Os retratos de Larissa Isis

Maria Júlia, 18 anos, em foto de Larissa Isis

Larissa Isis tem 29 anos e começou a fotografar há um ano e 5 meses, quando se cansou da baixa representatividade negra na produção audiovisual brasileira.

Em uma viagem a Nova York, a Larissa notou como a presença de pessoas negras nas propagandas era proporcionalmente maior do que no Brasil, e a partir daí decidiu criar suas próprias referências. Desde então, ela tem feito retratos maravilhosos de pessoas negras brasileiras.

 

WE GON’ SLAY! Okay, okaaaaaaaay, ladies, now let’s get in #formation @welidaq SLAY! #beyonce #porlarissaisis

Uma foto publicada por L A R I S S A I S I S (@larisis) em

 

Para Larissa, ainda temos um longo caminho a percorrer quando o assunto é enegrecer a produção audiovisual do país: “Certamente a representatividade negra tem aumentado, mas ainda é pequena. Poucos são os diretores de novela, poucas são as grandes empresas, que precisam da publicidade pra vender seu produto, que têm a “ousadia” de colocar o negro como papel principal”.

 

BLUE! @pretalokka #porlarissaisis Uma foto publicada por L A R I S S A I S I S (@larisis) em

 

As redes sociais têm sido um espaço super importante em termos de representatividade da mulher negra. Pessoas como a Magá Moura, a Nátaly Neri e a Thainá Sagrado  têm ganhado visibilidade e se tornado referências para adolescentes negras que não encontram respaldo na mídia tradicional.

Eu vejo as mídias socias como um grito”, diz Larissa. “Um espaço, um lugar onde nos sentimos livres pra falar o que quiser e nunca nos deixaram falar, nunca nos escutaram. E isso é importante! Já que eles não estão fazendo, nós fazemos por nós! E estamos sendo lindas!!! Estamos sorrindo uma pra outra através da mídia social e é importante que a gente dê a mão afinal, estamos atrás do mesmo objetivo”.

 

J U S T K I D D I N G W E A R (Not kidding) @jkwear #porlarissaisis

Uma foto publicada por L A R I S S A I S I S (@larisis) em

 

Acompanhem o trabalho da Larissa pelo site dela e não deixem se segui-la no Instagram. Com certeza vai embelezar seu feed.

Mais de Bárbara Paes

O humor de Jessica Williams

Jessica Williams tem 25 anos, é a mais jovem correspondente do Daily Show e a primeira mulher negra no programa. O Daily Show, programa de comédia bem icônico nos EUA, sempre acha talentos incríveis (é lá que o Steve Carell começou) e eles super acertaram com a Jessica!

Desde que ela se tornou correspondente em 2012, o trabalho da atriz vem abordando temas super importantes de um jeito muito engraçado. Jessica já falou de assédio sexual, de Ferguson, de Baltimore, de legalização da maconha, e de aborto. Ela é tão gênia que em fevereiro, quando o Jon Stewart anunciou que ia sair do programa depois de 16 temporadas como apresentador, as pessoas imediatamente começaram a torcer para que a Jessica assumisse o cargo. Infelizmente, não é a Jessica que vai substituir o Jon, mas como ela mesma disse, ainda é o começo da carreira dela e vai ficar tudo bem.

Um dos quadros mais conhecidos da Jessica, o “Jessica’s Feminized Atmosphere”, é sobre o assédio sexual a qual estamos submetidas todos os dias nas ruas e é muito bom:

 

 
Outro momento bem legal da Jessica no Daily Show ficou conhecido como “Hova’s Honor”. Quando a FOX News escolheu descrever o Jay-Z como um “cara que vendeu crack, que foi traficante de drogas, e que até admitiu ter atirado em alguém”, ao invés de descrevê-lo como rapper, produtor, compositor, e uma das pessoas mais bem sucedidas do hip hop americano; a Jessica expôs como a emissora sempre faz uma cobertura bem problemática e enviesada da comunidade negra no país.

 
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No começo de maio desse ano, quando a Suprema Corte americana se preparava para votar sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo, vários conservadores (insuportáveis) se reuniram para protestar e a cobertura da Jessica sobre o evento foi genial, como de costume:

 

 
Se eu tivesse que ser qualquer outra pessoa que não eu mesma, eu seria a Jessica Williams. Tá, talvez eu escolheria também a Mindy Kaling ou a Beyoncé. Mas a Jessica é definitivamente meu spirit animal e uma prova disso é esse texto hilário que ela escreveu pra WIRED, onde ela diz que o mundo precisa de mais sites que falem sobre celebridades de um jeito inteligente. (Imagina um site de fofocas que use a Kim e o Kanye para pensar o papel das relações interraciais na nossa sociedade?)

 
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Recentemente a Jessica fez um papel no filme “People, Places, Things”, onde atuou junto com Regina Hall. E uma coisa que fez meu amor pela Jessica crescer, foi ver essa entrevista dela sobre o filme. A Jessica descreve “People, Places, Things” como um filme onde as mulheres negras puderam “apenas existir”, ficando livres de estereótipos raciais ou expectativas. A comediante também fala de como existem poucos papéis desse tipo para atrizes e atores negros em filmes independentes.

 

 
A Jessica também apareceu na terceira temporada de Girls e nessa entrevista aqui, ela fala sobre seu papel na série e também sobre como às vezes se sente pressionada sendo a única mulher negra no Daily Show.

 
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O Twitter dela anda meio paradinho, mas segue a Jessica no Instagram que lá sempre tem fotos maravilhosas dela viajando pelo mato com as amigas e sendo legal. E acompanha a página do Daily Show para ver todos os quadros que ela faz.

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Larissa Isis tem 29 anos e começou a fotografar há um ano e 5 meses, quando se cansou da baixa representatividade negra na produção audiovisual brasileira.

Em uma viagem a Nova York, a Larissa notou como a presença de pessoas negras nas propagandas era proporcionalmente maior do que no Brasil, e a partir daí decidiu criar suas próprias referências. Desde então, ela tem feito retratos maravilhosos de pessoas negras brasileiras.

 

WE GON’ SLAY! Okay, okaaaaaaaay, ladies, now let’s get in #formation @welidaq SLAY! #beyonce #porlarissaisis

Uma foto publicada por L A R I S S A I S I S (@larisis) em

 

Para Larissa, ainda temos um longo caminho a percorrer quando o assunto é enegrecer a produção audiovisual do país: “Certamente a representatividade negra tem aumentado, mas ainda é pequena. Poucos são os diretores de novela, poucas são as grandes empresas, que precisam da publicidade pra vender seu produto, que têm a “ousadia” de colocar o negro como papel principal”.

 

BLUE! @pretalokka #porlarissaisis Uma foto publicada por L A R I S S A I S I S (@larisis) em

 

As redes sociais têm sido um espaço super importante em termos de representatividade da mulher negra. Pessoas como a Magá Moura, a Nátaly Neri e a Thainá Sagrado  têm ganhado visibilidade e se tornado referências para adolescentes negras que não encontram respaldo na mídia tradicional.

Eu vejo as mídias socias como um grito”, diz Larissa. “Um espaço, um lugar onde nos sentimos livres pra falar o que quiser e nunca nos deixaram falar, nunca nos escutaram. E isso é importante! Já que eles não estão fazendo, nós fazemos por nós! E estamos sendo lindas!!! Estamos sorrindo uma pra outra através da mídia social e é importante que a gente dê a mão afinal, estamos atrás do mesmo objetivo”.

 

J U S T K I D D I N G W E A R (Not kidding) @jkwear #porlarissaisis

Uma foto publicada por L A R I S S A I S I S (@larisis) em

 

Acompanhem o trabalho da Larissa pelo site dela e não deixem se segui-la no Instagram. Com certeza vai embelezar seu feed.

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