Sete entre todas de Sorocaba

Eu conheci a Naíra em meados de 2008, em uma comunidade do Orkut, rs.
A Nae, como também é chamada, sempre foi um amor comigo, pena que nos vimos tão pouco. Ela é de Sorocaba (SP), uma cidade grande mas ainda bastante segregada, “tipo Rei do Gado” como ela diz. Eu não tinha a menor ideia disso até ela me contar. Uma divisão por famílias, grana e status.

Bem, fiquei sabendo que rolou uma tal lista das “7 mais estilosas de Sorocaba“, mas que vamos combinar – sem desmerecer ou diminuir ninguém – esse título poderia tranquilamente ser substituído por “As 7 mais privilegiadas de Sorocaba”.

[caption id="attachment_9753" align="aligncenter" width="1024"]Ametista e Alice Ametista e Alice[/caption]

Foi na contra-partida, com a idéia de criar algo mais diversificado, mostrando garotas lindas, estilosas e fora dos “padrões sociais” de beleza, que a Nae se juntou à amiga Marina para criar o conteúdo das Sete Entre Todas no setemais.tumblr.com.

A Marina foi sondando algumas meninas, fotografando – um verdadeiro trabalho de quem realmente se propõe a fazer uma pesquisa antes de fazer uma lista né gente.
Elas entraram em contato inclusive com uma advogada, para saber se não poderia rolar um senhor processo nelas por outras partes.

[caption id="attachment_9751" align="aligncenter" width="1024"]Denise Teófilo Denise Teófilo[/caption]

Elas faziam questão de mostrar garotas diferentes: corpos, estilos, vidas. Não na ideia de listá-las como o outro portal havia feito, mas uma espécie de resposta, onde elas poderiam mostrar perfis nos quais outras garotas se identificariam. A Naíra explica:

“Nossa ideia, diferente da matéria do portal, era mostrar como cada menina era única e foda. Elas não tinham o ‘corpo perfeito’, o bronzeado em dia, ‘as pernas de fora porque podiam’ (…) tudo isso tava na matéria”.

[caption id="attachment_9752" align="alignnone" width="1024"]Naíra Ibrahim Naíra Ibrahim[/caption]

“A Marina conseguiu falar com uma dona de brechó super bacana, que faz um trampo super delicado que é Fernanda Cezarino, dona do Casaqueto; Denise Teófilo que estuda economia na UFSCAR e é aquela menina que ce vê na rua e quer desmaiar de tão maravilhosa, ela tem um projeto que ensina cultura africana em escolas, é muito bacana. Ai tem a Jéssica Giancotti que é uma cabeleireira e maquiadora, feminista e DJ de uma balada de sororô; Tem a Renata Ferraz que é psicóloga e pole dancer, maríssima roqueira; Tem as trans Alice e Ametista que vieram pra Sorocaba pra conseguir trampar, uma delas trampava com aqueles negócio de captação de incentivo a cultura, não sei como funciona, mas aí ficou difícil e elas vieram pra cá tentar. E tem eu né rs”

As meninas pretendem continuar com o projeto, uma ajudando a outra nos corres todos. Mas por enquanto elas querem organizar melhor o que irá rolar daqui pra frente.
É um ótimo projeto pra gente ficar de olho :)

Veja tudinho: setemais.tumblr.com

Mais de Fernanda Garcia

Como Sailor Moon empoderou crianças

A Vice lançou neste mês de março uma série chamada “American Obsessions” onde eles apresentam com mini documentários um olhar sobre a tendência que rola na consciência americana. O mais recente episódio mostra como Sailor Moon influenciou positivamente a vida de algumas crianças nos anos 90, enquanto passavam por questões de identidade, gênero e aceitação.

 

 
No início do documentário, Charlene Ingram diz:

“Sailor Moon tem uma mensagem muito pura, que é fácil de entender superficialmente, mas se você se aprofundar vê que tem várias, várias camadas. Se você ver como uma forma muito básica de um time de garotas derrotando seus inimigos, isso é fácil de entender. Mas quando você olha para as personalidades das personagens e até dos vilões, isso se torna bastante complexo”.

 

 
Outro fã, Barry, lembra:

“Quando eu estava na escola as outras crianças cantavam músicas sobre me matar, pulando em círculos ao meu redor […]. Eu não tive [na infância] a experiência de ter amigos, mas ‘Sailor Moon’ estava sempre mostrando quão legal era ter amigos, como era incrível… E ela era tão boa com eles… Eu sempre pensava: ‘quando tiver amigos, serei bom assim também”.

 

 
No dia internacional da Sailor Moon em Nova York, vemos o depoimento de Alex, que conta que este é um dia em que eles podem se sentir livres, onde encontram pessoas do passado que os ajudaram a se sentirem mais fortes.

Sailor Moon mostra fantásticas heroínas que não têm vergonha de suas identidades e acho que isso nos une.

Ainda não temos uma versão legendada em português, mas para quem quiser (e puder) ver na íntegra em inglês mesmo, dá o play abaixo! :)

 

 

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7 mais estilosas de Sorocaba“, mas que vamos combinar – sem desmerecer ou diminuir ninguém – esse título poderia tranquilamente ser substituído por “As 7 mais privilegiadas de Sorocaba”.

Foi na contra-partida, com a idéia de criar algo mais diversificado, mostrando garotas lindas, estilosas e fora dos “padrões sociais” de beleza, que a Nae se juntou à amiga Marina para criar o conteúdo das Sete Entre Todas no setemais.tumblr.com.

A Marina foi sondando algumas meninas, fotografando – um verdadeiro trabalho de quem realmente se propõe a fazer uma pesquisa antes de fazer uma lista né gente.
Elas entraram em contato inclusive com uma advogada, para saber se não poderia rolar um senhor processo nelas por outras partes.

Elas faziam questão de mostrar garotas diferentes: corpos, estilos, vidas. Não na ideia de listá-las como o outro portal havia feito, mas uma espécie de resposta, onde elas poderiam mostrar perfis nos quais outras garotas se identificariam. A Naíra explica:

“Nossa ideia, diferente da matéria do portal, era mostrar como cada menina era única e foda. Elas não tinham o ‘corpo perfeito’, o bronzeado em dia, ‘as pernas de fora porque podiam’ (…) tudo isso tava na matéria”.

“A Marina conseguiu falar com uma dona de brechó super bacana, que faz um trampo super delicado que é Fernanda Cezarino, dona do Casaqueto; Denise Teófilo que estuda economia na UFSCAR e é aquela menina que ce vê na rua e quer desmaiar de tão maravilhosa, ela tem um projeto que ensina cultura africana em escolas, é muito bacana. Ai tem a Jéssica Giancotti que é uma cabeleireira e maquiadora, feminista e DJ de uma balada de sororô; Tem a Renata Ferraz que é psicóloga e pole dancer, maríssima roqueira; Tem as trans Alice e Ametista que vieram pra Sorocaba pra conseguir trampar, uma delas trampava com aqueles negócio de captação de incentivo a cultura, não sei como funciona, mas aí ficou difícil e elas vieram pra cá tentar. E tem eu né rs”

As meninas pretendem continuar com o projeto, uma ajudando a outra nos corres todos. Mas por enquanto elas querem organizar melhor o que irá rolar daqui pra frente.
É um ótimo projeto pra gente ficar de olho :)

Veja tudinho: setemais.tumblr.com

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