Hoje meu dia começou com um cara da Sabesp interfonando no meu apartamento para ver o relógio da água. Reclamou que outra moradora foi mal-educada com ele por não deixá-lo entrar. Na saída, já com o pé pra fora do prédio, ele diz:
Só uma curiosidade: sua mão assim é acidente ou de nascença?
Ele nunca mais vai me ver na vida. Nunca mais. É esse o tipo de pergunta que se faz a uma pessoa que acabou de conhecer e que muito provavelmente não verá mais? Será que a pessoa acha mesmo que perguntar isso é o mesmo que perguntar as horas, ou se vai chover? Eu ainda me surpreendo com a falta de tato das pessoas.
Quando isso acontece eu congelo, fico sem graça, respondo um fraco “ah, nasci assim” e começo a me sentir horrível. Porque não importa o quão legal eu possa ser, não importa o cabelo colorido, as tatuagens, nada. Parece que o que fica é o estranho e bizarro fato de eu ser deficiente. As pessoas não sabem lidar com isso. Eu não as culpo. Eu tenho meus 28 anos e tento lidar com isso todos os dias.
E por isso mesmo, por eu ser uma mulher adulta e quase trintona que ainda se sente grilada com esse tipo de pergunta vindo de estranhos, que as pessoas precisam saber que isso não é assunto para conversa, principalmente quando você acaba de conhecer a pessoa.
Mas não pára por aí! Porque se essas indelicadezas acontecessem só com estranhos, já seria ruim. Mas tem coisa pior: quando a falta de noção vem das pessoas que você ama.
Eu tinha amizade com uma amiga do meu ex-namorado, mas que acabamos ficando muito próximas. A gente vivia se vendo pra tomar cerveja e conversar. Até um dia que ela, bêbada, me disse:
Quando o Joãozinho me contou que estava namorando você, eu perguntei pra ele: “Uau, ela é muito gata! Mas me conta, como é transar com uma deficiente?”
OU SEJA, não só a pessoa diminuiu a nova namorada do amigo à sua deficiência como ela ainda resolveu compartilhar esse fato com a mesma, anos de amizade depois.
Essas escrotices são mais comuns do que se possa imaginar. Você com certeza já deve ter cometido alguma gafe com algum amigo oprimido socialmente ou que está passando por alguma doença.
Todos nós somos seres humanos queremos ser amados, causar uma boa impressão, ser levados a sério, ser respeitados. E nós sofremos com nossos problemas todos os dias. Tem dias que nos reduzimos à nossa diferença sem precisar da “ajuda” de ninguém. Se você, ser perfeito, já fica com sua autoestima balançada algumas vezes, imagina a pessoa que convive com uma diferença.
Uma querida amiga escreveu em seu perfil do Facebook um desabafo que ilustra bem o que quero dizer e como se sentem as pessoas que tem alguma doença ou deficiência visível:
Escrevi isso não somente como desabafo, mas também para utilidade pública. Pra quem ler pensar duas, três, ou quantas vezes for necessário antes de fazer um comentário sobre aquela característica da pessoa que te é tão diferente. Até que a pessoa chegue à lúcida conclusão de que na verdade não é pra falar nada.
Vou deixar alguns links que achei pela internet que também dão aquele toque amigo de como falar com pessoas que são deficientes, passando por uma doença ou que simplesmente tem algo na sua aparência fora do ideal social da perfeição. Obrigada, de nada.
Hoje meu dia começou com um cara da Sabesp interfonando no meu apartamento para ver o relógio da água. Reclamou que outra moradora foi mal-educada com ele por não deixá-lo entrar. Na saída, já com o pé pra fora do prédio, ele diz:
Só uma curiosidade: sua mão assim é acidente ou de nascença?
Ele nunca mais vai me ver na vida. Nunca mais. É esse o tipo de pergunta que se faz a uma pessoa que acabou de conhecer e que muito provavelmente não verá mais? Será que a pessoa acha mesmo que perguntar isso é o mesmo que perguntar as horas, ou se vai chover? Eu ainda me surpreendo com a falta de tato das pessoas.
Quando isso acontece eu congelo, fico sem graça, respondo um fraco “ah, nasci assim” e começo a me sentir horrível. Porque não importa o quão legal eu possa ser, não importa o cabelo colorido, as tatuagens, nada. Parece que o que fica é o estranho e bizarro fato de eu ser deficiente. As pessoas não sabem lidar com isso. Eu não as culpo. Eu tenho meus 28 anos e tento lidar com isso todos os dias.
E por isso mesmo, por eu ser uma mulher adulta e quase trintona que ainda se sente grilada com esse tipo de pergunta vindo de estranhos, que as pessoas precisam saber que isso não é assunto para conversa, principalmente quando você acaba de conhecer a pessoa.
Mas não pára por aí! Porque se essas indelicadezas acontecessem só com estranhos, já seria ruim. Mas tem coisa pior: quando a falta de noção vem das pessoas que você ama.
Eu tinha amizade com uma amiga do meu ex-namorado, mas que acabamos ficando muito próximas. A gente vivia se vendo pra tomar cerveja e conversar. Até um dia que ela, bêbada, me disse:
Quando o Joãozinho me contou que estava namorando você, eu perguntei pra ele: “Uau, ela é muito gata! Mas me conta, como é transar com uma deficiente?”
OU SEJA, não só a pessoa diminuiu a nova namorada do amigo à sua deficiência como ela ainda resolveu compartilhar esse fato com a mesma, anos de amizade depois.
Essas escrotices são mais comuns do que se possa imaginar. Você com certeza já deve ter cometido alguma gafe com algum amigo oprimido socialmente ou que está passando por alguma doença.
Todos nós somos seres humanos queremos ser amados, causar uma boa impressão, ser levados a sério, ser respeitados. E nós sofremos com nossos problemas todos os dias. Tem dias que nos reduzimos à nossa diferença sem precisar da “ajuda” de ninguém. Se você, ser perfeito, já fica com sua autoestima balançada algumas vezes, imagina a pessoa que convive com uma diferença.
Uma querida amiga escreveu em seu perfil do Facebook um desabafo que ilustra bem o que quero dizer e como se sentem as pessoas que tem alguma doença ou deficiência visível:
Escrevi isso não somente como desabafo, mas também para utilidade pública. Pra quem ler pensar duas, três, ou quantas vezes for necessário antes de fazer um comentário sobre aquela característica da pessoa que te é tão diferente. Até que a pessoa chegue à lúcida conclusão de que na verdade não é pra falar nada.
Vou deixar alguns links que achei pela internet que também dão aquele toque amigo de como falar com pessoas que são deficientes, passando por uma doença ou que simplesmente tem algo na sua aparência fora do ideal social da perfeição. Obrigada, de nada.
Hoje meu dia começou com um cara da Sabesp interfonando no meu apartamento para ver o relógio da água. Reclamou que outra moradora foi mal-educada com ele por não deixá-lo entrar. Na saída, já com o pé pra fora do prédio, ele diz:
Só uma curiosidade: sua mão assim é acidente ou de nascença?
Ele nunca mais vai me ver na vida. Nunca mais. É esse o tipo de pergunta que se faz a uma pessoa que acabou de conhecer e que muito provavelmente não verá mais? Será que a pessoa acha mesmo que perguntar isso é o mesmo que perguntar as horas, ou se vai chover? Eu ainda me surpreendo com a falta de tato das pessoas.
Quando isso acontece eu congelo, fico sem graça, respondo um fraco “ah, nasci assim” e começo a me sentir horrível. Porque não importa o quão legal eu possa ser, não importa o cabelo colorido, as tatuagens, nada. Parece que o que fica é o estranho e bizarro fato de eu ser deficiente. As pessoas não sabem lidar com isso. Eu não as culpo. Eu tenho meus 28 anos e tento lidar com isso todos os dias.
E por isso mesmo, por eu ser uma mulher adulta e quase trintona que ainda se sente grilada com esse tipo de pergunta vindo de estranhos, que as pessoas precisam saber que isso não é assunto para conversa, principalmente quando você acaba de conhecer a pessoa.
Mas não pára por aí! Porque se essas indelicadezas acontecessem só com estranhos, já seria ruim. Mas tem coisa pior: quando a falta de noção vem das pessoas que você ama.
Eu tinha amizade com uma amiga do meu ex-namorado, mas que acabamos ficando muito próximas. A gente vivia se vendo pra tomar cerveja e conversar. Até um dia que ela, bêbada, me disse:
Quando o Joãozinho me contou que estava namorando você, eu perguntei pra ele: “Uau, ela é muito gata! Mas me conta, como é transar com uma deficiente?”
OU SEJA, não só a pessoa diminuiu a nova namorada do amigo à sua deficiência como ela ainda resolveu compartilhar esse fato com a mesma, anos de amizade depois.
Essas escrotices são mais comuns do que se possa imaginar. Você com certeza já deve ter cometido alguma gafe com algum amigo oprimido socialmente ou que está passando por alguma doença.
[caption id="attachment_7978" align="aligncenter" width="511"] Algumas coisas para não apontar sobre a aparência da pessoa com quem você está falando: espinhas, cortes, cicatrizes, pêlos, seu excesso ou pouco peso, etc.[/caption]
Todos nós somos seres humanos queremos ser amados, causar uma boa impressão, ser levados a sério, ser respeitados. E nós sofremos com nossos problemas todos os dias. Tem dias que nos reduzimos à nossa diferença sem precisar da “ajuda” de ninguém. Se você, ser perfeito, já fica com sua autoestima balançada algumas vezes, imagina a pessoa que convive com uma diferença.
Uma querida amiga escreveu em seu perfil do Facebook um desabafo que ilustra bem o que quero dizer e como se sentem as pessoas que tem alguma doença ou deficiência visível:
Escrevi isso não somente como desabafo, mas também para utilidade pública. Pra quem ler pensar duas, três, ou quantas vezes for necessário antes de fazer um comentário sobre aquela característica da pessoa que te é tão diferente. Até que a pessoa chegue à lúcida conclusão de que na verdade não é pra falar nada.
Vou deixar alguns links que achei pela internet que também dão aquele toque amigo de como falar com pessoas que são deficientes, passando por uma doença ou que simplesmente tem algo na sua aparência fora do ideal social da perfeição. Obrigada, de nada.
Sabe o Google Doodles, aqueles desenhos que aparecem em destaque na página inicial do buscador Google, normalmente homenageando alguma personalidade ou celebrando um dia importante? Saiba que apenas 17% de todos os Doodles figuraram uma mulher. Bom, para um site que promove mais de 3,5 bilhões de pesquisas por dia (são 40 mil por segundo), 17% é muito, muito pouco. Ao perceber isso, a SPARK –movimento sem fins lucrativos dos EUA– resolveu que já era mais do que hora de evidenciar os feitos das mulheres no mapa da história. E criaram então um projeto para fazer exatamente isso.
Coincidindo com o Mês da Mulher, o Google concordou em trabalhar com a SPARK para destacar mais mulheres históricas em seus doodles. Mais do que isso, a SPARK foi convidada para pesquisar e honrar as mulheres notáveis e fundamentais que já existiram em um mapa especial, produzido pelo app Google’s Field Trip. A SPARK disse, em nota:
O Google sabe, assim como nós, que não é que as mulheres não fazem história. Somos nós (a sociedade) que não as honramos pelos seus feitos.
Isso é algo que a cientista social e professora Carla Cristina Garcia, do Inanna Educação e PUC-SP, vive dizendo para suas alunas em seus cursos: É uma afronta dizer que as mulheres estão fazendo algo como se fosse uma novidade. Dizer que hoje “as mulheres estão entrando no mercado de trabalho” ou que “as mulheres estão começando no campo das artes” é de uma bogagem e uma ignorância histórica sem tamanho. O problema é esse mesmo: ignorância. As mulheres fazem e já fizeram muita coisa, junto com os homens. Só não são honradas por isso.
Já é possível baixar o app gratuitamente para os sitemas iOS e Android. Ao ligar as ‘configurações históricas’ do aplicativo, somos notificadas toda a vez que chegamos em um local em que uma mulher fez algo importante. Foram mapeados diversos lugares ao redor do mundo, então não importa onde você esteja: se uma mulher fez um feito histórico no lugar em que você se encontra, você será alertada.
Isso é perfeito para enriquecer o turismo em qualquer cidade do mundo. Imagina ser alertada sobre os feitos de diversas mulheres que ajudaram a construir aquele lugar, seja por seu papel social, artístico, político, científico, intelectual ou mesmo por sua participação em guerras (sim, mulheres também são –e sempre foram– guerreiras).
Como são MUITAS mulheres que precisam desta visibilidade, a SPARK está aceitando contribuições de qualquer pessoa que saiba sobre feitos inspiradores de mulheres na história, encorajando a colaborar com sua base de dados. Basta escrever uma mini-bio entre 150 e 300 caracteres sobre a vida e conquistas desta mulher, além de, é claro, informar o local exato onde ela atuou. Mande um email para sparkteam@sparksummit.com com o título “Women On The Map”. Ah sim, mas tem que ser em inglês. Pelo menos por enquanto (:
E por isso mesmo, por eu ser uma mulher adulta e quase trintona que ainda se sente grilada com esse tipo de pergunta vindo de estranhos, que as pessoas precisam saber que isso não é assunto para conversa, principalmente quando você acaba de conhecer a pessoa.
Mas não pára por aí! Porque se essas indelicadezas acontecessem só com estranhos, já seria ruim. Mas tem coisa pior: quando a falta de noção vem das pessoas que você ama.
Eu tinha amizade com uma amiga do meu ex-namorado, mas que acabamos ficando muito próximas. A gente vivia se vendo pra tomar cerveja e conversar. Até um dia que ela, bêbada, me disse:
Quando o Joãozinho me contou que estava namorando você, eu perguntei pra ele: “Uau, ela é muito gata! Mas me conta, como é transar com uma deficiente?”
OU SEJA, não só a pessoa diminuiu a nova namorada do amigo à sua deficiência como ela ainda resolveu compartilhar esse fato com a mesma, anos de amizade depois.
Essas escrotices são mais comuns do que se possa imaginar. Você com certeza já deve ter cometido alguma gafe com algum amigo oprimido socialmente ou que está passando por alguma doença.
Todos nós somos seres humanos queremos ser amados, causar uma boa impressão, ser levados a sério, ser respeitados. E nós sofremos com nossos problemas todos os dias. Tem dias que nos reduzimos à nossa diferença sem precisar da “ajuda” de ninguém. Se você, ser perfeito, já fica com sua autoestima balançada algumas vezes, imagina a pessoa que convive com uma diferença.
Uma querida amiga escreveu em seu perfil do Facebook um desabafo que ilustra bem o que quero dizer e como se sentem as pessoas que tem alguma doença ou deficiência visível:
Escrevi isso não somente como desabafo, mas também para utilidade pública. Pra quem ler pensar duas, três, ou quantas vezes for necessário antes de fazer um comentário sobre aquela característica da pessoa que te é tão diferente. Até que a pessoa chegue à lúcida conclusão de que na verdade não é pra falar nada.
Vou deixar alguns links que achei pela internet que também dão aquele toque amigo de como falar com pessoas que são deficientes, passando por uma doença ou que simplesmente tem algo na sua aparência fora do ideal social da perfeição. Obrigada, de nada.