O que a internet falou sobre o 8 de março

Colagem digital por Fernanda Garcia (Kissy)
Não nos calamos! Nem uma a menos!

Organizações feministas convocaram uma greve internacional das mulheres para o 8 de março, o famoso “Dia Internacional da Mulher”. Essa paralisação aconteceu em pelo menos quarenta países.

Queremos: direitos iguais aos dos homens. Queremos: liberdade para andar nas ruas e decidir sobre nosso corpo.

Separamos alguns links que trazem relevância para o nosso debate nessa data:


 

A ESTÁTUA QUE DEVERIA FICAR

[caption id="attachment_14317" align="alignnone" width="800"] Escultura “The Fearless Girl”, Kristen Visbal – Foto: Federica Valabrega[/caption]

Uma empresa de Wall Street, em uma ação de marketing, colocou uma estátua de uma garotinha em frente ao touro de bronze. Um dos maiores símbolos do capitalismo agora é encarado pela força das mulheres.


DIA SEM MULHERES

Quartz: “Day Without a Woman” strike is going to be mostly a day without privileged women – texto de Maureen Shaw analisa que a proposta da greve não inclui todas as mulheres, já que muitas não podem apenas não aparecer no trabalho.

i-D Vice: What international women’s day means from a POC (people of color) perspective – Três mulheres, indiana, africana e chinesa, falam o que significa o dia 8 de março para elas.

New York Times: “There’s no such thing as a privileged strike” – diz a co-fundadora da Women’s March, Tamika Mallory, sobre a greve não ser só para as privilegiadas. Veja o vídeo:


RUIDAZO

Huffington Post Brasil: Fundadora do ‘Ni Una Menos’ sobre feminismo: ‘O que mexe com estruturas leva tempo e provoca reações’.

“As pessoas têm medo do novo e o que estamos propondo é uma mudança numa estrutura que sempre foi patriarcal. Na Argentina, chama a atenção a brutalidade de alguns desses crimes contra as mulheres. É como se os homens sentissem a necessidade de usar mais violência para mostrar que ainda podem domesticar as mulheres. Mas nenhuma mudança cultural é feita de um dia para outro”, diz Marta Dillon.

[caption id="attachment_14366" align="alignnone" width="630"] LATINCONTENT/GETTY IMAGES[/caption]

O QUE QUEREMOS

Nexo: O que querem os movimentos feministas que ocuparam as ruas do Brasil – Em entrevista ao ‘Nexo’, 7 integrantes de coletivos e entidades explicam suas demandas e iniciativas contra a desigualdade de gênero.

Carta Capital: Quem são as mulheres do 8 de março – As manifestantes da Marcha das Mulheres de São Paulo explicam os motivos que as levaram às ruas.


“A MULHER É UMA PIADA”

A Jessica, do Canal das Bee e do Gorda de Boa, pesquisou o termo “piada mulher” no Google e fez um vídeo com o que achou:


ALEKSANDRA KOLLONTAI

A editora Boitempo publicou uma antologia de feministas soviéticas: A revolução das mulheres: emancipação feminina na Rússia soviética, organizado por Graziela Schneider. Leia um trecho.

Aliás, a Boitempo lançou um vídeo em seu canal do YouTube com a socióloga Maria Lygia Quartim de Moraes, falando sobre as origens comunistas e socialistas do Dia Internacional da Mulher. Ela reflete sobre como a historiografia hegemônica buscou apagar e falsear o elo entre o feminismo e o socialismo nas origens do 8 de março, defendendo uma retomada radicalidade da data como um dia da luta. Assista abaixo:


FATOS

 

 

 


Encontrou mais algum link sensacional que não colocamos aqui no post? Então compartilhe nos comentários! ;)

Mais de Letícia Mendes

Links da semana

Olá, amigas queridas!

Demorou, mas voltamos com os links da semana. Lembrando que são coisas inspiradoras que achamos que merecem a atenção de vocês. Se quiserem compartilhar mais assuntos interessantes, é só comentar no fim deste texto. <3


// PRA VESTIR

A marca parisiense Coucou Suzette e seus acessórios maravilhosos. (foto acima)

 


// FEMINISMO E RELIGIÃO

A entrevista da BBC com Dana Albalkhi. ‘Véu também é liberdade’: a vida de uma muçulmana feminista no Brasil

“Sou feminista e fazia parte de um grupo online que reunia feminista árabes (e foi criado na Europa). Lá tem muçulmanas e outras que não são. As não-muçulmanas são contra o véu, acham que é repressão. As muçulmanas, como eu, acham que é uma forma de liberdade”.

 


// ASSÉDIO NO TRABALHO

Demorou, mas finalmente o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo criou um canal para denúncias de assédios moral e sexual. Aqui.

 


// LANÇAMENTO

Mais um site empoderador entrou no ar. O Mulheres Negras do Audiovisual Brasileiro divulga informações de contato e trabalhos realizados por profissionais negras e/ou indígenas.

 


// GAMES

A mulher por trás de trilhas sonoras de fliperamas nos anos 1980 é uma matéria do Nexo sobre Yoko Shimomura, pianista que fez a trilha de “Street Fighter 2” entre outras belezuras.

 


// ARTE E DENÚNCIA

Katherine Cambareri, estudante de fotografia, decidiu desafiar a facilidade com que as pessoas recorrem a culpar a vítima. Ela entrou em contato com sobreviventes de violência sexual no Facebook e pediu a essas jovens que corajosamente compartilhassem momentos em que vivenciaram investidas sexuais sem seu consentimento.

Matéria do Brasil Post.

 


// AFRO HAIR

Mulheres negras protestam contra o padrão europeu de beleza feminina. Vídeo aqui.

 


// MÚSICA

Jéssica Ellen + Luellem de Castro = deusas. Aqui o vídeo.

 


// GILMORE GIRLS

Um texto muito bom no Risca Faca sobre “como rever a série dez anos depois é uma experiência quase nova, em que as percepções a respeito dos personagens mudam dramaticamente”.

 


// KIM GORDON

Nossa musa lançou um single chamado “Murdered Out”:

 


Até a próxima semana! Força \o/

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