Livro tarado: Morango e Chocolate

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Morango e chocolate (Fraise et Chocolat, no original) é uma história erótica autobiográfica narrada pela jovem francesa de origem sino-khmer Aurélia Aurita (pseudônimo de Chenda Khun), em que aborda seu fascínio pela cultura japonesa e, principalmente, por seu companheiro Frédèric Boilet, um famoso quadrinista francês residente no Japão conhecido pela influência nipónica no seu trabalho (autor de “O Espinafre de Yukiko” e “Garotas de Tóquio“, lançados pela Conrad).

O livro narra as primeiras semanas desse amor cheio de romance e alguns pormenores, como a diferença de idade de 20 anos entre eles. Aurita tinha 24 anos e Frédéric, 44. Não que isso fosse um problema, mas é delicado e empático ver a crueza do registro dos pensamentos da autora, como: “ele tem muitio mais experiência que eu, e agora?”. A história se passa em 2004. Os dois se conheceram em Paris, em junho daquele ano. Porém, o romance começou apenas em outubro, quando Aurita viajou para o Japão convidada a participar de uma coletânea de quadrinhos.

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O foco do livro é relatar as semanas de amor entre ela e Boilet que, sem nenhum pudor e com muita franqueza, mostra como era o sexo entre os dois com direito a detalhes sobre os orgasmos e fantasias. Nenhum detalhe é omitido. É uma leitura gostosa, divertida e às vezes dá um pouco de vergonha alheia por tomar conhecimento de tanta intimidade do casal. Não há como não se identificar em vários momentos pois, em meio às trepadas loucas, eles também alugam um filme para assistir e tem conversas bobas num restaurante. E é bonito e comovente a forma como vamos descobrindo, junto da autora, suas descobertas sexuais (como o episódio da lagarta, um dos mais engraçados) ou quando ela explica o significado do morango e chocolate.

Por isso, o que eu mais gosto do livro é que não há como não se sentir íntima da autora. O traço singelo de Aurita torna o erotismo mais doce, real e inocente. O protagonismo da autora em um tema tão comum para os autores homens é percebido pela maneira emocional que faz seus registros, cheios de ternura e dúvidas em meio ao furacão de desejos e excitações.

O livro foi lançado no Brasil pela editora Casa 21. Para comprar, clique aqui. Se quiser conhecer mais os trabalhos da incrível Aurélia Aurita, dê uma olhadinha no site dela.

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Eu e meu Eu Superior

Bunny Michael é uma artista não-binária incrível que tem um projeto maravilhoso em seu Instagram chamado Me and My Higher Self.

Os posts, cheios de sabedoria, mostram como que um diálogo entre os dois lados de Bunny: seu “eu real” e seu “eu superior”, que discorrem sobre depressão, ansiedade, amor ao corpo e auto-confiança. Sua maneira de pensar é muito perspicaz e sincera, sendo completamente relacionável à maioria de nós.

So we're not perfect but we are working on ourselves and we should be proud ✨ Happy New Moon everyone!!

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Dá vontade de ter um livrinho de bolso com seus posts para acessar rapidamente quando bate aquele aperto no peito. “Me and My Higher Self” é o resultado de uma autoanálise de Bunny Michael, mas também acaba tendo a potência de se transformar em um apoio para quem segue suas postagens.

Happy Monday all you need to be is yourself ✨

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A genialidade do projeto é também pelo fato de que às vezes é muito difícil colocar nossas ansiedades em palavras. E Bunny consegue trazer pensamentos que passam pela cabeça de muitas e nós, coisas que não conseguimos articular, “por pra fora”. Então ler isso em algum lugar coisas que antes estavam apenas na cabeça pode evidenciar as problemáticas e a importância de combater essas questões.

Let's all stop playing small shall we?

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Quando estamos submersas em pensamentos negativos e depreciativos, precisamos exercitar nosso “eu superior” para tentar enxergar saídas e outras perspectivas. Ter essa outra fonte que coloca contrapontos na negatividade pode ajudar muito a racionalizar nossas próprias questões, ao mesmo tempo que é altamente reconfortante.

Comment below with what you want to contribute to the world, what is your most passionate issue? ❤️🌎❤

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Então mais do que se relacionar pelos pontos fracos que temos em comum, Bunny Michael nos ajuda a encontrar nossa força dentro de nós mesmos.

Sometimes it takes many times

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Aliás, nossa Bunny acabou de lançar um single chamado “They” (!), ouça:


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Morango e chocolate (Fraise et Chocolat, no original) é uma história erótica autobiográfica narrada pela jovem francesa de origem sino-khmer Aurélia Aurita (pseudônimo de Chenda Khun), em que aborda seu fascínio pela cultura japonesa e, principalmente, por seu companheiro Frédèric Boilet, um famoso quadrinista francês residente no Japão conhecido pela influência nipónica no seu trabalho (autor de “O Espinafre de Yukiko” e “Garotas de Tóquio“, lançados pela Conrad).

O livro narra as primeiras semanas desse amor cheio de romance e alguns pormenores, como a diferença de idade de 20 anos entre eles. Aurita tinha 24 anos e Frédéric, 44. Não que isso fosse um problema, mas é delicado e empático ver a crueza do registro dos pensamentos da autora, como: “ele tem muitio mais experiência que eu, e agora?”. A história se passa em 2004. Os dois se conheceram em Paris, em junho daquele ano. Porém, o romance começou apenas em outubro, quando Aurita viajou para o Japão convidada a participar de uma coletânea de quadrinhos.

O foco do livro é relatar as semanas de amor entre ela e Boilet que, sem nenhum pudor e com muita franqueza, mostra como era o sexo entre os dois com direito a detalhes sobre os orgasmos e fantasias. Nenhum detalhe é omitido. É uma leitura gostosa, divertida e às vezes dá um pouco de vergonha alheia por tomar conhecimento de tanta intimidade do casal. Não há como não se identificar em vários momentos pois, em meio às trepadas loucas, eles também alugam um filme para assistir e tem conversas bobas num restaurante. E é bonito e comovente a forma como vamos descobrindo, junto da autora, suas descobertas sexuais (como o episódio da lagarta, um dos mais engraçados) ou quando ela explica o significado do morango e chocolate.

Por isso, o que eu mais gosto do livro é que não há como não se sentir íntima da autora. O traço singelo de Aurita torna o erotismo mais doce, real e inocente. O protagonismo da autora em um tema tão comum para os autores homens é percebido pela maneira emocional que faz seus registros, cheios de ternura e dúvidas em meio ao furacão de desejos e excitações.

O livro foi lançado no Brasil pela editora Casa 21. Para comprar, clique aqui. Se quiser conhecer mais os trabalhos da incrível Aurélia Aurita, dê uma olhadinha no site dela.

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