♪ Brasil 2000 ♪

Colagem digital feita com exclusividade por Bárbara Malagoli (Baby C)
♪♪ Eu sou de ninguém. Eu sou de todo mundo. E todo mundo é meu também ♪♪

Essa playlist surgiu a partir de uma ~reflexão profunda~ sobre “quem é Pepê e Neném?”, depois que elas soltaram um vídeo defendendo o Bolsonaro (socorro!), na mesma semana em que Os Tribalistas anunciaram um disco novo.

Os anos 2000 foram uma época brilhante para a música brasileira. Muita coisa boa e construtiva tocou nas rádios e teve clipezinho na MTV (agora você pode achar tudo isso no YouTube).

Levante a mão quem nunca cantou bem alto os hits abaixo (ou não levante para eu não me sentir mal). Divirtam-se pois precisamos sair um pouco do sério:
 

 

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Colagem digital feita com exclusividade por Bárbara Malagoli (Baby C)
 

Mais de Letícia Mendes

Xavier Dolan e sua terapia

O canadense Xavier Dolan, de 25 anos, faz cinema como forma de terapia. Ele próprio já declarou isso em várias entrevistas. Seus filmes tratam de situações íntimas, com abordagem bem emocional, destaque para papéis femininos e homossexuais, e, muitas vezes, com um olhar especial sobre o relacionamento de um jovem com sua mãe. Talvez essas sejam questões da vida do diretor e roteirista.

Dolan tem cinco filmes: “Eu matei a minha mãe” (2009), “Amores imaginários” (2010), “Laurence anyways” (2012), “Tom na fazenda” (2013), e “Mommy”, que estreou essa semana. Esse último é o mais perturbador de todos. Conta a história de Steve, interpretado maravilhosamente por Antoine-Olivier Pilon – que tem 17 aninhos -, um garoto que sofre de uma doença chamada “transtorno desafiador opositivo”.

Pilon-Mommy

A incrível Anne Dorval interpreta a mãe de Steve, Diane ‘Die’ Després, que lida com o comportamento desobediente dele, mas também é meio doidinha. Uma das cenas mostra Steve chegando em casa com um presente para Die, um colar escrito “Mommy”. Ao acusá-lo de ter roubado, os dois brigam violentamente. É uma das melhores do filme, entre outras que vão te deixar bem baixo astral por alguns dias.

Sou apaixonada pelo tratamento que Xavier Dolan dá a um filme desde “Eu matei minha mãe”, com sua direção de arte, cenários e objetos feitos para causar a claustrofobia da mãe-protetora. A cena belíssima do triângulo amoroso de “Amores imaginários”, em que Francis e Marie se arrumam para um encontro ao som de “Bang bang (my baby shot me down)”. Dos figurinos e maquiagem de “Laurence anyways”, em que Melvil Poupaud vive um transexual, até a trilha sonora bem pop de “Mommy”, que tem Oasis, Dido, Céline Dion, e Lana Del Rey.

J-ai-tue-ma-mere

les_amours_imaginaires

Tudo isso me faz querer ver um filme de Xavier Dolan e saber que não me decepcionarei. Seu próximo projeto, previsto para 2016, tem título provisório de “The Death and Life of John F. Donovan”, e os atores Jessica Chastain, Kit Harington, Susan Sarandon e Kathy Bates no elenco. Uma equipe hollywoodiana pela primeira vez nas mãos desse artista canadense. Espero que não estrague tudo que ele já conquistou.

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