A poeta de 23 anos vem de Chittagong, Bangladesh, mas mora no Brooklyn, em Nova York. Além de um feed atrativo (<3) e roupas maravilhosas, a Riya tem produzido conteúdo para tentar combater os estereótipos associados às mulheres muçulmanas.
Ela procura controlar as imagens que ela difunde de si mesma para o mundo. Sua apresentação visual ajuda a articular os diferentes gostos, interesses, paixões e experiências de uma mulher muçulmana durante uma época em que a sociedade frequentemente quer limitá-los.
Ela conta que se encontrar em meio a padrões de beleza eurocêntricos foi difícil:
Ninguém que eu via na TV ou no cinema tinha cabelo preto, pele escura, ou olhos escuros como os meus. Por causa disso, eu odiei minha aparência por muito tempo e constantemente sentia como se estivesse me afogando. Até as atrizes dos filmes de Bollywood tinham, majoritariamente, peles claras e traços europeus.
Assim que a Beyoncé lançou Lemonade, o mundo todo conheceu o trabalho maravilhoso da poeta somali-britânica Warsan Shire.
Para dar visibilidade para Shire e outras mulheres africanas que têm produzido muita coisa boa, o site OkayAfrica fez uma lista sensacional de 7 poetas africanas que todo mundo deveria conhecer. São autoras que falam sobre amor, identidade, sobre ser mulher. Infelizmente uma boa parte do trabalho dessas mulheres ainda não está traduzido, mas deixamos as indicações pra vocês ;)
Pouco se sabe sobre a Nayyirah – ela tende a ser meio reclusa. Ela mora nos EUA e escreve sobre identidade, imigração e amor próprio em sonetos poderosos. Ela já lançou dois livros: Salt(2013) e Nejma(2014).
Ladan Osman é uma poeta e professora somali. Seu trabalho atravessa muito os temas de identidade, especificamente sua herança somali e sua identidade como muçulmana.
Numa entrevista à Paris Review, ela explicou que é importante para ela falar sobre como as pessoas sempre tentam substituir as próprias narrativas. Em 2011, Ladan ganhou o prêmio Sillerman First Book Prize pela sua obra The Kitchen Dweller’s Testimony.
A Ijeoma começou seu trabalho através do Tumblr. Ela é uma poeta nascida e criada em Lagos, na Nigéria, e publicou sua primeira coleção de poemas, chamada Questions for Ada, em agosto de 2015. Partindo de sua trajetória pessoal, Ijeoma fala sobre ser uma mulher, ser estrangeira e ser amada.
“So, here you are/ too foreign for home/ too foreign for here./ Never enough for both.” (Então, aqui está você/ muito estrangeira em casa/ muito estrangeira aqui./ Nunca o suficiente para ambos) ― Ijeoma Umebinyuo, Questions for Ada
A autora sudanesa cresceu em Washington, D.C., nos EUA. Ela é uma das editoras do Kinfolks Quarterly, uma publicação de expressão negra que ganhou o prêmio Brunel University African Poetry em 2015.
A Safia fala muito sobre identidade e pertencimento. Ela já publicou uma pequena coleção de poemas chamada The Life and Times of Susie Knuckles e vai publicar uma segunda coleção em 2017, chamada The January Children.
Filha de uma mãe jamaicana e um pai nigeriano, a Yrsa publicou seu primeiro livro bone em 2014. A atriz e autora fala muito sobre sexualidade, ser mulher, depressão, autoconfiança e independência.
A Upile Chisala é uma poeta do Malawi (gente, vocês sabiam que quem nasceu no Malawi é malaviana? eu não). Além de ser uma ótima poeta, a Upile acabou de ser aceita na Oxford University (u-a-u). Ela também criou a Yanja Series, um encontro mensal para mulheres não-brancas de Baltimore se expressarem e serem criativas juntas.
Em 2015, a Upile publicou sua primeira coleção de poemas, a soft magic. Nessa obra, ela explora gênero, identidade, diáspora e auto-cuidado. Sigam o Instagram dela e o Twitter.
can’t I just be a black woman that loves herself in peace? / without having to explain why my skin/ ( be it light honey or molasses)/ is a dream?/ why my hair/ (coarse or sleek)/ is a crown?/ can’t I just be a black woman that loves being a black woman/ without having to be sorry/ or humble/ or polite about it?/ Damn it!/ who else has to justify loving themselves like this?/ who else has to fight for the right to call themselves a blessing?/ Goodness,/ can’t I just be a black woman that loves herself in peace??!!? ― Upile Chisala
A Warshan nasceu no Quênia e seus pais são Somalis. Sua família se mudou para o Reino Unido quando ela tinha 1 ano. Além da obra Teaching My Mother How to Give Birth, a Warsan também lançou Her Blue Body em 2015. Atualmente, ela está trabalhando em uma coleção de poemas, que será lançada em 2016, chamada Extreme Girlhood.
Aqui embaixo tem um vídeo do poema “For Women Who Are Difficult to Love”. E pra quem tá louca pra ler Warsan em português, tem esse tumblr incrível aqui, onde a obra dela está sendo traduzida <3!