Tinder feminista? Sim.

Todo mundo que já usou o app Tinder (ou a internet, ou, pra falar a verdade, todo mundo que já usou a VIDA) sabe que tem um monte de machista escroto se arrastando por ai, pronto para estragar todo e qualquer momento com discussões ridículas tentando te man-splain porque feminismo é irrelevante ou porque você é uma vadia odiadora de homens por acreditar que todxs temos direito a ter os mesmos direitos.

Uma moça muito legal chamada Laura Nowak decidiu colocar “hello I am a feminist” na bio de Tinder dela. O resultado foi uma espécie de experimento social, já que ser feminista é tão ofensivo (risos) que diversos homens sentiram a necessidade de abordar ela em relação à bio polêmica. O resultado disso é a conta maravilhosa de instagram @feminist_tinder, onde a moça reúne screenshots dela mitando e vingando a todxs nós com respostas incríveis ao ataques machistas.

 

¯\_(ツ)_/¯

A photo posted by @feminist_tinder on


 

Classic

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Segue aqui o link para quem quiser dar olhada e sentir aquela pontada de satisfação: https://instagram.com/feminist_tinder/

 

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Hoje comemoramos o centenário de Billie Holiday, nossa querida Lady Day. A moça foi uma das cantoras de jazz mais talentosas da história da música, cantando ao lado de nomes como Louis Armstrong e Artie Shaw. Holiday foi uma das primeiras cantoras negras a trabalhar com uma orquestra branca, e na década de 30 ela deu voz ao nascente movimento pela igualdade racial estadounidense com a canção Strange Fruit.

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Trata-se de uma versão musical do poema homônimo de Abel Meerpol, escritor judeu que criou Strange Fruit após ver uma foto de dois jovens negros linchados em Marion, Indiana. A foto aterrorizadora mostra Thomas Shipp e Abram Smith pendendo de uma árvore como um grotesco evento de entretenimento local, os espectadores brancos causalmente espalhando pela relva, olhando para a câmera com olhos perturbadoramente descompromissados. Na época Billie Holiday trabalhava para a Columbia Records. O selo proibiu-a de gravar a canção, mas Holiday não desistiu e liberou a música pelo selo alternativo Commodore. Strange Fruit foi a primeira canção a chamar atenção ao problema dos linchamentos nos Estados Unidos. David Margolick, autor de Strange Fruit, livro que descreve a trajetória da canção, descreve bem a sensação causada pela canção na época: “Por todo o país, adolescentes tocavam ‘Strange Fruit’ uns para os outros com uma sensação furtiva, como se o fruto em questão não fosse estranho, mas proibido”.

Qualquer um que já ouviu Billie Holiday cantando sabe que não existem palavras para descrever a emoção visceral que ela injeta em suas canções. Por isso não vou nem tentar. Deixo vocês com Strange Fruit, e com uma sensação de gratidão – pela força, pela luta e pela dor, tão necessária, para não esquecer.

 

 

Strange Fruit

Southern trees bear a strange fruit

Blood on the leaves and blood at the root

Black bodies swinging in the southern breeze

Strange fruit hanging from the poplar trees

 

Pastoral scene of the gallant south

The bulging eyes and the twisted mouth

Scent of magnolias, sweet and fresh

Then the sudden smell of burning flesh

 

Here is fruit for the crows to pluck

For the rain to gather, for the wind to suck

For the sun to rot, for the trees to drop

Here is a strange and bitter crop

 

Fruta Estranha

Árvores do sul produzem uma fruta estranha

Sangue nas folhas e sangue nas raízes

Corpos negros balançando na brisa do sul

Fruta estranha penduradas nos álamos

 

Pastoril cena do valente sul

Os olhos inchados e a boca torcida

Perfume de magnólias, doce e fresca

Depois o repentino cheiro de carne queimada

 

Aqui está a fruta para os corvos arrancarem

Para a chuva recolher, para o vento sugar

Para o sol apodrecer, para as árvores deixarem cair

Aqui está a estranha e amarga colheita

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¯\_(ツ)_/¯

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Classic

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Segue aqui o link para quem quiser dar olhada e sentir aquela pontada de satisfação: https://instagram.com/feminist_tinder/

 

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