Quem é Princess Nokia? Essa mulher já me ganhou pelo incrível pseudônimo, porém seu nome de verdade é Destiny Frasqueri. Nascida em Nova York, EUA, Princess Nokia tem conexões familiares e ancestrais com os Tainos, os Boricuas, os Iorubás e o bairro underground do Harlem.
Ela se identifica como uma bruja, uma feminista, uma mulher estranha que não está sobrecarregada, mas habilitada por sua complexidade.

Algo que eu amo nela é sua versatilidade (sabia que era geminiana!) Ela faz música para todos os tipos de pessoas. De uma garota sexy e poderosa em seu novo clipe G.O.A.T para uma moleca romântica em Apple Pie. Essa liberdade de se experimentar e se conhecer é revigorante e inspirador. Em entrevista, ela diz que como “Princess Nokia”, ela pode se projetar em aspectos multi-dimensionais dela mesma.
Porém, devo admitir que me apaixonei de verdade, depois de assistir seu clipe TomBoy, onde ela fala sobre seus seios pequenos e barriguinha saliente. Em moletons e street wear junto a sua gangue de garotas que fazem o que bem entendem nas ruas de Nova York onde cresceram e se sentem em casa.
Eu sou uma mulher forte e de cor. E eu acredito que toda mulher que seja forte e de cor é automaticamente uma feminista, mesmo que ela não se veja assim.
– relata a própria em entrevista a Refinery 29.
Princess Nokia é uma dessas artistas que trazem a tona as referências dos anos 90 e 2000 e mistura muito bem com gêneros como Hip Hop, R&B e Drum & Bass. Negra e feminista, seus beats são poderosos e confiantes, assim como ela.
“Eu sou uma mulher muito eloquente, educada e que sabe se expressar. Eu nunca mudei minha voz por ninguém, pois eu nunca quis.”[/caption]

Em seus shows, a maioria do público é de mulheres negras, que cantam suas músicas de forma dedicada e fervorosa. Muitas vezes ela pede para todas irem á frente do palco, sempre tentando passar força e representatividade em suas performances. Princess Nokia é a rapper feminina independente que precisamos ouvir e abraçar.

Sua estréia oficial aconteceu com o álbum Metalic Butterfly, lançado em exclusividade pela Vice e que traz referências de animes, drum&bass. Olha essa capa super otaku, gente!
Ainda não se apaixonou por ela? Então dá uma olhadinha em seu cativante mini documentário de 17 minutinhos para THE FADER. Nokia compartilha a história de sua vida antes de se tornar uma MC e diz como sua personagem de rap é uma extensão de seu eu mais verdadeiro. No doc, podemos vê-la em seu estado mais cru, falando sobre sua infância difícil, seus traumas e medos.
Por mais famosa e importante que ela seja no mundo da música atualmente, no fundo ela é uma mulher como nós, trilhando seu próprio caminho e vivendo como acredita. Uma artista mágica e necessária para os dias sombrios de hoje. Go, Princess!

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