Por que você deve assinar a Lenny

crédito da foto: Autumn de Wilde

A querida Aline Valek, criadora da Bobagens Imperdíveis, já falou aqui na Ovelha sobre o bonde das newsletters, indicando várias que valem a pena assinar. Eu também quero indicar uma cujo único defeito é ser escrita em inglês – fica aí um estímulo para você dar uma estudadinha no idioma.

Lenny é uma newsletter feita pela Lena Dunham (criadora da série “Girls”) e Jenni Konner (produtora executiva de “Girls”). Lançada há três meses, a Lenny diz ter como objetivo “entreter e informar, mas também fazer o mundo melhor para as mulheres e para as pessoas que as amam. Isso significa garantir o aborto legal e seguro, mantendo o controle de natalidade em suas mãos, e conseguir eleger as pessoas certas, tudo ao mesmo tempo vestindo macacões extremamente ferozes.

Por que você deve assinar a Lenny? Porque elas estão produzindo um conteúdo muito interessante, que vai de política à cultura e moda. Abaixo, selecionei alguns highlights da Lenny até o momento:

 

  • Hillary Clinton

A Lenny estreou com uma mega entrevista com a favorita à candidatura democrata à Casa Branca nas eleições de 2016. Lena Dunham entrevistou pessoalmente a Hillary Clinton (o vídeo você pode ver acima) e elas falaram sobre como ela se tornou uma democrata na época da faculdade; sobre ter se casado com Bill Clinton; e sobre temas como abuso sexual nas universidades e direitos das mulheres. A newsletter está apoiando totalmente sua candidatura.

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[caption id="attachment_8064" align="aligncenter" width="700"]crédito: Jennifer Williams crédito da ilustração: Jennifer Williams[/caption]

  • Jennifer Lawrence

A terceira edição da Lenny veio com um artigo bombástico escrito pela atriz hollywoodiana. No texto, intitulado “Por que eu ganho menos que meus colegas homens?”, JLaw falou abertamente pela primeira vez sobre ter recebido um cachê menor que o dos três atores com quem protagonizou o filme “Trapaça”, informação revelada em uma troca de emails entre Amy Pascal, vice-presidente da Sony, e colegas de outras empresas.

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unnamed

  • Gloria Steinem

Lena Dunham fez uma espécie de “questionário Proust” com a jornalista norte-americana, famosa por seu engajamento com o feminismo na década de 1960.

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lauren

  • Lauren Mayberry

A vocalista da banda eletrônica escocesa Chvrches publicou um desabafo sobre relacionamento abusivo na quinta edição da Lenny. Falamos na Ovelha sobre seu texto, inclusive. “Uma relação pode ser profundamente prejudicial sem que ninguém deixe marcas em você. Tantas pessoas – especialmente mulheres jovens – acabam tentando manter esses relacionamentos emocionalmente abusivos porque não acham que é tão ruim assim e que nós somos realmente algumas sortudas porque não experimentamos o abuso ‘real’.”

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O que mais foi falado na Lenny:

Entrevista com Kimberly Drew, que trabalha no Metropolitan Museum of Art e é incentivadora de exposições com artistas contemporâneos negros;

Texto de Kendra James, blogueira de Nova York, que fala sobre como é ser a única mulher negra em espaços privilegiadamente para pessoas brancas;

Lena Dunham fala sobre ter endometriose, doença que afeta cerca de seis milhões de mulheres no Brasil. A Lenny preparou todo um especial, com vários textos, sobre esse assunto;

Texto de Valerie Jarrett, assessora do presidente dos EUA Barack Obama, que fala sobre as consequências de brechas nas leis estaduais e federais americanas que permitem que os agressores domésticos comprem armas.

Mais de Letícia Mendes

Assista: todos os filmes da Chantal Akerman

A diretora belga Chantal Akerman foi a pioneira do cinema experimental, ou seja, ela fazia filmes com baixo orçamento, muitas vezes sem ter uma equipe, e contava histórias sem uma narrativa linear ou até trilha sonora.

É “normal” não conhecermos muito de sua obra por aqui. Seus filmes praticamente foram exibidos no Brasil em circuitos de cinema de arte e festivais. Um desses ciclos de filmes sobre a Chantal foi organizado pela professora doutora Carla Maia, que fez um mestrado sobre a cineasta (Lá, do outro lado. Subjetivação em dois filmes de Chantal Akerman, 2008).

Porém, eu acredito que nunca é tarde pra começar. Os filmes de Chantal são difíceis, exigem paciência e dedicação, mas o importante é não se impressionar com a duração e conseguir conclui-los. Eu não vi a filmografia completa dela, até porque ela fez bastante coisa durante sua vida, mas vamos aos principais.

Seu filme mais conhecido é Jeanne Dielman, 23 quai du Commerce, 1080 Bruxelles, de 1975, que ela dirigiu com 24 anos.

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Esse filme é um marco do cinema feminista. Ele retrata uma mulher viúva e dona de casa, que mora com seu filho adolescente e, ocasionalmente, se prostitui para ganhar um dinheiro. Sua rotina repetitiva começa a se alterar através de pequenos fatores que, após 3 horas e 20 minutos de filme, vão dar em um final que nos choca.

Jeanne Dielman… mostra a repetição do cotidiano de uma mulher, registrando apenas 3 dias da vida dela, sem fazer qualquer julgamento sobre suas atividades como doméstica e prostituta.

Muitos dos filmes da Chantal, principalmente os do início da carreira, se passam dentro de apartamentos, em lugares fechados, pouco confortáveis. Ela atua também em vários deles, desde o seu primeiro Saute ma ville (1968), e aborda o lesbianismo (era lésbica assumida) em Je Tu Il Elle (1974).

Chantal morreu no ano passado aos 65 anos em Paris, na França. Seu último filme se chama No home movie e é dedicado a sua mãe Natalia Akerman, sobrevivente de Auschwitz que morreu em 2014. Na verdade, toda a obra de Chantal é dedicada a sua mãe. Foi ela quem incentivou Chantal a estudar cinema e seguir esse caminho.

Descendente de uma família polonesa judaica, Chantal se da Bélgica para Nova York (EUA) e, em 1974, voltou para Bruxelas. Dirigiu quase 50 filmes, de documentários até comédias. Foi indicada ao prêmio do Festival de Berlim em 1989, com Histórias da América, e ao Festival de Veneza em 1991, com Noite e dia.

Seu longa mais comercial, ou seja, bem bem bem distante do seu experimentalismo é Um divã em Nova York, de 1996, com Juliette Binoche e William Hurt no elenco.

Aqui vai uma lista de 10 filmes essenciais da diretora, segundo o site do British Film Institute.

Se a Chantal não fizer seu estilo de cineasta, não tem problema, de verdade. Mas lembre-se: nunca é tarde para começar a curtir um cineminha experimental feito por uma mulher para mulheres ;)

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Bobagens Imperdíveis, já falou aqui na Ovelha sobre o bonde das newsletters, indicando várias que valem a pena assinar. Eu também quero indicar uma cujo único defeito é ser escrita em inglês – fica aí um estímulo para você dar uma estudadinha no idioma.

Lenny é uma newsletter feita pela Lena Dunham (criadora da série “Girls”) e Jenni Konner (produtora executiva de “Girls”). Lançada há três meses, a Lenny diz ter como objetivo “entreter e informar, mas também fazer o mundo melhor para as mulheres e para as pessoas que as amam. Isso significa garantir o aborto legal e seguro, mantendo o controle de natalidade em suas mãos, e conseguir eleger as pessoas certas, tudo ao mesmo tempo vestindo macacões extremamente ferozes.

Por que você deve assinar a Lenny? Porque elas estão produzindo um conteúdo muito interessante, que vai de política à cultura e moda. Abaixo, selecionei alguns highlights da Lenny até o momento:

 

  • Hillary Clinton

A Lenny estreou com uma mega entrevista com a favorita à candidatura democrata à Casa Branca nas eleições de 2016. Lena Dunham entrevistou pessoalmente a Hillary Clinton (o vídeo você pode ver acima) e elas falaram sobre como ela se tornou uma democrata na época da faculdade; sobre ter se casado com Bill Clinton; e sobre temas como abuso sexual nas universidades e direitos das mulheres. A newsletter está apoiando totalmente sua candidatura.

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  • Jennifer Lawrence

A terceira edição da Lenny veio com um artigo bombástico escrito pela atriz hollywoodiana. No texto, intitulado “Por que eu ganho menos que meus colegas homens?”, JLaw falou abertamente pela primeira vez sobre ter recebido um cachê menor que o dos três atores com quem protagonizou o filme “Trapaça”, informação revelada em uma troca de emails entre Amy Pascal, vice-presidente da Sony, e colegas de outras empresas.

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unnamed

  • Gloria Steinem

Lena Dunham fez uma espécie de “questionário Proust” com a jornalista norte-americana, famosa por seu engajamento com o feminismo na década de 1960.

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lauren

  • Lauren Mayberry

A vocalista da banda eletrônica escocesa Chvrches publicou um desabafo sobre relacionamento abusivo na quinta edição da Lenny. Falamos na Ovelha sobre seu texto, inclusive. “Uma relação pode ser profundamente prejudicial sem que ninguém deixe marcas em você. Tantas pessoas – especialmente mulheres jovens – acabam tentando manter esses relacionamentos emocionalmente abusivos porque não acham que é tão ruim assim e que nós somos realmente algumas sortudas porque não experimentamos o abuso ‘real’.”

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O que mais foi falado na Lenny:

Entrevista com Kimberly Drew, que trabalha no Metropolitan Museum of Art e é incentivadora de exposições com artistas contemporâneos negros;

Texto de Kendra James, blogueira de Nova York, que fala sobre como é ser a única mulher negra em espaços privilegiadamente para pessoas brancas;

Lena Dunham fala sobre ter endometriose, doença que afeta cerca de seis milhões de mulheres no Brasil. A Lenny preparou todo um especial, com vários textos, sobre esse assunto;

Texto de Valerie Jarrett, assessora do presidente dos EUA Barack Obama, que fala sobre as consequências de brechas nas leis estaduais e federais americanas que permitem que os agressores domésticos comprem armas.

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