As mulheres de Black Sails são relevantes

Sabe quando você gosta tanto de uma série não muito conhecida, e acaba fazendo campanha para todos os seus amigos assistirem? Então… Eu sou assim com Black Sails. Muitas vezes me pego comparando a série com Game Of Thrones e recorrendo aos mesmos argumentos rasos que geralmente são usados para defender a série da HBO. “Você vai gostar. Tem política, ação, sangue, morte e muitos nudes”.

De fato, tirando o fator “magia”, o roteiro de Black Sails tem todos esses elementos. E ainda rola uma abertura com musiquinha legal e chiclete!

 

 
A grande diferença é que a série conta a história de piratas que frequentavam Nassau, capital das Bahamas, no século XVIII. Então se você gosta de histórias reais ou lendas da pirataria, a série da Starz já ganha pontos por reunir personagens como Capitão Flint, Long John Silver e, mais recentemente, Edward Teach, o notório Barba Negra. Nem preciso falar que a produção deixa a franquia de filmes da Disney, Piratas do Caribe, no chinelo, né?

Agora, como estou indicando a série para quem lê Ovelha, sei que posso ir muito além dos argumentos rasos e apresentar um fator ainda mais fortalecedor sobre Black Sails: as personagens femininas.

Já que a comparação com Game Of Thrones acabou sendo feita, é importante apontar que as mulheres não são colocadas como frágeis e em situações vulneráveis apenas por serem mulheres, independentemente do tempo em que vivem e dos riscos que corriam nesse período.

Na série da Starz, as mulheres são de fato relevantes para o contexto político da história e não estão lá para serem resgatadas. Até o fim da terceira temporada (que foi incrível!!!), os roteiristas e produtores da série nunca tiveram que explicar, por exemplo, uma cena de violência desnecessária, como já aconteceu mais de uma vez em GOT. Tudo isso sem apagar o contexto histórico e mostrar que a vida, de fato, não eram nada favorável para as mulheres da época.

Para você saber um pouco mais sobre cada guerreira de Black Sails, criei mini bios sem spoilers! Confira.

 

Eleanor Guthrie

(Atriz: Hannah New)
 
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Para dar vida aos piratas, os roteiristas utilizaram registros históricos ou lendas de livros. Mas para uma figura política fictícia, que lidera a cidade dos contrabandos, nasce uma personagem novinha em folha. Uma mulher.

Eleanor Guthrie não aparece nas lendas e foi criada especialmente para a série. Aos 16 anos, ela herdou o comando de Nassau do pai e lutou para ter o respeito de qualquer um que faça negócios em suas terras. Nenhum alimento é plantado ou nenhuma peça roubada é revendida fora do conhecimento da governadora.

 

Max

(Atriz: Jessica Parker Kennedy)
 
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Ela também é uma personagem criada do zero, com base somente no perfil das prostitutas de Nassau na época do domínio dos piratas. Por isso Max não tem sobrenome.

A evolução da personagem é impressionante. Desde a primeira temporada ela consegue ser relevante para os negócios da cidade. Logo aprendemos mais sobre seu passado de escravidão e conhecemos também o seu poder de liderança.

 

Miranda Barlow

(Atriz: Louise Barnes)
 
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O capitão do navio Walrus, James Flint – personagem originário do livro A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson – é uma das figuras mais importantes para a trama de Black Sails. Mas na segunda temporada, descobre-se que ele não seria tão importante sem a ajuda da esposa, Miranda Barlow.

Não tem nada a ver com aquela baboseira de “por trás de todo grande homem existe uma grande mulher”. Flint e Barlow dividem um passado que origina boa parte da guerra política presente na série e ela prova ser uma personagem muito mais interessante do que a simples cidadã de Nassau que aparenta ser na primeira temporada.

 

Anne Bonny

(Atriz: Clara Paget)
 
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Assim como nas lendas em que é citada, Anne Bonny é apresentada em Black Sails como uma pirata que navega por Bahamas ao lado do marido Jack Rackham. Na série, os dois fazem parte da tripulação do Capitão Charles Vane.

Muito habilidosa com armas de fogo e com a espada, Anne acaba se tornando uma figura solitária, que assusta os outros piratas pela fama de ser uma assassina de sangue frio. Mas, ao longo das temporadas, acabamos conhecendo mais sobre a personalidade da guerreira.

 

A Rainha da Ilha Maroon

(Atriz: Moshidi Motshegwa)
 
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Eu prometi que faria este post sem spoilers, então vou tentar conter a excitação ao falar sobre a Rainha e a Princesa da Ilha Maroon, que surgem na terceira temporada como partes importantíssimas para o roteiro.

O que se sabe na história, é que a Ilha Maroon foi o esconderijo de dezenas de grupos de escravos que fugiram da Espanha e da Inglaterra na mesma época em que Nassau foi tomada pela pirataria. Lá, eles tentavam reconstruir suas vidas e reestabelecer suas tradições africanas.

Na série, qualquer tripulação, pirata ou não, que chega a Maroon precisa prestar contas para a Rainha da Ilha, uma figura misteriosa que comanda o lugar com veemência. A filha dela deve herdar o reinado e já recebe missões políticas importantes, mas mostra ter conflitos internos, principalmente em consequência da infância como escrava.

Por causa do distanciamento que elas mantém de qualquer pessoa de fora da Ilha, os nomes das duas líderes de Maroon ainda não foram revelados na série. Mas, ao que tudo indica, a aproximação da Princesa com o pirata Long John Silver pode quebrar esse mistério. Pesquisando alguns registros históricos, é possível adiantar que a Rainha a qual a série se refere, era conhecida como Nanny.

Já vale a pena assistir todas as temporadas só pela qualidade da série. Mas eu diria que a inclusão da história dos escravos em situação de luta e resistência foi a cereja do bolo para consagrar Black Sails.

Então está esperando o que? Vai lá assistir a série e corre aqui pra contar pra gente o que achou!

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FKA Twigs Vs. Kristen Stewart?

Você também tem notado uma certa mudança nas reações do público na internet com relação a Kristen Stewart? Aquela perturbação em cima da figura muito séria da atriz e tantas especulações sobre sua vida pessoal, têm diminuído e dado mais espaço para que ela faça e fale sobre seus novos trabalhos. E isso é ótimo, uma vez que nunca foi muito interessante ver Kristen ser rebaixada a comparações com seu papel de mulher submissa como Bella em Crepúsculo ou sendo obrigada a pedir desculpas publicamente por ter traído Robert Pattinson (precisava de toda aquela exposição? Ela não namorava com o mundo inteiro, né?).

Enquanto a popularidade de Kristen vem subindo, a cantora (e dançarina, e pessoa incrível) FKA Twigs, a atual de Pattinson é quem tem aguentado os haters. Se antes Kristen Stewart não era “boa o suficiente” para o galã, agora ela se tornou a melhor opção segundo a opinião pública. Aparentemente é algo absurdo e inimaginável ver uma mulher negra com o vampiro do Crepúsculo…

Como se não bastasse, a mídia pega carona no racismo desenfreado contra Twigs e coloca a cereja no bolo: o machismo. Muitas, mas muitas insinuações de rivalidade entre as duas são feitas, o que incentiva mais ainda o ódio entre mulheres.

Sempre tive uma simpatia por Kristen Stewart por saber na pele como é ser importunada por não ter um comportamento meigo e doce sempre esperado de uma mulher, por isso, fico feliz por ela por estar conseguindo se desprender disso. Mas, infelizmente, ao menos 20% desse progresso vem da revolta racista do público e essa comparação com FKA Twigs.

Pensando nisso, que tal refletirmos sobre algumas vezes em que as duas foram mulheres tão incríveis, que nem estavam se preocupando uma com a outra, para provar que é perfeitamente possível (UAU! SÉRIO?) que duas mulheres talentosas sejam famosas e bem sucedidas no que fazem, sem precisarem ser comparadas ou se tornarem rivais – menos ainda brigarem por causa de homem?!

 

1. No Baile do MET deste ano, quando FKA Twigs apareceu toda linda no tapete vermelho com o noivo como companhia

rob-e-fka

Olha a cara deles de preocupados com o que a ex vai pensar ao ver as fotos!

2. E depois, quando ela rebateu ofensas racistas na web sobre seu relacionamento

fka

É que os fãs de Crepúsculo acharam que tinha cabimento atacar a noiva negra do protagonista da série. Até de “aborto de macaco” FKA foi chamada. A resposta dela foi no ponto, lembrando que a internet não é um local onde as pessoas são livres para serem racistas, mas ainda foi pouco!

3. Toda vez que Kristen passeia feliz com a namorada Alicia Cargile

Kristen Stewart e Alicia Cargile

Esse negócio de bissexualidade é frescura, óbvio que ela só queria aparecer e fazer ciúmes pro Pattinson! #ModoIroniaAtivado

4. E depois, quando ela deu um resposta brilhante sobre sua sexualidade

 

Kristen está na edição de setembro da revista Nylon, que já adiantou uma resposta da atriz para a curiosidade do público quanto sua sexualidade: “Pode procurar por mim no Google, eu não estou me escondendo. Acho que em três ou quatro anos, haverá um número bem maior de pessoas que não acham necessário descobrir se você é gay ou heterossexual. Vai ser algo do tipo ‘Apenas seja você’”.

5. Na última semana, FKA Twigs deve ter pensado muito em Kristen enquanto lançava esse clipe incrível:

 

“Será que a ex do meu boy vai ver o quanto sou foda? Preciso da aprovação dela!”, disse NUNCA a artista.

Dica: esse clipe de mais de 15 minutos ainda é pouco! Dá uma passada no canal inteiro da FKA… Só coisa linda!

6. O dia em que Kristen Stewart mostrou o machismo em Hollywood trocando de papel com Jesse Eisenberg nesta entrevista:

 

Dica: Aqui dá pra assistir a entrevista legendada ;D

7. Toda vez que FKA Twigs arrasa em suas performances, como esta:

 

Isso deve exigir tanto ensaio que nem dá tempo pra pensar na ex do noivo, nos fãs da ex do noivo, em racista mané e outras pessoas que não tem nada a ver com a vida dela, né?

8. Enquanto Kristen atuava com a incrível Juliane Moore em Para Sempre Alice

Still Alice

É… Provavelmente não!

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A grande diferença é que a série conta a história de piratas que frequentavam Nassau, capital das Bahamas, no século XVIII. Então se você gosta de histórias reais ou lendas da pirataria, a série da Starz já ganha pontos por reunir personagens como Capitão Flint, Long John Silver e, mais recentemente, Edward Teach, o notório Barba Negra. Nem preciso falar que a produção deixa a franquia de filmes da Disney, Piratas do Caribe, no chinelo, né?

Agora, como estou indicando a série para quem lê Ovelha, sei que posso ir muito além dos argumentos rasos e apresentar um fator ainda mais fortalecedor sobre Black Sails: as personagens femininas.

Já que a comparação com Game Of Thrones acabou sendo feita, é importante apontar que as mulheres não são colocadas como frágeis e em situações vulneráveis apenas por serem mulheres, independentemente do tempo em que vivem e dos riscos que corriam nesse período.

Na série da Starz, as mulheres são de fato relevantes para o contexto político da história e não estão lá para serem resgatadas. Até o fim da terceira temporada (que foi incrível!!!), os roteiristas e produtores da série nunca tiveram que explicar, por exemplo, uma cena de violência desnecessária, como já aconteceu mais de uma vez em GOT. Tudo isso sem apagar o contexto histórico e mostrar que a vida, de fato, não eram nada favorável para as mulheres da época.

Para você saber um pouco mais sobre cada guerreira de Black Sails, criei mini bios sem spoilers! Confira.

 

Eleanor Guthrie

(Atriz: Hannah New)
 
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Para dar vida aos piratas, os roteiristas utilizaram registros históricos ou lendas de livros. Mas para uma figura política fictícia, que lidera a cidade dos contrabandos, nasce uma personagem novinha em folha. Uma mulher.

Eleanor Guthrie não aparece nas lendas e foi criada especialmente para a série. Aos 16 anos, ela herdou o comando de Nassau do pai e lutou para ter o respeito de qualquer um que faça negócios em suas terras. Nenhum alimento é plantado ou nenhuma peça roubada é revendida fora do conhecimento da governadora.

 

Max

(Atriz: Jessica Parker Kennedy)
 
mulheres-black-sails
 
Ela também é uma personagem criada do zero, com base somente no perfil das prostitutas de Nassau na época do domínio dos piratas. Por isso Max não tem sobrenome.

A evolução da personagem é impressionante. Desde a primeira temporada ela consegue ser relevante para os negócios da cidade. Logo aprendemos mais sobre seu passado de escravidão e conhecemos também o seu poder de liderança.

 

Miranda Barlow

(Atriz: Louise Barnes)
 
mulheres-black-sails
 
O capitão do navio Walrus, James Flint – personagem originário do livro A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson – é uma das figuras mais importantes para a trama de Black Sails. Mas na segunda temporada, descobre-se que ele não seria tão importante sem a ajuda da esposa, Miranda Barlow.

Não tem nada a ver com aquela baboseira de “por trás de todo grande homem existe uma grande mulher”. Flint e Barlow dividem um passado que origina boa parte da guerra política presente na série e ela prova ser uma personagem muito mais interessante do que a simples cidadã de Nassau que aparenta ser na primeira temporada.

 

Anne Bonny

(Atriz: Clara Paget)
 
mulheres-black-sails
 
Assim como nas lendas em que é citada, Anne Bonny é apresentada em Black Sails como uma pirata que navega por Bahamas ao lado do marido Jack Rackham. Na série, os dois fazem parte da tripulação do Capitão Charles Vane.

Muito habilidosa com armas de fogo e com a espada, Anne acaba se tornando uma figura solitária, que assusta os outros piratas pela fama de ser uma assassina de sangue frio. Mas, ao longo das temporadas, acabamos conhecendo mais sobre a personalidade da guerreira.

 

A Rainha da Ilha Maroon

(Atriz: Moshidi Motshegwa)
 
mulheres-black-sails
 
Eu prometi que faria este post sem spoilers, então vou tentar conter a excitação ao falar sobre a Rainha e a Princesa da Ilha Maroon, que surgem na terceira temporada como partes importantíssimas para o roteiro.

O que se sabe na história, é que a Ilha Maroon foi o esconderijo de dezenas de grupos de escravos que fugiram da Espanha e da Inglaterra na mesma época em que Nassau foi tomada pela pirataria. Lá, eles tentavam reconstruir suas vidas e reestabelecer suas tradições africanas.

Na série, qualquer tripulação, pirata ou não, que chega a Maroon precisa prestar contas para a Rainha da Ilha, uma figura misteriosa que comanda o lugar com veemência. A filha dela deve herdar o reinado e já recebe missões políticas importantes, mas mostra ter conflitos internos, principalmente em consequência da infância como escrava.

Por causa do distanciamento que elas mantém de qualquer pessoa de fora da Ilha, os nomes das duas líderes de Maroon ainda não foram revelados na série. Mas, ao que tudo indica, a aproximação da Princesa com o pirata Long John Silver pode quebrar esse mistério. Pesquisando alguns registros históricos, é possível adiantar que a Rainha a qual a série se refere, era conhecida como Nanny.

Já vale a pena assistir todas as temporadas só pela qualidade da série. Mas eu diria que a inclusão da história dos escravos em situação de luta e resistência foi a cereja do bolo para consagrar Black Sails.

Então está esperando o que? Vai lá assistir a série e corre aqui pra contar pra gente o que achou!

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