Ilustração feita com exclusividade por Janis Souza
Divas instrumentistas e cantoras desse estilo maravilhoso
Quando algumas pessoas pensam em “grandes nomes do jazz”, logo citam Miles Davis, Chet Baker, Louis Armstrong, Duke Ellington, John Coltrane etc. Quando pedimos para nomearem mulheres do jazz, também logo falam das cantoras Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Nina Simone, por exemplo. Mas sabiam que algumas mulheres também tocam instrumentos? Que coisa louca né rs! Pianistas, guitarristas, trompetistas, bateristas, saxofonistas…
O piano foi um dos primeiros instrumentos que as mulheres tocavam no jazz, segundo a musicologista Ingrid Monson. Nos anos 1920 e 30, houve um número crescente de mulheres pianistas de jazz – Sweet Emma Barrett, Billie Pierce, Jeanette Kimball e Lovie Austin, entre elas.
Quando o bebop surgiu em meados do anos 40, vários músicos começaram a fazer jam sessions e foi aí que mulheres começaram a liderar alguns grupos de jazz. Algumas mais famosas são Barbara Carroll, Hazel Scott, Nellie Lutcher, Hadda Brooks, e Marian McPartland.
Essa playlist traz algumas das mulheres que mais curto ouvir. Se sentirem falta de alguma, por favor, digam nos comentários e sigam as playlists da Ovelha no Spotify ;)
Este post tem um monte de coisas legais, importantes e inspiradoras que vimos durante a semana e que achamos que merece sua atenção.
// PUSSY RIOT
Maria Alyokhina, ativista russa e integrante do grupo de punk rock Pussy Riot, anunciou que planeja abrir um museu “women’s-only”, ou seja, um lugar apenas para mulheres, feito por artistas mulheres, sobre mulheres, em Montenegro, que fica no sudeste da Europa.
O Pussy Riot uniu forças com o galerista e curador Marat Guelman para desenvolver essa ideia que explicita a descarada falta de diversidade no mundo da arte. Maria falou sobre esse projeto para o site Artnet News. CLIQUE AQUI PARA LER.
Fica aí um clipezinho delas também:
// PEACHES
Anna Freeman, colunista da revista “Dazed”, publicou esse artigo ma-ra intitulado “Por que nós temos que parar de falar merda sobre as nossas vaginas”. Ela escreveu inspirada na artista electro-punk Peaches, que soltou o clipe NSFW da música “Rub”, um vídeo que explora muito e muitas vaginas. Mas por que as mulheres ainda são tão envergonhadas de suas ppks?
“A pura crueza de ‘Rub’ é talvez seu maior mérito: a ideia de que as mulheres gostam de se masturbar tanto quanto os homens não deve ainda ser um choque, mas aparentemente é”, diz um trecho do texto.
// MARCELA
O texto “Com o coração nas mãos”, escrito por Gilberto Amendola, do Estadão, fala sobre o protagonismo feminino nas ocupações das escolas estaduais. A estudante Marcela Nogueira dos Reis, de 18 anos, se destacou na luta contra a reorganização escolar proposta pelo governo do Estado. CLIQUE AQUI PARA LER.
As minas da linha de frente são zica
// CONCURSOS DE BELEZA
“O momento mais constrangedor do Miss Universo esta semana não foi o apresentador do evento, Steve Harvey, nomear a vencedora errada ao vivo na televisão – mas que, em 2015, um concurso que coloca mulheres para desfilar em biquínis para a honra de ganhar uma faixa e uma tiara ainda exista. Essa é a verdadeira vergonha.”
Disse tudo a colunista do “Guardian” Jessica Valenti nesse texto “Concursos de beleza são embaraçosos – mesmo se você nomear a vencedora certa”. Ela fala sobre como obviamente esses concursos são misóginos e retrógrados, citando como exemplo o Miss America que, apenas em 1999, acabou com uma regra que proibia competidoras de serem divorciadas ou terem sofrido um aborto.
Em novembro, a Grimes lançou o álbum “Art Angel” e foi parar na capa de trocentas revistas. Em entrevista a uma delas, a “FADER”, a produtora e cantora canadense Claire Boucher falou sobre os equívocos que ela tem que lidar como uma artista DIY (faça-você-mesma), e o que ela aprendeu em uma turnê pelo mundo.
Assista aqui:
// #DEARDADDY
Campanha da CARE para acabar com a violência física ou sexual contra as mulheres. Vídeo pra compartilhar na timeline:
// ISABELLA
Isabella, de 5 anos, nasceu com brida amniótica, uma rara condição genética que impossibilita seus movimentos no braço direito. Mas a ONG e-NABLE junto com a FATHOM desenvolveram um braço prostético por meio de impressoras 3D feito sob medida para a garotinha.