Girl Crush: Riya Hamid

Uma força da natureza que rebate os padrões eurocêntricos de beleza

Faz um tempinho que eu sigo a Riya Hamid no Instagram e ela é incrível!

A poeta de 23 anos vem de Chittagong, Bangladesh, mas mora no Brooklyn, em Nova York. Além de um feed atrativo (<3) e roupas maravilhosas, a Riya tem produzido conteúdo para tentar combater os estereótipos associados às mulheres muçulmanas.

Another one by @yungwolftown 🌹

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Ela procura controlar as imagens que ela difunde de si mesma para o mundo. Sua apresentação visual ajuda a articular os diferentes gostos, interesses, paixões e experiências de uma mulher muçulmana durante uma época em que a sociedade frequentemente quer limitá-los.

p II

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No começo do ano, a Vogue publicou uma entrevista bem legal com a Riya.

Ela conta que se encontrar em meio a padrões de beleza eurocêntricos foi difícil:

Ninguém que eu via na TV ou no cinema tinha cabelo preto, pele escura, ou olhos escuros como os meus. Por causa disso, eu odiei minha aparência por muito tempo e constantemente sentia como se estivesse me afogando. Até as atrizes dos filmes de Bollywood tinham, majoritariamente, peles claras e traços europeus.

The darker I get, the more I love myself 🌴

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Instagram da Riya / Site da Riya

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Por mais mulheres na programação

Tem muita menina por aí que adoraria estudar computação, aprender mais sobre programação e trabalhar com tecnologia, mas a participação feminina no mercado de TI ainda é super pequena. Pra ter uma ideia, dos 7.339 formados em ciências da computação em 2010, apenas 1091 (14,8%) eram programadoras, segundo o Inep. Em 2015, de um total de 330 ingressantes do curso de Computação da USP, apenas 38 eram mulheres.

Muitas vezes, essa disparidade é encarada de forma naturalizada, como se homens fossem biologicamente mais aptos a se envolverem com tecnologia. Mas sabemos que essa é uma realidade que foi construída socialmente. Muitas das pioneiras da computação eram mulheres, e por muito tempo o número de mulheres estudando o assunto crescia mais rápido que o número de homens. Nesse artigo da NPR, entendemos que na década de 80, ao mesmo tempo em que a participação das mulheres no campo da computação começou a diminuir, os computadores passaram a ser comercializados mais amplamente, sendo promovidos como brinquedos “para meninos”.

 
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Hoje em dia, filmes e séries continuam a retratar o mercado de TI como um espaço quase que exclusivamente masculino. Além da falta de referências femininas nas áreas de exatas, vivemos em um cenário em que poucas escolas incentivam suas alunas a programarem. Isso tudo acaba invisibilizando a existência de mulheres programadoras e inibindo que mais meninas se envolvam com a área.

 
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Considerando o quão importante é a programação para o empoderamento feminino, surge o Minas Programam, uma iniciativa que quer ajudar a desconstruir a noção de que os homens são mais aptos a programar. O projeto vai promover um curso de formação básica para mulheres que queiram saber mais sobre programação, mas não sabem por onde começar.

No dia 1º de agosto, às 17h, vai rolar o Debate #MinasProgramam, uma conversa com mulheres incríveis que trabalham com tecnologia. Vai ser um espaço para compartilhar experiências, falar de desigualdade de gênero, e construir coletivamente o curso de programação que acontecerá durante o segundo semestre.

Se você tá com vontade de aprender a programar ou quer saber mais sobre mulheres e tecnologia, você pode acompanhar o Minas Programam pelo Facebook e pelo Twitter.

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