Rolando os olhos eternamente

Imagem de http://ovelhamag.com

Um artigo recente do Motherlode, blog do The New York Times, explicou afinal por que as garotas adolescentes tem aquela reação típica de rolar os olhos durante uma conversa.

 
rolleyes-lindsay
 
Rolar os olhos é uma arte, uma maneira incrível de expressar qualquer divergência ou oposição pessoal na fala da outra pessoa. Normalmente quem é alvo do #rolleyes se sente ofendidíssimo. E, muitas vezes, essa é a intenção. Mas nem sempre é assim.

Adolescentes –foco do artigo da psicóloga Lisa Damour– odeiam receber ordens ou mesmo sugestões, e resistem a elas até mesmo quando concordam. Por exemplo, uma garota vai sair de casa e está frio. Ela vai pegar seu casaco quando sua mãe diz pra ela não esquecer de por uma blusa de frio. Tcha-nam! Rolleyes! Essa atitude é pra mostrar que “sim, mãe, eu já ia fazer isso. Dãr”.

 
rolleyes-belle
 
A busca pela autonomia é algo frequente e crescente entre os adolescentes. Por isso que receber ordens é algo totalmente irritante. Por exemplo, quando os pais dizem que a garota só pode sair de casa depois de lavar a louça. Ela sabe que não tem como lutar contra essa imposição, então a única coisa que resta é manifestar seu desagrado ROLANDO OS OLHOS. É como se ela mostrasse uma maturidade e senso de independência ao fazer isso, ao invés de ter um chilique, por exemplo.

 
rolleyes-krysten
 
Mas o rolar de olhos também pode surgir quando tocamos naquele ponto sensível da pessoa. Por exemplo, como quando nossos pais ou amigos perguntam se a gente tem novidades daquela super amizade que se afastou da gente. O que acontece? ROLLEYES! Um jeito automático de manifestar aquele desgosto, mágoa ou raiva guardada que vale mais que mil palavras.

 
rolleyes-kim
 
A real é que a gente leva esse rolar de olhos da adolescência até a vida adulta. Como quando alguém fala algo que a gente não SU-POR-TA, como uma posição política ou brincadeira machista/racista/gordofóbica/etc. Ou quando queremos ser sarcásticas de propósito com alguém que não gostamos ou que estamos tretando. Ou quando estamos CANSADAS de uma situação uó, mas que não há nada a ser feito. Quando que, pra não armar um barraco, o que nos resta é rolar os olhos (mesmo que disfarçadamente).

 
rolleyes-lana
 

Mais de Nina Grando

Um app para descobrir mulheres históricas

Sabe o Google Doodles, aqueles desenhos que aparecem em destaque na página inicial do buscador Google, normalmente homenageando alguma personalidade ou celebrando um dia importante? Saiba que apenas 17% de todos os Doodles figuraram uma mulher. Bom, para um site que promove mais de 3,5 bilhões de pesquisas por dia (são 40 mil por segundo), 17% é muito, muito pouco. Ao perceber isso, a SPARK –movimento sem fins lucrativos dos EUA– resolveu que já era mais do que hora de evidenciar os feitos das mulheres no mapa da história. E criaram então um projeto para fazer exatamente isso.

Coincidindo com o Mês da Mulher, o Google concordou em trabalhar com a SPARK para destacar mais mulheres históricas em seus doodles. Mais do que isso, a SPARK foi convidada para pesquisar e honrar as mulheres notáveis e fundamentais que já existiram em um mapa especial, produzido pelo app Google’s Field Trip. A SPARK disse, em nota:

O Google sabe, assim como nós, que não é que as mulheres não fazem história. Somos nós (a sociedade) que não as honramos pelos seus feitos.

Isso é algo que a cientista social e professora Carla Cristina Garcia, do Inanna Educação e PUC-SP, vive dizendo para suas alunas em seus cursos: É uma afronta dizer que as mulheres estão fazendo algo como se fosse uma novidade. Dizer que hoje “as mulheres estão entrando no mercado de trabalho” ou que “as mulheres estão começando no campo das artes” é de uma bogagem e uma ignorância histórica sem tamanho. O problema é esse mesmo: ignorância. As mulheres fazem e já fizeram muita coisa, junto com os homens. Só não são honradas por isso.
 

 
Já é possível baixar o app gratuitamente para os sitemas iOS e Android. Ao ligar as ‘configurações históricas’ do aplicativo, somos notificadas toda a vez que chegamos em um local em que uma mulher fez algo importante. Foram mapeados diversos lugares ao redor do mundo, então não importa onde você esteja: se uma mulher fez um feito histórico no lugar em que você se encontra, você será alertada.

Isso é perfeito para enriquecer o turismo em qualquer cidade do mundo. Imagina ser alertada sobre os feitos de diversas mulheres que ajudaram a construir aquele lugar, seja por seu papel social, artístico, político, científico, intelectual ou mesmo por sua participação em guerras (sim, mulheres também são –e sempre foram– guerreiras).
 

 
Como são MUITAS mulheres que precisam desta visibilidade, a SPARK está aceitando contribuições de qualquer pessoa que saiba sobre feitos inspiradores de mulheres na história, encorajando a colaborar com sua base de dados. Basta escrever uma mini-bio entre 150 e 300 caracteres sobre a vida e conquistas desta mulher, além de, é claro, informar o local exato onde ela atuou. Mande um email para sparkteam@sparksummit.com com o título “Women On The Map”. Ah sim, mas tem que ser em inglês. Pelo menos por enquanto (:

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artigo recente do Motherlode, blog do The New York Times, explicou afinal por que as garotas adolescentes tem aquela reação típica de rolar os olhos durante uma conversa.

 
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Rolar os olhos é uma arte, uma maneira incrível de expressar qualquer divergência ou oposição pessoal na fala da outra pessoa. Normalmente quem é alvo do #rolleyes se sente ofendidíssimo. E, muitas vezes, essa é a intenção. Mas nem sempre é assim.

Adolescentes –foco do artigo da psicóloga Lisa Damour– odeiam receber ordens ou mesmo sugestões, e resistem a elas até mesmo quando concordam. Por exemplo, uma garota vai sair de casa e está frio. Ela vai pegar seu casaco quando sua mãe diz pra ela não esquecer de por uma blusa de frio. Tcha-nam! Rolleyes! Essa atitude é pra mostrar que “sim, mãe, eu já ia fazer isso. Dãr”.

 
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A busca pela autonomia é algo frequente e crescente entre os adolescentes. Por isso que receber ordens é algo totalmente irritante. Por exemplo, quando os pais dizem que a garota só pode sair de casa depois de lavar a louça. Ela sabe que não tem como lutar contra essa imposição, então a única coisa que resta é manifestar seu desagrado ROLANDO OS OLHOS. É como se ela mostrasse uma maturidade e senso de independência ao fazer isso, ao invés de ter um chilique, por exemplo.

 
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Mas o rolar de olhos também pode surgir quando tocamos naquele ponto sensível da pessoa. Por exemplo, como quando nossos pais ou amigos perguntam se a gente tem novidades daquela super amizade que se afastou da gente. O que acontece? ROLLEYES! Um jeito automático de manifestar aquele desgosto, mágoa ou raiva guardada que vale mais que mil palavras.

 
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A real é que a gente leva esse rolar de olhos da adolescência até a vida adulta. Como quando alguém fala algo que a gente não SU-POR-TA, como uma posição política ou brincadeira machista/racista/gordofóbica/etc. Ou quando queremos ser sarcásticas de propósito com alguém que não gostamos ou que estamos tretando. Ou quando estamos CANSADAS de uma situação uó, mas que não há nada a ser feito. Quando que, pra não armar um barraco, o que nos resta é rolar os olhos (mesmo que disfarçadamente).

 
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