulging eyes and the twisted mouth
Scent of magnolias, sweet and fresh
Then the sudden smell of burning flesh
Here is fruit for the crows to pluck
For the rain to gather, for the wind to suck
For the sun to rot, for the trees to drop
Here is a strange and bitter crop
Fruta Estranha
Árvores do sul produzem uma fruta estranha
Sangue nas folhas e sangue nas raízes
Corpos negros balançando na brisa do sul
Fruta estranha penduradas nos álamos
Pastoril cena do valente sul
Os olhos inchados e a boca torcida
Perfume de magnólias, doce e fresca
Depois o repentino cheiro de carne queimada
Aqui está a fruta para os corvos arrancarem
Para a chuva recolher, para o vento sugar
Para o sol apodrecer, para as árvores deixarem cair
Além de pintar, ela faz séries incríveis de fotografia e performances. Uma das minhas performances preferidas dela é o Anti Rape Cloak [Capa anti-estupro], onde ela veste uma “Capa anti-estupro” e ocupa diferentes espaços da cidade, sendo fotografada enquanto usa a capa.
Você pode conhecer e acompanhar o trabalho dela nesse site.