Jem and the Holograms: filme para não-fãs

Quando tinham soltado só essa imagem de divulgação e eu pensei: nossa, legal, viva o cabelo colorido, viva a Jem! Sabe nada, inocente :(
O filme de "Jem and the Holograms" tinha tudo pra ser incrível. Tinha. Pelo menos o quadrinho salvou o universo colorido e maravilhoso de Jem.

Vocês já assistiram ao trailer do filme Jem and the Holograms? Quando eu li ano passado que fariam um filme da série animada eu fiquei super empolgada e, em seguida, morrendo de medo do que poderia vir. E bom, não dá nem vontade de por o trailer aqui pra vocês, de tão ruim que é:

 

 
Peraí, antes de qualquer coisa: você sabe o que é Jem and the Holograms? Pergunto porque as mais novinhas talvez nem tenham ouvido falar, já que é um desenho animado que passava na TV dos Estados Unidos nos anos 80. No Brasil, o SBT exibiu a série de 1988 à 1992.

 

 
A série tinha um misto de magia e tecnologia. A história era muito louca, na real. Jem, a vocalista, tinha todo um mistério em torno da sua real identidade. Isso porque ela era Jerrica Benton, empresária musical da Starlight Music. Jerrica adota essa “personagem” com a ajuda de um computador holográfico, conhecida como Synergy, que foi construída (aqui coloco no feminino pois o computador tinha o gênero materno da Synergy) pelo pai de Jerrica depois que ele morreu. Synergy era um sintetizador de entretenimento audiovisual capaz de projetar a holograma Jem sobre o corpo de Jerrica por meio do controle remoto projetado em seus brincos (sim!!!!111ONZE!!!!).

 

Sério gente.
Sério gente.
 
Esse holograma era tão incrível que camuflava totalmente a identidade de Jerrica, permitindo-lhe assumir a persona Jem sem ser reconhecida. A coisa era tão foda que, enquanto disfarçada como Jem, Jerrica podia se movimentar ou mesmo ser tocada por outras pessoas sem que nada interrompesse a projeção holográfica. Além disso, através dos seus brincos super tecnológicos, Jerrica também era capaz de projetar hologramas em torno dela – fazendo isso ao longo da série para proporcionam efeitos especiais durante os shows do grupo ou mesmo para salvá-las do perigo.

 
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A série era super girl power e apostava na representatividade das garotas. O grupo tinha a líder Jerrica (a Jem) e a tecladista e compositora Kimber Benton, brancas. Mas aí trazia Aja Leith na guitarra, descendente de asiáticos (que a série não explica bem se era do Japão ou China). Shana Elmsford, na bateria, era negra e era belíssima com seu cabelo black. Mais tarde veio Carmen “Raya” Alonso, uma Jem que vinha do México, que sentou na bateria enquanto Shana começou a tocar guitarra.

Elas eram a essência dos anos 80 com aqueles cabelos incríveis, roupas pontudas, maquiagem maluca e todo o glamour do roquenrou. Era muito legal, sério. O desenho ainda trazia os videoclipes das músicas da banda.

 

 
A coisa rende tanto que virou recentemente um quadrinho incrível, que reconta a história da animação com um redesign de personagens maravilhoso, feito pela artista Sophie Campbell, que ficou lindo e ainda mais inclusivo! Finalmente vemos personagens gordas, baixinhas e mais negras.
stormer-comic
shana-comic
aja-comic
 
Mas então, já o filme… o filme parece ter sido feito para agradar a geração atual de meninas brancas que amam Disney Channel e Hannah Montana. Não agrada as fãs do passado, hoje já na casa dos 30 e poucos anos. E ainda distorceram tanta coisa! TANTA COISA! E essa trilha-sonora pão com ovo? Gente, o que houve, sério?

 
ohnofuck
 
O melhor é ver a Internet reagindo ao trailer das maneiras mais incríveis possíveis:

 

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