Saiu na semana passada lá na gringa o quarto romance da série da autora Elena Ferrante sobre a amizade de duas mulheres napolitanas, Lenu e Lila.
Seus últimos três livros sobre as amigas, “My Brilliant Friend” – lançado no Brasil como “A amiga genial” (editora Globo Livros, selo Biblioteca azul) -, “The Story of a New Name” e “Those Who Leave and Those Who Stay”, já venderam cerca de 100 mil cópias no Reino Unido e meio milhão nos EUA desde que foram lançados, em 2011 , de acordo com a sua editora.
Elena Ferrante é o pseudônimo de uma escritora italiana, cuja verdadeira identidade é conhecida por apenas pouquíssimas pessoas. Sim, ELA é uma mulher. Apesar da polêmica em torno de seu segredinho básico, me recuso a pensar que Elena Ferrante seja um homem.
“Você já ouviu alguém dizer recentemente sobre qualquer livro escrito por um homem, ‘É realmente uma mulher que o escreveu, ou talvez um grupo de mulheres?’. Devido ao seu poder exorbitante, o sexo masculino pode imitar o gênero feminino, incorporando-o no processo. O sexo feminino, por outro lado, não pode imitar qualquer coisa, pois é traído imediatamente pela sua ‘fraqueza’; o que isso produz não poderia possivelmente falsificar a potência masculina.”
YEAH!!!
E ela continua: “A verdade é que até mesmo a indústria editorial e a mídia estão convencidas deste lugar comum; ambas tendem a confinar as escritoras em um gineceu [na Grécia antiga, lugar reservado às mulheres] literário, mesmo que nós saibamos como pensar, como contar histórias, como escrevê-las tão bem, ou se não melhor, quanto os homens.”
“Há boas escritoras mulheres, não tão boas, e algumas grandiosas, mas todas elas existem dentro da área reservada para o sexo feminino, elas só devem abordar certos temas e em certos tons que a tradição masculina considera adequados para o gênero feminino”, declara à revista.
Ferrante aponta que quando a escrita de uma mulher cai fora das categorias que foram atribuídas às mulheres, particularmente quando não há nenhuma ‘foto de autor’ fornecida por ela, logo a conexão imediata sobre a identidade do escritor ser homem é feita. “E se, em vez disso, estivermos lidando com uma nova tradição de mulheres escritoras que estão se tornando mais competentes, mais eficazes, estão crescendo cansadas do gineceu literário e estão livres de estereótipos de gênero?”
Galera, Elena Ferrante é uma mulher e pronto.
Saiu na semana passada lá na gringa o quarto romance da série da autora Elena Ferrante sobre a amizade de duas mulheres napolitanas, Lenu e Lila.
Seus últimos três livros sobre as amigas, “My Brilliant Friend” – lançado no Brasil como “A amiga genial” (editora Globo Livros, selo Biblioteca azul) -, “The Story of a New Name” e “Those Who Leave and Those Who Stay”, já venderam cerca de 100 mil cópias no Reino Unido e meio milhão nos EUA desde que foram lançados, em 2011 , de acordo com a sua editora.
Elena Ferrante é o pseudônimo de uma escritora italiana, cuja verdadeira identidade é conhecida por apenas pouquíssimas pessoas. Sim, ELA é uma mulher. Apesar da polêmica em torno de seu segredinho básico, me recuso a pensar que Elena Ferrante seja um homem.
“Você já ouviu alguém dizer recentemente sobre qualquer livro escrito por um homem, ‘É realmente uma mulher que o escreveu, ou talvez um grupo de mulheres?’. Devido ao seu poder exorbitante, o sexo masculino pode imitar o gênero feminino, incorporando-o no processo. O sexo feminino, por outro lado, não pode imitar qualquer coisa, pois é traído imediatamente pela sua ‘fraqueza’; o que isso produz não poderia possivelmente falsificar a potência masculina.”
YEAH!!!
E ela continua: “A verdade é que até mesmo a indústria editorial e a mídia estão convencidas deste lugar comum; ambas tendem a confinar as escritoras em um gineceu [na Grécia antiga, lugar reservado às mulheres] literário, mesmo que nós saibamos como pensar, como contar histórias, como escrevê-las tão bem, ou se não melhor, quanto os homens.”
“Há boas escritoras mulheres, não tão boas, e algumas grandiosas, mas todas elas existem dentro da área reservada para o sexo feminino, elas só devem abordar certos temas e em certos tons que a tradição masculina considera adequados para o gênero feminino”, declara à revista.
Ferrante aponta que quando a escrita de uma mulher cai fora das categorias que foram atribuídas às mulheres, particularmente quando não há nenhuma ‘foto de autor’ fornecida por ela, logo a conexão imediata sobre a identidade do escritor ser homem é feita. “E se, em vez disso, estivermos lidando com uma nova tradição de mulheres escritoras que estão se tornando mais competentes, mais eficazes, estão crescendo cansadas do gineceu literário e estão livres de estereótipos de gênero?”
Saiu na semana passada lá na gringa o quarto romance da série da autora Elena Ferrante sobre a amizade de duas mulheres napolitanas, Lenu e Lila.
Seus últimos três livros sobre as amigas, “My Brilliant Friend” – lançado no Brasil como “A amiga genial” (editora Globo Livros, selo Biblioteca azul) -, “The Story of a New Name” e “Those Who Leave and Those Who Stay”, já venderam cerca de 100 mil cópias no Reino Unido e meio milhão nos EUA desde que foram lançados, em 2011 , de acordo com a sua editora.
Elena Ferrante é o pseudônimo de uma escritora italiana, cuja verdadeira identidade é conhecida por apenas pouquíssimas pessoas. Sim, ELA é uma mulher. Apesar da polêmica em torno de seu segredinho básico, me recuso a pensar que Elena Ferrante seja um homem.
“Você já ouviu alguém dizer recentemente sobre qualquer livro escrito por um homem, ‘É realmente uma mulher que o escreveu, ou talvez um grupo de mulheres?’. Devido ao seu poder exorbitante, o sexo masculino pode imitar o gênero feminino, incorporando-o no processo. O sexo feminino, por outro lado, não pode imitar qualquer coisa, pois é traído imediatamente pela sua ‘fraqueza’; o que isso produz não poderia possivelmente falsificar a potência masculina.”
YEAH!!!
E ela continua: “A verdade é que até mesmo a indústria editorial e a mídia estão convencidas deste lugar comum; ambas tendem a confinar as escritoras em um gineceu [na Grécia antiga, lugar reservado às mulheres] literário, mesmo que nós saibamos como pensar, como contar histórias, como escrevê-las tão bem, ou se não melhor, quanto os homens.”
“Há boas escritoras mulheres, não tão boas, e algumas grandiosas, mas todas elas existem dentro da área reservada para o sexo feminino, elas só devem abordar certos temas e em certos tons que a tradição masculina considera adequados para o gênero feminino”, declara à revista.
Ferrante aponta que quando a escrita de uma mulher cai fora das categorias que foram atribuídas às mulheres, particularmente quando não há nenhuma ‘foto de autor’ fornecida por ela, logo a conexão imediata sobre a identidade do escritor ser homem é feita. “E se, em vez disso, estivermos lidando com uma nova tradição de mulheres escritoras que estão se tornando mais competentes, mais eficazes, estão crescendo cansadas do gineceu literário e estão livres de estereótipos de gênero?”
Mais um links da semana com várias coisas inspiradoras e outras que merecem um tempinho para leitura. Se quiserem compartilhar mais assuntos interessantes, é só comentar lá embaixo <3
O discurso de Ana Julia, estudante de 16 anos, na Assembleia Legislativa do Paraná sobre a legitimidade de ocupações das escolas é uma das coisas mais emocionantes e inspiradoras. Por mais Anas Julias na política:
// DESIGUALDADE
O Brasil é o pior país da América do Sul em termos de oportunidades ao desenvolvimento de meninas, de acordo com um relatório divulgado pela ONG Save the Children, baseada nos EUA. Entre 144 nações avaliadas, o Brasil ocupa a 102ª posição do Índice de Oportunidades para Garotas. Matéria do Globo.
Rolou muita polêmica sobre o vencedor do Nobel de Literatura deste ano, inclusive se ele aceitaria ou não o prêmio, mas um texto interessante de ler é esse do Guardian: Bob Dylan’s Nobel prize isn’t radical. He’s just another white male writer (O prêmio Nobel de Bob Dylan não é radical. Ele apenas é outro homem branco escritor)
“A amiga genial” (editora Globo Livros, selo Biblioteca azul) -, “The Story of a New Name” e “Those Who Leave and Those Who Stay”, já venderam cerca de 100 mil cópias no Reino Unido e meio milhão nos EUA desde que foram lançados, em 2011 , de acordo com a sua editora.
Elena Ferrante é o pseudônimo de uma escritora italiana, cuja verdadeira identidade é conhecida por apenas pouquíssimas pessoas. Sim, ELA é uma mulher. Apesar da polêmica em torno de seu segredinho básico, me recuso a pensar que Elena Ferrante seja um homem.
“Você já ouviu alguém dizer recentemente sobre qualquer livro escrito por um homem, ‘É realmente uma mulher que o escreveu, ou talvez um grupo de mulheres?’. Devido ao seu poder exorbitante, o sexo masculino pode imitar o gênero feminino, incorporando-o no processo. O sexo feminino, por outro lado, não pode imitar qualquer coisa, pois é traído imediatamente pela sua ‘fraqueza’; o que isso produz não poderia possivelmente falsificar a potência masculina.”
YEAH!!!
E ela continua: “A verdade é que até mesmo a indústria editorial e a mídia estão convencidas deste lugar comum; ambas tendem a confinar as escritoras em um gineceu [na Grécia antiga, lugar reservado às mulheres] literário, mesmo que nós saibamos como pensar, como contar histórias, como escrevê-las tão bem, ou se não melhor, quanto os homens.”
“Há boas escritoras mulheres, não tão boas, e algumas grandiosas, mas todas elas existem dentro da área reservada para o sexo feminino, elas só devem abordar certos temas e em certos tons que a tradição masculina considera adequados para o gênero feminino”, declara à revista.
Ferrante aponta que quando a escrita de uma mulher cai fora das categorias que foram atribuídas às mulheres, particularmente quando não há nenhuma ‘foto de autor’ fornecida por ela, logo a conexão imediata sobre a identidade do escritor ser homem é feita. “E se, em vez disso, estivermos lidando com uma nova tradição de mulheres escritoras que estão se tornando mais competentes, mais eficazes, estão crescendo cansadas do gineceu literário e estão livres de estereótipos de gênero?”