Conheça: A fotografia de Émilie Régnier

Um registro da estética e percepção da beleza feminina no oeste da África sob influências afro-americanas

Emilie Regnier é uma fotógrafa canadense de Montreal, que já morou na África – em Gabon, Senegal e Cote d’Ivoire – e hoje vive em Paris.

Ela já cobriu diversos eventos pela África, Europa e Caribe, tendo ainda trabalhos publicados em grandes jornais e revistas como The New York Times, Le Monde Magazine, Elle França, entre outros.

Mas o que me chamou a atenção em especial foi a série Hair, que você vê ao longo deste post. Neste projeto, Émilie explora a estética e a percepção da beleza feminina no oeste da África. Nas fotografias vemos algumas mulheres posando com perucas ou apliques em diferentes estilos e cores, que aliás, são bastante marcantes nas composições.

Eu amo [Hair] porque é ousado e divertido ao mesmo tempo.

– Rena Effendi, fotógrafa do Azerbaijão.

A fundação World Press Photo publicou em 2014 um video (em inglês) com um breve depoimento de Émilie sobre seu trabalho. Nele, ela explica seu interesse em capturar a estética da mulher africana como um visual único, resultado de influências afro-americanas.

Quando eu perguntava para essas mulheres por que elas escolhiam esses estilos de cabelo, a primeira coisa que elas me diziam era ‘porque eu quero parecer como a Rihanna ou a Beyoncé. […] Para mim era incrível, estar no oeste da África e ter essa enorme influência afro-americana. […] E é doloroso, é caro; elas compram cabelos brasileiros, cabelos de verdade que custam 150 dólares…

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Mais de Fernanda Garcia

Como Sailor Moon empoderou crianças

A Vice lançou neste mês de março uma série chamada “American Obsessions” onde eles apresentam com mini documentários um olhar sobre a tendência que rola na consciência americana. O mais recente episódio mostra como Sailor Moon influenciou positivamente a vida de algumas crianças nos anos 90, enquanto passavam por questões de identidade, gênero e aceitação.

 

 
No início do documentário, Charlene Ingram diz:

“Sailor Moon tem uma mensagem muito pura, que é fácil de entender superficialmente, mas se você se aprofundar vê que tem várias, várias camadas. Se você ver como uma forma muito básica de um time de garotas derrotando seus inimigos, isso é fácil de entender. Mas quando você olha para as personalidades das personagens e até dos vilões, isso se torna bastante complexo”.

 

 
Outro fã, Barry, lembra:

“Quando eu estava na escola as outras crianças cantavam músicas sobre me matar, pulando em círculos ao meu redor […]. Eu não tive [na infância] a experiência de ter amigos, mas ‘Sailor Moon’ estava sempre mostrando quão legal era ter amigos, como era incrível… E ela era tão boa com eles… Eu sempre pensava: ‘quando tiver amigos, serei bom assim também”.

 

 
No dia internacional da Sailor Moon em Nova York, vemos o depoimento de Alex, que conta que este é um dia em que eles podem se sentir livres, onde encontram pessoas do passado que os ajudaram a se sentirem mais fortes.

Sailor Moon mostra fantásticas heroínas que não têm vergonha de suas identidades e acho que isso nos une.

Ainda não temos uma versão legendada em português, mas para quem quiser (e puder) ver na íntegra em inglês mesmo, dá o play abaixo! :)

 

 

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