Lançamento do ‘Nós, Madalenas’

A fotógrafa Maria Ribeiro convida mulheres a escreverem em seus corpos o que o feminismo significa para elas. Foi assim que começou a série de retratos em preto e branco “Nós, Madalenas – Uma palavra pelo feminismo”.

Com a criação do Tumblr, o projeto – que questiona os padrões estéticos impostos pela sociedade – repercutiu nas redes sociais. Ao longo de quase dois anos, foram 100 registros de mulheres de várias idades, cores, formas e contextos, reunidos no livro “Nós, Madalenas”, que será lançado nesta quinta em SP.

A ideia surgiu a partir das histórias contadas pelas fotografadas. Além das 100 imagens capturadas, o livro “Nós, Madalenas” tem relatos das participantes, que falam de suas experiências e relações com palavras como descoberta, aceitação, resistência, utopia, periferia e coragem. Segundo a fotógrafa, o livro “é um retrato da diversidade das facetas do movimento feminista em mulheres tão diversas em nossa sociedade, mostrando que o feminismo muda percepções, aumenta a autoestima, empodera e transforma vidas”.

[separator type="thin"]

Lançamento do livro ‘Nós, Madalenas’
Quando: dia 10 de dezembro, quinta-feira
Onde: no Mezanino da Loja de Artes da Livraria Cultura do Conjunto Nacional
Horário: das 18h às 21h30

A abertura do evento contará com o debate “Padrões estéticos, feminismo e a relação da mulher com o próprio corpo”, com mediação de Jarid Arraes (Revista Fórum) e Vanessa Rodrigues (Casa de Lua). Participam: Djamila Ribeiro (Carta Capital), Joice Berth (Imprensa Feminista), Semayat Oliveria (Nós, Mulheres da Periferia) e Verinha Dias (Feminismo sem Demagogia).

[caption id="attachment_8131" align="aligncenter" width="1280"]Sensibilidade - Larissa Rosa Sensibilidade – Larissa Rosa[/caption] [caption id="attachment_8130" align="aligncenter" width="900"]Renascer - Li Lie Renascer – Li Lie[/caption] [caption id="attachment_8128" align="aligncenter" width="900"]Inquietude - Daniela Sciencio Inquietude – Daniela Sciencio[/caption] [caption id="attachment_8127" align="aligncenter" width="900"]Narrativa - Vanessa Rodrigues Narrativa – Vanessa Rodrigues[/caption]
Mais de Letícia Mendes

Assista: todos os filmes da Ava DuVernay

Diretora, produtora, roteirista, distribuidora de filmes… a norte-americana Ava DuVernay, de 45 anos, é uma das mais importantes vozes sobre representatividade em Hollywood atualmente. Ava é a primeira mulher negra da história a dirigir um filme com orçamento de US$ 100 milhões. Ava também é a primeira cineasta negra a ser indicada ao Oscar de documentário por “A 13ª Emenda”.

Ou seja, é MUITO importante conhecermos e divulgarmos a obra dela. Ava se formou em Inglês e Estudos Afro-americanos e chegou a trabalhar com relações públicas. Segundo o site IMDb, ela já soma em seu currículo 18 trabalhos apenas como diretora.

Seu 1º longa-metragem é o documentário “This is The Life”, de (2008), que conta a história dos artistas que fizeram parte do movimento de hip-hop “The Good Life”.

Em 2010, ela dirigiu um documentário para a TV chamado “My Mic Sounds Nice: The Truth About Women in Hip Hop” (que eu não sei se tem disponível para ver na internet), e o longa de ficção “I Will Follow”, sobre uma mulher que tem que aprender a lidar com o luto da morte da tia.

Em 2012, Ava DuVernay dirigiu um episódio da série de TV “Scandal”, e lançou o belíssimo filme “Middle of Nowhere”, uma trama que começa quando o marido da personagem Ruby é condenado a oito anos de prisão.

Não sabemos o que ele fez para estar ali – só sabemos que ela fará de tudo, inclusive largar os estudos de Medicina, para poder visitá-lo sempre que possível. A cadeia fica num lugar distante e Ruby ainda é enfermeira em um hospital e cuida do sobrinho para a irmã poder trabalhar. É uma história bem emocionante.

Maaaas foi só em 2014 que o mundo pôde saber da existência da cineasta por causa da repercussão em torno de “Selma: Uma Luta Pela Igualdade”, pelo qual disputou o Oscar de melhor filme.

“Selma” retrata a luta de Martin Luther King Jr. pelo direito de voto dos negros em uma campanha que culminou na marcha de Selma a Montgomery, no Alabama, e que convenceu o presidente Johnson a implementar a Lei dos Direitos de Voto em 1965.

Em outubro de 2016, Ava lançou em parceria com a Netflix o documentário “A 13ª Emenda”, que analisa o racismo nos EUA, focando no sistema prisional do país, que tem maioria de prisioneiros negros. É um dos melhores filmes que eu vi ultimamente.

Ava DuVernay declarou, em comunicado:

O filme é uma resposta às minhas perguntas sobre como e por que motivo nos tornamos a nação com mais prisioneiros no mundo, como e por qual motivo enxergamos alguns de nossos cidadãos como criminosos natos, como e por qual motivo boas pessoas permitem que essa injustiça continue acontecendo, geração após geração

Ava DuVernay também é fundadora do coletivo de distribuição Array, focado em mulheres e minorias, e criadora da série “Queen Sugar” (2016-), que foi renovada para a terceira temporada. A série tem todos os episódios dirigidos por mulheres e vai ao ar pela emissora americana OWN, da Oprah Winfrey.

Para 2018, está prevista a estreia de “Uma Dobra no Tempo” (o tal filme com orçamento de US$ 100 milhões).

Baseado no best-seller de Madeleine L’Engle e com roteiro de Jennifer Lee (“Frozen”), o filme conta a história de uma menina (Storm Reid) que sai em busca do pai, um cientista que desaparece em meio a um projeto misterioso. O elenco conta com Oprah Winfrey, Mindy Kaling, Reese Witherspoon e Chris Pine.

Precisamos ficar atentas a tudo o que a Ava DuVernay fizer pois sempre será um trabalho político, voltado à diversidade, à história dos negros e das mulheres.

Leia mais
“Nós, Madalenas – Uma palavra pelo feminismo”.

Com a criação do Tumblr, o projeto – que questiona os padrões estéticos impostos pela sociedade – repercutiu nas redes sociais. Ao longo de quase dois anos, foram 100 registros de mulheres de várias idades, cores, formas e contextos, reunidos no livro “Nós, Madalenas”, que será lançado nesta quinta em SP.

A ideia surgiu a partir das histórias contadas pelas fotografadas. Além das 100 imagens capturadas, o livro “Nós, Madalenas” tem relatos das participantes, que falam de suas experiências e relações com palavras como descoberta, aceitação, resistência, utopia, periferia e coragem. Segundo a fotógrafa, o livro “é um retrato da diversidade das facetas do movimento feminista em mulheres tão diversas em nossa sociedade, mostrando que o feminismo muda percepções, aumenta a autoestima, empodera e transforma vidas”.

Lançamento do livro ‘Nós, Madalenas’
Quando: dia 10 de dezembro, quinta-feira
Onde: no Mezanino da Loja de Artes da Livraria Cultura do Conjunto Nacional
Horário: das 18h às 21h30

A abertura do evento contará com o debate “Padrões estéticos, feminismo e a relação da mulher com o próprio corpo”, com mediação de Jarid Arraes (Revista Fórum) e Vanessa Rodrigues (Casa de Lua). Participam: Djamila Ribeiro (Carta Capital), Joice Berth (Imprensa Feminista), Semayat Oliveria (Nós, Mulheres da Periferia) e Verinha Dias (Feminismo sem Demagogia).

" />