Eu me incomodo muito fácil com o papel atribuído a mulheres em programas de tv. Mas se tem um tópico bem específico que me incomoda bastante são chamadas constrangedoras para matérias sobre como praticar artes marciais sem perder a feminilidade ou não perder o charme mesmo de kimono.
E os absurdos do tipo, infelizmente, são mais constantes do que seria levianamente recomendado. Sinto como se tratassem as lutadoras, eu inclusa já que pratico Karatê há mais 12 anos, como uma descoberta exótica, da qual eles não conhecem nenhum hábito. Como se precisasse de ainda mais reforço para os estereótipos da sociedade como, por exemplo:
“Ah… mulheres que lutam querem ser meio homens, né?”
Não, amigo. Não criei uma genitália masculina, nem sou nenhum tipo de ogro só porque encontro nas lutas a minha forma de equilibrar o estresse do dia a dia. Também não faço isso para pegar homem nenhum e nem porque está na moda.
Há uma dificuldade enorme em aceitar que uma mulher pode ter gosto por tudo quanto é coisa nesse mundo. Pior ainda é quando começa a contestar a sua sexualidade por conta disso. O que diabos uma coisa tem a ver com a outra?
Comecei a lutar ainda criança. Ouvia muito desses comentários desnecessários quando ainda nem entendiam o que eles significavam. Me surpreendia que os meninos que eu gostava não queriam falar comigo por eu ser mais forte e isso ser algo que os deixa assustados. Por isso acho um grande desserviço a mídia comentar vagamente sobre lutadoras e só para dizer que elas são “mulheres de verdade” fora dos ringues, octógonos ou tatame.
Ela é mulher lá dentro. Fazendo o que gosta. Desafiando preconceito. Correndo atrás do sonho ou apenas relaxando com uns socos depois de uma semana puxada. Se ela quer se maquiar depois é uma escolha única e exclusivamente dela. Parem de esconder as lutadoras como se o que elas fazem fosse um problema.
Eu me incomodo muito fácil com o papel atribuído a mulheres em programas de tv. Mas se tem um tópico bem específico que me incomoda bastante são chamadas constrangedoras para matérias sobre como praticar artes marciais sem perder a feminilidade ou não perder o charme mesmo de kimono.
E os absurdos do tipo, infelizmente, são mais constantes do que seria levianamente recomendado. Sinto como se tratassem as lutadoras, eu inclusa já que pratico Karatê há mais 12 anos, como uma descoberta exótica, da qual eles não conhecem nenhum hábito. Como se precisasse de ainda mais reforço para os estereótipos da sociedade como, por exemplo:
“Ah… mulheres que lutam querem ser meio homens, né?”
Não, amigo. Não criei uma genitália masculina, nem sou nenhum tipo de ogro só porque encontro nas lutas a minha forma de equilibrar o estresse do dia a dia. Também não faço isso para pegar homem nenhum e nem porque está na moda.
Há uma dificuldade enorme em aceitar que uma mulher pode ter gosto por tudo quanto é coisa nesse mundo. Pior ainda é quando começa a contestar a sua sexualidade por conta disso. O que diabos uma coisa tem a ver com a outra?
Comecei a lutar ainda criança. Ouvia muito desses comentários desnecessários quando ainda nem entendiam o que eles significavam. Me surpreendia que os meninos que eu gostava não queriam falar comigo por eu ser mais forte e isso ser algo que os deixa assustados. Por isso acho um grande desserviço a mídia comentar vagamente sobre lutadoras e só para dizer que elas são “mulheres de verdade” fora dos ringues, octógonos ou tatame.
Ela é mulher lá dentro. Fazendo o que gosta. Desafiando preconceito. Correndo atrás do sonho ou apenas relaxando com uns socos depois de uma semana puxada. Se ela quer se maquiar depois é uma escolha única e exclusivamente dela. Parem de esconder as lutadoras como se o que elas fazem fosse um problema.
Eu me incomodo muito fácil com o papel atribuído a mulheres em programas de tv. Mas se tem um tópico bem específico que me incomoda bastante são chamadas constrangedoras para matérias sobre como praticar artes marciais sem perder a feminilidade ou não perder o charme mesmo de kimono.
E os absurdos do tipo, infelizmente, são mais constantes do que seria levianamente recomendado. Sinto como se tratassem as lutadoras, eu inclusa já que pratico Karatê há mais 12 anos, como uma descoberta exótica, da qual eles não conhecem nenhum hábito. Como se precisasse de ainda mais reforço para os estereótipos da sociedade como, por exemplo:
“Ah… mulheres que lutam querem ser meio homens, né?”
Não, amigo. Não criei uma genitália masculina, nem sou nenhum tipo de ogro só porque encontro nas lutas a minha forma de equilibrar o estresse do dia a dia. Também não faço isso para pegar homem nenhum e nem porque está na moda.
Há uma dificuldade enorme em aceitar que uma mulher pode ter gosto por tudo quanto é coisa nesse mundo. Pior ainda é quando começa a contestar a sua sexualidade por conta disso. O que diabos uma coisa tem a ver com a outra?
Comecei a lutar ainda criança. Ouvia muito desses comentários desnecessários quando ainda nem entendiam o que eles significavam. Me surpreendia que os meninos que eu gostava não queriam falar comigo por eu ser mais forte e isso ser algo que os deixa assustados. Por isso acho um grande desserviço a mídia comentar vagamente sobre lutadoras e só para dizer que elas são “mulheres de verdade” fora dos ringues, octógonos ou tatame.
Ela é mulher lá dentro. Fazendo o que gosta. Desafiando preconceito. Correndo atrás do sonho ou apenas relaxando com uns socos depois de uma semana puxada. Se ela quer se maquiar depois é uma escolha única e exclusivamente dela. Parem de esconder as lutadoras como se o que elas fazem fosse um problema.
Praticamente no mundo inteiro, a literatura é um campo cheio de desafios para as mulheres. É constante o fato do trabalho delas ser considerado de baixa qualidade se comparado com as obras de escritores homens e relegado ao sub gênero women’s fiction.
De certa forma, parece que o trabalho delas só tem espaço no mercado com a criação desse gênero especifico. Eu sinto como se alguém dissesse: “Ei… já que vocês não podem concorrer de igual para igual com um homem, toma aqui um espacinho. Agora parem de reclamar e não tentem se meter eu outros gêneros”. Posso estar completamente errada, mas é essa a percepção que tenho como leitora.
E os problemas não param por aí. A falta de representatividade se expande para as próprias narrativas. A falta de personagens significativos que não se encaixem no padrão homem-branco-heterossexual é gritante. Igualmente péssimo são os esteriótipos perpetuados da imagem feminina.
Notando esse problemas e incomodadas com isso, a professora e blogueira, Lady Sybylla, e a escritora Aline Valek tiveram a ideia de montar uma coletânea de contos de ficção cientifica feminista, intitulada Universo Desconstruído. “Queremos com isso quebrar dois estigmas extremamente negativos: que mulheres não sabem escrever ficção cientifica e que feminismo é um movimento que quer destruir o gênero masculino”, elas explicam na introdução do livro.
Um dos pontos que achei mais interessantes durante a leitura, além de ver representando personagens de vários tipo diferentes, foi como os contos tem em comum a desconstrução de um núcleo familiar tradicional, algo super atual, e como os preconceitos são a maior causa dos problemas que imageticamente teremos no futuro. A destruição da humanidade não vem de uma ameaça externa e, sim, da dificuldade de enxergar o outro como um semelhante mesmo sendo diferente.
A primeira edição saiu em 2013 e está disponível no site do projeto, onde você pode fazer o download gratuito em formatos para Kobo, Kindle e PDF. Também é possível comprar a versão física do livro, pra quem gosta do bom e velho papel.
Ela é mulher lá dentro. Fazendo o que gosta. Desafiando preconceito. Correndo atrás do sonho ou apenas relaxando com uns socos depois de uma semana puxada. Se ela quer se maquiar depois é uma escolha única e exclusivamente dela. Parem de esconder as lutadoras como se o que elas fazem fosse um problema.