Amo/Sou: Charline Bataille

As tatuagens mais fodas que existem são dela

Charline Bataille é daquelas artistas feministas que você não só respeita como se apaixona. Dá vontade de esfregar a cara em tudo o que ela faz. De Montreal, no Canadá, ela ganhou fama com seus desenhos coloridíssimos de mulheres guerreiras e furiosas contra o patriarcado. Essas amazonas gloriosas (e também muito graciosas) aparecem em suas pinturas e também em roupas, desenhos, adesivos, zines e tatuagens – que são o destaque da sua arte hoje.

Bataille é uma feminista bastante ativista, expondo suas visões na sua arte. Em entrevista para a Bad Feelings, ela disse que criou uma “seita” com seu amigo Lucas chamada “Ugly Church” (traduzindo, “igreja feia”). A premissa da Ugly Church é ter um compromisso sagrado e devocional com a feiúra, que ela se refere como “uma coisa poderosa”. Se um deles ouve o outro queixar-se sobre algum aspecto da sua aparência que acham feio, eles lembram: “mas pertencemos à Ugly Church!” Ela vai contra a maré do amor próprio empoderado que desce forçado pela goela, do ideal de que “todos são lindos”. Ela protesta enfaticamente: “A beleza é tão violenta!” Em sua arte, muitas vezes vemos o slogan” BEAUTY KILLS”. Em entrevista, ela explica:

O sentimento duro de não ser bonita realmente mata (as mulheres)… então eu quero chegar o mais longe possível disso. Eu quero parecer suja… Quando os homens me virem na rua, quero que eles pensem ‘EWWW!’, e não ‘Ei gatinha’

Bye bye 🐷

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O foco do seu trabalho atualmente está na tatuagem. A arte de Charline Bataille fica realmente adorável na pele. Ela diz que suas tatuagens se diferem muito dos estúdios tradicionais. Ela diz não se importar com as tradições, com o jeito “certo” de tatuar. Pra ela, o importante é a arte e as pessoas que ela tatua: a maioria são membros da comunidade queer de Montreal, Toronto, Oakland e Los Angeles, que chegam até ela para estar em um espaço seguro, um ambiente confortável onde sempre há consentimento sobre tocar, bem como uma compreensão do trauma e seus efeitos sobre o corpo. Sua arte é uma mistura entre o universo da pele do indivíduo e da mente da artista, por isso é tudo tão especial e único.

Clique no centro da imagem para ver a galeria
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Mas além da tatuagem, Bataille é uma inspiração completa em muitos outros universos em que sua arte atua. Quer ver?
 

O look mais artsy-chic ativista e divertido do rolê? Charline Bataille!

Cool jacket sold 🤑

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I started the hand painted lesbian shirt orders haha 😋

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a custom order I couldn't refuse !!

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ASK FOR CONSENT! Superstar @applebruise wearing panties I made for them! 🍎 My website is in construction so stay tuned kk

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Arte queer proud? Só ela, fodona, Charline Bataille!

my mural and my stupid face

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Omggg my painting in @amelietrixi's room! I love painting and am always happy for custom work !!

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call me fat dyke quirky nasty, I'll show you fat dyke quirky nasty x 10 ;)

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MOOD #RESIST

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all witches (sold)

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Prints :) #queer #hate #art

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Quer inspiração de decoração? Charline Bataille!

just napped in my own bed 🙌

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love my life ¯_(ツ)_/¯

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Amber let me nap/cry in her dreamland 💕💕💕 #pov

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Inspiração de mulherão da porra? Charline Bataille!

LA write me if you want a tattoo or if you wanna bring me shopping !!

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COMO NÃO AMAR?

 
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Menstruação censurada

Rupi Kaur é uma poeta e artista indiana radicada no Canadá considerada umas das jovens escritoras feministas mais importantes da atualidade. É seguida por milhares no Tumblr e recentemente lançou seu primeiro livro de poemas, Milk and Honey.

Essa semana ela se tornou o atual assunto nas redes sociais (pelo menos na rede feminista). O motivo? Uma foto do seu ensaio fotográfico, entitulado Period. (que, no inglês, tanto pode significar menstruação como “ponto final”), foi deletada do Instagram da artista. Simplesmente por mostrar uma mancha de sangue menstrual.
 
Rupi Kaur - Period. | Ovelha
 
As fotos, feitas em conjunto com sua irmã Prabh, traduzem a realidade e intimidade da mulher durante o período de menstruação: o sangue, a cólica, os vazamentos, as manchas.

Junto com as fotos, Rupi escreve (original em inglês, tradução livre):
 
“eu sangro todos os meses para fazer a humanidade possível. meu útero é a casa do divino. uma fonte de vida para a nossa espécie. seja eu disposta a criá-la ou não. mas poucas são as vezes que é visto assim. nas civilizações antigas esse sangue era considerado sagrado. em algumas ainda é. mas uma maioria de pessoas. sociedades. e comunidades evitam esse processo natural. algumas são mais confortáveis com a pornificação da mulher. a sexualização da mulher. a violência e degradação da mulher – que isso. eles não podem ser incomodados para expressar seu desgosto sobre tudo aquilo. mas vão ter raiva e incômodo por isso. nós menstruamos e eles veem como sujeira. como forma de chamar a atenção. doente. um fardo. como se esse processo fosse menos natural que respirar. como se não houvesse uma ponte entre este universo e o anterior. como se esse processo não fosse amor. trabalho. vida. altruísta e impressionantemente belo.”
 

Rupi Kaur - Period.
 
Essa é mais uma evidência de que, para a sociedade, o sangue feminino é motivo de vergonha, é algo nojento que deve ser escondido. Me lembro de quando estava no colégio e via as coleguinhas, quando tinham que ir ao banheiro para trocar o absorvente, sussurrarem para as amigas: “hey… você tem ab-sor-ven-te?” com medo de alguém ouvir. E aí pegavam o pacotinho como se fosse alguma droga, como se fosse algo errado e humilhante, olhavam para os lados e então enfiavam no bolso, marchando com pressa.

Não podemos mais ter vergonha do nosso sangue. Da nossa menstruação. É algo natural que faz parte do ciclo da vida. Sigamos o exemplo da Rupi. Abaixo, um desenho desenho em homenagem à ela feito pela artista Geffen Rafaeli, do Instagram @dailydoodlegram:
 
@dailydoodlegram + @rupikaur_

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