♪ Mulheres do jazz ♪

Ilustração feita com exclusividade por Janis Souza
Divas instrumentistas e cantoras desse estilo maravilhoso

Quando algumas pessoas pensam em “grandes nomes do jazz”, logo citam Miles Davis, Chet Baker, Louis Armstrong, Duke Ellington, John Coltrane etc. Quando pedimos para nomearem mulheres do jazz, também logo falam das cantoras Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Nina Simone, por exemplo. Mas sabiam que algumas mulheres também tocam instrumentos? Que coisa louca né rs! Pianistas, guitarristas, trompetistas, bateristas, saxofonistas…

Foi ao ouvir esse programa produzido por Margaret Howze para a NPR que me inspirei em fazer essa playlist.

O piano foi um dos primeiros instrumentos que as mulheres tocavam no jazz, segundo a musicologista Ingrid Monson. Nos anos 1920 e 30, houve um número crescente de mulheres pianistas de jazz – Sweet Emma Barrett, Billie Pierce, Jeanette Kimball e Lovie Austin, entre elas.

Quando o bebop surgiu em meados do anos 40, vários músicos começaram a fazer jam sessions e foi aí que mulheres começaram a liderar alguns grupos de jazz. Algumas mais famosas são Barbara Carroll, Hazel Scott, Nellie Lutcher, Hadda Brooks, e Marian McPartland.

Essa playlist traz algumas das mulheres que mais curto ouvir. Se sentirem falta de alguma, por favor, digam nos comentários e sigam as playlists da Ovelha no Spotify ;)

Tags relacionadas
, ,
Mais de Letícia Mendes

As tomboys de Marianne Breslauer

Graças a esse post do Messy Nessy Chic, conheci as fotografias da alemã Marianne Breslauer (1909-2001).

Em 1929, Marianne, com seus 20 aninhos, morou em Paris e foi aprendiz de ninguém menos que Man Ray. Lá, ela desenvolveu um olhar poético para cenas cotidianas nas ruas francesas, inspirada por André Kertesz e Brassai. Nos anos 30, ela trabalhou como fotógrafa profissional em Berlim e teve suas fotos publicados em várias revistas.

O tema principal de Marianne eram as tomboys, mulheres que normalmente usam cabelos curtos, vestem roupas “masculinas”, são independentes, urbanas… Enfim, eram mulheres raras na época.

Ela fotografou principalmente sua amiga suíça Annemarie Schwarzenbach, escritora, fotógrafa e jornalista que morreu em 1942 aos 34 anos.

“Neither a woman nor a man, but an angel, an archangel” (nem uma mulher, nem um homem, mas um anjo, um arcanjo), era como Marianne descrevia Annemarie.

Na Alemanha nazista, os empregadores de Marianne queriam publicar suas fotos sob um pseudônimo para esconder o fato de que ela era judia. Ela se recusou e deixou o país.

Em 1936, foi morar em Amsterdã (Holanda) onde se casou com o negociante de arte Walter Feilchenfeldt. Foi quando ela também parou de fotografar :/

Mais fotos de Marianne Breslauer:

Leia mais