Bom, já tivemos todo o final de semana para assistir, assistir de novo, chorar, chorar de novo e então decidi fazer algumas deliberações que tive com amigas sobre esse maravilhoso revival de Gilmore Girls. Lá vamos nós:
1. Emily
Não sei nem por onde começar. Minha Gilmore mais odiada, desculpem a palavra fortíssima, eu sei, mas não consigo me compadecer diante o desprezo, o descaso, os mal tratos, as humilhações públicas, as chantagens financeiras e emocionais nas últimas 7 temporadas. Digamos que, quem viveu coisas semelhantes, não consegue se compadecer. Mas, sem dúvida alguma, Emily, nesse revival, merece pelo menos um parágrafo inteiro só de elogios, e lá vai:
Que maravilhosa. Chorei em diversas cenas. Sentir um pouco da sua dor de perder um companheiro de longa data, tentar reestruturar a sua vida diante de um grande abismo e… conseguir! A construção do despertar de uma nova vida de Emily é a melhor construção de personagem que há no revival. Ela endurece, se afasta, quebra seus próprios padrões, se abre para uma nova vida e finalmente começa a vivê-la. Dá um alento saber que uma nova vida pode começar a qualquer idade, por mais clichés que tenhamos sobre isso a todo momento.
2. Berta
Finalmente uma pessoa que Emily consegue manter em sua vida. Não só manter mas aglutinar toda família da Berta em sua vida. Estranhamente tive uma simpatia pela Berta e não consegui identificar o porquê, apesar dela falar um espanhol meio aportuguesado, não entender o porquê daquilo tudo quando der….CACETE É A GIPSY!
3. KIRK
Não dá pra se decepcionar com um dos melhores personagens secundários que só Stars Hollow pode nos proporcionar, não é mesmo? Vê-lo grisalho me deu uma pontadinha no coração, mas acabou no primeiro minuto de presença. Eu que já tinha mandado fazer camisetas pra mim e para minhas amigas (vide foto), agora vou fazer uma nova estampa com os dizeres ‘a film by kirk’, sem a menor dúvida. Inclusive, sou realmente fã dos curtas “dele”! <3 ~
4. Parada Gay
Claro que, depois de quase uma década, seria bem mais interessante se algumas coisas estivessem sobre a mesa, como o Michel falando abertamente que é homossexual. Me incomodava o ver não só como o único gay, mas a única pessoa negra na cidade.
Agora temos também o Donald, um novo personagem, abertamente gay que em uma reunião da cidade, discute com Taylor sobre a possibilidade de uma Parada Gay, mas que é deferida pois infelizmente são muito poucos. Nessa mesma discussão, Gipsy acaba tirando Taylor do armário para nós, não que eu goste de forçar pessoas a saírem do armário mas acaba nos dando uma visão mais aberta (ou um pouco menos fechada?) de Stars Hollow.
5. Paris Geller, senhoras e senhores
Quando acaba a Primavera, segundo episódio, você pensa: caralho, que personagem. Paris continua quebrando a porra toda como sempre e agora em níveis ainda mais megalomaníacos e estratosféricos. Não poderia ser diferente, se acha uma decepção como mãe, separada, crises existenciais expurgando pelos seus poros, existencialismos, debates com ela mesma. Surtei com a volta de Rory e Paris à Chilton, e a cena em que Paris fecha a porta com o pé eu aplaudi, juro mesmo.
6. Sookie e Lane (e tema de abertura) (decepção geral)
VOCÊ JURA QUE FOI SÓ ISSO?
LAMENTÁVEL, HEIN?
Sookie aparece rapidamente e nunca mais a vemos, nem no casamento de Lorelai, miagemt. Na próxima vez avisa que a gente faz uma vaquinha pra pagar o cachê, sem problema. Lane é melhor amiga de Rory, ficou super pra escanteio, apareceu mais que Sookie mas teve aparições muito pontuais, não fez juz à maravilhosa personagem! D:
CADÊ TEMA DE ABERTURA QUE SÓ APARECEU NO FINAL, AFFS ~
7. Thirtysomething Gang
Não sei vocês, mas eu estaria super nessa gangue dos trinta e pouco caso viesse de uma cidade pequena, hahaha. Me formei na faculdade, saí de casa, trabalhei pra cacete, tive um bilhão de decepções com mercado de trabalho, fiquei desempregada, sofri de amores e estou nessa bolha de não saber o que fazer muito bem e sigo andando com pessoas que estão na mesma. Também foi uma forma de inserirem mais atores negros na cidade, além do maravilhoso (SIM MARAVILHOSO, MESMO COM MEIA HORA) musical de Stars Hollow.
8. Reprodução de machismo
Como disse, passou uma década e achei que fossem cortar algumas reproduções de machismo recorrentes nas 7 temporadas da série. Infelizmente isso não só não aconteceu, como reforçaram alguns estereótipos que tentamos diariamente desconstruir e opressões que diariamente tentamos eliminar. Como por exemplo, apresentar uma personagem abertamente feminista, Naomi Shropshire, como uma mulher em que todos têm um pitaco a dar sobre sua personalidade, a colocando como uma – eu odeio esse termo com todas as minhas forças – maluca, que fala uma coisa e depois diz outra e que é alcólatra e uma caricatura.
Como por exemplo (2), fazer body shamming (falar mal de corpos de outras pessoas) na piscina, falar sobre os corpos alheios com nojo. Como por exemplo (3), na cena com as freiras, que sucede a maravilhosa piada que envolve Whoopi Goldberg, falar mal da Katy Perry (slut shamming), dizer que ela usa roupas de puta e estereotipá-la. Como por exemplo (4), a cena do DAR (Daughters of the American Revolution) em que fazem a mesma coisa que fizeram com Katy Parry, mostram uma mulher nova que se casou com um homem mais velho, dando a entender que ela é uma ~ gold digger ~, uma pessoa que está atrás de dinheiro. A mulher é completamente humilhada de uma forma que tentamos desconstruir há anos. Entendo que a série é bem condizente com as idades das personagens e os preconceitos enrustidos que carregam e inclusive, pode ser visto como uma crítica a tudo isso, mas quis pontuar ainda assim. :)
Como por exemplo (5), só mais essa, juro, hahaha, Rory continuar não ligando em se relacionar com pessoas comprometidas e dessa vez, Lorelai não fala quase nada, faz uma piadinha horrível, a chamando de vadia ou coisa do tipo. Sendo que, quando aconteceu com o Dean, elas brigaram homericamente, deixaram de se falar por um tempo, etc.
9. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cogumelo do Sol
Ninguém envelhece nessa série? Passou-se quase uma década e muitos dos personagens não mudaram quase nada, vamos passar as dicas aí, galera! E o que acontece com os personagens que envelheceram e mudaram naturalmente nessa década é que ficam drasticamente diferentes do resto do elenco, como Zack marido de Lane e Miss Patty, gente! Ô LOCO MEO!
10. Rory
Nossa mãe, por onde começo? Amo que a vida dela nesse ano começa e termina de pernas para o ar. Em todas as 7 temporadas parece que o destino a aguarda com tudo o que ~ meritocraticamente ela é digna de. A quebra disso traz apenas a realidade para a maioria, a vida é não só dura como imprevisível. Claro que ela tem o privilégio de parar de trabalhar e observar o que ela quer, mas o que eu gosto é que o ano termina e as coisas estão mais em aberto do que nunca, E ESTÁ TUDO BEM. Ela tem uma incrível rede de apoio e com seu livro, dá a entender que está bem encaminhada, afinal, quem não além de nós, para confirmar que o conteúdo desse livro é excelente?
Sobre a vida romântica da Rory, eu não estava esperando menos do que aconteceu, ela não ficar com ninguém. Não fui time de ninguém, apesar de Jess estar um arraso e até o Dean que todos desgostam, também. O Jess volta pontual para dar um apoio à Rory, uma sacudida, como na última vez que nós vemos eles se encontrando e por mais que diga que superou Rory para Luke, algumas olhadas não nos convencem, e tudo bem, baba baby, #SeNãoMeQuisAssimNãoMeProcureAssado. Logan está igualzinho porém fazendo AB Shaper, continue, colega.
11- Lorelai
A única coisa que tenho para comentar é a cena maravilhosa em que Lorelai é negada de fazer a caminhada pois está sem a permissão. O fato de olhar para a natureza e talvez entender sua vulnerabilidade diante de tudo aquilo e perante a situação de perder uma pessoa muito próxima com a qual você não tem muita intimidade, foi suficiente. Não precisou caminhar absolutamente nada, só parou e se viu refletida numa imensidão sem resposta. A ligação em seguida para Emily, O QUE FOI AQUILO MIAGENT? Só a Deusa sabe dos ranho que limpei na blusa porque não peguei um papel higiênico previamente.
12. O Não-Casamento
Alguém esperava menos do que isso? O tom de surrealismo no episódio já tinha sido dado pela ~ life and death brigade ~, que pessoalmente odeio todos os personagens e por isso são bons e (su)reais com seus dinheiros e leviandades e machismos, risos. Mas a cena do casamento é deslumbrante, era tudo o que eu queria ver. Achei que foi a cara do casal porque teve toda a extravagância da Lorelai mas com a discrição do Luke e pudemos aproveitar relaxados como tudo se desenrolou. Claro, ver o casamento seria interessante também, mas abafariam os finalmentes.
13. As últimas 4 palavras
Eu não sabia que rolava essa ~ parada ~ em que a Amy Sherman-Paladino gostaria de terminar a série com quatro palavrinhas secretas e que ninguém sabia quais eram. Gostei? Digamos que não desgostei. Lorelai já havia falado sobre o círculo da vida para Emily e essa é a concretização dele. Rory agora tem 32 anos, idade em que Lorelai tem na primeira temporada de Gilmore Girls.
Em verdade que fica um pouco desconexo para mim o fato de que Rory querer criar seu filho sozinha, sendo que Logan sempre foi #TeamRory em peso e quis casar com ela anos atrás e não por que ela engravidou, como foi o caso de Lorelai e Christofer. Porém, é o círculo da vida, e como Lorelai tomou essa decisão sozinha e desagradou sua mãe, o que eu interpreto, é que Rory fará a mesma coisa.
E sim, é do Logan. Se fosse do Wookie ou do Paul que aparecem apenas no Inverno/Primavera, Rory já estaria com 6 ou 3 meses de gravidez porque a série é dividida em quatro estações do ano! Fiquem só com o áudio pra dar aquele gostinho de quero ver de novo, haha!
14. Cristopher
Deixei pro final para caso você ainda não tenha se ligado, não estragar muito, hahaha. Por um breve momento, ainda que sem muito nexo, Rory faz uma visita ao seu pai com o pretexto de pedir permissão para incluí-lo em seu livro. Porém, a visita fica mais clara depois que a série acaba e claro, depois que você tem que ir assoar o nariz e lavar a cara toda inchada e liga pra amiga. Rory vai questionar seu pai como foi criá-la à distância, sendo menos eufemista, não criá-la e vê-la de vez em quando, quando tinha vontade/tempo. Isso é porque Rory já sabe que está grávida e pretende criar seu filho sozinha, assim como sua mãe fez.
15. Para finalizar
Seria maravilhoso se o livro que Rory escreve fosse realmente publicado. Poderia dar vazão à novas histórias, focar nas histórias que conhecemos superficialmente e sem dúvida seria sucesso de vendas. FIK A DIK AÍ DONA AMY!
Com certeza esqueci de falar sobre alguma coisa. Eu não fui anotando nada enquanto via, apenas sentei e escrevi conforme fui me lembrando dos pontos altos que me marcaram mais e que mais debati com amigas. Se você lembrar de mais alguma coisa muito importante que deixei pra trás, me avisa! No final minha avaliação ficou, Inverno = bom, Primavera = fraco, Verão = risos e Outono = total eclipse of the heart. Acho que vou plagiar Sherman-Paladino e também vou terminar com 4 palavrinhas.
MANDA MAIS QUE TAPOUCO ou também LANÇA O LIVRO FIK DIK ou TÔ CONFUSA QUERO MAIS? ou…
Hahaha, tá bom, chega!
Bom, já tivemos todo o final de semana para assistir, assistir de novo, chorar, chorar de novo e então decidi fazer algumas deliberações que tive com amigas sobre esse maravilhoso revival de Gilmore Girls. Lá vamos nós:
1. Emily
Não sei nem por onde começar. Minha Gilmore mais odiada, desculpem a palavra fortíssima, eu sei, mas não consigo me compadecer diante o desprezo, o descaso, os mal tratos, as humilhações públicas, as chantagens financeiras e emocionais nas últimas 7 temporadas. Digamos que, quem viveu coisas semelhantes, não consegue se compadecer. Mas, sem dúvida alguma, Emily, nesse revival, merece pelo menos um parágrafo inteiro só de elogios, e lá vai:
Que maravilhosa. Chorei em diversas cenas. Sentir um pouco da sua dor de perder um companheiro de longa data, tentar reestruturar a sua vida diante de um grande abismo e… conseguir! A construção do despertar de uma nova vida de Emily é a melhor construção de personagem que há no revival. Ela endurece, se afasta, quebra seus próprios padrões, se abre para uma nova vida e finalmente começa a vivê-la. Dá um alento saber que uma nova vida pode começar a qualquer idade, por mais clichés que tenhamos sobre isso a todo momento.
2. Berta
Finalmente uma pessoa que Emily consegue manter em sua vida. Não só manter mas aglutinar toda família da Berta em sua vida. Estranhamente tive uma simpatia pela Berta e não consegui identificar o porquê, apesar dela falar um espanhol meio aportuguesado, não entender o porquê daquilo tudo quando der….CACETE É A GIPSY!
3. KIRK
Não dá pra se decepcionar com um dos melhores personagens secundários que só Stars Hollow pode nos proporcionar, não é mesmo? Vê-lo grisalho me deu uma pontadinha no coração, mas acabou no primeiro minuto de presença. Eu que já tinha mandado fazer camisetas pra mim e para minhas amigas (vide foto), agora vou fazer uma nova estampa com os dizeres ‘a film by kirk’, sem a menor dúvida. Inclusive, sou realmente fã dos curtas “dele”! <3 ~
4. Parada Gay
Claro que, depois de quase uma década, seria bem mais interessante se algumas coisas estivessem sobre a mesa, como o Michel falando abertamente que é homossexual. Me incomodava o ver não só como o único gay, mas a única pessoa negra na cidade.
Agora temos também o Donald, um novo personagem, abertamente gay que em uma reunião da cidade, discute com Taylor sobre a possibilidade de uma Parada Gay, mas que é deferida pois infelizmente são muito poucos. Nessa mesma discussão, Gipsy acaba tirando Taylor do armário para nós, não que eu goste de forçar pessoas a saírem do armário mas acaba nos dando uma visão mais aberta (ou um pouco menos fechada?) de Stars Hollow.
5. Paris Geller, senhoras e senhores
Quando acaba a Primavera, segundo episódio, você pensa: caralho, que personagem. Paris continua quebrando a porra toda como sempre e agora em níveis ainda mais megalomaníacos e estratosféricos. Não poderia ser diferente, se acha uma decepção como mãe, separada, crises existenciais expurgando pelos seus poros, existencialismos, debates com ela mesma. Surtei com a volta de Rory e Paris à Chilton, e a cena em que Paris fecha a porta com o pé eu aplaudi, juro mesmo.
6. Sookie e Lane (e tema de abertura) (decepção geral)
VOCÊ JURA QUE FOI SÓ ISSO?
LAMENTÁVEL, HEIN?
Sookie aparece rapidamente e nunca mais a vemos, nem no casamento de Lorelai, miagemt. Na próxima vez avisa que a gente faz uma vaquinha pra pagar o cachê, sem problema. Lane é melhor amiga de Rory, ficou super pra escanteio, apareceu mais que Sookie mas teve aparições muito pontuais, não fez juz à maravilhosa personagem! D:
CADÊ TEMA DE ABERTURA QUE SÓ APARECEU NO FINAL, AFFS ~
7. Thirtysomething Gang
Não sei vocês, mas eu estaria super nessa gangue dos trinta e pouco caso viesse de uma cidade pequena, hahaha. Me formei na faculdade, saí de casa, trabalhei pra cacete, tive um bilhão de decepções com mercado de trabalho, fiquei desempregada, sofri de amores e estou nessa bolha de não saber o que fazer muito bem e sigo andando com pessoas que estão na mesma. Também foi uma forma de inserirem mais atores negros na cidade, além do maravilhoso (SIM MARAVILHOSO, MESMO COM MEIA HORA) musical de Stars Hollow.
8. Reprodução de machismo
Como disse, passou uma década e achei que fossem cortar algumas reproduções de machismo recorrentes nas 7 temporadas da série. Infelizmente isso não só não aconteceu, como reforçaram alguns estereótipos que tentamos diariamente desconstruir e opressões que diariamente tentamos eliminar. Como por exemplo, apresentar uma personagem abertamente feminista, Naomi Shropshire, como uma mulher em que todos têm um pitaco a dar sobre sua personalidade, a colocando como uma – eu odeio esse termo com todas as minhas forças – maluca, que fala uma coisa e depois diz outra e que é alcólatra e uma caricatura.
Como por exemplo (2), fazer body shamming (falar mal de corpos de outras pessoas) na piscina, falar sobre os corpos alheios com nojo. Como por exemplo (3), na cena com as freiras, que sucede a maravilhosa piada que envolve Whoopi Goldberg, falar mal da Katy Perry (slut shamming), dizer que ela usa roupas de puta e estereotipá-la. Como por exemplo (4), a cena do DAR (Daughters of the American Revolution) em que fazem a mesma coisa que fizeram com Katy Parry, mostram uma mulher nova que se casou com um homem mais velho, dando a entender que ela é uma ~ gold digger ~, uma pessoa que está atrás de dinheiro. A mulher é completamente humilhada de uma forma que tentamos desconstruir há anos. Entendo que a série é bem condizente com as idades das personagens e os preconceitos enrustidos que carregam e inclusive, pode ser visto como uma crítica a tudo isso, mas quis pontuar ainda assim. :)
Como por exemplo (5), só mais essa, juro, hahaha, Rory continuar não ligando em se relacionar com pessoas comprometidas e dessa vez, Lorelai não fala quase nada, faz uma piadinha horrível, a chamando de vadia ou coisa do tipo. Sendo que, quando aconteceu com o Dean, elas brigaram homericamente, deixaram de se falar por um tempo, etc.
9. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cogumelo do Sol
Ninguém envelhece nessa série? Passou-se quase uma década e muitos dos personagens não mudaram quase nada, vamos passar as dicas aí, galera! E o que acontece com os personagens que envelheceram e mudaram naturalmente nessa década é que ficam drasticamente diferentes do resto do elenco, como Zack marido de Lane e Miss Patty, gente! Ô LOCO MEO!
10. Rory
Nossa mãe, por onde começo? Amo que a vida dela nesse ano começa e termina de pernas para o ar. Em todas as 7 temporadas parece que o destino a aguarda com tudo o que ~ meritocraticamente ela é digna de. A quebra disso traz apenas a realidade para a maioria, a vida é não só dura como imprevisível. Claro que ela tem o privilégio de parar de trabalhar e observar o que ela quer, mas o que eu gosto é que o ano termina e as coisas estão mais em aberto do que nunca, E ESTÁ TUDO BEM. Ela tem uma incrível rede de apoio e com seu livro, dá a entender que está bem encaminhada, afinal, quem não além de nós, para confirmar que o conteúdo desse livro é excelente?
Sobre a vida romântica da Rory, eu não estava esperando menos do que aconteceu, ela não ficar com ninguém. Não fui time de ninguém, apesar de Jess estar um arraso e até o Dean que todos desgostam, também. O Jess volta pontual para dar um apoio à Rory, uma sacudida, como na última vez que nós vemos eles se encontrando e por mais que diga que superou Rory para Luke, algumas olhadas não nos convencem, e tudo bem, baba baby, #SeNãoMeQuisAssimNãoMeProcureAssado. Logan está igualzinho porém fazendo AB Shaper, continue, colega.
11- Lorelai
A única coisa que tenho para comentar é a cena maravilhosa em que Lorelai é negada de fazer a caminhada pois está sem a permissão. O fato de olhar para a natureza e talvez entender sua vulnerabilidade diante de tudo aquilo e perante a situação de perder uma pessoa muito próxima com a qual você não tem muita intimidade, foi suficiente. Não precisou caminhar absolutamente nada, só parou e se viu refletida numa imensidão sem resposta. A ligação em seguida para Emily, O QUE FOI AQUILO MIAGENT? Só a Deusa sabe dos ranho que limpei na blusa porque não peguei um papel higiênico previamente.
12. O Não-Casamento
Alguém esperava menos do que isso? O tom de surrealismo no episódio já tinha sido dado pela ~ life and death brigade ~, que pessoalmente odeio todos os personagens e por isso são bons e (su)reais com seus dinheiros e leviandades e machismos, risos. Mas a cena do casamento é deslumbrante, era tudo o que eu queria ver. Achei que foi a cara do casal porque teve toda a extravagância da Lorelai mas com a discrição do Luke e pudemos aproveitar relaxados como tudo se desenrolou. Claro, ver o casamento seria interessante também, mas abafariam os finalmentes.
13. As últimas 4 palavras
Eu não sabia que rolava essa ~ parada ~ em que a Amy Sherman-Paladino gostaria de terminar a série com quatro palavrinhas secretas e que ninguém sabia quais eram. Gostei? Digamos que não desgostei. Lorelai já havia falado sobre o círculo da vida para Emily e essa é a concretização dele. Rory agora tem 32 anos, idade em que Lorelai tem na primeira temporada de Gilmore Girls.
Em verdade que fica um pouco desconexo para mim o fato de que Rory querer criar seu filho sozinha, sendo que Logan sempre foi #TeamRory em peso e quis casar com ela anos atrás e não por que ela engravidou, como foi o caso de Lorelai e Christofer. Porém, é o círculo da vida, e como Lorelai tomou essa decisão sozinha e desagradou sua mãe, o que eu interpreto, é que Rory fará a mesma coisa.
E sim, é do Logan. Se fosse do Wookie ou do Paul que aparecem apenas no Inverno/Primavera, Rory já estaria com 6 ou 3 meses de gravidez porque a série é dividida em quatro estações do ano! Fiquem só com o áudio pra dar aquele gostinho de quero ver de novo, haha!
14. Cristopher
Deixei pro final para caso você ainda não tenha se ligado, não estragar muito, hahaha. Por um breve momento, ainda que sem muito nexo, Rory faz uma visita ao seu pai com o pretexto de pedir permissão para incluí-lo em seu livro. Porém, a visita fica mais clara depois que a série acaba e claro, depois que você tem que ir assoar o nariz e lavar a cara toda inchada e liga pra amiga. Rory vai questionar seu pai como foi criá-la à distância, sendo menos eufemista, não criá-la e vê-la de vez em quando, quando tinha vontade/tempo. Isso é porque Rory já sabe que está grávida e pretende criar seu filho sozinha, assim como sua mãe fez.
15. Para finalizar
Seria maravilhoso se o livro que Rory escreve fosse realmente publicado. Poderia dar vazão à novas histórias, focar nas histórias que conhecemos superficialmente e sem dúvida seria sucesso de vendas. FIK A DIK AÍ DONA AMY!
Com certeza esqueci de falar sobre alguma coisa. Eu não fui anotando nada enquanto via, apenas sentei e escrevi conforme fui me lembrando dos pontos altos que me marcaram mais e que mais debati com amigas. Se você lembrar de mais alguma coisa muito importante que deixei pra trás, me avisa! No final minha avaliação ficou, Inverno = bom, Primavera = fraco, Verão = risos e Outono = total eclipse of the heart. Acho que vou plagiar Sherman-Paladino e também vou terminar com 4 palavrinhas.
MANDA MAIS QUE TAPOUCO ou também LANÇA O LIVRO FIK DIK ou TÔ CONFUSA QUERO MAIS? ou…
Colagem digital feita com exclusividade por Fernanda Garcia (Kissy).
Bom, já tivemos todo o final de semana para assistir, assistir de novo, chorar, chorar de novo e então decidi fazer algumas deliberações que tive com amigas sobre esse maravilhoso revival de Gilmore Girls. Lá vamos nós:
[infobox maintitle="*SPOILER*" subtitle="Contém que só a porra. TEJE AVISADE." bg="red" color="black" opacity="on" space="30" link="no link"]
1. Emily
Não sei nem por onde começar. Minha Gilmore mais odiada, desculpem a palavra fortíssima, eu sei, mas não consigo me compadecer diante o desprezo, o descaso, os mal tratos, as humilhações públicas, as chantagens financeiras e emocionais nas últimas 7 temporadas. Digamos que, quem viveu coisas semelhantes, não consegue se compadecer. Mas, sem dúvida alguma, Emily, nesse revival, merece pelo menos um parágrafo inteiro só de elogios, e lá vai:
Que maravilhosa. Chorei em diversas cenas. Sentir um pouco da sua dor de perder um companheiro de longa data, tentar reestruturar a sua vida diante de um grande abismo e… conseguir! A construção do despertar de uma nova vida de Emily é a melhor construção de personagem que há no revival. Ela endurece, se afasta, quebra seus próprios padrões, se abre para uma nova vida e finalmente começa a vivê-la. Dá um alento saber que uma nova vida pode começar a qualquer idade, por mais clichés que tenhamos sobre isso a todo momento.
[caption id="attachment_12405" align="aligncenter" width="400"] ~ a big pile of bullshit ~[/caption]
2. Berta
Finalmente uma pessoa que Emily consegue manter em sua vida. Não só manter mas aglutinar toda família da Berta em sua vida. Estranhamente tive uma simpatia pela Berta e não consegui identificar o porquê, apesar dela falar um espanhol meio aportuguesado, não entender o porquê daquilo tudo quando der….CACETE É A GIPSY!
Não dá pra se decepcionar com um dos melhores personagens secundários que só Stars Hollow pode nos proporcionar, não é mesmo? Vê-lo grisalho me deu uma pontadinha no coração, mas acabou no primeiro minuto de presença. Eu que já tinha mandado fazer camisetas pra mim e para minhas amigas (vide foto), agora vou fazer uma nova estampa com os dizeres ‘a film by kirk’, sem a menor dúvida. Inclusive, sou realmente fã dos curtas “dele”! <3 ~
4. Parada Gay
Claro que, depois de quase uma década, seria bem mais interessante se algumas coisas estivessem sobre a mesa, como o Michel falando abertamente que é homossexual. Me incomodava o ver não só como o único gay, mas a única pessoa negra na cidade.
Agora temos também o Donald, um novo personagem, abertamente gay que em uma reunião da cidade, discute com Taylor sobre a possibilidade de uma Parada Gay, mas que é deferida pois infelizmente são muito poucos. Nessa mesma discussão, Gipsy acaba tirando Taylor do armário para nós, não que eu goste de forçar pessoas a saírem do armário mas acaba nos dando uma visão mais aberta (ou um pouco menos fechada?) de Stars Hollow.
5. Paris Geller, senhoras e senhores
Quando acaba a Primavera, segundo episódio, você pensa: caralho, que personagem. Paris continua quebrando a porra toda como sempre e agora em níveis ainda mais megalomaníacos e estratosféricos. Não poderia ser diferente, se acha uma decepção como mãe, separada, crises existenciais expurgando pelos seus poros, existencialismos, debates com ela mesma. Surtei com a volta de Rory e Paris à Chilton, e a cena em que Paris fecha a porta com o pé eu aplaudi, juro mesmo.
6. Sookie e Lane (e tema de abertura) (decepção geral)
VOCÊ JURA QUE FOI SÓ ISSO?
LAMENTÁVEL, HEIN?
Sookie aparece rapidamente e nunca mais a vemos, nem no casamento de Lorelai, miagemt. Na próxima vez avisa que a gente faz uma vaquinha pra pagar o cachê, sem problema. Lane é melhor amiga de Rory, ficou super pra escanteio, apareceu mais que Sookie mas teve aparições muito pontuais, não fez juz à maravilhosa personagem! D:
CADÊ TEMA DE ABERTURA QUE SÓ APARECEU NO FINAL, AFFS ~
[caption id="attachment_12403" align="aligncenter" width="500"] KD? ~[/caption]
[caption id="attachment_12413" align="aligncenter" width="500"] até o pai da Lane apareceu! hahaha ~[/caption]
7. Thirtysomething Gang
Não sei vocês, mas eu estaria super nessa gangue dos trinta e pouco caso viesse de uma cidade pequena, hahaha. Me formei na faculdade, saí de casa, trabalhei pra cacete, tive um bilhão de decepções com mercado de trabalho, fiquei desempregada, sofri de amores e estou nessa bolha de não saber o que fazer muito bem e sigo andando com pessoas que estão na mesma. Também foi uma forma de inserirem mais atores negros na cidade, além do maravilhoso (SIM MARAVILHOSO, MESMO COM MEIA HORA) musical de Stars Hollow.
[caption id="attachment_12414" align="aligncenter" width="634"] representando tudo o que há de nóis aí, risos ~[/caption]
8. Reprodução de machismo
Como disse, passou uma década e achei que fossem cortar algumas reproduções de machismo recorrentes nas 7 temporadas da série. Infelizmente isso não só não aconteceu, como reforçaram alguns estereótipos que tentamos diariamente desconstruir e opressões que diariamente tentamos eliminar. Como por exemplo, apresentar uma personagem abertamente feminista, Naomi Shropshire, como uma mulher em que todos têm um pitaco a dar sobre sua personalidade, a colocando como uma – eu odeio esse termo com todas as minhas forças – maluca, que fala uma coisa e depois diz outra e que é alcólatra e uma caricatura.
Como por exemplo (2), fazer body shamming (falar mal de corpos de outras pessoas) na piscina, falar sobre os corpos alheios com nojo. Como por exemplo (3), na cena com as freiras, que sucede a maravilhosa piada que envolve Whoopi Goldberg, falar mal da Katy Perry (slut shamming), dizer que ela usa roupas de puta e estereotipá-la. Como por exemplo (4), a cena do DAR (Daughters of the American Revolution) em que fazem a mesma coisa que fizeram com Katy Parry, mostram uma mulher nova que se casou com um homem mais velho, dando a entender que ela é uma ~ gold digger ~, uma pessoa que está atrás de dinheiro. A mulher é completamente humilhada de uma forma que tentamos desconstruir há anos. Entendo que a série é bem condizente com as idades das personagens e os preconceitos enrustidos que carregam e inclusive, pode ser visto como uma crítica a tudo isso, mas quis pontuar ainda assim. :)
[caption id="attachment_12418" align="aligncenter" width="640"] podia ir dormir sem essa, viu? ~[/caption]
Como por exemplo (5), só mais essa, juro, hahaha, Rory continuar não ligando em se relacionar com pessoas comprometidas e dessa vez, Lorelai não fala quase nada, faz uma piadinha horrível, a chamando de vadia ou coisa do tipo. Sendo que, quando aconteceu com o Dean, elas brigaram homericamente, deixaram de se falar por um tempo, etc.
9. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cogumelo do Sol
Ninguém envelhece nessa série? Passou-se quase uma década e muitos dos personagens não mudaram quase nada, vamos passar as dicas aí, galera! E o que acontece com os personagens que envelheceram e mudaram naturalmente nessa década é que ficam drasticamente diferentes do resto do elenco, como Zack marido de Lane e Miss Patty, gente! Ô LOCO MEO!
[caption id="attachment_12415" align="aligncenter" width="478"] cena excelente do Secret Bar ~[/caption]
[caption id="attachment_12417" align="aligncenter" width="615"] Miss Patty & Babete[/caption]
10. Rory
Nossa mãe, por onde começo? Amo que a vida dela nesse ano começa e termina de pernas para o ar. Em todas as 7 temporadas parece que o destino a aguarda com tudo o que ~ meritocraticamente ela é digna de. A quebra disso traz apenas a realidade para a maioria, a vida é não só dura como imprevisível. Claro que ela tem o privilégio de parar de trabalhar e observar o que ela quer, mas o que eu gosto é que o ano termina e as coisas estão mais em aberto do que nunca, E ESTÁ TUDO BEM. Ela tem uma incrível rede de apoio e com seu livro, dá a entender que está bem encaminhada, afinal, quem não além de nós, para confirmar que o conteúdo desse livro é excelente?
Sobre a vida romântica da Rory, eu não estava esperando menos do que aconteceu, ela não ficar com ninguém. Não fui time de ninguém, apesar de Jess estar um arraso e até o Dean que todos desgostam, também. O Jess volta pontual para dar um apoio à Rory, uma sacudida, como na última vez que nós vemos eles se encontrando e por mais que diga que superou Rory para Luke, algumas olhadas não nos convencem, e tudo bem, baba baby, #SeNãoMeQuisAssimNãoMeProcureAssado. Logan está igualzinho porém fazendo AB Shaper, continue, colega.
A única coisa que tenho para comentar é a cena maravilhosa em que Lorelai é negada de fazer a caminhada pois está sem a permissão. O fato de olhar para a natureza e talvez entender sua vulnerabilidade diante de tudo aquilo e perante a situação de perder uma pessoa muito próxima com a qual você não tem muita intimidade, foi suficiente. Não precisou caminhar absolutamente nada, só parou e se viu refletida numa imensidão sem resposta. A ligação em seguida para Emily, O QUE FOI AQUILO MIAGENT? Só a Deusa sabe dos ranho que limpei na blusa porque não peguei um papel higiênico previamente.
[caption id="attachment_12432" align="aligncenter" width="700"] ~ sinto cheiro de (couro, brinks) neve ~[/caption]
12. O Não-Casamento
Alguém esperava menos do que isso? O tom de surrealismo no episódio já tinha sido dado pela ~ life and death brigade ~, que pessoalmente odeio todos os personagens e por isso são bons e (su)reais com seus dinheiros e leviandades e machismos, risos. Mas a cena do casamento é deslumbrante, era tudo o que eu queria ver. Achei que foi a cara do casal porque teve toda a extravagância da Lorelai mas com a discrição do Luke e pudemos aproveitar relaxados como tudo se desenrolou. Claro, ver o casamento seria interessante também, mas abafariam os finalmentes.
Eu não sabia que rolava essa ~ parada ~ em que a Amy Sherman-Paladino gostaria de terminar a série com quatro palavrinhas secretas e que ninguém sabia quais eram. Gostei? Digamos que não desgostei. Lorelai já havia falado sobre o círculo da vida para Emily e essa é a concretização dele. Rory agora tem 32 anos, idade em que Lorelai tem na primeira temporada de Gilmore Girls.
Em verdade que fica um pouco desconexo para mim o fato de que Rory querer criar seu filho sozinha, sendo que Logan sempre foi #TeamRory em peso e quis casar com ela anos atrás e não por que ela engravidou, como foi o caso de Lorelai e Christofer. Porém, é o círculo da vida, e como Lorelai tomou essa decisão sozinha e desagradou sua mãe, o que eu interpreto, é que Rory fará a mesma coisa.
E sim, é do Logan. Se fosse do Wookie ou do Paul que aparecem apenas no Inverno/Primavera, Rory já estaria com 6 ou 3 meses de gravidez porque a série é dividida em quatro estações do ano! Fiquem só com o áudio pra dar aquele gostinho de quero ver de novo, haha!
14. Cristopher
Deixei pro final para caso você ainda não tenha se ligado, não estragar muito, hahaha. Por um breve momento, ainda que sem muito nexo, Rory faz uma visita ao seu pai com o pretexto de pedir permissão para incluí-lo em seu livro. Porém, a visita fica mais clara depois que a série acaba e claro, depois que você tem que ir assoar o nariz e lavar a cara toda inchada e liga pra amiga. Rory vai questionar seu pai como foi criá-la à distância, sendo menos eufemista, não criá-la e vê-la de vez em quando, quando tinha vontade/tempo. Isso é porque Rory já sabe que está grávida e pretende criar seu filho sozinha, assim como sua mãe fez.
[caption id="attachment_12428" align="aligncenter" width="589"] ~ uma imagem, mil palavras ~[/caption]
15. Para finalizar
Seria maravilhoso se o livro que Rory escreve fosse realmente publicado. Poderia dar vazão à novas histórias, focar nas histórias que conhecemos superficialmente e sem dúvida seria sucesso de vendas. FIK A DIK AÍ DONA AMY!
Com certeza esqueci de falar sobre alguma coisa. Eu não fui anotando nada enquanto via, apenas sentei e escrevi conforme fui me lembrando dos pontos altos que me marcaram mais e que mais debati com amigas. Se você lembrar de mais alguma coisa muito importante que deixei pra trás, me avisa! No final minha avaliação ficou, Inverno = bom, Primavera = fraco, Verão = risos e Outono = total eclipse of the heart. Acho que vou plagiar Sherman-Paladino e também vou terminar com 4 palavrinhas.
MANDA MAIS QUE TAPOUCO ou também LANÇA O LIVRO FIK DIK ou TÔ CONFUSA QUERO MAIS? ou…
“Miga, faz um zininho, eu coloco na minha bancada!”
Foi o que me disse a Elisa, minha BFFno Rio e dona, junto com seu companheiro, da Editora Criatura. Isso faz um ano e meio, a gente se conheceu fazendo um curso aleatório no Parque Lage e ela e o Andrei foram meus primeiros amigos (que eu mesma fiz) no Rio.
Eles iam expor na Feira Plana em Março de 2014 e fiquei pensando sobre qual assunto eu poderia fazer, afinal, pode tudo! Hahaha, muita liberdade chega até a ser um tanto castrador. Pensei em fazer um zine sobre política, eu já tinha participado de zines durante a faculdade, mas não eram meus, sempre como convidada, escrevendo poesias concretas (risos) e as vezes desenhando.
Faltando poucos dias para a Elisa partir pra São Paulo, eu ainda não havia começado a fazer o zine. Já tinha um nome, mas não tinha escrito nada, ia chamar A Febre do Rato, em homenagem ao filme brasileiro que é excelente, inclusive se você ainda não tiver assistido, fica a dicona. Criei página no fb, porque sou dessas, adoro colocar o carro na frente dos bois e depois pensei: “vou fazer xerocado mermo”. E da palavra xerocar, eu pensei: “xerecado, xereca!”. E foi nesse momento que eu resolvi fazer o zine xereca, a partir da palavra xerox, para decepção de muites, hahaha!
Fiz uns desenhos de tudo o que me lembrava xereca e pronto, estava pronto, estava tosco, xerocado, papel a4 dobrado ao meio, xerox zoadona e entreguei os zines pra Elisa já em São Paulo. Eu tinha ido visitar o meu pai (que mora lá) e fui na feira Plana entregar os zines. Estava ficando doente, com a resistência baixa e por isso não fiquei pela feira, fui embora, mas voltaria no dia seguinte pra saber como tinha sido. Cheguei no final da feira, já no melhor momento, a xepa! Elisa me disse que um grupo de meninas feministas tinham visto o zine e queriam falar comigo, fiquei super animada! Elisa apontou onde elas estavam e fui falar com elas, e eu não sabia quem eram, mas me aproximei da Gabi (lovelove6) e perguntei se ela queria falar comigo, a Gabi nem sabia do que eu estava falando, fiquei ultra envergonhada, HAHAHA. Mas no final, juntou uma meninada boa e trocamos nossos zines, eu era virjona dessa galera conhecida (ainda sou), tinha acabado de trocar zines com a lovelove6,magra de ruim, tailor com seu maravilhoso queer horror, as meninas do zine xxx como um todo (Aline, Laura, Morgana, Mazô, Beatriz, isso eu só fui descobrir muito depois).
Um novo mundo estava se desdobrando na minha frente, o mundo das feiras de arte independente, o mundo do feminismo, da militância artística, foi tudo muito novo e engrandecedor e eu tenho tudo a agradecer à Elisa! ♡ – a própria já era uma punkinha desde os 15 anos, já manjava dos paranauês há muito tempo. Apesar de no espírito eu já ser feminista desde adolescente, eu não conhecia nenhum termo, tudo era bem novo pra mim.
Por causa do xereca, que começou a fazer um sucesso ridículo no facebook (eu atribuo a rapidez ao nome), pude conhecer mulheres fantásticas e comecei a fazer parte de um coletivo de mulheres incríveis, o coletivo Raiotage. Foi com o Raiotage que eu me tornei feminista, aprendi o que é interseccionalismo, fiquei muito amiga da Rosário, rainha da maternagem feminista, bissexual, cangaceira migrante do Piauí/Tocantins, me ajudou a desconstruir muita coisa na base do amor, doía mas doía de leve, hahaha. Havia também a Ingrid, paraense arretada, produtora infalível e divertida demais, namorada da Amanda, primeira pessoa da família dela a fazer faculdade e que nesse momento está brilhando muito estudando engenharia em Berlim pelo Ciências Sem Fronteiras. Hanna, sucesso mundial (piada interna carioca), de Queimados, super desenhista e uma tímida musicista, Micha de Belford Roxo, desenha muito, super fã de Frida e Jodie Foster, Joy que tem uma banda ótima chamada Vivá e é vegana no sentido real da palavra. Um tempo depois fui conhecer a Genice que estava adormecida no grupo mas que fui me tornar muitíssimo amiga e por fim, e propositadamente deixei por fim, a Soso.
Soso é queen of the tretas na internet, se você conhece a Soso ao vivo você jamais vai identificar a fortaleza online que é essa mulher, hahaha. Com a Soso foi com quem eu mais desconstruí dolorosamente, foi com ela que eu entendi que feminismo não é um clube, não é uma bolha, é política e foi com ela que eu aprendi o real significado de interseccional. Soso é uma mulher negra, lésbica e acho que ela se auto apresentaria também como periférica. Foi com ela que aprendi a importância e urgência do feminismo negro, essa luta que eu sempre vou colocar na frente da minha e apoiar ao máximo, e por isso só tenho a agradecer miga, obrigada.
Digna de Bethânia alterar a música para:
‘rainha das treeeeetas, treta boa, treta ruim’
Depois de um tempo, entrei numa onda de me fechar, diante de tantas mulheres fodas com seus lugares de fala e protagonismos, achei melhor sair do Raiotage e continuar sozinha, só com a página xereca que agora já nem fala sobre o zine e não o vendo mais online. Já havia realizado duas feiras Piranha (uma feira só de expositoras mulheres), tinha feito um Cine xereca, havia dado palestra no Ministério da Saúde do Rio, estava um pouco cansada de achar que eu tinha uma certa responsabilidade em manter diálogo e querer compartilhar minhas desconstruções. Cada um tem sua hora, se peita o embate e não ouve quem tem lugar de fala, vai ser confrontado de novo em outro espaço de discussão em outro momento, não tem como escapar. O que precisei entender é que não precisava me sentir culpada por isso. Resolvi ir me desligando de todos os grupos feministas dos quais fazia parte e na grande maioria deles o mesmo ponto sempre se cruzava: feminismo branco pedindo sororidade pra feminismo negro, aquela vergonha alheia do caramba, ninguém sabendo conduzir nada (eu inclusive) e tenho certeza que a impessoalidade de ter um computador como intermédio numa discussão piora muito as coisas.
Deixo aqui uma ótima trilha sonora para pós tretas
Do zine, virou uma página e hoje em dia a página xereca virou uma página de feminismo interseccional que só fornece notícias ótimas, sem nenhum gatilho e acho que vai continuar a ser isso até quando eu cansar de alimentar a página (esse dia não está longe!), hahaha. Recebi um convite da Nina (Ovelha mãe) para fazer parte do grupo das Ovelhas e apesar de nos últimos tempos estar um pouco ausente (faz parte da minha onda de desfechos), é como eu pretendo manter estimulado o meu feminismo. Dividir experiências empiricamente pra quem quiser ler e fazer mais trocas ao vivo, porque online estamos em nossas bolhas e quem realmente precisa, está fora dela.
Os planos são muitos, daqui a pouco a xereca vai pousar em Barcelona e muitas novidades virão, enquanto isso, a última grande feira que xereca vai participar vai ser a Tijuana em SP, em Agosto. Possivelmente vai rolar uma festinha até o final do ano, pra fechar esse ciclo com xereca de ouro. Esse último 1 ano e meio foram de pouca grana, muito amor e se eu pudesse, eu faria tudo de novo. Só tenho a agradecer a todas (e quando eu digo todas, eu quero dizer todas) as pessoas que cruzaram meu caminho nesse tempo, mesmo as que os embates foram calorosos e não findados, especialmente às mulheres.
Nunca escrevi textos pessoais e tenho feito direto aqui na Ovelha. Isso tem sido muito importante pra mim e pela quantidade de mensagens que recebo e comentários positivos acerca dos assuntos abordados, acredito que tenha feito bem à outras pessoas também. Quis compartilhar um pouco dessa história porque em Julho, xereca chegou a 20 mil curtidas no fb e eu acredito que nesses tempos de negatividade política e problematizações doídas, nossas amizades, nossos projetos pessoais ainda possam nos dar um pouco de esperança!
Juntxs somos mais fortes!
O futuro da xereca só à deusa pertence. ♡
A-woman. ♀
Claro que, depois de quase uma década, seria bem mais interessante se algumas coisas estivessem sobre a mesa, como o Michel falando abertamente que é homossexual. Me incomodava o ver não só como o único gay, mas a única pessoa negra na cidade.
Agora temos também o Donald, um novo personagem, abertamente gay que em uma reunião da cidade, discute com Taylor sobre a possibilidade de uma Parada Gay, mas que é deferida pois infelizmente são muito poucos. Nessa mesma discussão, Gipsy acaba tirando Taylor do armário para nós, não que eu goste de forçar pessoas a saírem do armário mas acaba nos dando uma visão mais aberta (ou um pouco menos fechada?) de Stars Hollow.
5. Paris Geller, senhoras e senhores
Quando acaba a Primavera, segundo episódio, você pensa: caralho, que personagem. Paris continua quebrando a porra toda como sempre e agora em níveis ainda mais megalomaníacos e estratosféricos. Não poderia ser diferente, se acha uma decepção como mãe, separada, crises existenciais expurgando pelos seus poros, existencialismos, debates com ela mesma. Surtei com a volta de Rory e Paris à Chilton, e a cena em que Paris fecha a porta com o pé eu aplaudi, juro mesmo.
6. Sookie e Lane (e tema de abertura) (decepção geral)
VOCÊ JURA QUE FOI SÓ ISSO?
LAMENTÁVEL, HEIN?
Sookie aparece rapidamente e nunca mais a vemos, nem no casamento de Lorelai, miagemt. Na próxima vez avisa que a gente faz uma vaquinha pra pagar o cachê, sem problema. Lane é melhor amiga de Rory, ficou super pra escanteio, apareceu mais que Sookie mas teve aparições muito pontuais, não fez juz à maravilhosa personagem! D:
CADÊ TEMA DE ABERTURA QUE SÓ APARECEU NO FINAL, AFFS ~
7. Thirtysomething Gang
Não sei vocês, mas eu estaria super nessa gangue dos trinta e pouco caso viesse de uma cidade pequena, hahaha. Me formei na faculdade, saí de casa, trabalhei pra cacete, tive um bilhão de decepções com mercado de trabalho, fiquei desempregada, sofri de amores e estou nessa bolha de não saber o que fazer muito bem e sigo andando com pessoas que estão na mesma. Também foi uma forma de inserirem mais atores negros na cidade, além do maravilhoso (SIM MARAVILHOSO, MESMO COM MEIA HORA) musical de Stars Hollow.
8. Reprodução de machismo
Como disse, passou uma década e achei que fossem cortar algumas reproduções de machismo recorrentes nas 7 temporadas da série. Infelizmente isso não só não aconteceu, como reforçaram alguns estereótipos que tentamos diariamente desconstruir e opressões que diariamente tentamos eliminar. Como por exemplo, apresentar uma personagem abertamente feminista, Naomi Shropshire, como uma mulher em que todos têm um pitaco a dar sobre sua personalidade, a colocando como uma – eu odeio esse termo com todas as minhas forças – maluca, que fala uma coisa e depois diz outra e que é alcólatra e uma caricatura.
Como por exemplo (2), fazer body shamming (falar mal de corpos de outras pessoas) na piscina, falar sobre os corpos alheios com nojo. Como por exemplo (3), na cena com as freiras, que sucede a maravilhosa piada que envolve Whoopi Goldberg, falar mal da Katy Perry (slut shamming), dizer que ela usa roupas de puta e estereotipá-la. Como por exemplo (4), a cena do DAR (Daughters of the American Revolution) em que fazem a mesma coisa que fizeram com Katy Parry, mostram uma mulher nova que se casou com um homem mais velho, dando a entender que ela é uma ~ gold digger ~, uma pessoa que está atrás de dinheiro. A mulher é completamente humilhada de uma forma que tentamos desconstruir há anos. Entendo que a série é bem condizente com as idades das personagens e os preconceitos enrustidos que carregam e inclusive, pode ser visto como uma crítica a tudo isso, mas quis pontuar ainda assim. :)
Como por exemplo (5), só mais essa, juro, hahaha, Rory continuar não ligando em se relacionar com pessoas comprometidas e dessa vez, Lorelai não fala quase nada, faz uma piadinha horrível, a chamando de vadia ou coisa do tipo. Sendo que, quando aconteceu com o Dean, elas brigaram homericamente, deixaram de se falar por um tempo, etc.
9. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cogumelo do Sol
Ninguém envelhece nessa série? Passou-se quase uma década e muitos dos personagens não mudaram quase nada, vamos passar as dicas aí, galera! E o que acontece com os personagens que envelheceram e mudaram naturalmente nessa década é que ficam drasticamente diferentes do resto do elenco, como Zack marido de Lane e Miss Patty, gente! Ô LOCO MEO!
10. Rory
Nossa mãe, por onde começo? Amo que a vida dela nesse ano começa e termina de pernas para o ar. Em todas as 7 temporadas parece que o destino a aguarda com tudo o que ~ meritocraticamente ela é digna de. A quebra disso traz apenas a realidade para a maioria, a vida é não só dura como imprevisível. Claro que ela tem o privilégio de parar de trabalhar e observar o que ela quer, mas o que eu gosto é que o ano termina e as coisas estão mais em aberto do que nunca, E ESTÁ TUDO BEM. Ela tem uma incrível rede de apoio e com seu livro, dá a entender que está bem encaminhada, afinal, quem não além de nós, para confirmar que o conteúdo desse livro é excelente?
Sobre a vida romântica da Rory, eu não estava esperando menos do que aconteceu, ela não ficar com ninguém. Não fui time de ninguém, apesar de Jess estar um arraso e até o Dean que todos desgostam, também. O Jess volta pontual para dar um apoio à Rory, uma sacudida, como na última vez que nós vemos eles se encontrando e por mais que diga que superou Rory para Luke, algumas olhadas não nos convencem, e tudo bem, baba baby, #SeNãoMeQuisAssimNãoMeProcureAssado. Logan está igualzinho porém fazendo AB Shaper, continue, colega.
11- Lorelai
A única coisa que tenho para comentar é a cena maravilhosa em que Lorelai é negada de fazer a caminhada pois está sem a permissão. O fato de olhar para a natureza e talvez entender sua vulnerabilidade diante de tudo aquilo e perante a situação de perder uma pessoa muito próxima com a qual você não tem muita intimidade, foi suficiente. Não precisou caminhar absolutamente nada, só parou e se viu refletida numa imensidão sem resposta. A ligação em seguida para Emily, O QUE FOI AQUILO MIAGENT? Só a Deusa sabe dos ranho que limpei na blusa porque não peguei um papel higiênico previamente.
12. O Não-Casamento
Alguém esperava menos do que isso? O tom de surrealismo no episódio já tinha sido dado pela ~ life and death brigade ~, que pessoalmente odeio todos os personagens e por isso são bons e (su)reais com seus dinheiros e leviandades e machismos, risos. Mas a cena do casamento é deslumbrante, era tudo o que eu queria ver. Achei que foi a cara do casal porque teve toda a extravagância da Lorelai mas com a discrição do Luke e pudemos aproveitar relaxados como tudo se desenrolou. Claro, ver o casamento seria interessante também, mas abafariam os finalmentes.
13. As últimas 4 palavras
Eu não sabia que rolava essa ~ parada ~ em que a Amy Sherman-Paladino gostaria de terminar a série com quatro palavrinhas secretas e que ninguém sabia quais eram. Gostei? Digamos que não desgostei. Lorelai já havia falado sobre o círculo da vida para Emily e essa é a concretização dele. Rory agora tem 32 anos, idade em que Lorelai tem na primeira temporada de Gilmore Girls.
Em verdade que fica um pouco desconexo para mim o fato de que Rory querer criar seu filho sozinha, sendo que Logan sempre foi #TeamRory em peso e quis casar com ela anos atrás e não por que ela engravidou, como foi o caso de Lorelai e Christofer. Porém, é o círculo da vida, e como Lorelai tomou essa decisão sozinha e desagradou sua mãe, o que eu interpreto, é que Rory fará a mesma coisa.
E sim, é do Logan. Se fosse do Wookie ou do Paul que aparecem apenas no Inverno/Primavera, Rory já estaria com 6 ou 3 meses de gravidez porque a série é dividida em quatro estações do ano! Fiquem só com o áudio pra dar aquele gostinho de quero ver de novo, haha!
14. Cristopher
Deixei pro final para caso você ainda não tenha se ligado, não estragar muito, hahaha. Por um breve momento, ainda que sem muito nexo, Rory faz uma visita ao seu pai com o pretexto de pedir permissão para incluí-lo em seu livro. Porém, a visita fica mais clara depois que a série acaba e claro, depois que você tem que ir assoar o nariz e lavar a cara toda inchada e liga pra amiga. Rory vai questionar seu pai como foi criá-la à distância, sendo menos eufemista, não criá-la e vê-la de vez em quando, quando tinha vontade/tempo. Isso é porque Rory já sabe que está grávida e pretende criar seu filho sozinha, assim como sua mãe fez.
15. Para finalizar
Seria maravilhoso se o livro que Rory escreve fosse realmente publicado. Poderia dar vazão à novas histórias, focar nas histórias que conhecemos superficialmente e sem dúvida seria sucesso de vendas. FIK A DIK AÍ DONA AMY!
Com certeza esqueci de falar sobre alguma coisa. Eu não fui anotando nada enquanto via, apenas sentei e escrevi conforme fui me lembrando dos pontos altos que me marcaram mais e que mais debati com amigas. Se você lembrar de mais alguma coisa muito importante que deixei pra trás, me avisa! No final minha avaliação ficou, Inverno = bom, Primavera = fraco, Verão = risos e Outono = total eclipse of the heart. Acho que vou plagiar Sherman-Paladino e também vou terminar com 4 palavrinhas.
MANDA MAIS QUE TAPOUCO ou também LANÇA O LIVRO FIK DIK ou TÔ CONFUSA QUERO MAIS? ou…