Mulheres invencíveis e seus términos

Nada como uma música empoderadora e motivacional para começar a semana. Em Invincible, novo single da cantora Kelly Clarkson no seu último álbum Piece By Piece, ela canta “Agora sou invencível/ não sou mais uma garotinha medrosa/ É, sou invencível / Não, não sou mais uma garotinha medrosa /É, sou invencível/ Do que eu estava fugindo? / Eu estava me escondendo do mundo/ Eu estava com tanto medo, me sentia tão insegura/ Agora, sou invencível/ Mais uma tempestade perfeita, em tradução livre.

Tem uns cubos espalhados por aí que explodem do nada revelando lindas e poderosas mulheres se livrando dessas prisões que a gente cria. A música é parceria com a sempre requisitada das parcerias cantora australiana Sia (que fez um ensaio lindo pra revista Interview de abril que não tem nada a ver com o post mas que vou linkar aqui por motivo de ser lindo como dito anteriormente)

Aliás, essa Kelly sempre traz umas músicas cafonamente poderosas. Lembro bem de como algumas letras passaram a fazer sentido depois de um término. Mas até jingles de comercial pareciam falar comigo. Usei cada uma das músicas para lidar com o luto pós-término.

 

Fase 1 – Because of You – Sofrimento

 

 
giphy
 

 

Fase 2 – Never Again – Raiva e uma leve misoginia

 

 
Não a entendam mal quando digo “misoginia”. Na verdade é uma coisa que passa na cabeça, algo meio inevitável quando estamos enfurecidas com o término. Odiamos todo mundo, a culpa pela ruína é dos outros – da OUTRA.
 

 

Fase 3 – Negociação – Você tenta imaginar como poderia ter feito as coisas de maneira diferente, ou o que poderia mudar.

Esse é daqueles momentos que você se vê fazendo coisas estranhas como, por exemplo, mechas no cabelo. MECHAS. Por isso, melhor que qualquer música, preferi ilustrar esse momento com essa capa do disco da Kelly. Haha MECHAS!
 
Preferi ilustrar com essa linda capa do disco da Kelly com essas mechas! haha MECHAS!
 

 

Fase 4 – Stronger – Aceitação e superação

 

 
giphy (1)
 

 

Fase 5 – Since U Been Gone

 

 
A Kelly me ajudou a superar e evoluir para o que apelidei de:

Fase Beyoncé = sou muito poderosa e era demais para ele

 
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Mais de Anna Crô

Os mamilos não deveriam ser polêmicos

No último final de semana, foi ao ar o projeto #MamiloLivre, que está espalhando peitinhos e peitões pela cidade de São de Paulo. Acompanhamos e ajudei a colagem de uns posters no Minhocão e de quebra conversei com a fotógrafa Júlia Rodrigues, uma das autoras e – para o nosso privilégio, uma das colaboradoras da Ovelha – para entender um pouco melhor a parada toda ae:

 
Ovelha: O que é o projeto?

Júlia Rodrigues: O mamilo livre é a união entre meu projeto pessoal #podenãopode e os textos da psicóloga Leticia Bahia. É um questionamento sobre a censura das partes do corpo feminino que não existe para o corpo masculino. É mais um suporte para uma discussão que já está acontecendo pelo mundo todo neste momento. Sabemos que não estamos inventando a roda, mas sentimos a necessidade de ter essa discussão trazida para o público brasileiro e agregar ao tema que já anda ronlando por aí.

 

A DISCUSSÃO QUE ESTÁ ACONTECENDO PELO MUNDO

FREE THE NIPPLE from Parker Laramie on Vimeo.

 
Ovelha: E pq vc decidiu fazer esse projeto?

Júlia: Esse é um assunto que sempre me incomodou, principalmente por trabalhar como fotógrafa para revistas masculinas, com a nudez feminina e ter o meu trabalho pessoal sempre censurado nas mídias sociais. Me sentia meio que numa vida dupla, alimentando a objetificação do corpo feminino e ao mesmo tempo tentando quebrar a coisa toda. Mas, meu suporte para expor o que penso sempre foi visual. Me comunicar verbalmente ainda é um grande problema pra mim e as ideias da Leticia bateram perfeitamente com o que eu pensava. Essa fusão dos nossos trabalhos caiu como uma luva: eu cuido da imagem e ela cuida do conceito, texto, etc. No fim das contas, isso tudo é muito pessoal. Eu sou uma dessas pessoas que tem vergonha do próprio corpo e neste ano tive meu teste final: fui à uma praia onde topless era permitido e simplesmente entrei em pânico na hora de me libertar de todo aquele pano bobo por cima dos peitos. E quando uma amiga minha saiu do mar com o peito de fora, eu fiquei morrendo de vergonha e queria enfiar minha cabeça na areia. Ali, na hora, e antes mesmo disso, eu já sabia quão ridículo isso é… Mas não consigo me livrar dessa convenção social.

 

 
Ovelha: Qual é de espalhar peitinhos por aí?
Júlia: Sentíamos a necessidade de estourar a bolha da mídia social. A Leticia verbalizou isso de uma forma perfeita. A gente estava fazendo sermão pra quem já é convertido. As pessoas que me seguem e a seguem nos facebooks da vida, na maioria das vezes, já são pessoas que concordam com os nossos pontos de vista. A solução era certamente sair do virtual e ir pra rua.

Ovelha: O que essa etaoa tem de diferente da anterior?
Júlia: A maior diferença é que nossas ideias não estarão mais contidas dentro da nossa pequena bolha de simpatizantes e seguidores. A expectativa é que quem olhar as fotos na rua e ficar curioso, entre no site (que até o momento, já foi traduzido para 14 línguas por enquanto) e entenda melhor do que a gente está falando.

 

 
Ovelha:O que espera alcançar com isso?
Júlia: Não sei se a palavra é alcançar. Estou interessada em ver para onde a discussão vai. Quero saber o que as pessoas pensam sobre isso, apresentar o que eu penso, e também mudar até mesmo como eu mesma me sinto em relação a isso. Tentar desarmar esse primeiro pensamento que as pessoas têm sobre o corpo feminino e o sexo, o pornográfico, o censurável.

Viu algum poster dos mamilos? Poste suas fotos com a hashtag #MamiloLivre !!

Ajude as meninas a espalhar o projeto pelo mundo.

 
JFR_mamilolivre_08
 

Siga #MamiloLivre pela internet:

Tumblr | Site

Leia mais
Interview de abril que não tem nada a ver com o post mas que vou linkar aqui por motivo de ser lindo como dito anteriormente)

Aliás, essa Kelly sempre traz umas músicas cafonamente poderosas. Lembro bem de como algumas letras passaram a fazer sentido depois de um término. Mas até jingles de comercial pareciam falar comigo. Usei cada uma das músicas para lidar com o luto pós-término.

 

Fase 1 – Because of You – Sofrimento

 

 
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Fase 2 – Never Again – Raiva e uma leve misoginia

 

 
Não a entendam mal quando digo “misoginia”. Na verdade é uma coisa que passa na cabeça, algo meio inevitável quando estamos enfurecidas com o término. Odiamos todo mundo, a culpa pela ruína é dos outros – da OUTRA.
 

 

Fase 3 – Negociação – Você tenta imaginar como poderia ter feito as coisas de maneira diferente, ou o que poderia mudar.

Esse é daqueles momentos que você se vê fazendo coisas estranhas como, por exemplo, mechas no cabelo. MECHAS. Por isso, melhor que qualquer música, preferi ilustrar esse momento com essa capa do disco da Kelly. Haha MECHAS!
 
Preferi ilustrar com essa linda capa do disco da Kelly com essas mechas! haha MECHAS!
 

 

Fase 4 – Stronger – Aceitação e superação

 

 
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Fase 5 – Since U Been Gone

 

 
A Kelly me ajudou a superar e evoluir para o que apelidei de:

Fase Beyoncé = sou muito poderosa e era demais para ele

 
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Interview de abril que não tem nada a ver com o post mas que vou linkar aqui por motivo de ser lindo como dito anteriormente)

Aliás, essa Kelly sempre traz umas músicas cafonamente poderosas. Lembro bem de como algumas letras passaram a fazer sentido depois de um término. Mas até jingles de comercial pareciam falar comigo. Usei cada uma das músicas para lidar com o luto pós-término.

 

Fase 1 – Because of You – Sofrimento

 

 
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Fase 2 – Never Again – Raiva e uma leve misoginia

 

 
Não a entendam mal quando digo “misoginia”. Na verdade é uma coisa que passa na cabeça, algo meio inevitável quando estamos enfurecidas com o término. Odiamos todo mundo, a culpa pela ruína é dos outros – da OUTRA.
 

 

Fase 3 – Negociação – Você tenta imaginar como poderia ter feito as coisas de maneira diferente, ou o que poderia mudar.

Esse é daqueles momentos que você se vê fazendo coisas estranhas como, por exemplo, mechas no cabelo. MECHAS. Por isso, melhor que qualquer música, preferi ilustrar esse momento com essa capa do disco da Kelly. Haha MECHAS!
 
Preferi ilustrar com essa linda capa do disco da Kelly com essas mechas! haha MECHAS!
 

 

Fase 4 – Stronger – Aceitação e superação

 

 
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Fase 5 – Since U Been Gone

 

 
A Kelly me ajudou a superar e evoluir para o que apelidei de:

Fase Beyoncé = sou muito poderosa e era demais para ele

 
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