Como uma fã de quadrinhos e entusiasta de uma maior diversidade na cultura pop em geral, tenho passado os meus dias em busca de material produzido e/ou protagonizado por mulheres. Afinal nada melhor para fazer as editoras se tocaram que queremos um conteúdo que dialogue conosco do que comprar, ler e divulgar o trabalho das minas.
Posso dizer ouve um avanço significativo nesse quesito, principalmente nas grandes editoras como Marvel e DC. Sem contar trabalhos independentes maravilhosos que proliferam pela internet. Fico enlouquecida sempre que vou na banca ou quando dou uma olhada em listas como Kickass Woman In Superhero Comics que tem no Goodreads (ótimas sugestões do que começar a ler AGORA). Porém, o caminho ainda é muito longo para termos enfim uma representatividade justa.
Numa dessas buscas encontrei Izombie, da editora Vertigo. Já havia escutado falar dessa hq antes, mas nunca tinha parado para procurar até ela aparecer na minha frente enquanto eu procurava pelo terceiro volume da edição brasileira de Capitã Marvel.
Izombie – Morri para o Mundo nos introduz a vida (ou morte) de Gwen Dylan, uma garota com um trabalho e amigos fora do comum. Gwen é um zumbi que trabalha como coveira em um cemitério, abrindo covas durante o dia para os sepultamentos e a noite para fazer um lanchinho. Sua melhor amiga, Ellie, é um fantasma distraido. Outro amigo que sempre anda com as duas é Scott, que nas noites de lua cheia se transforma em um inusitado “terriermen”.
Apesar dessas particularidades, os três conseguem levar uma rotina razoavelmente dentro do normal até que três problemas surgem ao mesmo tempo. As vampiras da cidade começam a causar problema, o que atrai a atenção indesejada de caçadores de criaturas sobrenaturais. Enquanto isso, a última refeição de Gwen lhe trouxe um caso de assassinato para ser resolvido.
O roteirista Chris Roberson e o artista Michael Allred se juntaram para produzir a história, lançada originalmente nos EUA em 2010. A edição ficou por conta Shelly Bond, editora executiva que vem sido reconhecida por levar a Vertigo à uma nova era.
A HQ só chegou aqui no Brasil no último mês de fevereiro em um encadernado da Panini Comics que reúne as edições 1 a 5. O lançamento do segundo volume, Izombie – VcVampiro, está previsto ainda para esse mês.
Aliás, estreou há poucos meses a primeira temporada da série iZombie, baseada no quadrinho. Vejam o trailer abaixo:
Como uma fã de quadrinhos e entusiasta de uma maior diversidade na cultura pop em geral, tenho passado os meus dias em busca de material produzido e/ou protagonizado por mulheres. Afinal nada melhor para fazer as editoras se tocaram que queremos um conteúdo que dialogue conosco do que comprar, ler e divulgar o trabalho das minas.
Posso dizer ouve um avanço significativo nesse quesito, principalmente nas grandes editoras como Marvel e DC. Sem contar trabalhos independentes maravilhosos que proliferam pela internet. Fico enlouquecida sempre que vou na banca ou quando dou uma olhada em listas como Kickass Woman In Superhero Comics que tem no Goodreads (ótimas sugestões do que começar a ler AGORA). Porém, o caminho ainda é muito longo para termos enfim uma representatividade justa.
Numa dessas buscas encontrei Izombie, da editora Vertigo. Já havia escutado falar dessa hq antes, mas nunca tinha parado para procurar até ela aparecer na minha frente enquanto eu procurava pelo terceiro volume da edição brasileira de Capitã Marvel.
Izombie – Morri para o Mundo nos introduz a vida (ou morte) de Gwen Dylan, uma garota com um trabalho e amigos fora do comum. Gwen é um zumbi que trabalha como coveira em um cemitério, abrindo covas durante o dia para os sepultamentos e a noite para fazer um lanchinho. Sua melhor amiga, Ellie, é um fantasma distraido. Outro amigo que sempre anda com as duas é Scott, que nas noites de lua cheia se transforma em um inusitado “terriermen”.
Apesar dessas particularidades, os três conseguem levar uma rotina razoavelmente dentro do normal até que três problemas surgem ao mesmo tempo. As vampiras da cidade começam a causar problema, o que atrai a atenção indesejada de caçadores de criaturas sobrenaturais. Enquanto isso, a última refeição de Gwen lhe trouxe um caso de assassinato para ser resolvido.
O roteirista Chris Roberson e o artista Michael Allred se juntaram para produzir a história, lançada originalmente nos EUA em 2010. A edição ficou por conta Shelly Bond, editora executiva que vem sido reconhecida por levar a Vertigo à uma nova era.
A HQ só chegou aqui no Brasil no último mês de fevereiro em um encadernado da Panini Comics que reúne as edições 1 a 5. O lançamento do segundo volume, Izombie – VcVampiro, está previsto ainda para esse mês.
Aliás, estreou há poucos meses a primeira temporada da série iZombie, baseada no quadrinho. Vejam o trailer abaixo:
Como uma fã de quadrinhos e entusiasta de uma maior diversidade na cultura pop em geral, tenho passado os meus dias em busca de material produzido e/ou protagonizado por mulheres. Afinal nada melhor para fazer as editoras se tocaram que queremos um conteúdo que dialogue conosco do que comprar, ler e divulgar o trabalho das minas.
Posso dizer ouve um avanço significativo nesse quesito, principalmente nas grandes editoras como Marvel e DC. Sem contar trabalhos independentes maravilhosos que proliferam pela internet. Fico enlouquecida sempre que vou na banca ou quando dou uma olhada em listas como Kickass Woman In Superhero Comics que tem no Goodreads (ótimas sugestões do que começar a ler AGORA). Porém, o caminho ainda é muito longo para termos enfim uma representatividade justa.
Numa dessas buscas encontrei Izombie, da editora Vertigo. Já havia escutado falar dessa hq antes, mas nunca tinha parado para procurar até ela aparecer na minha frente enquanto eu procurava pelo terceiro volume da edição brasileira de Capitã Marvel.
Izombie – Morri para o Mundo nos introduz a vida (ou morte) de Gwen Dylan, uma garota com um trabalho e amigos fora do comum. Gwen é um zumbi que trabalha como coveira em um cemitério, abrindo covas durante o dia para os sepultamentos e a noite para fazer um lanchinho. Sua melhor amiga, Ellie, é um fantasma distraido. Outro amigo que sempre anda com as duas é Scott, que nas noites de lua cheia se transforma em um inusitado “terriermen”.
[caption id="attachment_4080" align="aligncenter" width="1024"] Detalhe da arte de iZombie[/caption]
Apesar dessas particularidades, os três conseguem levar uma rotina razoavelmente dentro do normal até que três problemas surgem ao mesmo tempo. As vampiras da cidade começam a causar problema, o que atrai a atenção indesejada de caçadores de criaturas sobrenaturais. Enquanto isso, a última refeição de Gwen lhe trouxe um caso de assassinato para ser resolvido.
O roteirista Chris Roberson e o artista Michael Allred se juntaram para produzir a história, lançada originalmente nos EUA em 2010. A edição ficou por conta Shelly Bond, editora executiva que vem sido reconhecida por levar a Vertigo à uma nova era.
A HQ só chegou aqui no Brasil no último mês de fevereiro em um encadernado da Panini Comics que reúne as edições 1 a 5. O lançamento do segundo volume, Izombie – VcVampiro, está previsto ainda para esse mês.
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Aliás, estreou há poucos meses a primeira temporada da série iZombie, baseada no quadrinho. Vejam o trailer abaixo:
Eu dei sorte, muita sorte por sinal, de não ter a infância limitada aquilo que seria ou não apropriado para uma garota fazer. Mesmo sem nenhuma noção do que seria feminismo e enfrentando os próprios complexos, o que é perfeitamente normal, minha mãe me deu desde cedo duas coisas muito preciosas: liberdade e apoio para eu ser aquilo que eu quisesse.
Bem… não vou dizer que ela não tentou. Afinal, ao ser mãe de primeira viagem de uma menina depois dos 40, você meio que segue tudo que as suas amigas fizeram até ali. Compra vestidos com babados fofinhos, barbies, brinquedos rosas. Porque é assim que a coisa funciona, não?
Digamos que aprendemos juntas que não é bem assim que a banda toca. Eu ainda não podia falar, mas já sabia deixar bem claro que não queria aqueles vestidinhos perto de mim. E ela reagiu a todas as minhas “diferenças” da melhor maneira possível ao longo dos anos.
Quando ficou claro que eu não gostava de brincar com bonecas, ela as recolheu e apareceu no dia seguinte com a coleção de bonequinhos dos Cavaleiros do Zódiaco. Os vestidos foram substituídos por camisetas e moletons. Coisas de casinha foram trocadas por uma coleção de carrinhos. Sem contar o apoio a interesses diversos como astronomia, pintura, quadrinhos e esportes.
Até quando fiquei com vergonha de ir para a escola com meu fichário do Batman, numa tentativa tola de me enquadrar a um padrão, ela ficou do meu lado, ao mesmo tempo que dizia que eu não precisava fingir ser o que não era.
O grande ponto foi quando, com sete anos, decidi trocar o ballet por karate. Perdi a conta de quantas vezes ela rebateu os comentários maldosos das tias intrometidas de que aquilo não era atividade para uma garota com um “É o que ela gosta. E ela pode fazer o que quiser”.
Não sou nenhuma psicóloga educacional para dizer que essa é forma correta de se educar uma criança. Inclusive nós não somos perfeitas, tivemos nossos próprios defeitos nesses 22 anos de relação. Mas essas escolhas que a minha mãe me deu quando criança foram fundamentais para eu ser a pessoa que sou hoje. Para ser dona das minhas decisões, para não ligar para a opinião alheia e para descobrir o meu rumo na vida.
Então, deixa a menina brincar. Deixa ela se sujar jogando bola. Deixa ela pintar a parede. Deixa ela brincar de carrinho sem dizer que isso é coisa de menino. Desconstrói essa ideia de que ela tem que ser assim ou assado. Esquece essa de ser uma lady. Deixa ela ser uma criança livre que tá conhecendo o mundo sem nenhum complexo.