Links da semana

'Reclamation' (Foto: Tess Altman)

Olá, ovelhitas!

Mais uma semana com um monte de coisas legais, importantes e inspiradoras que vimos e achamos que merecem a atenção de vocês.


// YANDÊ

A Noisey fez uma matéria sobre a primeira rádio indígena online do Brasil. Leia aqui.

[caption id="attachment_10641" align="aligncenter" width="700"]A cantora maranhense Zahy Guajajara. Foto: George Magaraia A cantora maranhense Zahy Guajajara. Foto: George Magaraia[/caption]

 


// DOMINATRIX

Karmenife Paulino tinha 22 anos quando foi estuprada por um cara de uma fraternidade da Universidade de Wesleyan, em Connecticut, Estados Unidos (aliás, assistam ao documentário “The hunting ground”, no Netflix).

Com a fotógrafa Tess Altman, ela criou uma série de fotos chamada “Reclamation”, em que ela posa de dominatrix em frente à fraternidade em que foi violentada. Leia mais aqui.

 


// VIOLÊNCIA NA USP

Residência estudantil da USP, o Crusp, tem pelo menos um agressor de mulher por andar. Leia aqui.

 


// BATEKOO

Matéria sobre a Batekoo, festa para gays, lésbicas e transexuais negros que acontece em SP. Aqui.

 


// MERCADO DE TRABALHO

Entrevista com Angela Christina Lucas, professora de gestão de pessoas e comportamento organizacional no Centro Universitário FEI, que aponta como os RHs cometem injustiças contra as mulheres.

 


// QUANDO?

A revista Select fez uma edição bem boa sobre feminismo. Eu destaco essa resposta da Eliane Robert de Moraes, que foi minha professora na PUC-SP e é musa da vida.

O mundo deixará de ser machista quando nós, mulheres, formos todas respeitadas. O mundo deixará de ser machista quando formos todas respeitadas nos espaços privados e nos espaços públicos. Todas, sem exceção: as que usam biquíni e as que usam burca. E também as que usam outras vestimentas. E ainda as que preferem não usar nada. O mundo deixará de ser machista quando as mulheres usarem biquínis ou burcas ou qualquer outra vestimenta ou mesmo nada por desejo próprio. E o mundo esquecerá que um dia terá sido machista quando o respeito dos homens e das instituições pelas mulheres for não mais uma obrigação, mas um desejo de todos. Todos, sem exceção. Vai ser festa.

http://www.select.art.br/8410-2/

 


// NEGRA NO CINEMA BR

Juliana Gonçalves e Renata Martins entrevistaram Adélia Sampaio, a primeira cineasta negra a dirigir um longa-metragem. “Cinema é, sem dúvida, uma arte elitista, aí chega uma preta, filha de empregada doméstica e diz que vai chegar à direção, claro que foi difícil! Até porque me dividia entre fazer cinema e criar meus dois filhos”.

Vale a leitura!

 


// PILAR

A “TPM” publicou uma entrevista com a jornalista Pilar del Río, viúva do escritor José Saramago. E é uma das coisas mais lindas que eu li essa semana. Clique aqui.

[caption id="attachment_10643" align="aligncenter" width="650"]Cena do filme 'José e Pilar' Cena do filme ‘José e Pilar’[/caption]

 


// LITERATURA

Sobre mulheres escritoras, por Luisa Geisler, no blog da Companhia das Letras.

 


// KIERNAN SHIPKA

“Mad men” pode ter acabado, mas Sally Draper sempre estará nos nossos corações. Veja esse ensaio maravilhoso e uma entrevista com a atriz Kiernan Shipka feita pela “Dazed”.

 


// LEIA MULHERES

A “Time” divulgou uma lista das 100 escritoras mais lidas em faculdades norte-americanas. Vamos ler mais mulheres!

 


Até a próxima semana! Força \o/

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Jemima Kirke fala sobre aborto

Conheci a Jemima Kirke em 2012 por causa da série Girls. Me apaixonei e logo digitei o nome dela no Google e vi que, além de ser filha de hipsters e artista plástica, ela é dessas que faz ensaio sensual grávida, tipo muito grávida. Ela mora em Nova York com seu marido, Michael Mosberg, e seus dois filhos, Rafaella, de 4 anos, e Memphis, de 3.

E não é que hoje foi divulgado um vídeo da Center for Reproductive Rights em que essa atriz e mãe belíssima conta que já fez um aborto, defende os direitos reprodutivos da mulher e encoraja outras mulheres a compartilharem suas histórias. Assista lá no topo da matéria.

“Eu sempre senti que as questões reprodutivas devem ser algo que as mulheres, especialmente, devem ser capazes de falar livremente, especialmente entre si”, diz Jemima, que tem 29 anos. “Eu ainda vejo vergonha e constrangimento em torno da interrupção da gestação, ficar grávida, então eu sempre fui aberta sobre minhas histórias, sempre as compartilhei, especialmente com outras mulheres.”

 

 

No vídeo, Jemima conta que decidiu fazer um aborto em 2007, quando era estudante universitária em Rhode Island. “Eu não tinha certeza se queria estar ligada a este cara para o resto da minha vida. Minha vida simplesmente não era propícia para a criação de uma criança feliz, saudável. Eu apenas não senti que era justo.”

Ela diz que não usou anestesia durante o procedimento para economizar dinheiro. “Eu tive que esvaziar minha conta corrente, tudo que eu tinha lá, e eu tinha que conseguir algum do meu namorado”, conta, acrescentando que manteve isso em segredo de sua mãe.

 

jemima

 

Sim, é muito complicado falar sobre aborto. Ainda mais no país em que vivemos em que o debate sobre o assunto não mobiliza a população muito menos políticos. Talvez, a gente tenha que pensar menos em aborto e mais no poder da mulher em decidir sobre seu corpo. Em alguns países, as mulheres já conquistaram o direito de decidir interromper ou não uma gravidez.

E é isso aí! Isso não quer dizer que nós vamos parar de usar métodos contraceptivos. Iniciativas como essa da Jemima Kirke e de atrizes brasileiras, como Leandra Leal e Alessandra Negrini, que também já declararam sua posição, têm que ser compartilhadas para que mais pessoas se engajem a favor da legalização do aborto.

Leia mais
Leia aqui.

 


// DOMINATRIX

Karmenife Paulino tinha 22 anos quando foi estuprada por um cara de uma fraternidade da Universidade de Wesleyan, em Connecticut, Estados Unidos (aliás, assistam ao documentário “The hunting ground”, no Netflix).

Com a fotógrafa Tess Altman, ela criou uma série de fotos chamada “Reclamation”, em que ela posa de dominatrix em frente à fraternidade em que foi violentada. Leia mais aqui.

 


// VIOLÊNCIA NA USP

Residência estudantil da USP, o Crusp, tem pelo menos um agressor de mulher por andar. Leia aqui.

 


// BATEKOO

Matéria sobre a Batekoo, festa para gays, lésbicas e transexuais negros que acontece em SP. Aqui.

 


// MERCADO DE TRABALHO

Entrevista com Angela Christina Lucas, professora de gestão de pessoas e comportamento organizacional no Centro Universitário FEI, que aponta como os RHs cometem injustiças contra as mulheres.

 


// QUANDO?

A revista Select fez uma edição bem boa sobre feminismo. Eu destaco essa resposta da Eliane Robert de Moraes, que foi minha professora na PUC-SP e é musa da vida.

O mundo deixará de ser machista quando nós, mulheres, formos todas respeitadas. O mundo deixará de ser machista quando formos todas respeitadas nos espaços privados e nos espaços públicos. Todas, sem exceção: as que usam biquíni e as que usam burca. E também as que usam outras vestimentas. E ainda as que preferem não usar nada. O mundo deixará de ser machista quando as mulheres usarem biquínis ou burcas ou qualquer outra vestimenta ou mesmo nada por desejo próprio. E o mundo esquecerá que um dia terá sido machista quando o respeito dos homens e das instituições pelas mulheres for não mais uma obrigação, mas um desejo de todos. Todos, sem exceção. Vai ser festa.

http://www.select.art.br/8410-2/

 


// NEGRA NO CINEMA BR

Juliana Gonçalves e Renata Martins entrevistaram Adélia Sampaio, a primeira cineasta negra a dirigir um longa-metragem. “Cinema é, sem dúvida, uma arte elitista, aí chega uma preta, filha de empregada doméstica e diz que vai chegar à direção, claro que foi difícil! Até porque me dividia entre fazer cinema e criar meus dois filhos”.

Vale a leitura!

 


// PILAR

A “TPM” publicou uma entrevista com a jornalista Pilar del Río, viúva do escritor José Saramago. E é uma das coisas mais lindas que eu li essa semana. Clique aqui.

 


// LITERATURA

Sobre mulheres escritoras, por Luisa Geisler, no blog da Companhia das Letras.

 


// KIERNAN SHIPKA

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// LEIA MULHERES

A “Time” divulgou uma lista das 100 escritoras mais lidas em faculdades norte-americanas. Vamos ler mais mulheres!

 


Até a próxima semana! Força \o/

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