Segundo um relatório publicado pelo MSF, quatro em cada cinco pessoas que buscaram auxílio médico e psicológico gratuito em uma de suas clínicas haviam sido estupradas. E cerca de metade das vítimas de violência sexual atendidas pelo MSF eram crianças.
É neste cenário que surge a força da haitiana Sophia Pierre-Antoine tem 25 anos e é coordenadora de projetos na YWCA do Haiti. Sophia é feminista e ela trabalha ensinando jovens meninas das áreas mais pobres do Haiti sobre seus direitos. Por causa do seu trabalho com a promoção da igualdade de gênero, Sophia recentemente participou de uma consulta regional da ONU Mulheres e da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre Juventude, Paz e Segurança.
A ONU Mulheres publicou um texto super bacana da Sophia em que ela explica como o acesso à informação é um elemento chave para o combate ao machismo. Traduzo:
“Eu sou feminista desde sempre. Nasci em 1991, o ano em que o golpe de Estado aconteceu. Desde então, nós tivemos mais agitações políticas. A instabilidade política do Haiti, junto com a pobreza e a falta de oportunidades, tem tornado nossas vidas ainda mais difíceis. E isso acabou gerando um aumento da violência contra a mulher. No último golpe de Estado de 2004, por exemplo, muitas mulheres que eu conhecia foram sequestradas e assassinadas.
As feministas haitianas falam bastante sobre questões controversas como o aborto, direitos das pessoas LGBTQI e, como resultado disso, nós somos alvo de violência com mais frequência. A sociedade haitiana é muito patriarcal e o mero ato de falar sobre os direitos das mulheres, ou de algo tão simples como a menstruação, é considerado um tabu.
Trabalho com meninas de 6 a 18 anos, elas são provenientes de grupos marginalizados e enfrentam situações difíceis. Nós fornecemos alimentação de segunda a sábado, e às vezes, essa são as únicas refeições que elas recebem.
Realizamos oficinas e conversamos sobre violência de gênero, direitos sexuais e reprodutivos, educação financeira e auto-estima. Muitas das meninas que vêm à nossa organização são sobreviventes [de violência] e precisam de apoio psicossocial. Há muitas coisas a serem desconstruídas: uma garota pode chegar e me dizer que foi estuprada pelo pai. Mas ela também viu sua mãe e sua irmã sendo abusadas, e ela passou a acreditar que esse tipo de violência é normal.
Eu acho que uma grande parte de ser feminista é garantir que as jovens saibam que têm direitos e que têm autonomia; que elas podem dizer não.”
Se você quer saber mais sobre como informação é uma ferramenta para a garantia dos direitos das mulheres, dá uma olhada nessa cartilha da ARTIGO 19. Ela traz referências de estudos e fontes de dados sobre a situação da mulher no Brasil e um guia detalhado sobre como utilizar a Lei de Acesso à Informação brasileira para conseguir informações junto a órgãos públicos. ;)
Segundo um relatório publicado pelo MSF, quatro em cada cinco pessoas que buscaram auxílio médico e psicológico gratuito em uma de suas clínicas haviam sido estupradas. E cerca de metade das vítimas de violência sexual atendidas pelo MSF eram crianças.
É neste cenário que surge a força da haitiana Sophia Pierre-Antoine tem 25 anos e é coordenadora de projetos na YWCA do Haiti. Sophia é feminista e ela trabalha ensinando jovens meninas das áreas mais pobres do Haiti sobre seus direitos. Por causa do seu trabalho com a promoção da igualdade de gênero, Sophia recentemente participou de uma consulta regional da ONU Mulheres e da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre Juventude, Paz e Segurança.
A ONU Mulheres publicou um texto super bacana da Sophia em que ela explica como o acesso à informação é um elemento chave para o combate ao machismo. Traduzo:
“Eu sou feminista desde sempre. Nasci em 1991, o ano em que o golpe de Estado aconteceu. Desde então, nós tivemos mais agitações políticas. A instabilidade política do Haiti, junto com a pobreza e a falta de oportunidades, tem tornado nossas vidas ainda mais difíceis. E isso acabou gerando um aumento da violência contra a mulher. No último golpe de Estado de 2004, por exemplo, muitas mulheres que eu conhecia foram sequestradas e assassinadas.
As feministas haitianas falam bastante sobre questões controversas como o aborto, direitos das pessoas LGBTQI e, como resultado disso, nós somos alvo de violência com mais frequência. A sociedade haitiana é muito patriarcal e o mero ato de falar sobre os direitos das mulheres, ou de algo tão simples como a menstruação, é considerado um tabu.
Trabalho com meninas de 6 a 18 anos, elas são provenientes de grupos marginalizados e enfrentam situações difíceis. Nós fornecemos alimentação de segunda a sábado, e às vezes, essa são as únicas refeições que elas recebem.
Realizamos oficinas e conversamos sobre violência de gênero, direitos sexuais e reprodutivos, educação financeira e auto-estima. Muitas das meninas que vêm à nossa organização são sobreviventes [de violência] e precisam de apoio psicossocial. Há muitas coisas a serem desconstruídas: uma garota pode chegar e me dizer que foi estuprada pelo pai. Mas ela também viu sua mãe e sua irmã sendo abusadas, e ela passou a acreditar que esse tipo de violência é normal.
Eu acho que uma grande parte de ser feminista é garantir que as jovens saibam que têm direitos e que têm autonomia; que elas podem dizer não.”
Se você quer saber mais sobre como informação é uma ferramenta para a garantia dos direitos das mulheres, dá uma olhada nessa cartilha da ARTIGO 19. Ela traz referências de estudos e fontes de dados sobre a situação da mulher no Brasil e um guia detalhado sobre como utilizar a Lei de Acesso à Informação brasileira para conseguir informações junto a órgãos públicos. ;)
Segundo um relatório publicado pelo MSF, quatro em cada cinco pessoas que buscaram auxílio médico e psicológico gratuito em uma de suas clínicas haviam sido estupradas. E cerca de metade das vítimas de violência sexual atendidas pelo MSF eram crianças.
É neste cenário que surge a força da haitiana Sophia Pierre-Antoine tem 25 anos e é coordenadora de projetos na YWCA do Haiti. Sophia é feminista e ela trabalha ensinando jovens meninas das áreas mais pobres do Haiti sobre seus direitos. Por causa do seu trabalho com a promoção da igualdade de gênero, Sophia recentemente participou de uma consulta regional da ONU Mulheres e da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre Juventude, Paz e Segurança.
[caption id="attachment_15503" align="alignnone" width="675"] Sophia Pierre-Antoine. Foto por UN Women[/caption]
A ONU Mulheres publicou um texto super bacana da Sophia em que ela explica como o acesso à informação é um elemento chave para o combate ao machismo. Traduzo:
“Eu sou feminista desde sempre. Nasci em 1991, o ano em que o golpe de Estado aconteceu. Desde então, nós tivemos mais agitações políticas. A instabilidade política do Haiti, junto com a pobreza e a falta de oportunidades, tem tornado nossas vidas ainda mais difíceis. E isso acabou gerando um aumento da violência contra a mulher. No último golpe de Estado de 2004, por exemplo, muitas mulheres que eu conhecia foram sequestradas e assassinadas.
As feministas haitianas falam bastante sobre questões controversas como o aborto, direitos das pessoas LGBTQI e, como resultado disso, nós somos alvo de violência com mais frequência. A sociedade haitiana é muito patriarcal e o mero ato de falar sobre os direitos das mulheres, ou de algo tão simples como a menstruação, é considerado um tabu.
Trabalho com meninas de 6 a 18 anos, elas são provenientes de grupos marginalizados e enfrentam situações difíceis. Nós fornecemos alimentação de segunda a sábado, e às vezes, essa são as únicas refeições que elas recebem.
Realizamos oficinas e conversamos sobre violência de gênero, direitos sexuais e reprodutivos, educação financeira e auto-estima. Muitas das meninas que vêm à nossa organização são sobreviventes [de violência] e precisam de apoio psicossocial. Há muitas coisas a serem desconstruídas: uma garota pode chegar e me dizer que foi estuprada pelo pai. Mas ela também viu sua mãe e sua irmã sendo abusadas, e ela passou a acreditar que esse tipo de violência é normal.
Eu acho que uma grande parte de ser feminista é garantir que as jovens saibam que têm direitos e que têm autonomia; que elas podem dizer não.”
Se você quer saber mais sobre como informação é uma ferramenta para a garantia dos direitos das mulheres, dá uma olhada nessa cartilha da ARTIGO 19. Ela traz referências de estudos e fontes de dados sobre a situação da mulher no Brasil e um guia detalhado sobre como utilizar a Lei de Acesso à Informação brasileira para conseguir informações junto a órgãos públicos. ;)
Elyse Fox é a criadora do Sad Girls Club (clube das meninas tristes), uma comunidade de mulheres que se reune para discutir saúde mental.
O objetivo de Elyse é destruir o estigma e o tabu que cerca a depressão. Em entrevista para a Broadly, Elyse explica que não quer “sensacionalizar os temas de saúde mental ou depressão” e afirma que a ideia é fazer com que seja “mais normal discutir esses assuntos”. O caminho escolhido por Elyse foi a criação de uma rede (online e presencial) em que garotas pudessem encontrar outras garotas que também lidam com questões de saúde mental.
Em uma conversa com a Teen Vogue, a Elyse conta que durante sua infância ninguém da sua família falava sobre saúde mental, e como consequência, ela tinha muita dificuldade em expressar o que estava sentindo. “Minha família é caribenha e sou parte da primeira geração de pessoas da minha família que nasceu nos EUA. O tópico de saúde mental nunca era discutido na minha casa”, diz Elyse.
Nascida no Brooklyn, a cineasta criou esse projeto pioneiro sobre saúde mental para jovens mulheres depois de lançar seu documentário Conversation with Friends. Em 2016, Elyse saiu de um relacionamento abusivo e o ano acabou sendo um dos mais difíceis para a sua depressão. Como resultado, ela decidiu montar um filme super pessoal sobre sua depressão.
Depois que o filme foi lançado, muitas meninas começaram a entrar em contato com Elyse, compartilhando suas próprias experiências com depressão. Através dessas interações, a Elyse começou a mapear que tipo de ajuda essas meninas precisavam: muitas delas queriam apenas pessoas para conversar enquanto outras queriam conselhos de como procurar tratamento. Muitas dessas meninas sequer cogitavam procurar terapia porque os preços eram altos demais e durante a correspondência com elas, Elyse indicava profissionais e serviços de atendimento locais.
Pouco a pouco, Elyse teve a ideia de aproximar essas meninas para conversar e criar uma comunidade de discussão sobre saúde mental. Foi assim que ela encontrou Shira Burstein,uma psicóloga disposta a ajudar o projeto.
Ela também criou recentemente um Kickstarter para realizar uma turnê pelos Estados Unidos com seus grupos de apoio às jovens mulheres que sofrem de depressão.
o grupo humanitário Médicos Sem Fronteiras (MSF) apontou que a violência sexual contra mulheres e crianças deve ser tratada como uma questão de saúde pública no país.
Segundo um relatório publicado pelo MSF, quatro em cada cinco pessoas que buscaram auxílio médico e psicológico gratuito em uma de suas clínicas haviam sido estupradas. E cerca de metade das vítimas de violência sexual atendidas pelo MSF eram crianças.
É neste cenário que surge a força da haitiana Sophia Pierre-Antoine tem 25 anos e é coordenadora de projetos na YWCA do Haiti. Sophia é feminista e ela trabalha ensinando jovens meninas das áreas mais pobres do Haiti sobre seus direitos. Por causa do seu trabalho com a promoção da igualdade de gênero, Sophia recentemente participou de uma consulta regional da ONU Mulheres e da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre Juventude, Paz e Segurança.
A ONU Mulheres publicou um texto super bacana da Sophia em que ela explica como o acesso à informação é um elemento chave para o combate ao machismo. Traduzo:
“Eu sou feminista desde sempre. Nasci em 1991, o ano em que o golpe de Estado aconteceu. Desde então, nós tivemos mais agitações políticas. A instabilidade política do Haiti, junto com a pobreza e a falta de oportunidades, tem tornado nossas vidas ainda mais difíceis. E isso acabou gerando um aumento da violência contra a mulher. No último golpe de Estado de 2004, por exemplo, muitas mulheres que eu conhecia foram sequestradas e assassinadas.
As feministas haitianas falam bastante sobre questões controversas como o aborto, direitos das pessoas LGBTQI e, como resultado disso, nós somos alvo de violência com mais frequência. A sociedade haitiana é muito patriarcal e o mero ato de falar sobre os direitos das mulheres, ou de algo tão simples como a menstruação, é considerado um tabu.
Trabalho com meninas de 6 a 18 anos, elas são provenientes de grupos marginalizados e enfrentam situações difíceis. Nós fornecemos alimentação de segunda a sábado, e às vezes, essa são as únicas refeições que elas recebem.
Realizamos oficinas e conversamos sobre violência de gênero, direitos sexuais e reprodutivos, educação financeira e auto-estima. Muitas das meninas que vêm à nossa organização são sobreviventes [de violência] e precisam de apoio psicossocial. Há muitas coisas a serem desconstruídas: uma garota pode chegar e me dizer que foi estuprada pelo pai. Mas ela também viu sua mãe e sua irmã sendo abusadas, e ela passou a acreditar que esse tipo de violência é normal.
Eu acho que uma grande parte de ser feminista é garantir que as jovens saibam que têm direitos e que têm autonomia; que elas podem dizer não.”
Se você quer saber mais sobre como informação é uma ferramenta para a garantia dos direitos das mulheres, dá uma olhada nessa cartilha da ARTIGO 19. Ela traz referências de estudos e fontes de dados sobre a situação da mulher no Brasil e um guia detalhado sobre como utilizar a Lei de Acesso à Informação brasileira para conseguir informações junto a órgãos públicos. ;)