Nunca escondi de ninguém meu vício pelos desenhos do Cartoon Network. Mesmo quando adolescente sem TV por assinatura em casa, acompanhava por outros canais (meio atrasada, mas acompanhava) os desenhos produzidos pelo canal. Que atire a primeira pedra a menina que nunca se identificou com a personalidade de uma das três Super Poderosas.
Pois bem, crescemos eu e o Cartoon, e continuo apaixonada. A nova geração de desenhos do Cartoon (Apenas um show, Gumball, Hora de Aventura, Steven Universe e agora as maravilhosas Meninas Super Poderosas) voltou com tudo e o canal segue evoluindo de acordo com o seu público. E, claro, o Cartoon se jogou de vez na era do Facebook: em sua página, acompanham todos os tipos de memes, virais e piadas que surgem, é diversão garantida, além de informações sobre os desenhos, claro.
Conforme acompanhava o crescimento do Cartoon Network nessa nova fase, fui percebendo como os desenhos passaram a se debruçar mais sobre as meninas, moças e mulheres durante os episódios. Enquanto antigamente o grande ponto feminino da programação eram as Meninas Super Poderosas, agora temos outras personagens fortíssimas como Marceline e Princesa Jujuba, Princesa Caroço e as Crystal Gems. Já rolou, inclusive, semanas inteiras de programação voltada para garotas, com o título Girl Power. Eles estão surfando com tudo na onda do empoderamento feminino! GO, GIRL!
Unindo essa onda maravilhosa de acompanhar a moda das ~redes~ mais essa nova postura sobre as meninas, o povo fez um canal exclusivo no Spotify, com playlists para personagens dos desenhos como Lindinha, Docinho, Florzinha e Marceline! Nesse exato momento estou ouvindo a playlist incrível da Florzinha que se chama Músicas inspiradoras para líderes importantes. No fone toca M.I.A. – Bad Girls depois de começar no tombamento geral com a Negra Li.
Pode parecer só mais uma estratégia divertida de marketing do canal, mas criar playlists com músicas tão marcantes voltadas para as meninas é beeem importante. As letras, os ritmos, as mulheres fortes cantando suas vivências traz identificação e reconhecimento. Já não tem mais essa de que só os meninos vão ser heróis, cientistas, vampiros, vilões, agora vai ter espaço para todo mundo. As meninas vão dominando todos os espaços, principalmente a pista!
Pra facilitar, clica aqui embaixo na playlist que tem a ver com a sua vibe, ó:
E agora me despeço de vocês com a playlist da Marce, tocando aquele Queens of the Stone Ages esperto. Chama a mãe, a filha, as migas, e bora bater cabeça, gente!
Nunca escondi de ninguém meu vício pelos desenhos do Cartoon Network. Mesmo quando adolescente sem TV por assinatura em casa, acompanhava por outros canais (meio atrasada, mas acompanhava) os desenhos produzidos pelo canal. Que atire a primeira pedra a menina que nunca se identificou com a personalidade de uma das três Super Poderosas.
Pois bem, crescemos eu e o Cartoon, e continuo apaixonada. A nova geração de desenhos do Cartoon (Apenas um show, Gumball, Hora de Aventura, Steven Universe e agora as maravilhosas Meninas Super Poderosas) voltou com tudo e o canal segue evoluindo de acordo com o seu público. E, claro, o Cartoon se jogou de vez na era do Facebook: em sua página, acompanham todos os tipos de memes, virais e piadas que surgem, é diversão garantida, além de informações sobre os desenhos, claro.
Conforme acompanhava o crescimento do Cartoon Network nessa nova fase, fui percebendo como os desenhos passaram a se debruçar mais sobre as meninas, moças e mulheres durante os episódios. Enquanto antigamente o grande ponto feminino da programação eram as Meninas Super Poderosas, agora temos outras personagens fortíssimas como Marceline e Princesa Jujuba, Princesa Caroço e as Crystal Gems. Já rolou, inclusive, semanas inteiras de programação voltada para garotas, com o título Girl Power. Eles estão surfando com tudo na onda do empoderamento feminino! GO, GIRL!
Unindo essa onda maravilhosa de acompanhar a moda das ~redes~ mais essa nova postura sobre as meninas, o povo fez um canal exclusivo no Spotify, com playlists para personagens dos desenhos como Lindinha, Docinho, Florzinha e Marceline! Nesse exato momento estou ouvindo a playlist incrível da Florzinha que se chama Músicas inspiradoras para líderes importantes. No fone toca M.I.A. – Bad Girls depois de começar no tombamento geral com a Negra Li.
Pode parecer só mais uma estratégia divertida de marketing do canal, mas criar playlists com músicas tão marcantes voltadas para as meninas é beeem importante. As letras, os ritmos, as mulheres fortes cantando suas vivências traz identificação e reconhecimento. Já não tem mais essa de que só os meninos vão ser heróis, cientistas, vampiros, vilões, agora vai ter espaço para todo mundo. As meninas vão dominando todos os espaços, principalmente a pista!
Pra facilitar, clica aqui embaixo na playlist que tem a ver com a sua vibe, ó:
E agora me despeço de vocês com a playlist da Marce, tocando aquele Queens of the Stone Ages esperto. Chama a mãe, a filha, as migas, e bora bater cabeça, gente!
Nunca escondi de ninguém meu vício pelos desenhos do Cartoon Network. Mesmo quando adolescente sem TV por assinatura em casa, acompanhava por outros canais (meio atrasada, mas acompanhava) os desenhos produzidos pelo canal. Que atire a primeira pedra a menina que nunca se identificou com a personalidade de uma das três Super Poderosas.
Pois bem, crescemos eu e o Cartoon, e continuo apaixonada. A nova geração de desenhos do Cartoon (Apenas um show, Gumball, Hora de Aventura, Steven Universe e agora as maravilhosas Meninas Super Poderosas) voltou com tudo e o canal segue evoluindo de acordo com o seu público. E, claro, o Cartoon se jogou de vez na era do Facebook: em sua página, acompanham todos os tipos de memes, virais e piadas que surgem, é diversão garantida, além de informações sobre os desenhos, claro.
Conforme acompanhava o crescimento do Cartoon Network nessa nova fase, fui percebendo como os desenhos passaram a se debruçar mais sobre as meninas, moças e mulheres durante os episódios. Enquanto antigamente o grande ponto feminino da programação eram as Meninas Super Poderosas, agora temos outras personagens fortíssimas como Marceline e Princesa Jujuba, Princesa Caroço e as Crystal Gems. Já rolou, inclusive, semanas inteiras de programação voltada para garotas, com o título Girl Power. Eles estão surfando com tudo na onda do empoderamento feminino! GO, GIRL!
Unindo essa onda maravilhosa de acompanhar a moda das ~redes~ mais essa nova postura sobre as meninas, o povo fez um canal exclusivo no Spotify, com playlists para personagens dos desenhos como Lindinha, Docinho, Florzinha e Marceline! Nesse exato momento estou ouvindo a playlist incrível da Florzinha que se chama Músicas inspiradoras para líderes importantes. No fone toca M.I.A. – Bad Girls depois de começar no tombamento geral com a Negra Li.
Pode parecer só mais uma estratégia divertida de marketing do canal, mas criar playlists com músicas tão marcantes voltadas para as meninas é beeem importante. As letras, os ritmos, as mulheres fortes cantando suas vivências traz identificação e reconhecimento. Já não tem mais essa de que só os meninos vão ser heróis, cientistas, vampiros, vilões, agora vai ter espaço para todo mundo. As meninas vão dominando todos os espaços, principalmente a pista!
Pra facilitar, clica aqui embaixo na playlist que tem a ver com a sua vibe, ó:
E agora me despeço de vocês com a playlist da Marce, tocando aquele Queens of the Stone Ages esperto. Chama a mãe, a filha, as migas, e bora bater cabeça, gente!
Conheci a Matilde Campilho quando, em uma quinta-feira qualquer, fui trabalhar na casa de uma das minhas grandes amigas da vida, a Bianca. Sim, nós duas nos reunimos algumas vezes para compartilhar o dia de homeoffice e curtir a companhia. Nessa quinta-feira fatídica, falávamos sobre poemas, sobre minha trava em escrever, sobre músicas e, em um dado momento, a Bianca disse: você precisa conhecer a Matilde. Sim, eu precisava mesmo. Precisava muito. Foi um daqueles conselhos que só uma grande amiga pode dar. E te amo mais por isso, Bianca.
Ela me emprestou sua edição autografada de Jóquei (a Bianca é amiga da Matilde ~choro e ranger de dentes~), uma lindíssima edição portuguesa da Tinta da China, editora que mora no meu coração. A única coisa que Bianca havia dito sobre Matilde Campilho era que ela é portuguesa e que é uma mulher incrível. E ela é, gente, ela é. Matilde é uma poeta capaz de fazer um livro inteiro de poemas para o amor, para a vida e para todo mundo se entregar. São VII partes, 132 páginas de pura poesia portuguesa.
E lá fui eu, mergulhei naquele livro, como em tantos outros. Confesso que esperava que esse mergulho fosse tranquilo, mas não foi. São selvagens e doces as águas em que Matilde navega, mas com tamanha fluidez e tamanha intensidade que chega a impressionar. Ela consegue ir de um ponto a outro, do quente ao frio, com tanta desenvoltura que é impossível não se apaixonar. Cada novo poema, um novo arrepio, sequencialmente. As palavras que Matilde escolhe são simples, mas combinadas em uma potência enorme. Ela se utiliza de cenários comuns, situações normais, para fazer brotar ali a poesia do dia a dia.
O último poema do último príncipe
Era capaz de atravessar a cidade em bicicleta para te ver dançar.
E isso
diz muito sobre minha caixa torácica.
– Matilde Campilho
Dentro do dia a dia contado por Matilde Campilho, se espalha o amor. Não aquele amor limpo e belo, sem rachaduras, mas sim aquele amor que se expande a cada novo contato, a cada nova visão, um amor que se abre em feridas e ondas, que se trata de passado vivido intensamente nas memórias da poeta. A verdade é que a cada poema que lia, me emocionava mais, a ponto de, por vezes, sacudir a cabeça em sinal negativo, aquela dificuldade de acreditar que foi possível existir uma combinação de palavras tão perfeitas.
M
Porque tinha sal em minhas pestanas, porque existe um salmão dourado onde o amor sempre dança, porque a ideia de ir até o mar de metrô era a oração que nos fazia ficar acordados até de manhã, porque há um osso se estilhaçando constantemente dentro das paredes mestras e nós já sabíamos isso, porque a paixão não é de todo a coisa mais importante mas é sim o canudinho através do qual dá pra ver que o mundo é muito feito de construções de papel-celulose que vem da árvore e que depois se transforma em lista telefónica de onde alguém arranca a página e logo transforma em veleiros e montanhas.
Talvez porque na porta do restaurante habitual alguém toca clarinete ao sol, porque até as ruínas podemos amar nesta cidade, porque eu tenho um olho em você e você tem um dedo em mim, porque para chegar no telhado do aqueduto é preciso percorrer a estreita escadaria de pedra e é impossível não esfregar as costas nas paredes húmidas. Porque atingir o ponto de rebuçado significa simplesmente abandonar todas as coisas e dedicar-se só à concentração, mesmo que todasascoisas sejam um olho preto e um olho castanho e sua dissociação seja a possível causa para a avalanche.
Porque a palavra Bushboy não existia até aqui mas agora sim, porque fazer equilibrismo sobre a corda amarela dentro do apartamento é tudo o que já imaginávamos que ia ser, mesmo antes de acontecer. Porque no interior do pulmão do cervo tem carne que brilha, brilha tanto como o sol que se espelha na ponta da seta. Porque acreditamos, você e eu, que a razão final é que a erva cresça muito acima de nossas cabeças.
– Matilde Campilho
Além de uma escrita super maravilhosa (já deu pra perceber meu amor, né?), Matilde também leva alcunha de poeta nômade. Lisboeta de nascimento e carioca de coração, ela se divide entre Portugal e Brasil, o que acabou causando uma mistura de sotaques que deixa tudo ainda mais encantador. Aliás, não satisfeita em escrever bem, Matilde Campilho também é uma ótima leitora de poesia e faz vários vídeos onde lê seus próprios poemas. Meu favorito tem trilha sonora da Bianca, sim, a minha grande amiga que foi a causa desse amor.
O livro da Matilde, lançado em 2014 em Portugal, já saiu aqui no Brasil pela Editora 34, numa edição básica que me faz sentir falta da edição portuguesa tão linda. Mas, como o que importa mesmo é o texto, tá valendo! Se quiserem seguir a Matilde, além do seu canal do YouTube com vídeos lindos, ela também divide um programa chamado Pingue Pongue, na rádio Antena 3, com Tomás Cunha Ferreira, que dá pra ouvir aqui.
Vou deixar mais um pedacinho de poema da Matilde aqui. Porque sim. Porque ela me emocionou e me emociona tanto que me fez escrever mais poemas. Obrigada, Matilde, por essa sorte que é dividir um mundo com você.
Ainda estou sem saber como é que se faz um poema mas pelo menos já sei dobrar a roupa.
Steven Universe e agora as maravilhosas Meninas Super Poderosas) voltou com tudo e o canal segue evoluindo de acordo com o seu público. E, claro, o Cartoon se jogou de vez na era do Facebook: em sua página, acompanham todos os tipos de memes, virais e piadas que surgem, é diversão garantida, além de informações sobre os desenhos, claro.
Conforme acompanhava o crescimento do Cartoon Network nessa nova fase, fui percebendo como os desenhos passaram a se debruçar mais sobre as meninas, moças e mulheres durante os episódios. Enquanto antigamente o grande ponto feminino da programação eram as Meninas Super Poderosas, agora temos outras personagens fortíssimas como Marceline e Princesa Jujuba, Princesa Caroço e as Crystal Gems. Já rolou, inclusive, semanas inteiras de programação voltada para garotas, com o título Girl Power. Eles estão surfando com tudo na onda do empoderamento feminino! GO, GIRL!
Unindo essa onda maravilhosa de acompanhar a moda das ~redes~ mais essa nova postura sobre as meninas, o povo fez um canal exclusivo no Spotify, com playlists para personagens dos desenhos como Lindinha, Docinho, Florzinha e Marceline! Nesse exato momento estou ouvindo a playlist incrível da Florzinha que se chama Músicas inspiradoras para líderes importantes. No fone toca M.I.A. – Bad Girls depois de começar no tombamento geral com a Negra Li.
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Pra facilitar, clica aqui embaixo na playlist que tem a ver com a sua vibe, ó:
E agora me despeço de vocês com a playlist da Marce, tocando aquele Queens of the Stone Ages esperto. Chama a mãe, a filha, as migas, e bora bater cabeça, gente!