Universo Desconstruído

E-book Universo Desconstruído
E-book Universo Desconstruído

Praticamente no mundo inteiro, a literatura é um campo cheio de desafios para as mulheres. É constante o fato do trabalho delas ser considerado de baixa qualidade se comparado com as obras de escritores homens e relegado ao sub gênero women’s fiction.

De certa forma, parece que o trabalho delas só tem espaço no mercado com a criação desse gênero especifico.  Eu sinto como se alguém dissesse: “Ei… já que vocês não podem concorrer de igual para igual com um homem, toma aqui um espacinho. Agora parem de reclamar e não tentem se meter eu outros gêneros”. Posso estar completamente errada, mas é essa a percepção que tenho como leitora.

E os problemas não param por aí. A falta de representatividade se expande para as próprias narrativas. A falta de personagens significativos que não se encaixem no padrão homem-branco-heterossexual é gritante. Igualmente péssimo são os esteriótipos perpetuados da imagem feminina.

Notando esse problemas e incomodadas com isso, a professora e blogueira, Lady Sybylla, e a escritora Aline Valek tiveram a ideia de montar uma coletânea de contos de ficção cientifica feminista, intitulada Universo Desconstruído. “Queremos com isso quebrar dois estigmas extremamente negativos: que mulheres não sabem escrever ficção cientifica e que feminismo é um movimento que quer destruir o gênero masculino”, elas explicam na introdução do livro.

 

[caption id="attachment_3692" align="aligncenter" width="700"]Defesa do site universodesconstruido.com Defesa do site universodesconstruido.com[/caption]

 

Um dos pontos que achei mais interessantes durante a leitura, além de ver representando personagens de vários tipo diferentes, foi como os contos tem em comum a desconstrução de um núcleo familiar tradicional, algo super atual, e como os preconceitos são a maior causa dos problemas que imageticamente teremos no futuro. A destruição da humanidade não vem de uma ameaça externa e, sim, da dificuldade de enxergar o outro como um semelhante mesmo sendo diferente.

 

[caption id="attachment_3694" align="aligncenter" width="700"]Capa da versão impressa do livro "Universo Desconstruído" Capa da versão impressa do livro “Universo Desconstruído”[/caption]

 

A primeira edição saiu em 2013 e está disponível no site do projeto, onde você pode fazer o download gratuito em formatos para Kobo, Kindle e PDF. Também é possível comprar a versão física do livro, pra quem gosta do bom e velho papel.

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Mais de Mari Rodrigues

Ouça: Halsey

Apesar de ter lançado alguns trabalhos anteriormente como Ashley Frangipane – seu nome real – a cantora norte-americana começou a ser mais conhecida quando lançou em maio o EP “Room 93” como Halsey que, além de ser um anagrama de seu primeiro nome, também é o nome de uma rua em Nova York muito importante para ela.

Em agosto deste ano, seu álbum de estreia “Badlands” finalmente foi lançado. Ainda estou procurando maneiras para parar de apertar re-play. Com batidas mais fortes e sensuais, a maioria das letras falam sobre como se libertar das garras de algo que te oprime, sobre como enfrentar os próprios demônios e sair mais forte do que isso no final.

Hurricane foi a primeira música do “Room 93” a ganhar um clipe:

Halsey deixa bem clara sua bissexualidade, tanto que a música Ghost ganhou dois vídeos mostrando o relacionamento com…

um homem

…e com uma mulher

Ela também não esconde o fato de ser bipolar, mas não gostou nada quando a Billboard usou a seguinte headline: 

A cantora não deixou por menos e respondeu em seu twitter que um título muito mais interessante seria sobre o seu álbum que seria lançado dali a poucos dias. 

Ouça o disco Badlands:

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“A razão pela qual eu sou tão honesta nas minhas músicas é porque ela não me deixa espaço para falhar”(Halsey)

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Atualmente, sua música de trabalho é New Americana

Onde acompanhar a Halsey:

facebook  | youtube  | twitter 

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Universo Desconstruído. “Queremos com isso quebrar dois estigmas extremamente negativos: que mulheres não sabem escrever ficção cientifica e que feminismo é um movimento que quer destruir o gênero masculino”, elas explicam na introdução do livro.

 

 

Um dos pontos que achei mais interessantes durante a leitura, além de ver representando personagens de vários tipo diferentes, foi como os contos tem em comum a desconstrução de um núcleo familiar tradicional, algo super atual, e como os preconceitos são a maior causa dos problemas que imageticamente teremos no futuro. A destruição da humanidade não vem de uma ameaça externa e, sim, da dificuldade de enxergar o outro como um semelhante mesmo sendo diferente.

 

 

A primeira edição saiu em 2013 e está disponível no site do projeto, onde você pode fazer o download gratuito em formatos para Kobo, Kindle e PDF. Também é possível comprar a versão física do livro, pra quem gosta do bom e velho papel.

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