Conheça: Pan Alves

Conheça Pân Alves, fotógrafa

Conheça Pamela Santana Alves, artista de 29 anos de idade que mora e fotografa em São Paulo. Formada no curso superior de fotografia na Universidade Anhembi Morumbi, trabalhou com fotografia de moda tendo publicações nacionais e internacionais de seus trabalhos. Desenvolveu a partir dessa experiência uma estética minimalista que expressasse suas paisagens interiores.

 

 

Conheci seu trabalho em uma exposição aqui em São Paulo e achei suas obras tão sensíveis e leves. Com um senso de estética apurado, ela trabalha a sensibilidade e as mãos, expressadas através de cores claras em tom de amanhecer. Decidimos bater um papo com ela, que você pode conferir na entrevistinha a seguir:

 
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Ovelha: Como e quando você se interessou em fotografia?

Engraçado, não sei responder com exatidão, mas eu sempre fotografava quando eu era pequena, a câmera da família sempre ficava na minha mão. Foi natural eu procurar conhecer mais sobre a fotografia quando cresci.

Ovelha: Você se lembra da sua primeira câmera?

Ah, eu tinha uma camerinha analógica da Kodak quando era pequena, fazia altas fotos loucas das viagens. Mas a primeira em sã consciência foi uma Pentax K1000 linda!

 
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Ovelha: Filme ou digital? Quais são as vantagens de cada um?

Depende da intenção, da pesquisa né? Eu sempre falo para os amigos iniciantes a começarem fotografando com filme, a percepção sobre seu próprio olhar é muito mais aguçado no analógico. Eu sinto aquele frio na barriga sempre que faço um filme novo, é sempre uma descoberta. Mas com a praticidade vem a digital, né? Tudo na hora, passa pro Instagram rapidinho e fica muito mais econômico, infelizmente.

 
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Ovelha: Conta um pouco mais sobre o que você mais gosta de fotografar.

Eu gosto muito de fotografar pessoas, interações com a natureza, detalhes, muitos detalhes. Esses tempos eu tenho gostado muito de fotografar coisas de decoração, lugares, coisas… Tem muita coisa bonita me chamando a atenção.

 

Ovelha: Como você trabalha com suas modelos/amigas nas fotos?

Eu sempre procuro deixar a pessoa bem à vontade, até falo besteiras se precisar para descontrair, é muito importante adquirir uma certa proximidade da pessoa ali no momento das fotos, porque o sentimento, a leveza, tudo transparece na foto, e é assim que eu quero que seja mesmo.

 

Ovelha: O que mais te inspira?

Nossa, difícil… eu acho que me inspiro muito em tudo, um pouco de tudo, nas coisas boas e ruins. Eu quando estou triste tenho algumas inspirações, por exemplo. O dia-a-dia tá sempre me mostrando pra onde eu devo olhar.

 
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Ovelha: Qual reação você espera passar para as pessoas com seu trabalho?

Eu quero que a pessoa que vê, seja a mesma que foi fotografada, que seja eu também. Que haja sentimento, no antes e no depois do processo de fotografar.

 

Ovelha: Quais câmeras você usa? Tem alguma preferida?

Eu tenho a Pentax k1000 que eu amo, mas ela trava muito. E uso a Cânon 6D, essa é a guerreira do dia a dia mesmo. Eu sou uma péssima entendedora de equipamentos, eu tenho aquelas que me atendem bem e tô satisfeita por hora.

 
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Ovelha: Se você não fosse fotógrafa, o que seria?

Vixi… hahaha, eu sempre penso nisso. Cada hora que você me perguntar isso, pode ser que a resposta seja diferente, sabe? Hoje eu arrisco dizer chef de cozinha ou envolvida em alguma área de cinema.

 

Ovelha: Se você pudesse fotografar qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, como seria?

Acho que nunca pensei nisso, de verdade, não tem uma pessoa ou lugar tão especial assim, pensando em foto. Eu quero muito conhecer o mundo, e nisso eu fotografaria pessoas diferentes e lugares incríveis, né?

 
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Ovelha: Quais outras fotógrafas você admira?

Eu admiro muitas fotógrafas, tanto (as que estão) longe, quanto perto. Por exemplo, eu me inspiro muito na Martina Matêncio, Annette Pehrsson, Cris Romagosa e Lieke Romeijn. E tem umas meninas maravilhosas que tem um trabalho maravilhoso e que uso de inspiração também aqui no Brasil: Perola Dutra, Naira Mattia, Janis Lima, Pryscilla Dantas, Ju Colinas, Eduarda Hipolito e Carine Wallauer. Vale a pena conhecer o trabalho delas.

 

Ovelha: Você está trabalhando em algum projeto no momento?

Estou agora envolvida em um projeto para retratar jovens afro descendentes. A ideia é usar a mesma linguagem que tenho para ressaltar a beleza da pele negra, com sutileza e sensibilidade.

 
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Ovelha: Qual foi o momento que você se sentiu mais feliz fotografando?

Acho que foi quando eu comecei esse meu trabalho autoral, foi que nem criança dando os primeiros passos. Ver que eu tinha me encontrado dentro de alguma forma de fotografar, foi muito legal.

 

Ovelha: Se você pudesse escolher uma trilha sonora para descrever suas fotos, qual seria?

Nossa eu tenho trilha sonora para tudo, chega até a ser um toque (risos)! Mas eu vou de Beach House, para ser mais objetiva.

 
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Mais de Bárbara Malagoli

Resenha do amor: Ghost World

Olá, eu sou Bárbara Malagoli, tudo bom? :)
Além de designer e ilustradora, sou fascinada por quadrinhos e mangás (faz sentido né? *risos*). Pra quem não sabe, faço parte do time de arte da Ovelha, mas também estou aqui para escrever resenhas legais e dicas pra quem curte esse universo gráfico, mas não sabe nem por onde começar e na real tá meio cansada de só ver homens bombados de cuecas pra fora da calça.

Nada contra os super heróis, mas o mundo do quadrinho é tão extenso e lindo que seria um desperdício ficar numa prateleira só.

 
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Começaremos pelas Super Heroínas do nosso universo. Mais especificamente do universo Daniel Clowes, que em Ghost World conta a história de Enid e Rebecca, duas adolescentes inteligentes e irônicas que acabaram de se formar no colegial e estão naquela fase crise-existencial-o-que-será-de-mim (aliás, alguém já saiu dela?).

 
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Nem crianças, nem adultas, entediadas com suas vidas em uma pequena cidade norte-americana no começo dos anos 90. As duas amigas perambulam pelos subúrbios, dando voltas pelo mundo fantasma. Elas representam uma geração de jovens em busca de uma saída diferente da realidade e uma negação constante de pertencerem ao mundo adulto #ifeelubro
 
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Além da do dia-a-dia das meninas, a relação delas e suas pequenas desaventuras, é muito fácil se apegar a personagem principal, Enid. Ela é mais que um personagem de quadrinho, ela virou um ícone de todas as meninas que sentem não se encaixar em lugar algum.

 

 
O quadrinho fez tanto sucesso que ganhou uma LINDA adaptação para o cinema pelo diretor Terry Zwigoff com as atrizes Thora Birch e Scarlet Johansson (novinhas) nos papéis principais…

 
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… e com o Steve Buscemi todo charmoso!

 
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Além do filme ser super bem ambientado, dá vontade de comprar todas as roupas delas, principalmente da Enid.

 
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O filme é uma linda adaptação para o cinema de um quadrinho tão sensível e bem escrito direcionado para meninas pré-adolescentes procurando seu lugar no mundo *clap clap clap* (deu até vontade de assistir outra vez depois desse post).

 
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E se você também curte uma boa trilha-sonora…

 

 
AGORA PARE! Que fique avisado aqui por mim, sua amiga, que Ghost World é um quadrinho do tipo sobremesa, pra saborear e apreciar aos poucos, dar atenção as cores, ler com calma cada capítulo. FIKDIK, pois me arrependi depois com a velocidade que DEVOREI a obra, hahaha!

 
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Espero que curtam, até a próxima! ;)

 
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Leia mais
Pamela Santana Alves, artista de 29 anos de idade que mora e fotografa em São Paulo. Formada no curso superior de fotografia na Universidade Anhembi Morumbi, trabalhou com fotografia de moda tendo publicações nacionais e internacionais de seus trabalhos. Desenvolveu a partir dessa experiência uma estética minimalista que expressasse suas paisagens interiores.

 

 

Conheci seu trabalho em uma exposição aqui em São Paulo e achei suas obras tão sensíveis e leves. Com um senso de estética apurado, ela trabalha a sensibilidade e as mãos, expressadas através de cores claras em tom de amanhecer. Decidimos bater um papo com ela, que você pode conferir na entrevistinha a seguir:

 
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Ovelha: Como e quando você se interessou em fotografia?

Engraçado, não sei responder com exatidão, mas eu sempre fotografava quando eu era pequena, a câmera da família sempre ficava na minha mão. Foi natural eu procurar conhecer mais sobre a fotografia quando cresci.

Ovelha: Você se lembra da sua primeira câmera?

Ah, eu tinha uma camerinha analógica da Kodak quando era pequena, fazia altas fotos loucas das viagens. Mas a primeira em sã consciência foi uma Pentax K1000 linda!

 
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Ovelha: Filme ou digital? Quais são as vantagens de cada um?

Depende da intenção, da pesquisa né? Eu sempre falo para os amigos iniciantes a começarem fotografando com filme, a percepção sobre seu próprio olhar é muito mais aguçado no analógico. Eu sinto aquele frio na barriga sempre que faço um filme novo, é sempre uma descoberta. Mas com a praticidade vem a digital, né? Tudo na hora, passa pro Instagram rapidinho e fica muito mais econômico, infelizmente.

 
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Ovelha: Conta um pouco mais sobre o que você mais gosta de fotografar.

Eu gosto muito de fotografar pessoas, interações com a natureza, detalhes, muitos detalhes. Esses tempos eu tenho gostado muito de fotografar coisas de decoração, lugares, coisas… Tem muita coisa bonita me chamando a atenção.

 

Ovelha: Como você trabalha com suas modelos/amigas nas fotos?

Eu sempre procuro deixar a pessoa bem à vontade, até falo besteiras se precisar para descontrair, é muito importante adquirir uma certa proximidade da pessoa ali no momento das fotos, porque o sentimento, a leveza, tudo transparece na foto, e é assim que eu quero que seja mesmo.

 

Ovelha: O que mais te inspira?

Nossa, difícil… eu acho que me inspiro muito em tudo, um pouco de tudo, nas coisas boas e ruins. Eu quando estou triste tenho algumas inspirações, por exemplo. O dia-a-dia tá sempre me mostrando pra onde eu devo olhar.

 
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Ovelha: Qual reação você espera passar para as pessoas com seu trabalho?

Eu quero que a pessoa que vê, seja a mesma que foi fotografada, que seja eu também. Que haja sentimento, no antes e no depois do processo de fotografar.

 

Ovelha: Quais câmeras você usa? Tem alguma preferida?

Eu tenho a Pentax k1000 que eu amo, mas ela trava muito. E uso a Cânon 6D, essa é a guerreira do dia a dia mesmo. Eu sou uma péssima entendedora de equipamentos, eu tenho aquelas que me atendem bem e tô satisfeita por hora.

 
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Ovelha: Se você não fosse fotógrafa, o que seria?

Vixi… hahaha, eu sempre penso nisso. Cada hora que você me perguntar isso, pode ser que a resposta seja diferente, sabe? Hoje eu arrisco dizer chef de cozinha ou envolvida em alguma área de cinema.

 

Ovelha: Se você pudesse fotografar qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, como seria?

Acho que nunca pensei nisso, de verdade, não tem uma pessoa ou lugar tão especial assim, pensando em foto. Eu quero muito conhecer o mundo, e nisso eu fotografaria pessoas diferentes e lugares incríveis, né?

 
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Ovelha: Quais outras fotógrafas você admira?

Eu admiro muitas fotógrafas, tanto (as que estão) longe, quanto perto. Por exemplo, eu me inspiro muito na Martina Matêncio, Annette Pehrsson, Cris Romagosa e Lieke Romeijn. E tem umas meninas maravilhosas que tem um trabalho maravilhoso e que uso de inspiração também aqui no Brasil: Perola Dutra, Naira Mattia, Janis Lima, Pryscilla Dantas, Ju Colinas, Eduarda Hipolito e Carine Wallauer. Vale a pena conhecer o trabalho delas.

 

Ovelha: Você está trabalhando em algum projeto no momento?

Estou agora envolvida em um projeto para retratar jovens afro descendentes. A ideia é usar a mesma linguagem que tenho para ressaltar a beleza da pele negra, com sutileza e sensibilidade.

 
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Ovelha: Qual foi o momento que você se sentiu mais feliz fotografando?

Acho que foi quando eu comecei esse meu trabalho autoral, foi que nem criança dando os primeiros passos. Ver que eu tinha me encontrado dentro de alguma forma de fotografar, foi muito legal.

 

Ovelha: Se você pudesse escolher uma trilha sonora para descrever suas fotos, qual seria?

Nossa eu tenho trilha sonora para tudo, chega até a ser um toque (risos)! Mas eu vou de Beach House, para ser mais objetiva.

 
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