Após sete temporadas, “Mad Men“ está em seus episódios finais com o melhor retrato que a TV poderia fazer do machismo. Foram muitos anos de Don Draper, Pete Campbell, Roger Sterling e o sexismo no meio corporativo e na vida pessoal dos publicitários mulherengos. Mas, para quem acompanhou e é fã da série (como eu sou!), é lindo ver papéis femininos fechando a trama com destaque.
Temos a Peggy Olson (Elisabeth Moss), que sobe de secretária à chefe dos copywriters. Mas, para mim, Joan Harris, a personagem de Christina Hendricks, é o maior exemplo que podemos pegar se quisermos explicar porque precisamos de feministas (vale conferir uma paródia ótima com a personagem no Funny Or Die).
Joan começa como gerente das secretárias e termina como sócia da empresa. Tá, mas durante o processo ela tem que lidar com investidas sexuais dos homens da firma e com o desrespeito de algumas mulheres. Em uma das cenas desta temporada, Joan se cansa do sexismo e introduz o assunto, citando a Comissão para a Igualdade de Oportunidades de Emprego e a Greve das Mulheres pela Igualdade (que juntou 20 mil mulheres na 5ª Avenida, em Nova York, em 1970).
E não é que atitudes sexistas existem no mundo do trabalho até hoje? Daí esse é assunto para outros textos, como esse da Cacau Birdmad. Abaixo, separei algumas frases ditas pelas atrizes da série sobre o tal do feminismo.
Christina Hendricks, a Joan, ao site Spinoff: “Eu não acho que ela sabia que era feminista (…) eu acho que ela começou a mudar e foi vendo o crescimento de Peggy que inspirou a personalidade de Joan, para ver as coisas que estavam mudando ao seu redor, e eu acho que ela teve alguns movimentos feministas acidentais no início que se transformaram em ela perseguindo isto e estando mais no controle.”
Elisabeth Moss, a Peggy, ao Wall Street Journal: “Ela estava tentando algo que nenhum outro personagem fez – ser tratada como uma igual em um mundo de homens (…) Se você é uma mulher, você é feminista. Se você é um homem, você deveria ser feminista. O feminismo é sobre acreditar em direitos iguais. Se alguém acredita na igualdade de direitos para qualquer pessoa, eu acho que você é feminista.” (veja o vídeo da entrevista)
January Jones, a Betty, ao site Indiewire: “Alguém me lembrou algumas semanas atrás, eu não sei quem, que Betty é a única mulher do elenco feminino – ou de todo o elenco – que você realmente vê lendo literatura sobre o feminismo. Eu acho que nós pensamos que ela é a menos inclinada a se preocupar com esse tipo de coisa, mas ela é a única que você vê lendo ‘The Feminine Mystique’. Está lá. Eu acho que ela cresceu muito.”
Kiernan Shipka, a Sally, a Dazed Digital: “Nem tudo foi aveludado para Sally – ela tem sido forte por passar por tudo isso, ela realmente é uma espécie de estrela do rock. Sally é imperfeita, mas real, que é o que a torna tão incrível.”
Jessica Paré, a Megan, à Entertainment Weekly: “Ela é uma das primeiras pessoas a lucrar com os avanços que as mulheres fizeram naquela época no sentido de que ela não via realmente uma barreira para ter tanto uma carreira e um casamento saudável e uma família.”
Teyonah Parris, a Dawn, ao Los Angeles Times: “Eu acho que Peggy é a pessoa perfeita para nós aprendermos sobre Dawn. Ela é a mulher da série que é a mais mente aberta, feminista – ela nem sequer sabe que ela é uma feminista (…) Eu percebo a grande responsabilidade que vem com esse papel. É a primeira vez que a série tem uma afroamericana no escritório, mas eu tento não deixar que isso me oprima.”
No topo do post há uma entrevista com o criador da série, Matthew Weiner, sobre as personagens fortes de Mad Men e o feminismo. Infelizmente sem legendas :(
Após sete temporadas, “Mad Men“ está em seus episódios finais com o melhor retrato que a TV poderia fazer do machismo. Foram muitos anos de Don Draper, Pete Campbell, Roger Sterling e o sexismo no meio corporativo e na vida pessoal dos publicitários mulherengos. Mas, para quem acompanhou e é fã da série (como eu sou!), é lindo ver papéis femininos fechando a trama com destaque.
Temos a Peggy Olson (Elisabeth Moss), que sobe de secretária à chefe dos copywriters. Mas, para mim, Joan Harris, a personagem de Christina Hendricks, é o maior exemplo que podemos pegar se quisermos explicar porque precisamos de feministas (vale conferir uma paródia ótima com a personagem no Funny Or Die).
Joan começa como gerente das secretárias e termina como sócia da empresa. Tá, mas durante o processo ela tem que lidar com investidas sexuais dos homens da firma e com o desrespeito de algumas mulheres. Em uma das cenas desta temporada, Joan se cansa do sexismo e introduz o assunto, citando a Comissão para a Igualdade de Oportunidades de Emprego e a Greve das Mulheres pela Igualdade (que juntou 20 mil mulheres na 5ª Avenida, em Nova York, em 1970).
E não é que atitudes sexistas existem no mundo do trabalho até hoje? Daí esse é assunto para outros textos, como esse da Cacau Birdmad. Abaixo, separei algumas frases ditas pelas atrizes da série sobre o tal do feminismo.
Christina Hendricks, a Joan, ao site Spinoff: “Eu não acho que ela sabia que era feminista (…) eu acho que ela começou a mudar e foi vendo o crescimento de Peggy que inspirou a personalidade de Joan, para ver as coisas que estavam mudando ao seu redor, e eu acho que ela teve alguns movimentos feministas acidentais no início que se transformaram em ela perseguindo isto e estando mais no controle.”
Elisabeth Moss, a Peggy, ao Wall Street Journal: “Ela estava tentando algo que nenhum outro personagem fez – ser tratada como uma igual em um mundo de homens (…) Se você é uma mulher, você é feminista. Se você é um homem, você deveria ser feminista. O feminismo é sobre acreditar em direitos iguais. Se alguém acredita na igualdade de direitos para qualquer pessoa, eu acho que você é feminista.” (veja o vídeo da entrevista)
January Jones, a Betty, ao site Indiewire: “Alguém me lembrou algumas semanas atrás, eu não sei quem, que Betty é a única mulher do elenco feminino – ou de todo o elenco – que você realmente vê lendo literatura sobre o feminismo. Eu acho que nós pensamos que ela é a menos inclinada a se preocupar com esse tipo de coisa, mas ela é a única que você vê lendo ‘The Feminine Mystique’. Está lá. Eu acho que ela cresceu muito.”
Kiernan Shipka, a Sally, a Dazed Digital: “Nem tudo foi aveludado para Sally – ela tem sido forte por passar por tudo isso, ela realmente é uma espécie de estrela do rock. Sally é imperfeita, mas real, que é o que a torna tão incrível.”
Jessica Paré, a Megan, à Entertainment Weekly: “Ela é uma das primeiras pessoas a lucrar com os avanços que as mulheres fizeram naquela época no sentido de que ela não via realmente uma barreira para ter tanto uma carreira e um casamento saudável e uma família.”
Teyonah Parris, a Dawn, ao Los Angeles Times: “Eu acho que Peggy é a pessoa perfeita para nós aprendermos sobre Dawn. Ela é a mulher da série que é a mais mente aberta, feminista – ela nem sequer sabe que ela é uma feminista (…) Eu percebo a grande responsabilidade que vem com esse papel. É a primeira vez que a série tem uma afroamericana no escritório, mas eu tento não deixar que isso me oprima.”
No topo do post há uma entrevista com o criador da série, Matthew Weiner, sobre as personagens fortes de Mad Men e o feminismo. Infelizmente sem legendas :(
Após sete temporadas, “Mad Men“ está em seus episódios finais com o melhor retrato que a TV poderia fazer do machismo. Foram muitos anos de Don Draper, Pete Campbell, Roger Sterling e o sexismo no meio corporativo e na vida pessoal dos publicitários mulherengos. Mas, para quem acompanhou e é fã da série (como eu sou!), é lindo ver papéis femininos fechando a trama com destaque.
Temos a Peggy Olson (Elisabeth Moss), que sobe de secretária à chefe dos copywriters. Mas, para mim, Joan Harris, a personagem de Christina Hendricks, é o maior exemplo que podemos pegar se quisermos explicar porque precisamos de feministas (vale conferir uma paródia ótima com a personagem no Funny Or Die).
Joan começa como gerente das secretárias e termina como sócia da empresa. Tá, mas durante o processo ela tem que lidar com investidas sexuais dos homens da firma e com o desrespeito de algumas mulheres. Em uma das cenas desta temporada, Joan se cansa do sexismo e introduz o assunto, citando a Comissão para a Igualdade de Oportunidades de Emprego e a Greve das Mulheres pela Igualdade (que juntou 20 mil mulheres na 5ª Avenida, em Nova York, em 1970).
E não é que atitudes sexistas existem no mundo do trabalho até hoje? Daí esse é assunto para outros textos, como esse da Cacau Birdmad. Abaixo, separei algumas frases ditas pelas atrizes da série sobre o tal do feminismo.
Christina Hendricks, a Joan, ao site Spinoff: “Eu não acho que ela sabia que era feminista (…) eu acho que ela começou a mudar e foi vendo o crescimento de Peggy que inspirou a personalidade de Joan, para ver as coisas que estavam mudando ao seu redor, e eu acho que ela teve alguns movimentos feministas acidentais no início que se transformaram em ela perseguindo isto e estando mais no controle.”
Elisabeth Moss, a Peggy, ao Wall Street Journal: “Ela estava tentando algo que nenhum outro personagem fez – ser tratada como uma igual em um mundo de homens (…) Se você é uma mulher, você é feminista. Se você é um homem, você deveria ser feminista. O feminismo é sobre acreditar em direitos iguais. Se alguém acredita na igualdade de direitos para qualquer pessoa, eu acho que você é feminista.” (veja o vídeo da entrevista)
January Jones, a Betty, ao site Indiewire: “Alguém me lembrou algumas semanas atrás, eu não sei quem, que Betty é a única mulher do elenco feminino – ou de todo o elenco – que você realmente vê lendo literatura sobre o feminismo. Eu acho que nós pensamos que ela é a menos inclinada a se preocupar com esse tipo de coisa, mas ela é a única que você vê lendo ‘The Feminine Mystique’. Está lá. Eu acho que ela cresceu muito.”
Kiernan Shipka, a Sally, a Dazed Digital: “Nem tudo foi aveludado para Sally – ela tem sido forte por passar por tudo isso, ela realmente é uma espécie de estrela do rock. Sally é imperfeita, mas real, que é o que a torna tão incrível.”
Jessica Paré, a Megan, à Entertainment Weekly: “Ela é uma das primeiras pessoas a lucrar com os avanços que as mulheres fizeram naquela época no sentido de que ela não via realmente uma barreira para ter tanto uma carreira e um casamento saudável e uma família.”
Teyonah Parris, a Dawn, ao Los Angeles Times: “Eu acho que Peggy é a pessoa perfeita para nós aprendermos sobre Dawn. Ela é a mulher da série que é a mais mente aberta, feminista – ela nem sequer sabe que ela é uma feminista (…) Eu percebo a grande responsabilidade que vem com esse papel. É a primeira vez que a série tem uma afroamericana no escritório, mas eu tento não deixar que isso me oprima.”
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No topo do post há uma entrevista com o criador da série, Matthew Weiner, sobre as personagens fortes de Mad Men e o feminismo. Infelizmente sem legendas :(
Diretora, produtora, roteirista, distribuidora de filmes… a norte-americana Ava DuVernay, de 45 anos, é uma das mais importantes vozes sobre representatividade em Hollywood atualmente. Ava é a primeira mulher negra da história a dirigir um filme com orçamento de US$ 100 milhões. Ava também é a primeira cineasta negra a ser indicada ao Oscar de documentário por “A 13ª Emenda”.
Ou seja, é MUITO importante conhecermos e divulgarmos a obra dela. Ava se formou em Inglês e Estudos Afro-americanos e chegou a trabalhar com relações públicas. Segundo o site IMDb, ela já soma em seu currículo 18 trabalhos apenas como diretora.
Seu 1º longa-metragem é o documentário “This is The Life”, de (2008), que conta a história dos artistas que fizeram parte do movimento de hip-hop “The Good Life”.
Em 2010, ela dirigiu um documentário para a TV chamado “My Mic Sounds Nice: The Truth About Women in Hip Hop” (que eu não sei se tem disponível para ver na internet), e o longa de ficção “I Will Follow”, sobre uma mulher que tem que aprender a lidar com o luto da morte da tia.
Em 2012, Ava DuVernay dirigiu um episódio da série de TV “Scandal”, e lançou o belíssimo filme “Middle of Nowhere”, uma trama que começa quando o marido da personagem Ruby é condenado a oito anos de prisão.
Não sabemos o que ele fez para estar ali – só sabemos que ela fará de tudo, inclusive largar os estudos de Medicina, para poder visitá-lo sempre que possível. A cadeia fica num lugar distante e Ruby ainda é enfermeira em um hospital e cuida do sobrinho para a irmã poder trabalhar. É uma história bem emocionante.
Maaaas foi só em 2014 que o mundo pôde saber da existência da cineasta por causa da repercussão em torno de “Selma: Uma Luta Pela Igualdade”, pelo qual disputou o Oscar de melhor filme.
“Selma” retrata a luta de Martin Luther King Jr. pelo direito de voto dos negros em uma campanha que culminou na marcha de Selma a Montgomery, no Alabama, e que convenceu o presidente Johnson a implementar a Lei dos Direitos de Voto em 1965.
Em outubro de 2016, Ava lançou em parceria com a Netflix o documentário “A 13ª Emenda”, que analisa o racismo nos EUA, focando no sistema prisional do país, que tem maioria de prisioneiros negros. É um dos melhores filmes que eu vi ultimamente.
Ava DuVernay declarou, em comunicado:
O filme é uma resposta às minhas perguntas sobre como e por que motivo nos tornamos a nação com mais prisioneiros no mundo, como e por qual motivo enxergamos alguns de nossos cidadãos como criminosos natos, como e por qual motivo boas pessoas permitem que essa injustiça continue acontecendo, geração após geração
Ava DuVernay também é fundadora do coletivo de distribuição Array, focado em mulheres e minorias, e criadora da série “Queen Sugar” (2016-), que foi renovada para a terceira temporada. A série tem todos os episódios dirigidos por mulheres e vai ao ar pela emissora americana OWN, da Oprah Winfrey.
Para 2018, está prevista a estreia de “Uma Dobra no Tempo” (o tal filme com orçamento de US$ 100 milhões).
Baseado no best-seller de Madeleine L’Engle e com roteiro de Jennifer Lee (“Frozen”), o filme conta a história de uma menina (Storm Reid) que sai em busca do pai, um cientista que desaparece em meio a um projeto misterioso. O elenco conta com Oprah Winfrey, Mindy Kaling, Reese Witherspoon e Chris Pine.
Precisamos ficar atentas a tudo o que a Ava DuVernay fizer pois sempre será um trabalho político, voltado à diversidade, à história dos negros e das mulheres.
“Mad Men“ está em seus episódios finais com o melhor retrato que a TV poderia fazer do machismo. Foram muitos anos de Don Draper, Pete Campbell, Roger Sterling e o sexismo no meio corporativo e na vida pessoal dos publicitários mulherengos. Mas, para quem acompanhou e é fã da série (como eu sou!), é lindo ver papéis femininos fechando a trama com destaque.
Temos a Peggy Olson (Elisabeth Moss), que sobe de secretária à chefe dos copywriters. Mas, para mim, Joan Harris, a personagem de Christina Hendricks, é o maior exemplo que podemos pegar se quisermos explicar porque precisamos de feministas (vale conferir uma paródia ótima com a personagem no Funny Or Die).
Joan começa como gerente das secretárias e termina como sócia da empresa. Tá, mas durante o processo ela tem que lidar com investidas sexuais dos homens da firma e com o desrespeito de algumas mulheres. Em uma das cenas desta temporada, Joan se cansa do sexismo e introduz o assunto, citando a Comissão para a Igualdade de Oportunidades de Emprego e a Greve das Mulheres pela Igualdade (que juntou 20 mil mulheres na 5ª Avenida, em Nova York, em 1970).
E não é que atitudes sexistas existem no mundo do trabalho até hoje? Daí esse é assunto para outros textos, como esse da Cacau Birdmad. Abaixo, separei algumas frases ditas pelas atrizes da série sobre o tal do feminismo.
Christina Hendricks, a Joan, ao site Spinoff: “Eu não acho que ela sabia que era feminista (…) eu acho que ela começou a mudar e foi vendo o crescimento de Peggy que inspirou a personalidade de Joan, para ver as coisas que estavam mudando ao seu redor, e eu acho que ela teve alguns movimentos feministas acidentais no início que se transformaram em ela perseguindo isto e estando mais no controle.”
Elisabeth Moss, a Peggy, ao Wall Street Journal: “Ela estava tentando algo que nenhum outro personagem fez – ser tratada como uma igual em um mundo de homens (…) Se você é uma mulher, você é feminista. Se você é um homem, você deveria ser feminista. O feminismo é sobre acreditar em direitos iguais. Se alguém acredita na igualdade de direitos para qualquer pessoa, eu acho que você é feminista.” (veja o vídeo da entrevista)
January Jones, a Betty, ao site Indiewire: “Alguém me lembrou algumas semanas atrás, eu não sei quem, que Betty é a única mulher do elenco feminino – ou de todo o elenco – que você realmente vê lendo literatura sobre o feminismo. Eu acho que nós pensamos que ela é a menos inclinada a se preocupar com esse tipo de coisa, mas ela é a única que você vê lendo ‘The Feminine Mystique’. Está lá. Eu acho que ela cresceu muito.”
Kiernan Shipka, a Sally, a Dazed Digital: “Nem tudo foi aveludado para Sally – ela tem sido forte por passar por tudo isso, ela realmente é uma espécie de estrela do rock. Sally é imperfeita, mas real, que é o que a torna tão incrível.”
Jessica Paré, a Megan, à Entertainment Weekly: “Ela é uma das primeiras pessoas a lucrar com os avanços que as mulheres fizeram naquela época no sentido de que ela não via realmente uma barreira para ter tanto uma carreira e um casamento saudável e uma família.”
Teyonah Parris, a Dawn, ao Los Angeles Times: “Eu acho que Peggy é a pessoa perfeita para nós aprendermos sobre Dawn. Ela é a mulher da série que é a mais mente aberta, feminista – ela nem sequer sabe que ela é uma feminista (…) Eu percebo a grande responsabilidade que vem com esse papel. É a primeira vez que a série tem uma afroamericana no escritório, mas eu tento não deixar que isso me oprima.”
No topo do post há uma entrevista com o criador da série, Matthew Weiner, sobre as personagens fortes de Mad Men e o feminismo. Infelizmente sem legendas :(
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“Mad Men“ está em seus episódios finais com o melhor retrato que a TV poderia fazer do machismo. Foram muitos anos de Don Draper, Pete Campbell, Roger Sterling e o sexismo no meio corporativo e na vida pessoal dos publicitários mulherengos. Mas, para quem acompanhou e é fã da série (como eu sou!), é lindo ver papéis femininos fechando a trama com destaque.
Temos a Peggy Olson (Elisabeth Moss), que sobe de secretária à chefe dos copywriters. Mas, para mim, Joan Harris, a personagem de Christina Hendricks, é o maior exemplo que podemos pegar se quisermos explicar porque precisamos de feministas (vale conferir uma paródia ótima com a personagem no Funny Or Die).
Joan começa como gerente das secretárias e termina como sócia da empresa. Tá, mas durante o processo ela tem que lidar com investidas sexuais dos homens da firma e com o desrespeito de algumas mulheres. Em uma das cenas desta temporada, Joan se cansa do sexismo e introduz o assunto, citando a Comissão para a Igualdade de Oportunidades de Emprego e a Greve das Mulheres pela Igualdade (que juntou 20 mil mulheres na 5ª Avenida, em Nova York, em 1970).
E não é que atitudes sexistas existem no mundo do trabalho até hoje? Daí esse é assunto para outros textos, como esse da Cacau Birdmad. Abaixo, separei algumas frases ditas pelas atrizes da série sobre o tal do feminismo.
Christina Hendricks, a Joan, ao site Spinoff: “Eu não acho que ela sabia que era feminista (…) eu acho que ela começou a mudar e foi vendo o crescimento de Peggy que inspirou a personalidade de Joan, para ver as coisas que estavam mudando ao seu redor, e eu acho que ela teve alguns movimentos feministas acidentais no início que se transformaram em ela perseguindo isto e estando mais no controle.”
Elisabeth Moss, a Peggy, ao Wall Street Journal: “Ela estava tentando algo que nenhum outro personagem fez – ser tratada como uma igual em um mundo de homens (…) Se você é uma mulher, você é feminista. Se você é um homem, você deveria ser feminista. O feminismo é sobre acreditar em direitos iguais. Se alguém acredita na igualdade de direitos para qualquer pessoa, eu acho que você é feminista.” (veja o vídeo da entrevista)
January Jones, a Betty, ao site Indiewire: “Alguém me lembrou algumas semanas atrás, eu não sei quem, que Betty é a única mulher do elenco feminino – ou de todo o elenco – que você realmente vê lendo literatura sobre o feminismo. Eu acho que nós pensamos que ela é a menos inclinada a se preocupar com esse tipo de coisa, mas ela é a única que você vê lendo ‘The Feminine Mystique’. Está lá. Eu acho que ela cresceu muito.”
Kiernan Shipka, a Sally, a Dazed Digital: “Nem tudo foi aveludado para Sally – ela tem sido forte por passar por tudo isso, ela realmente é uma espécie de estrela do rock. Sally é imperfeita, mas real, que é o que a torna tão incrível.”
Jessica Paré, a Megan, à Entertainment Weekly: “Ela é uma das primeiras pessoas a lucrar com os avanços que as mulheres fizeram naquela época no sentido de que ela não via realmente uma barreira para ter tanto uma carreira e um casamento saudável e uma família.”
Teyonah Parris, a Dawn, ao Los Angeles Times: “Eu acho que Peggy é a pessoa perfeita para nós aprendermos sobre Dawn. Ela é a mulher da série que é a mais mente aberta, feminista – ela nem sequer sabe que ela é uma feminista (…) Eu percebo a grande responsabilidade que vem com esse papel. É a primeira vez que a série tem uma afroamericana no escritório, mas eu tento não deixar que isso me oprima.”
No topo do post há uma entrevista com o criador da série, Matthew Weiner, sobre as personagens fortes de Mad Men e o feminismo. Infelizmente sem legendas :(