Ouça: Japanese Breakfast

Se você procurar “japanese breakfast” no Google, encontrará uma belíssima refeição com arroz, vegetais, sopa, peixe… O que é uma boa dica para começar o dia, mas proponho que digite “Japanese Breakfast band” e encontrará uma coisa tão delicinha quanto, que é esse projeto solo da cantora e compositora Michelle Zauner. Detalhe: ela é coreana, não japonesa!

Zauner vive em Eugene, Oregon, nos EUA, e lançou dois discos da Japanese Breakfast: “Psychopomp” (2016) e “Soft Sounds from Another Planet” (2017).

Eu recomendo MUITO que escutem o álbum “Soft Sounds from Another Planet”, que saiu faz pouquíssimo tempo. O single que ela divulgou primeiro desse disco é “Machinist”:


“Machinist” é uma narrativa de ficção científica sobre uma mulher que se apaixona por um robô. No vídeo acima, ela alucina com o combustível do foguete e destrói sua nave espacial na tentativa de construir um corpo para o robô que ela ama.

Mas a música que eu curto mesmo é “Road Head”, melancólica que só:

Sobre a “Road Head” para a Teen Vogue:

Há alguns anos eu estava namorando um músico de sucesso. Eu estava realmente presa de forma criativa, e essa pessoa não era muito encorajadora para mim e era como um egomaníaco. Eu estava realmente lutando para encontrar minha própria voz, e ele dizia como, “Bem, talvez isso não seja para você. Talvez você devesse tentar fazer outra coisa”. Na época, apenas doía tanto. Ele era uma pessoa tão tóxica, e não percebi na época, porque eu realmente o amava. Essa música é sobre como às vezes você tenta fazer algo selvagem e fora do comum, como um último esforço divertido para ressuscitar um relacionamento. E acaba por ser o sentimento mais triste e vazio que faz você perceber que não é para ser. Eu deixei essa pessoa há muitos anos e percebi o quão emocionalmente abusivo ele era para mim e quanto ele realmente me impediu de perseguir minha própria voz

 

[caption id="attachment_16593" align="aligncenter" width="790"] Foto: Divulgação/Ebru Yildiz[/caption]

Em outras entrevistas, Zauner disse que o conceito original do álbum seria fazer algo sci-fi mesmo, que cada música tivesse um sentimento atmosférico e tridimensional, que fizesse as pessoas flutuarem através de um espaço reflexivo.

A morte de sua mãe, vítima de câncer, influenciou muito na criação da Japanese Breakfast. Foi para enfrentar esse luto e sofrimento que ela começou a compôr para o primeiro disco, “Psychopomp”.

Ela também afirma que não curte K-pop, apesar de ser coreana e as pessoas questionarem muito sobre sua relação com a cultura do país. Fleetwood Mac é uma de suas influências musicais.

Aqui uma entrevista que ela deu para a Billboard sobre o segundo álbum:

Leia entrevistas dela para:

Teen Vogue
Interview Magazine
Spin
Vice
Glamour

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Mais de Letícia Mendes

Lojinha: Debbie Carlos

Debbie Carlos é uma fotógrafa nascida em Los Angeles que vende pôsteres, fotos e acessórios maravilhosos na Etsy e em sua loja pessoal.

Ela estudou psicologia na Clark University e depois se graduou em fotografia na School of the Art Institute of Chicago.

O que mais me interessa no trabalho dela é o uso da luz na fotografia e do preto e branco ao registrar e transformar momentos banais do cotidiano em belos.

Em seu site, ela diz:

O metódo é perambular e observar. Momentos de estranheza calma, padrões de luz e sombra, surpresas de minuto a minuto, mudanças que não acontecem, algo torto, algo exatamente no lugar, fenômenos naturais e artificiais, são fontes de inspiração.

Ela diz ser adepta do lema “coisas bonitas devem estar disponíveis para todos”.

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Além de seus projetos pessoais, Debbie fotografa comidas, espaços interiores, lifestyle, viagens e trabalha para a MOOD, Unison Home, Seamless, Groupon, Bold Furniture, Hoosier Mama Pie, Time Out Chicago, e Elle Girl Korea.

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Nesse vídeo lindo, de 2012, ela fala sobre a rotina e como ela pensa e faz sua arte:

Debbie Carlos from Ryan Glenn on Vimeo.

Leia mais
“Soft Sounds from Another Planet”, que saiu faz pouquíssimo tempo. O single que ela divulgou primeiro desse disco é “Machinist”:


“Machinist” é uma narrativa de ficção científica sobre uma mulher que se apaixona por um robô. No vídeo acima, ela alucina com o combustível do foguete e destrói sua nave espacial na tentativa de construir um corpo para o robô que ela ama.

Mas a música que eu curto mesmo é “Road Head”, melancólica que só:

Sobre a “Road Head” para a Teen Vogue:

Há alguns anos eu estava namorando um músico de sucesso. Eu estava realmente presa de forma criativa, e essa pessoa não era muito encorajadora para mim e era como um egomaníaco. Eu estava realmente lutando para encontrar minha própria voz, e ele dizia como, “Bem, talvez isso não seja para você. Talvez você devesse tentar fazer outra coisa”. Na época, apenas doía tanto. Ele era uma pessoa tão tóxica, e não percebi na época, porque eu realmente o amava. Essa música é sobre como às vezes você tenta fazer algo selvagem e fora do comum, como um último esforço divertido para ressuscitar um relacionamento. E acaba por ser o sentimento mais triste e vazio que faz você perceber que não é para ser. Eu deixei essa pessoa há muitos anos e percebi o quão emocionalmente abusivo ele era para mim e quanto ele realmente me impediu de perseguir minha própria voz

 

Em outras entrevistas, Zauner disse que o conceito original do álbum seria fazer algo sci-fi mesmo, que cada música tivesse um sentimento atmosférico e tridimensional, que fizesse as pessoas flutuarem através de um espaço reflexivo.

A morte de sua mãe, vítima de câncer, influenciou muito na criação da Japanese Breakfast. Foi para enfrentar esse luto e sofrimento que ela começou a compôr para o primeiro disco, “Psychopomp”.

Ela também afirma que não curte K-pop, apesar de ser coreana e as pessoas questionarem muito sobre sua relação com a cultura do país. Fleetwood Mac é uma de suas influências musicais.

Aqui uma entrevista que ela deu para a Billboard sobre o segundo álbum:

Leia entrevistas dela para:

Teen Vogue
Interview Magazine
Spin
Vice
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