Sofia Oliveira é ceramista, tem 28 anos e mora em São Paulo (SP). Formada em Publicidade, Sofia é a dona-criadora-idealizadora da Olive Cerâmica, cerâmicas lindas feitas com suas próprias mãozitchas. Eu lembro do primeiro vasinho que comprei da Olive, tão pequetito, que ela vendia em uma mesinha tímida na Galeria Metrópole. Isso faz dois anos já. Agora vejo seu trabalho evoluindo, ficando cada vez mais bonito e sendo chamado para participar de vários eventos e parcerias fodas. É tanto orgulho desse empreendedorismo que vocês também precisam conhecê-la:
Ovelha: Como e quando você se interessou por cerâmica?
Eu sou publicitária de formação, trabalhava numa agência com social media e era MUITO infeliz. Peguei alguns freelas, saí da agência e resolvi ir atrás das coisas que gostava pra tentar descobrir o que queria fazer da vida. Fiz um curso de jardinagem, que era o que mais me interessava naquele momento, mas ainda não senti muita firmeza na minha emoção de querer realmente investir nisso. Eu já tinha pensado algumas vezes em fazer cerâmica, mas nunca tinha ido atrás. Um dia um amigo me disse que a namorada dele estava fazendo aulas no ateliê da Sara Carone, e eu resolvi ir lá ver qual era. Foi meio que pá pum, comecei a fazer e já me apaixonei.
Ovelha: Você se lembra da sua primeira peça de cerâmica?
Lembro sim <3 Foi essa xicarazinha bem tortinha dessa foto aqui:
Ovelha: Qual foi o seu melhor laboratório?
O início dos meus estudos com a Sara Carone aqui em São Paulo foi muito importante. A Sara é uma daquelas pessoas que te ajuda a encontrar teu próprio estilo, muito mais do que passar o estilo de trabalho dela para os alunos (o que acontece muito). Era mais um laboratório de experiências mesmo. Na França, com o Monsieur Tozzola, eu aprendi a técnica a fundo, que no caso era o torno elétrico. Lá o esquema era mais pesado. Das 9h às 17h todos os dias, fazendo peças loucamente. Foi realmente uma imersão no estudo.
Ovelha: O que mais te inspira a escolher formatos e cores para suas peças?
Não tenho uma coisa específica que me inspire. Depois que a gente aprende a técnica, tudo que aparece no caminho é inspiração. Você vê algo e reconhece naquela inspiração com conseguiria trazer isso pro seu trabalho.
Ovelha: Você diria que já escolheu o estilo que deseja seguir? Há um estilo definido?
Ouço as pessoas dizendo que eu tenho um estilo bem reconhecível, mas ainda não sinto isso eu mesma hahah. Acho que para um ceramista, deve demorar bastante pra chegar na plenitude de conseguir traduzir no seu trabalho e descobrir exatamente o que você quer passar. São muitas coisas envolvidas. Desde a modelagem da peça até o desenvolvimento do esmalte, são muitos anos de estudo. Eu gosto bastante do que eu faço, mas acho que ainda estou longe de me sentir completamente satisfeita.
Ovelha: Como foi a experiência de montar um ateliê?
Desesperadora, risos. Sair do ateliê do seu professor onde você simplesmente faz a peça e ele tem todo o trabalho de cuidar da secagem, da queima, etc, e de repente ter que aprender tudo isso de uma vez é BEM desesperador. Trabalhar com cerâmica é trabalhar com desapego. São tantas peças quebradas e coisas que a gente faz errado no início até aprender, que tem que ter muita paciência e desapego pra não enlouquecer.
Ovelha: O que mudou quando você começou a vender em feirinhas e a dar workshops?
Rolava muita insegurança da minha parte no início. Eu hesitei bastante até começar a vender minhas primeiras pecinhas. Um dia, a Tais Toti, que organizava a Feirinha Pantasma, me chamou, meus amigos me convenceram e eu me joguei. Não lembrei de comprar sacola, cartão, botar o nome da marca em algum lugar, nada. A minha primeira feira apesar de completamente desajeitada foi muito importante pra me dar um empurrão para fazer outras. Todas as pessoas que passaram e elogiaram, curtiram, comentaram, me deram uma outra visão que nem eu mesma tinha do meu trabalho.
Acima, foto da primeira feirinha, a Feirinha Pantasma na Neu (SP). Em seguida, foto da feira Mercado Manual que participei em Inhotim (MG), no ano passado.
Ovelha: Quais outras ceramistas você mais admira?
A ceramista do meu coração, que foi quem me inspirou a começar é a Helen Levi. Eu pensei que se tinha uma mulher dessa idade se virando no rolê, por que eu não poderia tentar também? A Sara Carone, minha primeira professora, também é uma grande inspiração. Ela tem um trabalho artístico foda. Tem muitos outros que eu adoro, Ben Medansky, Miro Made This, Noni, Laurie Melia, Rocha do Campo, Laurette Broll, Alb Ceramique, Josephine Noel, Tortus, Renata Miwa… É muita gente fazendo coisas legais.
Ovelha: Você ouve quais músicas enquanto trabalha?
Sem dúvida o que eu mais ouço são as rádios online FIP e Piiaf. Ambas maravilhosas, uma mais tranquila e a outra mais maluca.
Ovelha: Quais seus projetos futuros com a Olive Cerâmica?
Tenho muitos projetos rolando com várias marcas legais! Além disso, quero tentar ter tempo pra fazer cursos mais extensos também. Esse ano promete <3
Sofia Oliveira é ceramista, tem 28 anos e mora em São Paulo (SP). Formada em Publicidade, Sofia é a dona-criadora-idealizadora da Olive Cerâmica, cerâmicas lindas feitas com suas próprias mãozitchas. Eu lembro do primeiro vasinho que comprei da Olive, tão pequetito, que ela vendia em uma mesinha tímida na Galeria Metrópole. Isso faz dois anos já. Agora vejo seu trabalho evoluindo, ficando cada vez mais bonito e sendo chamado para participar de vários eventos e parcerias fodas. É tanto orgulho desse empreendedorismo que vocês também precisam conhecê-la:
Ovelha: Como e quando você se interessou por cerâmica?
Eu sou publicitária de formação, trabalhava numa agência com social media e era MUITO infeliz. Peguei alguns freelas, saí da agência e resolvi ir atrás das coisas que gostava pra tentar descobrir o que queria fazer da vida. Fiz um curso de jardinagem, que era o que mais me interessava naquele momento, mas ainda não senti muita firmeza na minha emoção de querer realmente investir nisso. Eu já tinha pensado algumas vezes em fazer cerâmica, mas nunca tinha ido atrás. Um dia um amigo me disse que a namorada dele estava fazendo aulas no ateliê da Sara Carone, e eu resolvi ir lá ver qual era. Foi meio que pá pum, comecei a fazer e já me apaixonei.
Ovelha: Você se lembra da sua primeira peça de cerâmica?
Lembro sim <3 Foi essa xicarazinha bem tortinha dessa foto aqui:
Ovelha: Qual foi o seu melhor laboratório?
O início dos meus estudos com a Sara Carone aqui em São Paulo foi muito importante. A Sara é uma daquelas pessoas que te ajuda a encontrar teu próprio estilo, muito mais do que passar o estilo de trabalho dela para os alunos (o que acontece muito). Era mais um laboratório de experiências mesmo. Na França, com o Monsieur Tozzola, eu aprendi a técnica a fundo, que no caso era o torno elétrico. Lá o esquema era mais pesado. Das 9h às 17h todos os dias, fazendo peças loucamente. Foi realmente uma imersão no estudo.
Ovelha: O que mais te inspira a escolher formatos e cores para suas peças?
Não tenho uma coisa específica que me inspire. Depois que a gente aprende a técnica, tudo que aparece no caminho é inspiração. Você vê algo e reconhece naquela inspiração com conseguiria trazer isso pro seu trabalho.
Ovelha: Você diria que já escolheu o estilo que deseja seguir? Há um estilo definido?
Ouço as pessoas dizendo que eu tenho um estilo bem reconhecível, mas ainda não sinto isso eu mesma hahah. Acho que para um ceramista, deve demorar bastante pra chegar na plenitude de conseguir traduzir no seu trabalho e descobrir exatamente o que você quer passar. São muitas coisas envolvidas. Desde a modelagem da peça até o desenvolvimento do esmalte, são muitos anos de estudo. Eu gosto bastante do que eu faço, mas acho que ainda estou longe de me sentir completamente satisfeita.
Ovelha: Como foi a experiência de montar um ateliê?
Desesperadora, risos. Sair do ateliê do seu professor onde você simplesmente faz a peça e ele tem todo o trabalho de cuidar da secagem, da queima, etc, e de repente ter que aprender tudo isso de uma vez é BEM desesperador. Trabalhar com cerâmica é trabalhar com desapego. São tantas peças quebradas e coisas que a gente faz errado no início até aprender, que tem que ter muita paciência e desapego pra não enlouquecer.
Ovelha: O que mudou quando você começou a vender em feirinhas e a dar workshops?
Rolava muita insegurança da minha parte no início. Eu hesitei bastante até começar a vender minhas primeiras pecinhas. Um dia, a Tais Toti, que organizava a Feirinha Pantasma, me chamou, meus amigos me convenceram e eu me joguei. Não lembrei de comprar sacola, cartão, botar o nome da marca em algum lugar, nada. A minha primeira feira apesar de completamente desajeitada foi muito importante pra me dar um empurrão para fazer outras. Todas as pessoas que passaram e elogiaram, curtiram, comentaram, me deram uma outra visão que nem eu mesma tinha do meu trabalho.
Acima, foto da primeira feirinha, a Feirinha Pantasma na Neu (SP). Em seguida, foto da feira Mercado Manual que participei em Inhotim (MG), no ano passado.
Ovelha: Quais outras ceramistas você mais admira?
A ceramista do meu coração, que foi quem me inspirou a começar é a Helen Levi. Eu pensei que se tinha uma mulher dessa idade se virando no rolê, por que eu não poderia tentar também? A Sara Carone, minha primeira professora, também é uma grande inspiração. Ela tem um trabalho artístico foda. Tem muitos outros que eu adoro, Ben Medansky, Miro Made This, Noni, Laurie Melia, Rocha do Campo, Laurette Broll, Alb Ceramique, Josephine Noel, Tortus, Renata Miwa… É muita gente fazendo coisas legais.
Ovelha: Você ouve quais músicas enquanto trabalha?
Sem dúvida o que eu mais ouço são as rádios online FIP e Piiaf. Ambas maravilhosas, uma mais tranquila e a outra mais maluca.
Ovelha: Quais seus projetos futuros com a Olive Cerâmica?
Tenho muitos projetos rolando com várias marcas legais! Além disso, quero tentar ter tempo pra fazer cursos mais extensos também. Esse ano promete <3
Sofia Oliveira é ceramista, tem 28 anos e mora em São Paulo (SP). Formada em Publicidade, Sofia é a dona-criadora-idealizadora da Olive Cerâmica, cerâmicas lindas feitas com suas próprias mãozitchas. Eu lembro do primeiro vasinho que comprei da Olive, tão pequetito, que ela vendia em uma mesinha tímida na Galeria Metrópole. Isso faz dois anos já. Agora vejo seu trabalho evoluindo, ficando cada vez mais bonito e sendo chamado para participar de vários eventos e parcerias fodas. É tanto orgulho desse empreendedorismo que vocês também precisam conhecê-la:
Ovelha: Como e quando você se interessou por cerâmica?
Eu sou publicitária de formação, trabalhava numa agência com social media e era MUITO infeliz. Peguei alguns freelas, saí da agência e resolvi ir atrás das coisas que gostava pra tentar descobrir o que queria fazer da vida. Fiz um curso de jardinagem, que era o que mais me interessava naquele momento, mas ainda não senti muita firmeza na minha emoção de querer realmente investir nisso. Eu já tinha pensado algumas vezes em fazer cerâmica, mas nunca tinha ido atrás. Um dia um amigo me disse que a namorada dele estava fazendo aulas no ateliê da Sara Carone, e eu resolvi ir lá ver qual era. Foi meio que pá pum, comecei a fazer e já me apaixonei.
Ovelha: Você se lembra da sua primeira peça de cerâmica?
Lembro sim <3 Foi essa xicarazinha bem tortinha dessa foto aqui:
Ovelha: Qual foi o seu melhor laboratório?
O início dos meus estudos com a Sara Carone aqui em São Paulo foi muito importante. A Sara é uma daquelas pessoas que te ajuda a encontrar teu próprio estilo, muito mais do que passar o estilo de trabalho dela para os alunos (o que acontece muito). Era mais um laboratório de experiências mesmo. Na França, com o Monsieur Tozzola, eu aprendi a técnica a fundo, que no caso era o torno elétrico. Lá o esquema era mais pesado. Das 9h às 17h todos os dias, fazendo peças loucamente. Foi realmente uma imersão no estudo.
[caption id="attachment_13768" align="aligncenter" width="800"] Monsieur Tozzola e Sofia[/caption]
Ovelha: O que mais te inspira a escolher formatos e cores para suas peças?
Não tenho uma coisa específica que me inspire. Depois que a gente aprende a técnica, tudo que aparece no caminho é inspiração. Você vê algo e reconhece naquela inspiração com conseguiria trazer isso pro seu trabalho.
Ovelha: Você diria que já escolheu o estilo que deseja seguir? Há um estilo definido?
Ouço as pessoas dizendo que eu tenho um estilo bem reconhecível, mas ainda não sinto isso eu mesma hahah. Acho que para um ceramista, deve demorar bastante pra chegar na plenitude de conseguir traduzir no seu trabalho e descobrir exatamente o que você quer passar. São muitas coisas envolvidas. Desde a modelagem da peça até o desenvolvimento do esmalte, são muitos anos de estudo. Eu gosto bastante do que eu faço, mas acho que ainda estou longe de me sentir completamente satisfeita.
[caption id="attachment_13771" align="aligncenter" width="800"] Foto: Pedro Nobrega[/caption]
[caption id="attachment_13772" align="aligncenter" width="800"] Foto: Pedro Nobrega[/caption]
Ovelha: Como foi a experiência de montar um ateliê?
Desesperadora, risos. Sair do ateliê do seu professor onde você simplesmente faz a peça e ele tem todo o trabalho de cuidar da secagem, da queima, etc, e de repente ter que aprender tudo isso de uma vez é BEM desesperador. Trabalhar com cerâmica é trabalhar com desapego. São tantas peças quebradas e coisas que a gente faz errado no início até aprender, que tem que ter muita paciência e desapego pra não enlouquecer.
Ovelha: O que mudou quando você começou a vender em feirinhas e a dar workshops?
Rolava muita insegurança da minha parte no início. Eu hesitei bastante até começar a vender minhas primeiras pecinhas. Um dia, a Tais Toti, que organizava a Feirinha Pantasma, me chamou, meus amigos me convenceram e eu me joguei. Não lembrei de comprar sacola, cartão, botar o nome da marca em algum lugar, nada. A minha primeira feira apesar de completamente desajeitada foi muito importante pra me dar um empurrão para fazer outras. Todas as pessoas que passaram e elogiaram, curtiram, comentaram, me deram uma outra visão que nem eu mesma tinha do meu trabalho.
Acima, foto da primeira feirinha, a Feirinha Pantasma na Neu (SP). Em seguida, foto da feira Mercado Manual que participei em Inhotim (MG), no ano passado.
[caption id="attachment_13763" align="aligncenter" width="800"] Foto: Helena Yoshioka[/caption]
Ovelha: Quais outras ceramistas você mais admira?
A ceramista do meu coração, que foi quem me inspirou a começar é a Helen Levi. Eu pensei que se tinha uma mulher dessa idade se virando no rolê, por que eu não poderia tentar também? A Sara Carone, minha primeira professora, também é uma grande inspiração. Ela tem um trabalho artístico foda. Tem muitos outros que eu adoro, Ben Medansky, Miro Made This, Noni, Laurie Melia, Rocha do Campo, Laurette Broll, Alb Ceramique, Josephine Noel, Tortus, Renata Miwa… É muita gente fazendo coisas legais.
Ovelha: Você ouve quais músicas enquanto trabalha?
Sem dúvida o que eu mais ouço são as rádios online FIP e Piiaf. Ambas maravilhosas, uma mais tranquila e a outra mais maluca.
Ovelha: Quais seus projetos futuros com a Olive Cerâmica?
Tenho muitos projetos rolando com várias marcas legais! Além disso, quero tentar ter tempo pra fazer cursos mais extensos também. Esse ano promete <3
[caption id="attachment_13773" align="aligncenter" width="800"] Foto: Pedro Nobrega[/caption]
[caption id="attachment_13774" align="aligncenter" width="800"] Foto: Pedro Nobrega[/caption]
[caption id="attachment_13775" align="aligncenter" width="800"] Foto: Pedro Nobrega[/caption]
“Girls” voltou! E a quarta temporada começou no “arrasa arrasante”, como diz Nina Grando. Atenção! Pequenos spoilers a seguir!
Marnie, aquela personagem irritante de tão meiga-linda, protagoniza uma cena de sexo. Mas não é qualquer cena. Anteriormente transando apenas debaixo dos lençóis, Marnie recebe um “beijo grego” de Desi, seu parceiro musical. Ele diz “Eu amo isso”, e ela responde “eu também te amo”.
Não consigo pensar em nada mais constrangedor do que essa situação. Depois da trepada, Marnie tem que encarar a namorada do cara, que ainda fala “desculpe-me se eu achei que havia uma tensão sexual entre vocês”. E toda essa sequência desagradável é o que me anima em assistir à série e colocá-la entre as favoritas do coração. Obrigada, Lena Dunham!
Hannah e Adam, o casal que garantia as melhores posições sexuais da série, agora estão naquela fase reflexiva de um relacionamento. Com Hannah se mudando de Nova York para Iowa, toda a dinâmica muda. E parece que nada fica resolvido entre o casal mesmo após as pazes. Eles decidem planejar por não ter planos. Não há muito diálogo, mas há uma cena bonita de “despedida”. Veremos nos próximos episódios.
As participações dos outros personagens são pequenas, mas bem boas também. Elijah aparece em um momento “sai dessa egotrip, Marnie”. “O que Judy Garland e Lady Gaga têm em comum? As duas são vadias que não dão a mínima para o que as pessoas pensam”, diz o querido.
Soshanna se forma na faculdade e seus pais divorciados aparecem pela primeira vez. Jessa, que está brava com a mudança de Hannah, briga com a filha da Beadie (interpretada pela Natasha Lyonne, de “Orange is the new black“), artista que ela quase ajudou cometer suicídio na última temporada. Mas a parte mais bela desse primeiro episódio é quando Marnie aparece na casa da Hannah para desejar boa viagem. Isso é muito maior que um beijo grego.
Olive Cerâmica, cerâmicas lindas feitas com suas próprias mãozitchas. Eu lembro do primeiro vasinho que comprei da Olive, tão pequetito, que ela vendia em uma mesinha tímida na Galeria Metrópole. Isso faz dois anos já. Agora vejo seu trabalho evoluindo, ficando cada vez mais bonito e sendo chamado para participar de vários eventos e parcerias fodas. É tanto orgulho desse empreendedorismo que vocês também precisam conhecê-la:
Ovelha: Como e quando você se interessou por cerâmica?
Eu sou publicitária de formação, trabalhava numa agência com social media e era MUITO infeliz. Peguei alguns freelas, saí da agência e resolvi ir atrás das coisas que gostava pra tentar descobrir o que queria fazer da vida. Fiz um curso de jardinagem, que era o que mais me interessava naquele momento, mas ainda não senti muita firmeza na minha emoção de querer realmente investir nisso. Eu já tinha pensado algumas vezes em fazer cerâmica, mas nunca tinha ido atrás. Um dia um amigo me disse que a namorada dele estava fazendo aulas no ateliê da Sara Carone, e eu resolvi ir lá ver qual era. Foi meio que pá pum, comecei a fazer e já me apaixonei.
Ovelha: Você se lembra da sua primeira peça de cerâmica?
Lembro sim <3 Foi essa xicarazinha bem tortinha dessa foto aqui:
Ovelha: Qual foi o seu melhor laboratório?
O início dos meus estudos com a Sara Carone aqui em São Paulo foi muito importante. A Sara é uma daquelas pessoas que te ajuda a encontrar teu próprio estilo, muito mais do que passar o estilo de trabalho dela para os alunos (o que acontece muito). Era mais um laboratório de experiências mesmo. Na França, com o Monsieur Tozzola, eu aprendi a técnica a fundo, que no caso era o torno elétrico. Lá o esquema era mais pesado. Das 9h às 17h todos os dias, fazendo peças loucamente. Foi realmente uma imersão no estudo.
Ovelha: O que mais te inspira a escolher formatos e cores para suas peças?
Não tenho uma coisa específica que me inspire. Depois que a gente aprende a técnica, tudo que aparece no caminho é inspiração. Você vê algo e reconhece naquela inspiração com conseguiria trazer isso pro seu trabalho.
Ovelha: Você diria que já escolheu o estilo que deseja seguir? Há um estilo definido?
Ouço as pessoas dizendo que eu tenho um estilo bem reconhecível, mas ainda não sinto isso eu mesma hahah. Acho que para um ceramista, deve demorar bastante pra chegar na plenitude de conseguir traduzir no seu trabalho e descobrir exatamente o que você quer passar. São muitas coisas envolvidas. Desde a modelagem da peça até o desenvolvimento do esmalte, são muitos anos de estudo. Eu gosto bastante do que eu faço, mas acho que ainda estou longe de me sentir completamente satisfeita.
Ovelha: Como foi a experiência de montar um ateliê?
Desesperadora, risos. Sair do ateliê do seu professor onde você simplesmente faz a peça e ele tem todo o trabalho de cuidar da secagem, da queima, etc, e de repente ter que aprender tudo isso de uma vez é BEM desesperador. Trabalhar com cerâmica é trabalhar com desapego. São tantas peças quebradas e coisas que a gente faz errado no início até aprender, que tem que ter muita paciência e desapego pra não enlouquecer.
Ovelha: O que mudou quando você começou a vender em feirinhas e a dar workshops?
Rolava muita insegurança da minha parte no início. Eu hesitei bastante até começar a vender minhas primeiras pecinhas. Um dia, a Tais Toti, que organizava a Feirinha Pantasma, me chamou, meus amigos me convenceram e eu me joguei. Não lembrei de comprar sacola, cartão, botar o nome da marca em algum lugar, nada. A minha primeira feira apesar de completamente desajeitada foi muito importante pra me dar um empurrão para fazer outras. Todas as pessoas que passaram e elogiaram, curtiram, comentaram, me deram uma outra visão que nem eu mesma tinha do meu trabalho.
Acima, foto da primeira feirinha, a Feirinha Pantasma na Neu (SP). Em seguida, foto da feira Mercado Manual que participei em Inhotim (MG), no ano passado.
Ovelha: Quais outras ceramistas você mais admira?
A ceramista do meu coração, que foi quem me inspirou a começar é a Helen Levi. Eu pensei que se tinha uma mulher dessa idade se virando no rolê, por que eu não poderia tentar também? A Sara Carone, minha primeira professora, também é uma grande inspiração. Ela tem um trabalho artístico foda. Tem muitos outros que eu adoro, Ben Medansky, Miro Made This, Noni, Laurie Melia, Rocha do Campo, Laurette Broll, Alb Ceramique, Josephine Noel, Tortus, Renata Miwa… É muita gente fazendo coisas legais.
Ovelha: Você ouve quais músicas enquanto trabalha?
Sem dúvida o que eu mais ouço são as rádios online FIP e Piiaf. Ambas maravilhosas, uma mais tranquila e a outra mais maluca.
Ovelha: Quais seus projetos futuros com a Olive Cerâmica?
Tenho muitos projetos rolando com várias marcas legais! Além disso, quero tentar ter tempo pra fazer cursos mais extensos também. Esse ano promete <3