Ouça: Au Revoir Simone

Erika Forster, Annie Hart e Heather D’Angelo formaram o grupo Au Revoir Simone por volta de 2003/2004 e não lançam um disco novo desde Move in spectrums, de 2013.

Então por que raios eu lembrei de indicar esse trio do Brooklyn, NY, só agora? Porque elas já fizeram duas participações especiais belíssimas na nova temporada de Twin Peaks (aliás, vejam os antigos e novos episódios dessa série, por favor).

No palco do bar Bang Bang, cada uma na frente de um teclado,  elas primeiro tocaram Lark, no 4º episódio, e agora no 9º episódio, que foi ao ar essa semana, apresentaram A Violent Yet Flammable World, ambas do álbum The Bird of Music (2007).

Aliás, o disco The Bird of Music tem grandes músicas e é ótimo para quem nunca ouviu a banda e está com dúvida sobre por onde começar.

Tipo Sad Song, cujo clipe me faz lembrar de um momento específico da vida:

No dia 28 julho, a Annie Hart lançará seu primeiro álbum soloImpossible Accomplice. Já dá para ouvir uma faixa:

Sigam Au Revoir Simone:

Site oficial // Facebook // Twitter // YouTube // Soundcloud // Instagram

Mais de Letícia Mendes

Lola Versus Frances Ha

lolavsfrances

Um dos filmes mais comentados e elogiados do ano passado tem uma história bem simples: uma garota nova-iorquina só se ferra na batalha diária da vida. Frances Ha, personagem-título, passa por situações extremamente constrangedoras, como fazer um “bate e volta” deprimente a Paris, e outras que poderiam ser constrangedoras, mas são fofas, tipo dançar descontroladamente no meio da rua. “Às vezes é bom fazer o que você deve fazer quando você tem que fazer”, diz Frances. “Amiga, me dá um abraço”, você pensa ao ver o filme. Veja uma das cenas mais lindinhas.

O que eu fui descobrir só essas semanas graças ao Netflix é que a belíssima-atriz-musa-amiga da Lena Dunham, Greta Gerwig, lançou em 2012 um filme parecidíssimo com “Frances Ha”. “Lola Versus” nem chegou a estrear nos cinemas brasileiros muito menos chamou a atenção da crítica gringa por ter uma vibe meio “Sessão da Tarde”. Porém, ao ler a sinopse, eu senti que precisava dar uma conferida nisso aí. Lola, personagem-título, tem 29 anos e está prestes a se casar com Luke, que é interpretado pelo muso Joel Kinnaman (o Holder, da série “The Killing”), quando ele entra em pânico e resolve terminar tudo.

Perto da fotografia em preto e branco de “Frances Ha”, “Lola Versus” é meio que colorido demais. Conforme uma amiga me ajudou a observar, as duas personagens se veem de repente livres de seus relacionamentos para conhecerem o mundo. Frances é a garota solitária, rejeitada até pela melhor amiga blasé; Lola é a disputada por todos os homens que aparecem em cena e até pela amiga-grude, afetada demais da conta.

Frances Ha” é mais realista. Frances paga aluguel, visita a família no Natal e sofre para viver de sua arte, o ballet. “Lola Versus” é mais piegas. Lola está sempre com maquiagem, cabelo e figurino perfeitos, seu apartamento é belezinha de catálogo, faz doutorado em literatura, e tudo isso sustentado pelo trabalho como garçonete.

É bizarro como dois filmes diferentes possam se complementar tanto. Parece até que a Greta Gerwig ficou tão decepcionada com o papel da Lola que ajudou o diretor e roteirista Noah Baumbach a fazer de “Frances Ha” um puta filme – e ela colaborou de verdade com o roteiro. Enfim, deixei bem claro quem é minha favorita, mas confesso que dei uma chorada com os dramas das duas personagens. E mal posso esperar para ver “The Humbling“, o novo filme da nossa musa ao lado de Al Pacino, ainda sem data de estreia no Brasil.

Leia mais

Aliás, o disco The Bird of Music tem grandes músicas e é ótimo para quem nunca ouviu a banda e está com dúvida sobre por onde começar.

Tipo Sad Song, cujo clipe me faz lembrar de um momento específico da vida:

No dia 28 julho, a Annie Hart lançará seu primeiro álbum soloImpossible Accomplice. Já dá para ouvir uma faixa:

Sigam Au Revoir Simone:

Site oficial // Facebook // Twitter // YouTube // Soundcloud // Instagram

" />