Berlim nunca foi a cidade dos meus sonhos, mas surgiu a oportunidade de fazer um curso de ilustração durante 10 dias lá e eu fui. Quando eu contava que ia pra lá, a galera me pilhava, falando: “você que morou em NY, vai amar Berlim…” Fui na expectativa de encontrar uma NY alemã e não foi isso que achei. Pra falar bem a verdade, na minha primeira visita à cidade, eu saí de lá com uma impressão meio esquisita. Não gostei muito. Por ter essa expectativa, eu acho que fiquei comparando as duas cidades o tempo todo. O erro!
Acontece que Berlim é uma cidade totalmente diferente de NY por vários motivos:
Você pode beber na rua, no metrô ou numa casinha de sapê – e a galera bebe pra caramba! Eles andam com garrafas de 600ml (?) e bebem no gargalo mesmo. Vi muita gente bebendo às 8h da manhã. Tudo é motivo pra beber.
A cultura de consumo de produtos globalizados, grandes redes e tal, é menor. Eles valorizam muuuito produtos locais. O famoso “Compro de quem faz”.
As pessoas são meio frias e às vezes grossas. Se você sorri, muitas vezes eles não sorriem de volta ou não entendem por que você está sorrindo pra elas. Mas não é por maldade, é simplesmente porque eles tão vivendo a vida deles. É cada um no seu quadrado.
Daí que fui de novo pra lá em abril e, já conhecendo um pouquinho da cidade, resolvi ir com outros olhos. Dessa vez, quis fazer rolê de quem mora lá, viver como eles viviam e…
me apaixonei pela cidade.
Foi tipo um segundo date com o lugar, uma segunda chance. E consegui entender um pouco esse jeito deles. Sabe aquele tio meio rabugento mas que no fundo tem um bom coração? Muitas vezes foi porque a vida simplesmente o fez assim! Então, Berlim é igual.
A cidade parece um pouco com São Paulo (olha eu comparando a coitada mais uma vez): muito cinza, arte urbana, balada, música, comida e mistura de culturas. Mas é uma cidade bem mais barata (pasmem: mesmo em euro, hein), tem bastante verde, vários parques, o transporte público é ótimo (ok, nesse caso não parece tanto), tudo é muito perto e geral anda de bike.
O que me fez muito amar a cidade dessa vez é que a galera é muito de boa no estilo de vida. Pra ir na balada, por exemplo, você não precisa se montar toda – aliás, tem balada que se você estiver de salto ou muito make, você nem entra. Você pode se vestir do jeito que quiser, tem gente de todo tipo. E tá tudo bem.
É uma cidade que realmente não dorme. Todos os dias tem algo pra se fazer, algum lugar pra comer ou beber aberto. Em todos os cantos acontecem feirinhas de comida ou mercados de pulgas. Eles prezam muito pela reutilização das coisas. Tudo é reaproveitável, desde móveis a roupas – ah, e as garrafas de vidro de cervejas que as pessoas compram no mercado são retornáveis. Você coloca numa maquininha e ganha dinheiro em troca. *__*
E tem muito parque, muito mesmo. Ou seja um estilo de vida not fancy. Valorizo!
A cidade também é conhecida por ser um grande polo artístico. Diferente de NY ou Paris, que são consideradas cidades museus, Berlim é considerada uma cidade-instalação-artística. É uma mistura de DIY e experimentações. Pra quem gosta de arte, design, ilustração, é o paraíso! Tem muita loja, galerias, eventos, vernissages e workshops. Não tem como não sair inspirado de lá. Pra trabalhar, no entanto, não é muito bom. São muitos artistas pro mercado. A concorrência é acirrada. Ótimo pra se inspirar e trocar experiência, ruim pra trabalhar e ganhar dinheiro.
Ok, muito blablabla, mas vamos ao que interessa:
Onde fiquei: Kreuzeberg, Berlim Quanto tempo: 15 dias Com quem: passei um período com uma amiga australiana e um amigo thailandês. No final da viagem, fiquei com meus amigos berlinenses. Quanto gastei: 650 euros com comida, transporte, cerveja e hostel. Conclusão: Amor à segunda vista, quero morar lá pra sempre.
Highlights! Top 5:
Urban Spree + Neue Heimat + Mercado de pulgas + vizinhança:
Vá ao domingo na galeria e loja Urban Spree que fica do lado da estação Warschauer Strasse. Nesse dia, atrás da loja na Revalerstrasse mesmo, rola um mercado de pulgas e feira de comida, a Neue Heimant. Coma uma comidinha, beba uma cervejinha e explore a feirinha que tem um monte de achados. Aproveite e passeie pelas ruas ali perto, tem um monte de loja de roupas, livros, toy art e uns restaurantes bem bons também. Uma vizinhança muito legal para ser explorada.
Photoautomat:
Qualquer lugar que você ande por Berlim tem aquelas máquinas pra tirar aquelas tripinhas de foto instântanea em P&B. Vá com namorado, com os amigos ou mesmo sozinha. É muito legal!
Döner Kebab > Curry Wurst:
Esqueça o Curry Wurst, bom mesmo é o Döner Kebab que é carne de cordeiro + pão sírio + vegetais e molhos. Uma explosão de sabor! Melhor comida do mundo. Ah, às vezes eles colocam umas batatinhas fritas no meio. MARAVILHOSO!
Cerveja boa e barata:
Berliner é ótima e baratinha no mercado. Mas não beba a Berliner Kindl Weisse com um syrup colorido (tem verde e rosa). É uma mistura de uma cerveja azeda e um xarope mega doce. Horrível!
Volkspark Hasenheide, um Parque Kinder Ovo:
Fui nesse parque só porque era do lado do meu hostel e tava afim de curtir um pouco minha ressaca, deitar na grama, tomar um sol na cara etc. Apenas que chegando lá dentro encontrei camelo, avestruz, pavão, bezerro, pato, um parque de diversões gigante (tinha até aqueles brinquedos com água e mini montanha russa), gente de topless e um lago! Cada passo, uma surpresa. Melhor parque!
Todo esse amor me contaminou e acabei criando um mini guia para criativos e curiosos. É um e-book em que dou dicas de como chegar na cidade, como pedir um bom Döner Kebab e algumas lojas, livrarias e galerias pra você gastar seu eurozinhos e se inspirar. Modéstia à parte: tá fofo, tá barato, tá didático, tá alternativo, tá guia gente como a gente. Olha o sample:
Ah, vai rolar uns vídeos desses lugares no meu canal também.
Se inscreve e não perde.
Berlim nunca foi a cidade dos meus sonhos, mas surgiu a oportunidade de fazer um curso de ilustração durante 10 dias lá e eu fui. Quando eu contava que ia pra lá, a galera me pilhava, falando: “você que morou em NY, vai amar Berlim…” Fui na expectativa de encontrar uma NY alemã e não foi isso que achei. Pra falar bem a verdade, na minha primeira visita à cidade, eu saí de lá com uma impressão meio esquisita. Não gostei muito. Por ter essa expectativa, eu acho que fiquei comparando as duas cidades o tempo todo. O erro!
Acontece que Berlim é uma cidade totalmente diferente de NY por vários motivos:
Você pode beber na rua, no metrô ou numa casinha de sapê – e a galera bebe pra caramba! Eles andam com garrafas de 600ml (?) e bebem no gargalo mesmo. Vi muita gente bebendo às 8h da manhã. Tudo é motivo pra beber.
A cultura de consumo de produtos globalizados, grandes redes e tal, é menor. Eles valorizam muuuito produtos locais. O famoso “Compro de quem faz”.
As pessoas são meio frias e às vezes grossas. Se você sorri, muitas vezes eles não sorriem de volta ou não entendem por que você está sorrindo pra elas. Mas não é por maldade, é simplesmente porque eles tão vivendo a vida deles. É cada um no seu quadrado.
Daí que fui de novo pra lá em abril e, já conhecendo um pouquinho da cidade, resolvi ir com outros olhos. Dessa vez, quis fazer rolê de quem mora lá, viver como eles viviam e…
me apaixonei pela cidade.
Foi tipo um segundo date com o lugar, uma segunda chance. E consegui entender um pouco esse jeito deles. Sabe aquele tio meio rabugento mas que no fundo tem um bom coração? Muitas vezes foi porque a vida simplesmente o fez assim! Então, Berlim é igual.
A cidade parece um pouco com São Paulo (olha eu comparando a coitada mais uma vez): muito cinza, arte urbana, balada, música, comida e mistura de culturas. Mas é uma cidade bem mais barata (pasmem: mesmo em euro, hein), tem bastante verde, vários parques, o transporte público é ótimo (ok, nesse caso não parece tanto), tudo é muito perto e geral anda de bike.
O que me fez muito amar a cidade dessa vez é que a galera é muito de boa no estilo de vida. Pra ir na balada, por exemplo, você não precisa se montar toda – aliás, tem balada que se você estiver de salto ou muito make, você nem entra. Você pode se vestir do jeito que quiser, tem gente de todo tipo. E tá tudo bem.
É uma cidade que realmente não dorme. Todos os dias tem algo pra se fazer, algum lugar pra comer ou beber aberto. Em todos os cantos acontecem feirinhas de comida ou mercados de pulgas. Eles prezam muito pela reutilização das coisas. Tudo é reaproveitável, desde móveis a roupas – ah, e as garrafas de vidro de cervejas que as pessoas compram no mercado são retornáveis. Você coloca numa maquininha e ganha dinheiro em troca. *__*
E tem muito parque, muito mesmo. Ou seja um estilo de vida not fancy. Valorizo!
A cidade também é conhecida por ser um grande polo artístico. Diferente de NY ou Paris, que são consideradas cidades museus, Berlim é considerada uma cidade-instalação-artística. É uma mistura de DIY e experimentações. Pra quem gosta de arte, design, ilustração, é o paraíso! Tem muita loja, galerias, eventos, vernissages e workshops. Não tem como não sair inspirado de lá. Pra trabalhar, no entanto, não é muito bom. São muitos artistas pro mercado. A concorrência é acirrada. Ótimo pra se inspirar e trocar experiência, ruim pra trabalhar e ganhar dinheiro.
Ok, muito blablabla, mas vamos ao que interessa:
Onde fiquei: Kreuzeberg, Berlim Quanto tempo: 15 dias Com quem: passei um período com uma amiga australiana e um amigo thailandês. No final da viagem, fiquei com meus amigos berlinenses. Quanto gastei: 650 euros com comida, transporte, cerveja e hostel. Conclusão: Amor à segunda vista, quero morar lá pra sempre.
Highlights! Top 5:
Urban Spree + Neue Heimat + Mercado de pulgas + vizinhança:
Vá ao domingo na galeria e loja Urban Spree que fica do lado da estação Warschauer Strasse. Nesse dia, atrás da loja na Revalerstrasse mesmo, rola um mercado de pulgas e feira de comida, a Neue Heimant. Coma uma comidinha, beba uma cervejinha e explore a feirinha que tem um monte de achados. Aproveite e passeie pelas ruas ali perto, tem um monte de loja de roupas, livros, toy art e uns restaurantes bem bons também. Uma vizinhança muito legal para ser explorada.
Photoautomat:
Qualquer lugar que você ande por Berlim tem aquelas máquinas pra tirar aquelas tripinhas de foto instântanea em P&B. Vá com namorado, com os amigos ou mesmo sozinha. É muito legal!
Döner Kebab > Curry Wurst:
Esqueça o Curry Wurst, bom mesmo é o Döner Kebab que é carne de cordeiro + pão sírio + vegetais e molhos. Uma explosão de sabor! Melhor comida do mundo. Ah, às vezes eles colocam umas batatinhas fritas no meio. MARAVILHOSO!
Cerveja boa e barata:
Berliner é ótima e baratinha no mercado. Mas não beba a Berliner Kindl Weisse com um syrup colorido (tem verde e rosa). É uma mistura de uma cerveja azeda e um xarope mega doce. Horrível!
Volkspark Hasenheide, um Parque Kinder Ovo:
Fui nesse parque só porque era do lado do meu hostel e tava afim de curtir um pouco minha ressaca, deitar na grama, tomar um sol na cara etc. Apenas que chegando lá dentro encontrei camelo, avestruz, pavão, bezerro, pato, um parque de diversões gigante (tinha até aqueles brinquedos com água e mini montanha russa), gente de topless e um lago! Cada passo, uma surpresa. Melhor parque!
Todo esse amor me contaminou e acabei criando um mini guia para criativos e curiosos. É um e-book em que dou dicas de como chegar na cidade, como pedir um bom Döner Kebab e algumas lojas, livrarias e galerias pra você gastar seu eurozinhos e se inspirar. Modéstia à parte: tá fofo, tá barato, tá didático, tá alternativo, tá guia gente como a gente. Olha o sample:
Ah, vai rolar uns vídeos desses lugares no meu canal também.
Se inscreve e não perde.
Berlim nunca foi a cidade dos meus sonhos, mas surgiu a oportunidade de fazer um curso de ilustração durante 10 dias lá e eu fui. Quando eu contava que ia pra lá, a galera me pilhava, falando: “você que morou em NY, vai amar Berlim…” Fui na expectativa de encontrar uma NY alemã e não foi isso que achei. Pra falar bem a verdade, na minha primeira visita à cidade, eu saí de lá com uma impressão meio esquisita. Não gostei muito. Por ter essa expectativa, eu acho que fiquei comparando as duas cidades o tempo todo. O erro!
Acontece que Berlim é uma cidade totalmente diferente de NY por vários motivos:
Você pode beber na rua, no metrô ou numa casinha de sapê – e a galera bebe pra caramba! Eles andam com garrafas de 600ml (?) e bebem no gargalo mesmo. Vi muita gente bebendo às 8h da manhã. Tudo é motivo pra beber.
A cultura de consumo de produtos globalizados, grandes redes e tal, é menor. Eles valorizam muuuito produtos locais. O famoso “Compro de quem faz”.
As pessoas são meio frias e às vezes grossas. Se você sorri, muitas vezes eles não sorriem de volta ou não entendem por que você está sorrindo pra elas. Mas não é por maldade, é simplesmente porque eles tão vivendo a vida deles. É cada um no seu quadrado.
Daí que fui de novo pra lá em abril e, já conhecendo um pouquinho da cidade, resolvi ir com outros olhos. Dessa vez, quis fazer rolê de quem mora lá, viver como eles viviam e…
me apaixonei pela cidade.
[caption id="attachment_4771" align="aligncenter" width="535"] ♡♡♡[/caption]
Foi tipo um segundo date com o lugar, uma segunda chance. E consegui entender um pouco esse jeito deles. Sabe aquele tio meio rabugento mas que no fundo tem um bom coração? Muitas vezes foi porque a vida simplesmente o fez assim! Então, Berlim é igual.
A cidade parece um pouco com São Paulo (olha eu comparando a coitada mais uma vez): muito cinza, arte urbana, balada, música, comida e mistura de culturas. Mas é uma cidade bem mais barata (pasmem: mesmo em euro, hein), tem bastante verde, vários parques, o transporte público é ótimo (ok, nesse caso não parece tanto), tudo é muito perto e geral anda de bike.
[caption id="attachment_4768" align="aligncenter" width="720"] Romero Britto international superstar[/caption]
O que me fez muito amar a cidade dessa vez é que a galera é muito de boa no estilo de vida. Pra ir na balada, por exemplo, você não precisa se montar toda – aliás, tem balada que se você estiver de salto ou muito make, você nem entra. Você pode se vestir do jeito que quiser, tem gente de todo tipo. E tá tudo bem.
[caption id="attachment_4764" align="aligncenter" width="960"] East Side Gallery[/caption]
É uma cidade que realmente não dorme. Todos os dias tem algo pra se fazer, algum lugar pra comer ou beber aberto. Em todos os cantos acontecem feirinhas de comida ou mercados de pulgas. Eles prezam muito pela reutilização das coisas. Tudo é reaproveitável, desde móveis a roupas – ah, e as garrafas de vidro de cervejas que as pessoas compram no mercado são retornáveis. Você coloca numa maquininha e ganha dinheiro em troca. *__*
E tem muito parque, muito mesmo. Ou seja um estilo de vida not fancy. Valorizo!
A cidade também é conhecida por ser um grande polo artístico. Diferente de NY ou Paris, que são consideradas cidades museus, Berlim é considerada uma cidade-instalação-artística. É uma mistura de DIY e experimentações. Pra quem gosta de arte, design, ilustração, é o paraíso! Tem muita loja, galerias, eventos, vernissages e workshops. Não tem como não sair inspirado de lá. Pra trabalhar, no entanto, não é muito bom. São muitos artistas pro mercado. A concorrência é acirrada. Ótimo pra se inspirar e trocar experiência, ruim pra trabalhar e ganhar dinheiro.
Ok, muito blablabla, mas vamos ao que interessa:
Onde fiquei: Kreuzeberg, Berlim Quanto tempo: 15 dias Com quem: passei um período com uma amiga australiana e um amigo thailandês. No final da viagem, fiquei com meus amigos berlinenses. Quanto gastei: 650 euros com comida, transporte, cerveja e hostel. Conclusão: Amor à segunda vista, quero morar lá pra sempre.
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Highlights! Top 5:
Urban Spree + Neue Heimat + Mercado de pulgas + vizinhança:
Vá ao domingo na galeria e loja Urban Spree que fica do lado da estação Warschauer Strasse. Nesse dia, atrás da loja na Revalerstrasse mesmo, rola um mercado de pulgas e feira de comida, a Neue Heimant. Coma uma comidinha, beba uma cervejinha e explore a feirinha que tem um monte de achados. Aproveite e passeie pelas ruas ali perto, tem um monte de loja de roupas, livros, toy art e uns restaurantes bem bons também. Uma vizinhança muito legal para ser explorada.
Qualquer lugar que você ande por Berlim tem aquelas máquinas pra tirar aquelas tripinhas de foto instântanea em P&B. Vá com namorado, com os amigos ou mesmo sozinha. É muito legal!
Döner Kebab > Curry Wurst:
Esqueça o Curry Wurst, bom mesmo é o Döner Kebab que é carne de cordeiro + pão sírio + vegetais e molhos. Uma explosão de sabor! Melhor comida do mundo. Ah, às vezes eles colocam umas batatinhas fritas no meio. MARAVILHOSO!
Berliner é ótima e baratinha no mercado. Mas não beba a Berliner Kindl Weisse com um syrup colorido (tem verde e rosa). É uma mistura de uma cerveja azeda e um xarope mega doce. Horrível!
Volkspark Hasenheide, um Parque Kinder Ovo:
Fui nesse parque só porque era do lado do meu hostel e tava afim de curtir um pouco minha ressaca, deitar na grama, tomar um sol na cara etc. Apenas que chegando lá dentro encontrei camelo, avestruz, pavão, bezerro, pato, um parque de diversões gigante (tinha até aqueles brinquedos com água e mini montanha russa), gente de topless e um lago! Cada passo, uma surpresa. Melhor parque!
[separator type="thin"]
Todo esse amor me contaminou e acabei criando um mini guia para criativos e curiosos. É um e-book em que dou dicas de como chegar na cidade, como pedir um bom Döner Kebab e algumas lojas, livrarias e galerias pra você gastar seu eurozinhos e se inspirar. Modéstia à parte: tá fofo, tá barato, tá didático, tá alternativo, tá guia gente como a gente. Olha o sample:
Ah, vai rolar uns vídeos desses lugares no meu canal também.
Se inscreve e não perde.
Chimamanda Ngozi Adichie é autora de três romances, incluindo “Americanah”, que será adaptado para o cinema
Os Estados Unidos sempre foram fonte de inspiração para mim. Mesmo quando eu me incomodei com suas hipocrisias, de alguma forma o país sempre parecia certo, uma nação que sabia o que estava fazendo, refrescantemente livre daquela incerteza existencial de qualquer-coisa-pode-acontecer tão familiar para as nações em desenvolvimento. Mas não mais. A eleição de Donald Trump acabou com a poesia existente na filosofia fundadora da América: o país nascido de uma ideia de liberdade está prestes a ser governado por um demagogo instável, obstinadamente desinformado e autoritário. E, em resposta a isso, há pessoas vivendo com um medo visceral, pessoas ansiosamente tentando discernir a política da algazarra, e pessoas reverenciando como se houvesse um novo rei. As coisas que recentemente tinham sido empurradas para os cantos do espaço político americano – o racismo manifesto, a misoginia evidente, e o anti-intelectualismo – estão novamente rastejando para o centro das discussões.
Agora é a hora de resistir à mais mínima extensão nos limites do que é certo e justo. Agora é a hora de se manifestar e usar como emblema de honra o opróbrio dos intolerantes. Agora é a hora de confrontar o fraco miolo do coração do vício americano de otimismo; ele deixa muito pouco espaço para a resiliência, e muito espaço para a fragilidade. Visões nebulosas de “cura” e de “não se tornar o ódio que odiamos” soam perigosamente como apaziguamento. A responsabilidade de criar unidade não pertence àqueles que estão sendo injustiçados, mas àqueles que cometem as injustiças. A premissa da empatia deve ser de humanidade igualitária; é uma injustiça exigir que os malignos se identifiquem com aqueles que questionam sua humanidade.
América ama vencedores, mas a vitória não absolve. A vitória, especialmente uma vitória precária decidida por alguns milhares de votos em um punhado de estados, não garante respeito. Ninguém automaticamente merece respeito por ascender à liderança de qualquer país. Os jornalistas americanos sabem disso muito bem quando falam sobre os líderes estrangeiros – o modo padrão com os africanos, por exemplo, é quase sempre um desdém quase oculto. O presidente Obama suportou o desrespeito de todos os lados. De longe, o insulto mais notório dirigido a ele, o movimento racista mansamente denominado “birtherism”, foi defendido por Trump.
Agora é a hora de se manifestar e usar como emblema de honra o opróbrio dos intolerantes
Ainda assim, um dia depois das eleições, ouvi um jornalista no rádio falar da acidez existente entre Obama e Trump. Não, a acidez era de Trump. Agora é a hora de queimar falsas equivalências para sempre. Fingir que ambos os lados de uma questão são iguais quando não são não é jornalismo “equilibrado”; é um conto de fadas e, ao contrário da maioria dos contos de fadas, é malicioso.
Agora é a hora de recusarmos o apagamento da memória. Cada menção de “impasse” durante a administração Obama deve ser lida com honestidade: esses “impasses” foram resultado de uma recusa deliberada e sistemática do Congresso Republicano de trabalhar com ele. Agora é a hora de chamar as coisas do que elas realmente são, porque a linguagem pode tanto iluminar a verdade quanto ofuscá-la. Agora é a hora de forjar novas palavras. “Alt-right”* [direita-alternativa] é uma expressão benigna. “White-supremacist right” [direita supremacista-branca] é um termo mais preciso.
Agora é a hora de falar sobre o que estamos realmente falando. “Contrários à mudança climática” ofusca. “Negadores da mudança climática” não. E já que a mudança climática é um fato científico, e não uma opinião, isto importa.
Agora é a hora de descartar esse cuidado que se assemelha demais à falta de convicção. A eleição não é uma “história de racismo simples”, porque nenhuma história de racismo é uma história de racismo “simples”, na qual pessoas malvadas vestindo branco e sorrindo queimam cruzes em estaleiros. Uma história de racismo é complicada, mas ainda é uma história de racismo, e vale a pena analisar. Agora não é o momento de ficar circulando nas pontas dos pés em torno de referências históricas. Remeter ao nazismo não é extremo; é a resposta astuta daqueles que sabem que a história dá contexto e advertência.
Agora é a hora de recalibrar as suposições padrão do discurso político americano. A política de identidade não é reservada somente aos eleitores minoritários. Esta eleição é um lembrete de que a política de identidade nos Estados Unidos é uma invenção branca: era a base da segregação. A negação dos direitos civis aos norte-americanos negros tinha em seu núcleo a ideia de que um negro americano não deveria ter autorização a votar porque esse negro americano não era branco. O interminável questionamento, antes da eleição de Obama, sobre o país estar “pronto” para um presidente negro foi uma reação à política de identidade branca. No entanto, as “políticas de identidade” passaram a ser associadas às minorias e, muitas vezes, a uma tendência condescendente, como se referissem a pessoas não-brancas motivadas por um irracional instinto de rebanho. Os americanos brancos têm praticado a política de identidade desde o início da América mas, agora que ela foi descoberta, é impossível evadir.
Agora é a hora da mídia, de esquerda e de direita, de educar e informar. Hora de ser ágil e alerta, de olhos abertos e cética, ativa em vez de reativa. Hora de fazer escolhas claras sobre o que realmente importa.
Agora é a hora de colocar a ideia de “bolha liberal” para descansar. A realidade do tribalismo americano é que diferentes grupos vivem em bolhas. Agora é a hora de reconhecer as maneiras que os democratas foram condescendentes à classe operária branca – e reconhecer que Trump é condescendente vendendo fantasias a essa classe. Agora é a hora de lembrar que há americanos de classe trabalhadora que não são brancos e que sofreram as mesmas privações e são igualmente dignos de notícias. Agora é o momento de lembrar que “mulheres” não quer dizer só mulheres brancas. “Mulheres” deve significar todas as mulheres.
Agora é a hora de aprimorar a arte de questionar. O único ressentimento válido na América é o dos homens brancos? Se quisermos simpatizar com a ideia de que as ansiedades econômicas levam a decisões questionáveis, isso se aplica a todos os grupos? Quem são exatamente os membros da elite?
Agora é a hora de enquadrar as perguntas de forma diferente. Se todo o resto permanecesse o mesmo, e Hillary Clinton fosse um homem, ela ainda lidaria com uma hostilidade superaquecida e exagerada? Será que se uma mulher se comportasse exatamente como Trump, ela seria eleita? Agora é a hora de parar de sugerir que o machismo estava ausente na eleição porque as mulheres brancas não votaram esmagadoramente para Clinton. A misoginia não está unicamente reservada aos homens.
Agora é o momento de lembrar que ‘mulheres’ não quer dizer só mulheres brancas. ‘Mulheres’ deve significar todas as mulheres
A questão não é que as mulheres sejam inerentemente melhores ou mais morais. É que elas são metade da humanidade e devem ter as mesmas oportunidades – e o direito de serem julgadas de acordo com os mesmos padrões – como a outra metade. Era esperado que Clinton fosse perfeita, de acordo com padrões contraditórios, em uma eleição que se tornou um referendo sobre sua popularidade.
Agora é a hora de perguntar por que os Estados Unidos estão muito atrás de muitos outros países (como Ruanda) quando o assunto é participação das mulheres na política. Agora é o momento de explorar as atitudes predominantes relacionadas à ambição das mulheres, ponderar em que medida os cálculos políticos comuns que todos os políticos fazem se traduzem como falhas morais quando vemos mulheres os fazendo. A cuidadosa calibragem de Clinton foi lida como furtividade ou desonestidade. Mas um político homem que é cuidadosamente calibrado – Mitt Romney, por exemplo – seria lido meramente como cuidadosamente calibrado?
Agora é a hora de ter precisão sobre o significado das palavras. Ao dizer “elas te deixam fazer isso”, enquanto está falando sobre assediar mulheres, Trump não está insinuando que houve consentimento, porque consentimento é algo que acontece antes de um ato.
Agora é a hora de lembrar que, mesmo em uma onda de populismo obscuro varrendo o Ocidente, existem saídas alternativas. A mensagem de Bernie Sanders não serviu de bode expiatório para os vulneráveis. Obama atravessou uma onda populista antes de sua primeira eleição, uma onda marcada por notável inclusividade. Agora é a hora de rebater mentiras com fatos, repetidamente e incansavelmente, ao mesmo tempo em que proclamamos as verdades maiores: de nossa humanidade, de decência, de compaixão. Cada ideal precioso deve ser reiterado, cada argumento óbvio deve ser feito, porque uma ideia feia não contestada começa a assumir a cor de algo normal. E as coisas não têm que ser assim.
*Alt-right é um termo que a direita conservadora racista vem usando como eufemismo para não se chamar abertamente do que eles são: racistas. Saiba mais aqui
Você pode beber na rua, no metrô ou numa casinha de sapê – e a galera bebe pra caramba! Eles andam com garrafas de 600ml (?) e bebem no gargalo mesmo. Vi muita gente bebendo às 8h da manhã. Tudo é motivo pra beber.
A cultura de consumo de produtos globalizados, grandes redes e tal, é menor. Eles valorizam muuuito produtos locais. O famoso “Compro de quem faz”.
As pessoas são meio frias e às vezes grossas. Se você sorri, muitas vezes eles não sorriem de volta ou não entendem por que você está sorrindo pra elas. Mas não é por maldade, é simplesmente porque eles tão vivendo a vida deles. É cada um no seu quadrado.
Daí que fui de novo pra lá em abril e, já conhecendo um pouquinho da cidade, resolvi ir com outros olhos. Dessa vez, quis fazer rolê de quem mora lá, viver como eles viviam e…
me apaixonei pela cidade.
Foi tipo um segundo date com o lugar, uma segunda chance. E consegui entender um pouco esse jeito deles. Sabe aquele tio meio rabugento mas que no fundo tem um bom coração? Muitas vezes foi porque a vida simplesmente o fez assim! Então, Berlim é igual.
A cidade parece um pouco com São Paulo (olha eu comparando a coitada mais uma vez): muito cinza, arte urbana, balada, música, comida e mistura de culturas. Mas é uma cidade bem mais barata (pasmem: mesmo em euro, hein), tem bastante verde, vários parques, o transporte público é ótimo (ok, nesse caso não parece tanto), tudo é muito perto e geral anda de bike.
O que me fez muito amar a cidade dessa vez é que a galera é muito de boa no estilo de vida. Pra ir na balada, por exemplo, você não precisa se montar toda – aliás, tem balada que se você estiver de salto ou muito make, você nem entra. Você pode se vestir do jeito que quiser, tem gente de todo tipo. E tá tudo bem.
É uma cidade que realmente não dorme. Todos os dias tem algo pra se fazer, algum lugar pra comer ou beber aberto. Em todos os cantos acontecem feirinhas de comida ou mercados de pulgas. Eles prezam muito pela reutilização das coisas. Tudo é reaproveitável, desde móveis a roupas – ah, e as garrafas de vidro de cervejas que as pessoas compram no mercado são retornáveis. Você coloca numa maquininha e ganha dinheiro em troca. *__*
E tem muito parque, muito mesmo. Ou seja um estilo de vida not fancy. Valorizo!
A cidade também é conhecida por ser um grande polo artístico. Diferente de NY ou Paris, que são consideradas cidades museus, Berlim é considerada uma cidade-instalação-artística. É uma mistura de DIY e experimentações. Pra quem gosta de arte, design, ilustração, é o paraíso! Tem muita loja, galerias, eventos, vernissages e workshops. Não tem como não sair inspirado de lá. Pra trabalhar, no entanto, não é muito bom. São muitos artistas pro mercado. A concorrência é acirrada. Ótimo pra se inspirar e trocar experiência, ruim pra trabalhar e ganhar dinheiro.
Ok, muito blablabla, mas vamos ao que interessa:
Onde fiquei: Kreuzeberg, Berlim Quanto tempo: 15 dias Com quem: passei um período com uma amiga australiana e um amigo thailandês. No final da viagem, fiquei com meus amigos berlinenses. Quanto gastei: 650 euros com comida, transporte, cerveja e hostel. Conclusão: Amor à segunda vista, quero morar lá pra sempre.
Highlights! Top 5:
Urban Spree + Neue Heimat + Mercado de pulgas + vizinhança:
Vá ao domingo na galeria e loja Urban Spree que fica do lado da estação Warschauer Strasse. Nesse dia, atrás da loja na Revalerstrasse mesmo, rola um mercado de pulgas e feira de comida, a Neue Heimant. Coma uma comidinha, beba uma cervejinha e explore a feirinha que tem um monte de achados. Aproveite e passeie pelas ruas ali perto, tem um monte de loja de roupas, livros, toy art e uns restaurantes bem bons também. Uma vizinhança muito legal para ser explorada.
Photoautomat:
Qualquer lugar que você ande por Berlim tem aquelas máquinas pra tirar aquelas tripinhas de foto instântanea em P&B. Vá com namorado, com os amigos ou mesmo sozinha. É muito legal!
Döner Kebab > Curry Wurst:
Esqueça o Curry Wurst, bom mesmo é o Döner Kebab que é carne de cordeiro + pão sírio + vegetais e molhos. Uma explosão de sabor! Melhor comida do mundo. Ah, às vezes eles colocam umas batatinhas fritas no meio. MARAVILHOSO!
Cerveja boa e barata:
Berliner é ótima e baratinha no mercado. Mas não beba a Berliner Kindl Weisse com um syrup colorido (tem verde e rosa). É uma mistura de uma cerveja azeda e um xarope mega doce. Horrível!
Volkspark Hasenheide, um Parque Kinder Ovo:
Fui nesse parque só porque era do lado do meu hostel e tava afim de curtir um pouco minha ressaca, deitar na grama, tomar um sol na cara etc. Apenas que chegando lá dentro encontrei camelo, avestruz, pavão, bezerro, pato, um parque de diversões gigante (tinha até aqueles brinquedos com água e mini montanha russa), gente de topless e um lago! Cada passo, uma surpresa. Melhor parque!
Todo esse amor me contaminou e acabei criando um mini guia para criativos e curiosos. É um e-book em que dou dicas de como chegar na cidade, como pedir um bom Döner Kebab e algumas lojas, livrarias e galerias pra você gastar seu eurozinhos e se inspirar. Modéstia à parte: tá fofo, tá barato, tá didático, tá alternativo, tá guia gente como a gente. Olha o sample:
Ah, vai rolar uns vídeos desses lugares no meu canal também.
Se inscreve e não perde.