Arrumando letras de música pelo bom senso

"Nem sempre as músicas tem bom senso. Mas não tem problema não, a gente arruma ♥"

Essa é a definição da Arrumando Letras, uma página do Facebook que examina letras de músicas populares (a maioria sendo do atual sertanejo) e “conserta” sua intenção.

Recém criada, os posts avaliam letras de músicas nacionais de sucesso que pregam o ciúmes, a possessividade, o slut-shaming e a insistência como demonstração de amor, como justificativa de ações duvidosas. Nós da Ovelha já fizemos algo parecido, na nossa releitura de Hotline Bling, do Drake. Clique nas imagens abaixo para ver algumas das letras corrigidas pelo time do Arrumando Letras:

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Este projeto vem de encontro com a crítica ao vivo que a apresentadora do Multishow Titi Muller fez sobre o DJ Borgore, durante sua transmissão no Lollapalooza:


 
“Na medida que ganhou visibilidade, as letras compostas por ele, totalmente machistas, misóginas, babacas, foram ganhando visibilidade e muitas críticas. Teve muita gente que foi em defesa. A própria Nervo (dupla de DJ’s), que vai tocar aqui hoje e não autorizou nossa transmissão, falou que apesar de compor letras tipo ‘aja como uma vadia mas antes lave louça’ isso é só um personagem. Querido, na próxima encarnação, invente um personagem melhor. Eu gostaria de falar ‘machistas não passarão’, mas vai passar nesse canal agora.”
 
Mesmo sendo música, mesmo sendo entretenimento, mesmo com batidas que nos fazem querer dançar, cantar ou rebolar, é fundamental que nos mantenhamos críticas com o conteúdo que consumimos e promovemos. Parabéns pela iniciativa dessa página e pela coragem da Titi Muller. Precisamos observar, apontar e nos posicionar.

Abuso não é amor.
Machismo não é engraçado.

 

Mais de Nina Grando

Jogue: BroForce

BroForce é um jogo para o qual eu, a princípio, torci meu nariz. Pra começar o nome já me deu coceira (traduzindo, é tipo a “força da irmandade entre machos”). Depois que o jogo é uma homenagem descarada e declarada aos clássicos filmes de herói dos anos 80, aqueles estrelados por Chuck Norris, Sylvester Stallone, Bruce Willis e companhia. E a velha fórmula dos EUA versus comunistas, muito tiroteio, explosões e homens-bomba (de esteróides). E nada daí me apetecia.

Mas foi na tarde tediosa do Natal que, vendo meu namorado jogar com minha irmã e meu cunhado, eu percebi o quanto o game era divertido. Ridiculamente divertido. O jogo permite que você jogue com até quatro amigos, online ou in loco, e todos os nomes dos personagens tem “bro” no meio: Brobocop (Robocop), Brominator (Terminator – O Exterminador do Futuro), Bro Hard (Die Hard – Duro de Matar), Brade (Blade – Blade, o caçador de vampiros), Rambro (Rambo), Indianna Brones (Indianna Jones), etc. Mas sabe todo aquela violência surreal dos filmes de ação? São ainda mais hiperbólicos no game. E é isso que torna a experiência ainda mais hilária. Ao terminar cada missão, aparece na tela a seqüência de todas as mortes dos inimigos e dos seus personagens, como se pudesse ser ainda mais nonsense.

Sim, esse é o jogo dos bróders. Mas se você pensa que por ser mulher não é bróder, tá muy enganada. As atualizações do jogo presentearam as mulheres gamers com personagens incríveis dos filmes de ação que não poderiam jamais ficar de fora: Ellen Ripbro (Ellen Ripley, de Alien), The Brode (The Bride, a noiva de Kill Bill) e Cherry Broling (Cherry Darling, de Planet Terror).

Minha dica é: se você tem quatro controles ou gosta de jogar online com os amiguinhos, BroForce é um must have. Principalmente porque é uma alegria ver o GrrrlForce chutando bundas. Compre no Steam, é o preço de um jantar. Tem pra Mac e pra Windows. Ah, e você pode testar o game agora, no seu navegador, através do Brototype. Divirta-se (;

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