Girl Crush: Riya Hamid

Uma força da natureza que rebate os padrões eurocêntricos de beleza

Faz um tempinho que eu sigo a Riya Hamid no Instagram e ela é incrível!

A poeta de 23 anos vem de Chittagong, Bangladesh, mas mora no Brooklyn, em Nova York. Além de um feed atrativo (<3) e roupas maravilhosas, a Riya tem produzido conteúdo para tentar combater os estereótipos associados às mulheres muçulmanas.

Another one by @yungwolftown 🌹

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Ela procura controlar as imagens que ela difunde de si mesma para o mundo. Sua apresentação visual ajuda a articular os diferentes gostos, interesses, paixões e experiências de uma mulher muçulmana durante uma época em que a sociedade frequentemente quer limitá-los.

p II

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No começo do ano, a Vogue publicou uma entrevista bem legal com a Riya.

Ela conta que se encontrar em meio a padrões de beleza eurocêntricos foi difícil:

Ninguém que eu via na TV ou no cinema tinha cabelo preto, pele escura, ou olhos escuros como os meus. Por causa disso, eu odiei minha aparência por muito tempo e constantemente sentia como se estivesse me afogando. Até as atrizes dos filmes de Bollywood tinham, majoritariamente, peles claras e traços europeus.

The darker I get, the more I love myself 🌴

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Instagram da Riya / Site da Riya

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Hiplet: bailarinas com requebrado

O Chicago Multi-Cultural Dance Center foi criado em 1990 por Homer Hans Bryant. O objetivo de Byant era criar uma técnica de ballet neoclássica que integrasse diversos estilos de dança e honrasse a riqueza de múltiplas heranças culturais. Em 2008, Bryant mesclou ballet com street dance para criar o Hiplet, uma nova técnica que envolve passos de hiphop em sapatilhas de ponta.

O resultado é essa coisa maravilhosa aqui, ó:

 

 
Neste texto aqui falamos um pouquinho sobre a Misty Copeland e sobre como o universo da dança clássica tem sido esmagadoramente branco. Pra quem não conhece, a Misty é uma bailarina norte-americana e foi a primeira negra a ocupar o topo do American Ballet Theatre. Em 2015, a Cássia Pires, do blog Dos Passos da Bailarina, também escreveu sobre o assunto: “O racismo é estrutural, ele cresceu e criou raízes nas entranhas da sociedade. Alguém diz que não é racista, mas torce o nariz ao ver uma Giselle negra. Profere discursos sobre igualdade racial, mas em uma audição para escolher a mais nova bailarina da companhia, escolhe a branca em detrimento da negra, mesmo que as duas estejam em iguais condições artísticas. É professora de ballet e sorri docemente para todas as alunas, mas jamais coloca a melhor bailarina da turma no papel principal porque ela é negra”. (Ah, o texto de Cássia também traz uma lista bem legal de bailarinas negras que conseguiram um espaço nesse universo apesar do racismo existente).

No vídeo abaixo, a gente conhece mais a fundo a história do Chicago Multi-Cultural Dance Center e descobre que o instituto aceita todo tipo de gente. Em um dos depoimentos, uma das bailarinas explica que o que torna essa escola tão diferente é o fato de que o método usado conhece o corpo negro e desenvolve uma forma de dança que abre espaço para as bailarinas negras, o que nem sempre acontece em institutos tradicionais.

 

 
Quando o assunto é representatividade no ballet, existem muitas outras referências que me deixam super felizinha (especialmente como mulher negra que fez ballet por 8 anos e que às vezes se sentia super perdida nesse espaço). Temos o Dance Theatre of Harlem, uma escola multicultural que fornece treinamento incrível em ballet clássico e em muitas outras técnicas e estilos de dança. A instituição é conhecida como “a primeira companhia de ballet clássico negra” nos Estados Unidos. Além da escola, o Dance Theatre of Harlem tem também uma companhia de dança composta por 14 artistas de várias raças e que realizam um repertório super eclético.

 

 
Uma das bailarinas do Dance Theatre of Harlem é a brasileira Ingrid Silva, quem eu sigo no Instagram e adoro. Ela entrou na companhia depois de participar do programa de verão da Dance Theatre of Harlem. Dá pra saber mais sobre a Ingrid aqui.

 

 
Pra finalizar, outro projeto super incrível é a start-up Brown Girls Do Ballet que fornece bolsas de estudo anuais e programas comunitários para capacitar jovens de minorias que são pouco representadas no ballet!

:)
 
Imagem de capa: via
 

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